Fanfic: Desesperada- 3º Capitulo


3º Capitulo

Natacha
Entrei na aula, pedi desculpa pelo atraso. A professora a quem pedia desculpas era muito bonita, as suas marcas eram vários laços célticos de safira, emuldurando-lhe as maçãs do rosto.
- Desde que não volte a acontecer... Eu sou a professora Pantesileia, mas podes tratar-me por profesora P., sou a tua professora de literatura.
- Eu sou Natacha Vamp, sou a nova aluna.
- Nós sabemos, estávamos à tua espera, sê bem-vinda.

***
A aula termminou, foi super divertida, na minha antiga escola as aulas eram uma seca, começava a gostar desta nova escola.
Quando estava a sair da porta para fora encontrei Vénus.
- Olá - disse-lhe.
- Oi, estava à tua espera, visto que és nova acho que precisas de ajuda para encontrar o refeitório e que gostarias de ter companhia para jantar.
- Sim, ainda bem que pensaste assim.
Caminhámos e conversámos no caminho para o refeitório, quando lá chegámos agarrámos cada uma num tabuleiro e escolhemos a nossa comida. Assustei-me quando vi o que Vénus tinha levado para beber, um copo de sangue, mas não disse nada. Sentámo-nos numa mesa, onde todos os alunos tinham marcas vermelhas e todos bebiam o mesmo que Vénus.
- Olá gente, está e a minha companheira de quarto Natacha - apresentou-me Vénus aos restantes caloiros vermelhos.
- Oi, sou sou o Dallas.
- E eu sou o Johnny B.
- Olá eu sou Karmisha.
- Olá a todos, muito prazer- respondi educadamente.
- Vénus, já pensaste que a Natacha pode não estar confortável no meio de tantos caloiros vermelhos, e que se calhar preferia estar ao pé de caloiros azuis?
- Stevie Rae, não stresses eu disse à Zoey, às gémeas, ao Damien e ao Jack para virem aqui ter, eu pensei em tudo.
- Menos mal, mas não se esqueçam que daqui a 3 horas nasce o dia, a essa hora têm de estar no dormitório.
- Nós sabemos - responderam todos os caloiros vermelhos em coro.
- Olá pessoal - disse Zoey.
- Oi, para quem não conhece esta é a minha companheira de quarto, Natacha - disse Vénus.
- Muito prazer, eu sou a Erin - disse uma rapariga loira de olhos azuis com um quarto crescente igual ao meu desenhado na testa - e esta é a minha gémea, Shaunee - apontou para uma rapariga cor de café com cabelo castanho e olhos escuros.
- Gémeas? - perguntei, elas não tinham mesmo nada a ver uma com a outra.
- Sim, elas podem não ter nada de semelhante fisicamente, nem são gémeas verdadeiramente, mas como são tão parecidas psicologicamente dizemos que são gémeas - disse um rapaz alto, de cabelo loiro que era muito bonito - e eu sou o Damien.
- E eu sou o namorado dele, o Jack - não estava à espera desta, mas não me incomodava, já tinha amigos assim antes de ser marcada, não os ia julgar.
- Eu sou a Natacha, como já sabem.
Continuámos a falar um pouco de cada um de nós, para nos conhecermos melhor, foi divertido e no fim voltei para o dormitório com a Vénus e fomos dormir.

***
- Toca a acordar, dorminhoca - ouvi uma voz a incomodar o meu sono de beleza.
- Só mais 5 minutos - pedi.
- Não queres chegar atrasada no 2º dia de aulas! São sete e meia e às oito horas já tens de estar a almoçar.
- Ok ok, vou só tomar banho.
Levantei-me rapidamente, fui ao armário, tirei um vestido liso, simples e azul escuro, umas cuecas e um sutian e fui para a casa de banho. Tomei banho, um banho que me soube muito bem, vesti-me e fui ao quarto onde calcei as minhas sandálias pretas de salto alto.
Fui com Venús para o refeitório onde encontrei Zoey, as gémeas, Damien e Jack.
- Tenho de ir ter com Lenóbia, vou ter aula no estábulo - informei.
- Eu também - disse Jack.
- Então vamos os 2 e mostras-me o caminho.
- Sem problemas.
Fomos os dois na conversa até ao estábulo. Quando lá chegámos Jack foi ter com o seu cavalo e eu fui ter com Lenóbia.
- Olá tia - disse-lhe
- Olá querida, estás a gostar da escola?
- Sim, ontem fui jantar com caloiros vermelhos e com a Zoey, as gémeas, Damien e Jack, são todos muito simpáticos e a Stevie Rae também é muito simpática.
- Já vi que já conheceste a Zoey e os amigos dela, ela é a escolhida, tem poderes que nem a maior sacerdotisa de todos os vampiros tem.
- Sim, já reparei, sinto uma enorme energia quando estou perto dela.
- Falamos nisso depois, agora tenho de ir dar a aula. Eu levo-te ao teu novo Cavalo.
Cheguei ao pé da cocheira, lá dentro estava uma égua linda, era negra, estava tão limpinha que o seu pelo ate brilhava.
- Está é a Trovoada, ela é muito irrequieta e de vez em quando tem uns apartes que parece mesmo uma trovoada.

Aniversário Casa da Noite Portugal + Meeting

Olá Filhos e Filhas das Trevas!

Para quem não sabe, o nosso blogue faz UM ANO DIA 1 DE JULHO, e não podíamos deixar este dia em branco. Por isso vamos fazer O NOSSO PRIMEIRO MEETING!!! E os locais escolhidos são Porto e Lisboa. O meeting, que se realizará dia 3 de Julho (Sábado) devido a incompatibilidade de agenda da administração, e será constituído por almoço e convívio em ambos os locais.

PORTO
Cervejaria Diu
Rua da Boavista, 663

Acessos:
Metro - Estação Carolina Michaelis
Autocarro - 502, 202 (Paragem Carvalhosa - Direcção 'Matosinhos Mercado' e 'Castelo do Queijo', respectivamente; Paragem Igreja Cedofeita - Direcção 'Bolhão' e 'Lóios', respectivamente), 602, 301, 300 (Paragem Carolina Michaelis - Direcção única ou paragem de nome igual em ambas as direcções).

LISBOA
Centro Vasco da Gama
Av. D. João II, Lote 1.05.02

Acessos:
Metro - Estação Oriente
Comboio - Estação Oriente
Autocarro - 5, 25, 759, 794 (Paragem - Estação Oriente)
Camioneta - Destino Oriente

Em ambos os locais o encontro será dia 3 de Julho, Sábado, pelas 12h30. Quem não poder ir almoçar, vai lá ter sem pressões.


Mas este meeting tem que ter animação, e é isso que vamos tentar fazer. Por isso convidamos os nossos fãs para um concurso de máscaras. Sim, ouviram bem!!! Com direito a prémio, uma tshirt Casa da Noite Portugal. No concurso deves ir vestido de forma alusiva à saga. Devido a não termos encontrado um restaurante acessível em Lisboa, tivemos que optar pelo shopping, por isso o concurso ocorrerá apenas no Porto. Quem quiser pode mascarar-se no próprio restaurante (sala privada, sem vergonhas), não precisando de ir já vestido. As outras animações serão surpresa =) Todos os participantes terão um certificado de participação.

Peço que enviem as confirmações de presença no meeting e participação no concurso até dia 20 de Junho. Enviem e-mail para casadanoitept@gmail.com com nome, idade, localidade e a que meeting vão (se for preciso ir buscar alguém à estação estamos disponíveis). O metting durará até por volta das 19h.

Qualquer dúvida enviem um mail para casadanoitept@gmail.com

Que Nyx vos abençoe!

Erin Bates, por Joana

Olá Filhos e Filhas das Trevas!

A nossa querida Joana Pereira hoje envia-nos a sua ideia para Erin Bates, Kristin Bell. Perguntei se ela me podia dizer o nome da atista escolhida para Zoey, mas ela não me soube. dizer. Ohhhhhh...


Que Nyx vos abençoe!

Fanfic: Unprotected - 3º Capitulo

Capítulo 3

Savanna Miller – Tenho de parar de me babar quando olho para rapazes giros…


-Achas correcto? Sabes que ela pode… - ouvi alguém murmurar. Parecia estar a cerca de meio metro de mim.
-Não! – cortou outra voz, apressadamente – Eu acho que tu talvez possas…
Mas essa voz interrompeu-se, quando eu me mexi levemente e depois, devagar, levei a mão à testa.
Não a conseguia sentir, mas sabia que estava ali, brilhante e perfeita e odiosa, uma meia lua tatuada e de um azul lindíssimo… Ou pelo menos um esboço de uma. Ainda me era estranho o facto de não ter ficado assustada, ou pelo menos quase nada, quando Neferet – a quem pertencia a segunda voz – me abordara, vinda do meio das sombras de uma cidade transformada em cemitério, espantara um pássaro gigante e me falara naturalmente sobre o sitio onde me encontrava e o porquê de ele estar assim… Na altura, parecia que alguém me dera um comprimido que bloqueava o choque, a surpresa, o medo e a ansiedade no meu cérebro, não me deixando sentir mais do que alivio – por estar viva -, felicidade – por não estar a ser comida viva -, conforto – por ter por perto alguém responsável que me levaria para um sitio normal (ou pelo menos, parcialmente normal) – e tristeza – por tudo o que tinha acontecido. No entanto, agora que o efeito do comprimido passara, eu estava mortinha de medo e praticamente a tremer.
- Oh, acordas-te! – o tom de Neferet passara de cortante e sofrido para calmo e caloroso –Espero que tenhas dormido bem.
O facto de não me ter espetado um punhal no coração deixou-me mais aliviada, e a sua voz reconfortante pareceu envolver-me e esquecer o medo e a tristeza.
Entreabri os olhos, dando de caras com uma luz suave à qual não estava habituada, mas que me deixava um certo sentido de conforto… Como se devesse ser mesmo assim. Pelo fresta dos meus olhos, pareceu-me ver algo negro mover-se rapidamente de cima de mim, e os meus olhos voltaram a fechar-se.
-Desculpa – a primeira voz chegou até mim… Não sei como não me tinha apercebido, da primeira vez que a ouvira, o quão sensual, arrepiante, quente, sedutora e macia era… Mas ainda mais impossível era não ter reparado no conforto e suavidade, e na maneira como parecia embalar-me. –Não te queria assustar.
Sentia-me como uma criancinha, agarrada aos cobertores quentes e de olhos fechados pelo medo… Ainda mais ao ouvir aquela voz, tão sensual e quente, a dizer-me que não me queria assustar…
Por isso, abri os olhos, talvez demasiado rapidamente, o que provocou um olhar curioso da parte de Neferet, sentada aos pés da cama e a olhar-me bondosamente.
-Boa noite! – sorriu, parecendo aliviada, mas ao mesmo tempo transmitindo alivio.
Agarrei-me à borda da cama, de forma a pode erguer o corpo entorpecido pelo descanso e assim sentar-me. Os seus olhos não me desfitaram durante o meu longo bocejo e o meu esticar de braços, ao jeito de um espreguiçar, mas mais lento, arrastado e desajeitado.
Foi quando a minha mão roçou em algo macio, como penugem, que levantei os olhos. Primeiro, só vi algo negro e grande, que parecia comprimir-se dentro da sala e tornar confinado o espaço para respirar… Mas depois vi a que é que isto se ligava, e esqueci completamente a negritude que ocupava o quarto.
Tinha e pele perfeita, do género daquela que a Ávene, com imenso Photoshop, atribui às mulheres giríssimas dos seus cartazes, na tentativa de nos impingir mais qualquer coisa… Mas melhor, muito melhor e muito mais bonita. O seu rosto era angelical, o mais belo que já vira… Poderia dizer que era o rosto de um deus, mas isso seria pouco. Aquele deveria ser o rosto do deus mais belo que existia, daquele que nos deveria guiar e conduzir, daquele que teríamos de respeitar sempre. O cabelo negro dava-lhe pelos ombros, envergava umas calças largas caqui e o seu tronco perfeito estava nu… Mesmo com dificuldade, consegui desviar o olhar do seu rosto para o resto do quarto… Para observar a grande massa negra e suave que ali se encontrava… E foi quando percebi: A negritude dentro do quarto eram asas, e estavam ligadas ao anjo que tinha diante de mim…
-Minha querida – murmurou Neferet. Mesmo que ela não fosse tão bonita como ele, invejava-a… Se eu tivesse aquela cara (e aquele corpo) talvez pudesse ficar com ele para mim… Mas a sua voz fez-me esquecer a beleza do homem diante de mim (ou parcialmente, pelo menos) e obrigou-me a olhá-la – Este deus que vez diante de ti é Kalona, a reencarnação de Erebus… Depois do que Nyx nos fez, ele tornou-se a nossa única esperança, e conduzir-nos-à à vingança!
-Vingança? –interroguei.
-Sim – confirmou ela – Muitos de nós foram mortos e feridos, e outros tantos traídos. Não deixaremos isto passar impune. Vamos vingar-nos dos humanos.
Não! Não podíamos fazê-lo! Os humanos… Eram os meus amigos, os meus pais… Porquê matá-los?
-Savanna – neste momento, não me senti surpreendida por saber o meu nome, mas sim encantada por me dirigir palavra… Erebus! O grande, leal e corajoso consorte de Nyx… Que foi? Às vezes eu até tomo atenção às aulas! –Temos de o fazer. A humanidade foi corrompida, em especial por Nyx… E não podemos permitir que um povo tão avançado como o nosso seja tratado abaixo de cão, muito menos pelos humanos! À que tomar o que é nosso por direito… E começar um novo reino… Mas não fiques tão triste, estamos a fazer o que é melhor. O nosso mundo precisa disto. E agora tu fazes parte do nosso mundo… Tens de esquecer a tua vida passada.
-Em especial os teus pais – a voz de Neferet tornou-se fria –Tens de os esquecer a eles. Não podem fazer parte da tua nova vida.
Mas a frieza da sua voz já me passava despercebida. Erebus tinha razão. Neferet tinha razão. Agora eu era superior, e iria juntar-me aos outros para conquistar o que era meu.
Um deus não mentiria nem me poderia levar por caminhos errados, certo?

Especial Traida, por Vitor

Olá Filhos e Filhas das Trevas!

O nosso querido Vitor fez outro especial, desta vez o ponto de vista de Afrodite no 2º Capitulo de Traida.
ESPECIAL TRAÍDA Afrodite
Estava na hora da visita mensal dos pais. E já ia com certeza ouvir dos meus pais. Aquilo que me aconteceu…estragou completamente a minha vida social, arruinou a minha dignidade e fez-me ficar sem as únicas amigas que tinha. Destruíram-me por completo e os meus pais não iam deixar-me em paz sem um bom sermão a servir. Até tinha medo do que eles podiam dizer.
As horas aproximavam-se da meia-noite, uma hora estranha para visitas assim mas quando se é um iniciado vampyro, o dia troca de lugar com a noite e vice-versa. Aproximara-me de um jardim e junto a ele, estavam os meus pais. Ia enfrentar o que o destino me reservara.
Comecei a caminhar até eles, chegando por fim a encará-los e mantendo uma distância considerável. Foi mais por puro respeito que eu lhes tinha. Afinal, são meus pais. Eu não podia fazer nada para os contrariar.
- Olá, mãe. Olá, pai. Está tudo bem convosco?
A atitude de ambos assustou-me severamente, assim como a posição que tomavam diante de mim. Nunca imaginara aquela situação na minha vida. Nunca vira os meus pais tão zangados.
- Tu és um desapontamento após o outro, Afrodite. – Dissera a minha mãe, numa voz fria e delicada.
- Desiludiste-nos, Afrodite. – Dizia o meu pai, enquanto me olhava com um olhar de desprezo.
Os meus pais tinham mesmo dito aquilo? Mal podia acreditar naquilo que ouvia. Acho que já nem posso confiar nos meus sentidos. Mas tinha que aguentar o sermão todo. Para o meu próprio bem, era melhor não os interromper.
- Já foi mau o suficiente tu teres sido Marcada e significado que tu não poderias frequentar Chatam Hall, especialmente depois de tudo o que fiz para que tu fosses aceite. – Continuou a minha mãe.
O meu pai estava tão fora de si que até começava a andar de um lado para o outro, para se tentar acalmar. Começava já a pensar se isto tudo não seria um sonho. Ou um pesadelo, talvez. Quer fosse ou não, estava a ganhar forma na realidade. E só isso, fazia-me sentir…triste.
Eu queria ter seguido aquilo que a minha mãe queria para mim. Eu queria ter feito tudo e mais alguma coisa que estivesse ao meu alcance para ser uma mulher perfeita, mas como fui Marcada, nada seria como aquilo que imaginara ser. Tinha mais decisões a tomar.
Por enquanto, sentei-me num banco que está ao pé de um canteiro. Eles pareciam que estavam à espera que eu dissesse algo e então disse:
- Eu sei, mãe. Sinto muito.
Eu sabia que não adiantava de nada pedir desculpas. Nada serviria para remediar a situação decorrente. Sentia-me impotente ao lado deles. Eles representavam-se como pessoas importantes na cidade e eu era a sua filha. Devia mostrar o mesmo brilho da família: o brilho do sucesso. Mas agora tudo se desvanecera, à medida que a mãe se retorquia mais no assunto.
- Esqueceste-te que o teu pai é o prefeito de Tulsa? – Dissera ela, de uma forma viciosa.
- Não, não, é claro que não, mãe. – Disse em resposta.
Mas ela continuava a não me ouvir. Eu não estava habituada a ser ignorada daquela maneira. Não estava habituada a ser assim tão maltratada. Não estava habituada a nada.
Embora ela continuasse a fingir que não me ouvia, continuou o seu discurso:
- É um problema e tanto o facto de tu estares aqui em vez de estares na Costa Leste, preparando-se para Harvard que é difícil o suficiente, mas nós consolamo-nos com o facto de que os vampyros podem conseguir dinheiro, poder e sucesso. E esperamos que fosses bem sucedida… - Ela parou de falar por breves momentos e olhou-me de uma forma tão amarga que até senti um arrepio a percorrer-me a espinha. – De forma excepcional. E agora ficamos a saber que já não és a líder das Filhas das Trevas e que foste rejeitada como Alta Sacerdotisa em treino, o que faz com que tu não sejas diferente de nenhum destes desperdícios que frequentam esta escola miserável.
Apercebi-me que ela até tinha hesitado, como se precisasse de se acalmar antes de continuar com o seu longo, mas doloroso sermão. Quando ela falou de novo, senti um enorme peso de culpa a entoar-se em mim.
- O teu comportamento é inaceitável.
Vi o meu pai voltar-se de novo para mim, mas ainda desiludido. O ar estava demasiado tenso e as coisas não estavam a correr bem. Por este andar, ainda vou sofrer mais daquilo que já estava a sofrer. Eu não queria deixar os meus pais naquele estado. Eu queria ser perfeita em tudo o que podia. Mas tudo correu mal assim que aquela estúpida cabra veio para a Casa da Noite. Aquela miserável da Zoey Redbird.
- Como sempre, tu desapontaste-nos. – Refilava o meu pai, repetindo as mesmas palavras que me dissera ao início da conversa.
- Tu já disseste isso, pai. – Respondi, soando como sempre.
E fiz mal em ter dito aquilo. A minha mãe bateu-me com tanta força que o choque entre a pele da minha cara e a pele da sua mão me fez tremer de medo. Levei a minha mão à minha bochecha, que ainda me causava uma exuberante dor, e curvei a cabeça. Comecei a chorar, derramando lágrimas por todo o meu rosto.
- Não chores. Eu já te disse antes, as lágrimas significam fraqueza. Pelo menos, faz isso da maneira certa e não chores. – Disse ela.
Levantei a minha cabeça devagar e fui tirando a mão que estava pressionada contra a bochecha.
- Eu não queria realmente desapontar-te, mãe. Eu realmente sinto muito.
- Dizeres que sentes muito não conserta nada. – Voltou a dizer. – O que queremos saber é o que é que tu vais fazer sobre conseguires a tua posição de volta.
Eu realmente sentia-me mal comigo própria. Tudo isto acontecera por minha culpa. Mas agora não podia consertar as coisas. Já estava feito e as decisões que normalmente Neferet tomava, nunca nenhuma fora sujeita a alguma excepção ou alteração.
- Eu…eu não posso fazer nada. – Disse eu, deixando de ter esperança e, de certa forma, muito jovem. – Eu fiz asneira. A Neferet apanhou-me Ela tirou-me o título de Líder de Filhas Negras e deu a outra pessoa. Acho que ela está mesmo a considerar em me transferir para outra Casa da Noite.
- Nós já sabemos disso. – Disse de novo a minha mãe, erguendo a sua voz e juntando as palavras para que elas parecessem feitas de gelo. – Falamos com Neferet antes de te vermos. Ela ia transferir-te para outra escola, mas nós intercedemos. Tu permanecerás nesta escola. Também tentamos falar com ela sobre devolver a tua posição, depois de, talvez, um tempo de restrição ou castigo.
- Mãe, tu fizeste isso? – Até notei que a minha voz estava horrorizada. A minha mãe tinha mesmo feito algo por mim? Eu até fiquei parva para a minha vida.
- É claro que fizemos! Esperavas que não íamos fazer nada enquanto tu destróis o teu futuro, passando de uma vampyra ninguém para indescritivelmente estranha da Casa da Noite? – Disse ela.
- Mais do que tu já fizeste. – Acrescentou o meu pai.
- Mas não é sobre eu ter que cumprir algum tipo de castigo. – Dizia eu, enquanto controlava a frustração e mostrava o “razoável” para os meus pais. – Eu fiz asneira. Das grandes. Isso é mau o suficiente, mas existe cá uma pessoa cujos poderes são maiores que os meus. Mesmo que a Neferet supere o facto de estar irritada comigo, ela não me vai devolver o título de Líder das Filhas Negras. – E então disse uma coisa que realmente me deixou em estado de choque temporário – A outra rapariga é melhor líder que eu. Apercebi-me disso em Samhain. Ela merece ser a líder das Filhas Negras. Eu não.
A minha mãe avançou mais um passo até estar de novo perto de mim. Pensei que ela me fosse bater, mas não o fez. Em vez disso, ela curvou o seu rosto (que era belo por natureza. Eu tinha que sair a alguém), para que este olhasse directamente para o meu.
- Nunca digas que alguém merece mais do que tu. Tu és minha filha e irás sempre merecer o melhor. – Ergueu-se e passou uma das suas mãos pelo seu cabelo perfeito. – Não conseguimos fazer com que a Neferet devolvesse a tua posição como Líder, por isso, tu irás convencê-la.
- Mas, mãe, eu já te disse… - Mas quando ia continuar, o meu pai cortou-me literalmente a palavra, intercedendo logo a seguir.
- Tia a rapariga nova do caminho e a Neferet estará mais propensa em te devolver a tua posição.
- Desacredita-a. Faz com que ela cometa erros. E então certifica-te que outra pessoa conte à Neferet sobre eles e não tu. Vai parecer melhor desse jeito. – Dizia ela, como se estivesse a falar da roupa que eu iria usar amanhã ou coisa do género.
- E cuida-te. O teu comportamento tem que ser além do perfeito. Talvez tu devesses ser mais aberta com as tuas visões, pelo menos por enquanto. – Disse o meu pai de seguida.
- Mas tu disseste-me para manter as visões para mim, que elas eram a fonte do meu poder. – Disse em resposta.
Primeiro ouvia uma coisa, depois ouvia outras. Já estava suficientemente baralhada e ainda não percebia bem o que se passava no meio da conversa.
- As visões não são a tua fonte de poder. – Dizia ele. – Tu nunca ouves? Eu disse que as tuas visões poderiam ser usadas para tu ganhares poder, porque informação é sempre poder. A fonte das suas visões é a Mudança que acontece no teu corpo. É genética, só isso.
- É para ser um dom de uma deusa. – Disse eu, suavemente.
E de repente, a risada da minha mãe mais parecia fria e distante do que uma simples risada. Às vezes, nem sequer consigo compreendê-la. A ela e ao meu pai.
- Não sejas idiota. Se existe tal coisa como uma deusa, então por que é que ela te daria poderes? Tu és apenas uma ridícula criança, e uma que está frequentemente a cometer erros. E essa tua última escapadela provou isso mais uma vez. Então, sê inteligente e muda, Afrodite. Usa as tuas visões para ganhar de novo a confiança, mas age de forma humilde em relação a isso. Tens que fazer com que a Neferet acredite que tu estás realmente arrependida.
Só pelas palavras que dizia, que mais pareciam enormes badaladas na escuridão, faziam com que eu tivesse ainda medo de dizer alguma coisa que pudesse estragar o ambiente que por breves momentos parecera calmo.
Apenas levantei um pequeno sussurro e disse, em voz baixa: “Eu sinto muito.”
- Esperamos notícias muito melhores no próximo mês.
- Sim, mãe.
- Óptimo, agora leva-nos para que possamos misturar-nos com os outros.
- Por favor, posso ficar aqui um pouco? Eu realmente não me estou a sentir bem.
- Absolutamente não. O que é que as pessoas diriam? – Disse a minha mãe. Como é que tenho paciência para sequer ouvir os caprichos dela? – Controla-te. Tu irás escoltar-nos de volta ao salão e serás graciosa nisso. Agora.
Levantei-me devagar do banco em que estava e levei-os então até ao salão. Foram logo misturar-se com o resto dos pais. Manter o bom nome da família – Pensei.
Mantinha na minha cabeça a extensa conversa que tivera com os meus pais. Os enormes ramalhetes que sofrer. Tudo acontecera daquela forma por causa daquela estúpida. Agora mantinha um novo objectivo na minha gente: humilhar e destruir, por completo, a Zoey Redbird. Esse seria o meu próximo passo. Esse seria o meu principal objectivo.

Fanfic "All Right"

Olá Filhos e Filhas das Trevas!

Vocês devem ter dado pela falta da fanfic All Right ontem, e hoje venho aqui a explicar o sucedido. A nossa Catarina Marques, autora da fic, anda com uns problemas e não vai puder continuar, pelo menos para já, a sua fanfic.

A Casa da Noite deseja muita sorte à nossa querida Catarina.

Que Nyx vos abençoe!

Casa da Noite por Jéssica Alves

Olá Filhos e Filhas das Trevas!

Hoje trago-vos a ideia de Jéssica Alves para algumas personagens da Casa da Noite.

Afrodite LaFont
Erik Night


Erin Bates


Heath Luck


Neferet


Shaunne

Stevie Rae

Zoey Redbird

Loren Blake



Que Nyx vos abençoe!

Zoey Redbird por Luu Martins

Olá Filhos e Filhas das Trevas!

A nossa querida Luu Martins deu a sua ideia de Zoey Redbird, Nina Nobrev.


Que Nyx vos abençoe!