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Nova fanfic - Stevie Rae e Rephaim

Olá Filhos e Filhas das Trevas!


Trago-vos uma nova fanfic de uma fã brasileira. Espero que gostem tanto como eu. Se tiverem fanfics por aí podem enviar para aqui.

Stevie Rae e Rephaim
“É o meu casal favorito da série de livros HOUSE OF NIGHT 
e eu estou apaixonada pela história dos dois.
aí, dessa minha paixão, decidi criar essa pequena fanfic para os dois, contada do ponto de vista de Stevie Rae.”
Stevie Rae
Nada do que eu pudesse dizer agora, poderia descrever metade da emoção que sinto ao vê-lo aqui, e saber que ele é meu. Parece tão certo. Porque somos um do outro. Rephaim olhou-me pela primeira vez (digo, encarou-me) depois de estarmos sozinhos.. E era incrível que eu não conseguia ficara parada se estava longe dele. Era como ímã; eu precisava da sua presença por perto.
O momento em que Nyx o transformou no garoto do reflexo, o meu Rephaim, o meu “humano”, eu tive a certeza de que eu fiz a coisa certa em tê-lo salvado e cuidado de seus ferimentos.
Mal estava me aguentando de felicidade por ele. Eu podia sentir a corrente de energia da sua felicidade no ar, cada vez que ele via seu próprio reflexo, mal acreditando que era ele mesmo, e não mais a mistura “menino-corvo” de antes.
- Dá pra acreditar, Stevie? Eu sou de carne e osso! Sem penas! UAU! – Ele me ergueu e rodopiou no ar, perdendo o equilibrio quando parou, jogando-nos na cama, feito duas jacas podres.
-É eu sei Reph. . . Mas acho que eu gostava das penas… e das asas… e tudo mais… – Fiz beicinho e encarei-o.
- Imagino que gostasse mesmo… Bom, pelo menos ainda sou corvo durante o dia, se isso te fizer feliz…
- Claro que não, seu bobo! – eu disse – Você é lindo, sabe… Com ou sem todas aquelas penas… – Debrucei-me sobre seu peito nu e afundei meu rosto, tentando me esconder.
Ele ergueu meu rosto com um dedo, fazendo com que eu pudesse olhar diretamente em seus olhos, agora totalmente humanos, com aquele tom profundo de castanho que eu conhecia tão bem, e que conseguia me dizer muito mais do que as suas palavras.
- Você é que é linda, Stevie Rae, e eu te amo.
Eu senti meu rosto corar, e comecei a encaracolar uma mecha do meu cabelo, na tentativa frustrada de esconder meu nervosismo. Ele riu, e o som do seu riso ganhou vida, parecendo se materializar no ar a nossa volta, nos envolvendo na felicidade que tinha de ser transmitida. Eu adorava o som daquilo.
Ele se virou sobre mim, e continuou me encarando. Deusa, como era lindo esse meu menino-corvo encantado.
- Eu quero te beijar… – eu disse como num sussurro, antes que meu cérebro pudesse reprimir a ação… E ele me beijou.
não importava mais se o Dallas tinha virado um vermelho do mal, ou se Neferet era uma vadia assumida, ou se um Tsunami tinha varrido o Japão do mapa… Só havia nós dois no mundo agora. Ninguém mais.
Era o máximo sentir o calor frio que emergia da sua pele ao tocar na minha (também nõ entendo essa de calor-frio, deve ser coisa de menino-corvo meio imortal que ele tem…). Senti sua língua desenhando o contorno da minha boca, explorando o exterior, e o interior dela.
Mergulhei minha mão nos seus cabelos compridos, que eram tão macios quanto as penas que haviam nas suas asas. Cabelos tão pretos, como a noite. Era impossível eu me cansar de admirar o meu Rephaim.
Ele passou sua mão sobre meu rosto carinhosamente, seguindo com a ponta dos dedos, os desenhos das minhas Marcas vermelhas; beijou-as fazendo meu corpo estremecer involuntariamente, começando então a descer a alça da minha blusa regata.
Sem pensar na intensidade em que eu apertava seu braço, acabei fazendo um pequeno corte nele. Foi sem querer, juro.
Mas, dessa vez o sangue não tinha cheiro errado, ou ruim sequer. Era o cheiro mais delicioso que eu ja havia sentido. eu podia sentir a sede que subia, me pedindo para beber daquele sangue maravilhoso. Eu podia sentir o gosto do sangue descendo pela minha garganta, molhando-a e fazendo-me explodir por dentro.
Eu vi nos seus olhos que ele também queria.
- Beba… – Ele esticou o pequeno corte na direção da minha boca, o cheiro se tornou tão forte quanto o desejo que nos tomava, então obedeci.
Toquei meus lábios no ferimento, e no momento que senti o gosto do seu sangue, milhões de sensações começaram a acontecer no meu corpo, feito pequenas explosões em cada pedaço de mim. Eu não conseguia pensar, o prazer que sentia daquilo fez com que tudo sumisse, eu queria ser de Rephaim. Que fosse ele pra sempre. Meu consorte, companheiro, meu amor.
Aquilo era tão maravilhoso para ele quanto era para mim; eu podia ouvir sua respiração acelerada e seus gemidos baixinhos. Talvez depois eu devesse me lembrar de agradecer a Nyx por ter criado todas essas sensações maravilhosas para que nós pudéssemos desfrutar.
Rephaim começou a me despir, e apesar de ofegantes, e quase que entregues aos nossos desejos, não fosse pelo medo de encarar o desconhecido que estava por vir.
Então, Aphrodite entrou no quarto.
- AIMINHADEUSA, Stevie, odeio ter que interromper esse seu momento tão.. hm.. quente, apesar não ter me acostumado com esse menino-corvo ainda, mas.. você PRECISA dar um jeito nos seus novatos vermelhos rebeldes agora. ok? Eles estão atrapalhando todas as minhas visões e meus olhos estão uma droga. – E deu as costas indo embora.
- Não esquenta Stevie. A gente pode terminar depois, não é? – Ele piscou pra mim, e subiu minha blusa fazendo carinho em mim com os dedos quando deixou sua mão cair na cama.
- É, depois a gente continua… – Eu disse a contragosto. Dei-lhe um beijo rápido e ele me segurou gentilmente pelo pulso quando me vire para sair do quarto.
- Eu te amo, minha pequena Stevie Rae.
- Eu sei Reph. eu também amo você.
Tentei me lembrar de como se fazia para respirar, inspirei o ar três vezes e saí do quarto batendo os pés.
- Aphrodite sua nojenta, você me paga… – fiquei murmurando, enquanto ia resolver o problema com os novatos rebeldes.
- Obrigada Nyx. obrigada mesmo… – eu agradeci à Deusa, e pude jurar que ouvi o som do riso dela…

“de nada minha filha”

Autora: smiled by : @enni_smach

Que Nyx vos abençoe!

Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 28 (Último Capitulo)

Capitulo 28 (uma semana depois)
Mariana

Ainda não estava nada à vontade com o facto de deixar Zoey e os outros sozinhos a lutar contra Kalona.
-Zoey, afinal ficou tudo na mesma! O que raio estive eu aqui a fazer afinal? Não vos consegui ajudar em nada.
-Claro que ajudaste! Se não fosses tu não teríamos ocorrentes do que se está a passar na Casa da Noite e do que anda Kalona e Nefert a tramar. Para alem disso deste uma coça à Nefert. – Zoey abraçou-me com força.
-Para além disso a tua amiga Margarida pode continuar a dar-nos informações se não se importar claro. – Olhei para o meu colar onde Margarida permanecia a carregar as suas energias.
-De certeza que não se importa.
-Obrigada Margarida. Que Nyx te abençoe. –Zoey tocou ao de leve no meu colar.
-Zoey posso pedir-te um favor?
-Claro!
-Liga-me todos os dias e diz-me o que se passa. Quando achares que for seguro eu voltar não hesites em ligar-me. Não me agrada nada a ideia de deixar-vos aqui sozinhos a lutar contra o mal. – Zoey sorriu.
-Mariana és especial. Não vou ter de dizer-te quando voltar, tu saberás. – dei um abraço a Zoey fazendo-lhe de seguida uma vénia para lhe demonstrar o meu respeito por ela. De seguida virei-me para Stevie Ray que também me abraçou.
-Mariana, tens que ter paciência com a Joka. Ela está diferente e vai precisar de ti.
-Claro! Vou cuidar dela. Na verdade acho que já está em boas mãos. – Sorri para Stevie Ray e olhámos para Joka que estava novamente na marmelada com Angel.
-Acho que tens razão. – Joka virou-se para nós sorrindo.
-Sabes, muito sinceramente não sei como ela aguenta estar ali agarrada ao namorado, ela só é vampyra vermelha há poucos dias. É esquisito ainda não lhe ter mordido. – Stevie Ray olhou para Joka e Angel com uma certa adoração e brilho no olhar. Mas com o meu dom consegui sentir infelicidade vindo por parte dela.
-Stevie Ray o que se passa? Estás infeliz porquê?
-Tenho medo de não encontrar ninguém, agora que sou um pouco esquisita e tal.
-Não digas uma coisa dessas! És fantástica, claro que um dia vais encontrar alguém Stevie Ray sorriu-me. Achei que não faria mal nenhum tentar anima-la e com o meu dom lancei-lhe uma onda de felicidade. Stevie Ray simplesmente sorriu e murmurou “Isso é Batota” entre dentes.
-Então meninos, podemos ir embora? Temos um avião para apanhar. – a professora Beatriz já estava com melhor aspecto. Dário tratara-lhe das feridas, mas mesmo assim ainda eram muitas as nódoas negras que cobriam o corpo da minha Sacerdotisa.
-Já estamos prontos, mas continuo a achar que não é boa ideia deixar os outros professores e iniciados nas mãos daqueles psicopatas…
-Não te preocupes Mariana. Agora o mais importante é manter-te em segurança. Se Nyx diz que temos de voltar a Portugal por alguma razão há-de ser. Para além disso Kalona e Nefert não irão fazer mal aos professores e iniciados. Só querem ser considerados Deuses dos vampyros, e se eles não se opuserem não terão razões para os magoar. – a minha Sacerdotisa abraçou-me com delicadeza.
Eram já 10 da noite quando acabámos as despedidas e fomos o mais depressa possível para o aeroporto, não só porque a minha melhor amiga era muito mais sensível ao sol mas também para dar pouco nas vistas, O movimento no aeroporto era muitíssimo fraco, devido às tempestades, mas Afrodite lá conseguiu arranjar-nos um jacto privado que nos iria levar directamente a Lisboa.
Nunca tinha andado de Jacto era espectacular. Mas infelizmente não apreciei muito da viagem por vir o caminho todo a dormir agarrada a David. Aterramos em Portugal eram já 4 da manhã. Fomos directamente para a casa da Noite, onde Joka se foi logo apoderar das reservas de sangue. A professora Beatriz prometeu tentar falar com o alto conselho dos vampyros, mas Zoey achava que não iria servir de nada e eu muito sinceramente partilhava da mesma opinião.
A Casa da Noite em Lisboa parecia abandonada pelo menos para os meus amigos. Pois agora eu podia ver e distinguir claramente as almas dos iniciados que Kalona matara durante o sono. Olhei para o meu colar onde o espírito da minha amiga Margarida repousava. Agora estava tudo nas mãos de Zoey.

Fim

Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 27

Capitulo 27
Stevie Ray

Quando Zoey invocara o círculo para ajudar Mariana senti-me novamente próxima do meu elemento. Há muito que não sentia aquela forte ligação com a terra. Trouxe-me boas e más recordações. Até custa a acreditar que era tudo tão recente. Fui mesmo cruel quando perdera a minha humanidade. Sentia-me completamente perdida naquela altura, só o sangue me interessava. Comete o erro de meter a sede à frente da minha amizade com a Zoey. Agora que olhava para a amiga de Mariana via-me a mim. Tinha de ajuda-la. Não iria permitir que ela cometesse os mesmos erros que eu. Certamente viria a arrepender-se. Estávamos todos sentados à espera que Dário voltasse com Mariana e Angel. Aproveitei o facto de Joka estar sozinha sentada a um canto para falar com ela.
-Importaste que me sente aqui contigo? – assentiu-me e desviou-se um pouco para me poder sentar no chão ao lado dela. Ficamos caladas uma ao lado da outra.
-Então, acho que ainda não fomos apresentadas. Sou a Stevie Ray e sou igual a ti. – A pequena rapariga olhou para a minha testa mas desviou-me logo o olhar. Parecia estar a ter uma batalha consigo mesma. Estava muito tensa a mover-se ao meu lado. Não precisei de pensar no assunto, percebi logo o que se passava com ela.
-Estás com sede? – estremeceu ligeiramente ao meu lado e assentiu-me com um ar choroso.
-Essstou com vontade de lhes rasgar o pescoço a todos. Sou um monstro! – Joka contorceu-se e começou a chorar. Tinha de tira-la dali. Peguei nela por um braço e fi-la vir comigo até à arrecadação. Ninguém olhou para nós quando saímos.
-Ouve eu percebo que estás a sentir, já passei pelo mesmo. E admiro muito estares a controlar-te dessa maneira, quando ainda não tinha passado pela mudança a minha sede era tanta que até mordi sem-abrigo com piolhos. – sorri-lhe de maneira a que ela se animasse um pouco, pelos vistos estava a resultar. Fomos até ao frigorífico onde guardávamos alguns sacos de sangue. Passei-lhe um para as mãos. Ela rasgou-o com os dentes e começou a sorver o sangue do saco.
-Agora acalma-te. Não temos muito sangue mas por agora acho que chega.
-Obrigada. – Joka já estava com um ar mais calmo e sorriu-me.
-Stevie Ray posso fazer-te uma pergunta?
-Claro.
-Contas-me a tua história? Quer dizer, contas-me como mudaste? Como conseguiste lutar com o monstro que sentias dentro de ti? - Sorri-lhe e tirei mais dois sacos do frigorífico entreguei-lhe um e bebi o outro.
-Senta-te e vou contar-te tudo. – ficámos sentadas encostadas ao frigorifico. Enquanto lhe contava a minha história Joka ouvia-me com atenção sem me interromper. Disse-lhe que se não fosse a Zoey que nunca teria conseguido vencer o monstro sedento sempre ansioso para rasgar mais um pescoço e sugar todo aquele liquido doce.
-Joka, não vais conseguir passar por isto sozinha. E a pessoa indicada para te ajudar é a Mariana. Tens de confiar nela e em Nyx.
-Mas Nyx abandonou-me.
-Nyx não te abandonou! A nossa deusa está contigo e ama-te. Olha para mim, a deusa brindou-me com um dom pouco antes de morrer. Tenho afinidade com o elemento terra e nunca a perdi. Olha para a minha marca. Passei pela mudança só que é uma mudança diferente. E tu de certeza que também vais conseguir. – Joka estava a olhar para mim com um brilho no olhar que nunca vira antes. Estava finalmente a ficar com esperança e a acreditar.
-Stevie Ray… Obrigada… - Joka sorriu e abraçou-me com força. Não conhecia bem esta rapariga mas gostava dela. Retribui-lhe o abraço.
-Vá, agora vamos voltar para cima que a Mariana e o Angel devem estar a chegar. – assim que ouviu o nome ds amigos Joka levantou-se num salto e fomos as duas para a sala. Estavam todos em pé formando uma roda. Consegui ouvir gemidos e gritinhos. Mas que raio se passava? Corri logo até eles para ver o que se passava. Deparei-me com Afrodite deitada ao colo de Zoey só com a parte branca dos olhos à mostra. Conseguia ver-lhe o suor a escorrer-lhe pela testa.
-O que se está a passar?
-A Afrodite está a ter uma visão. – Zoey afagou a cara de Afrodite.
-Diz-me Afrodite! Diz-me o que estás a ver. – Afrodite estremecia no chão e gritava.
-O sangue! É demasiado sangue! Tirem-me daqui! – Afrodite estremecia e começou a atirar os braços para a frente. Que nojo. Aquilo das visões não era coisa bonita de se ver.
-Nyx! Nyx não quer! –Afrodite continuava a berrar. De repente abriu os olhos e parou de se rebolar. Zoey recostou-a nos braços e levantou-a.
-Estás melhor Afrodite? Conta-me a tua visão. – Afrodite passou a mão na testa antes de responder.
-Bem, isto de ter visões é uma grandessíssima Merda!! -pronto ela estava decididamente melhor.
-O que viste Afrodite? – Zoey voltou a insistir.
-Vi a Mariana morrer. Ela morria de 3 maneiras diferentes e de todas as vezes era aqui na zona.
-O que estás a querer dizer com isso Afrodite?
-Eu? Nada. Mas Nyx está a tentar avisar-nos de que ela tem de se ir embora daqui. Tem de voltar para Portugal. A missão dela aqui está concluída. – Olhamos todos para Afrodite que ainda parecia exausta.
-Não olhem assim para mim. Tambem estou fodida por ela ter de se ir embora. Até gosto dela. – Olhamos ainda mais espantados para Afrodite. As Gémeas riram-se.
-A Afrodite a gostar de alguém para além de si própria? Vai buscar uma maquina de filmar Gémea. – Shaunee e Erin riam-se às gargalhadas.
-Calem-se Gémeas parolas! – Afrodite sacudiu o cabelo e fez um ar azedo.
-Pronto isto agora não interessa! Facto é que ela tem de sair daqui o mais rapidamente possível senão irá morrer. – não acabara Afrodite de falar, quando a porta foi aberta e Dário entrou com Mariana e Angel.
-Quem tem de sair o mais rapidamente possível? – Mariana sorriu. Antes de ser atacada com abraços. E lhe contarmos o que acabara de acontecer

Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 26

Capitulo 26

Permaneci fechada na casa de banho à espera de Margarida. Margarida apareceu-me poucos minutos depois atravessando a cabine.
-Porra! Não me assustes desta maneira.
-Desculpa.
-Então encontras-te o Angel?
-Encontrei. Ele está a ter uma aula de esgrima no pavilhão! – Margarida franziu o sobrolho questionando o que tencionava fazer.
-Muito sinceramente não faço sequer a menor ideia. Como está a situação ali fora? O Kalona anda à minha procura?
-Ele mandou os Zomba-Corvos atrás de ti. Mas deu instruções para te apanharem viva. Já a Nefert anda completamente estérica! Anda a mancar agarrada a um pau. Deste-lhe mesmo forte. – Margarida sorriu-me.
-Não tive culpa, ela irritou-me. Mas reparaste que o Kalona não teve nem um arranhão? – agora que pensava melhor no assunto, ao contrário de Nefert, depois de ser atingido pela força do meu dom Kalona não ficou mal como Nefert. Como iria ser possível dar cabo de um imortal?
-Mariana, acho que se queres sair daqui com vida é melhor sairmos já! Vamos pela parte traseira do edifício até ao pavilhão. Achas que consegues disparar alguns raios? – Margarida estava com receio. Pensei um pouco no assunto analisando o meu estado. Fiquei completamente estoirada depois do meu ataque contra Nefert e Kalona. Foi um ataque poderoso, talvez não será preciso tanta energia para os Zomba-Corvos. Eles são mais fracos que Kalona e Nefert. Assenti com um aceno confiante. Eu iria conseguir. Margarida atravessou a parede e foi ver se estava alguém no corredor.
-Podes vir! Não está aqui ninguém. Corre! – comecei logo a correr pelo corredor fora tentando fazer o mínimo barulho possível. Margarida ia-me indicando o caminho. Quando cheguei ao exterior fui logo atacada por Zomba-Corvos que tentavam agarrar-me. Atirei-me para o chão evitando ter de recorrer ao meu dom. Eles só me queriam apanhar. Iriam a todo o custo evitar tentar magoar-me. Desviei-me das garras e corri pelo pátio em direcção ao pavilhão. Estava quase a chegar perto do pavilhão quando umas enormes garras me prenderam pelas pernas. Rolei para traz virando-me para a enorme criatura lançando-lhe uma bola de energia, a chama cor-de-rosa electrocutou o Zomba-Corvos por completo, soltei as pernas e entrei no pavilhão.
-Angel! – Angel estava a ter uma aula de esgrima. Ao ouvir-me virou-se para mim e desatou logo a correr na minha direcção.
-Mariana! Temos de sair daqui e procurar, a Joka!
-A Joka está bem! Anda! Temos de ir ter com a Zoey e os outros. – Angel correu em direcção à porta onde estávamos agora completamente cercados por Zomba-Corvos.
-Merda! Estamos completamente cercados! – Angel fechou a porta com um movimento brusco. Só quando estávamos ambos encostados à porta é que percebi que um monte de iniciados que estava a ter aula de esgrima incluindo o professor estavam a olhar para nós com ar perplexo. Não podíamos perder tempo com estas coisas. Fechei os olhos concentrando-me no meu dom. Comecei a sentir a chama nas palmas das mãos. Os meus olhos também se encontravam em chamas e um tornado começou a formar-se à minha volta. Ouvi várias exclamações mas ignorei tudo à minha volta para me concentrar. Lancei uma enorme chama aos Zomba-Corvos que pouco depois estavam electrocutados no chão. Comecei a correr com Angel em direcção ao portão da Casa da Noite. O portão estava cercado de Zomba-Corvos. Desta vez não tínhamos hipóteses. Estava demasiado exausta para lançar outra bola de chamas.
-E agora o que fazemos? – Angel agarrou-me a mão com força. Vi uma sombra a saltar por cima de nós. Era o professor de esgrima! Ele saltou em cambalhota por cima de nós, brindou-me com um sorriso e começou a atacar os Zomba-Corvos. Cortou-os aos pedaços deixando-nos assim o caminho livre. Corremos para longe da Casa da Noite felizes por nos vermos livres daquele inferno. Corremos cerca de 10 minutos até encontrarmos um sítio seguro para nos escondermos. Angel sentou-se ofegante no chão molhado, imitei-lhe o gesto e peguei na escuta que Afrodite me dera falando directamente para ela.
-Conseguimos fugir da Casa da Noite! – falei para a escuta desejando que alguém me ouvisse. Disse a nossa localização e pedi para que alguém nos viesse buscar. Teria usado o telemóvel mas perdi-o, provavelmente quando aquele Zomba-Corvos me prendeu pelas pernas. Depois de ter dado a nossa localização voltei a guardar a escuta, olhando para Angel.
-Angel, quem era aquele professor de esgrima que nos ajudou a sair da casa da noite? – Angel sorriu-me ainda tentando controlar a respiração.
-Era o professor Dragão. Era suposto ser o meu novo orientador. Assim que o conheci percebi logo que ele não tinha o mesmo encantamento por Kalona como os outros. Algo me disse que podia confiar nele e falei-lhe de ti e do teu dom. Ele ficou encantado com a ideia de se ver livre de Kalona e disse me que podia contar com ele para o que fosse preciso. Disse que a esposa dele e a professora de equitação também se recusavam a aceitar Kalona e que estavam felizes por saber que Nyx te mandou para ajudar a Zoey. – fiquei feliz por saber que não estávamos sozinhos nesta batalha. Encostei-me ao tronco da árvore e fechei os olhos.
-Angel, o Dário deve estar por aí a aparecer não tarada nada. Importas-te que eu descanse um bocado? Estou cansada. – Angel assentiu-me e deixou-me pousar a cabeça no seu ombro. Sentia-me tão cansada… Tentei esquecer tudo o que se passara nas últimas horas. Pensei na força e energia que sentira quando estava na casa de banho. Provavelmente Zoey invocou um círculo mandando a força dos elementos para me ajudar. Agora que pensava melhor no assunto fiquei feliz por ter conhecido Zoey e os outros, sentia-me finalmente feliz. Antes de adormecer agradeci a Nyx por me ter marcado.

Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 25

Capitulo 25

Ok, as coisas não estavam a correr como previsto. Margarida levou-me directamente para o quarto onde vira Angel, mas ele não estava lá. Corremos pelos corredores. Margarida atravessava as paredes para ir-me dizendo se ele se encontrava nalguma daquelas divisões para não ter de abrir a porta de cada vez que passava põe uma.
-Mas onde raio se meteu ele? Kalona não iria deixar-se ficar por muito tempo até mandar os Zomba-Corvos virem à minha procura.
-Mariana esconde-te naquelas casas de bano enquanto eu vou procurar o Angel! – Margarida desapareceu subitamente. Corri para as casas de banho e tranquei-me numa das cabines sentando-me no tampo da sanita. Tirei rapidamente do bolso, o telemóvel que Damien me dera. Estava a tremer enquanto marcava o número da Zoey. Não precisei de espera muito tempo até ela atender.
-Zoey! A Joka? Ela está bem?
-Sim, não te preocupe ela e a tua Sacerdotisa já aqui estão em segurança nos túneis. – suspirei de alivio. Pelo menos este assunto já estava encerrado a minha amiga estava em segurança.
-Mariana, hmmm acho que ela quer falar contigo… - Zoey passou o telemóvel a Joka.
-Mariana! Já encontrassste o Angel?
-Não. Estou trancada numa das casas de banho à espera que a Margarida me diga a localização exacta dele. Joka, prometo que não te vou desiludir. Não volto sem ele. A Tekas está de tal maneira enfeitiçada por Kalona que acho que não vale a pena tentar ir à procura dela. Ela vai ficar bem com os outros iniciados. Kalona e Nefert parecem querer governa-los, não lhes vão fazer mal.
-Esspero que tenhasss razão… - ouvi Joka soluçar do outro lado da linha. Estava a chorar…
-O que se passa Joka?
-Eu, não sssei o que se passa comigo. Sou má? Não sei porque contei à Nefert do teu dom. Eu não era assssim.
-Não chores. Não faz mal. Fala com a Stevie Ray ela vai tratar de ti enquanto não volto para os túneis. Joka, sei que não estou em posição de te pedir favores mas se eu não voltar cuidas do David? – tentei não começar a chorar. Tinha que me preparar para todas as situações. Conseguia tratar de Nefert com facilidade mas Kalona e os Zomba-Corvos … Estava a sentir-me cansada, disparar aqueles raios de energia fez-me perder forças. Estava a ficar com sono…
-O que estás a querer dizer? O que ssse está a passsssar? – Joka soluçava e pareceu ofegar ao telefone.
-Estou só cansada… - comecei a sentir as pálpebras a ficarem pesadas. Consegui ouvir Zoey que pegara no Telefone.
-Mariana! O que se passa?! – Zoey parecia gritar mas estava com dificuldade em conseguir ouvir ou até mesmo responder.
-Estou… Estou cansada… não sei o que se passa. Estou quase a dormir. – o telemóvel escorregou-me da mão, tentei alcança-lo mas tombei para a frente batendo com a cabeça na porta da casa de banho. Custava-me manter os olhos abertos, doía-me o corpo todo, comecei a sentir a cabeça a andar à roda e pouco tempo depois perdi os sentidos.
*******

Zoey Redbird

-Estou… Estou cansada… não sei o que se passa. Estou quase a dormir. – Mariana estava com a voz rouca. Só consegui ouvir o som de algo a cair antes da chamada cair. Oh não! Ela deve ter perdido os sentidos. Devia estar exausta. Pelo que Joka disse Mariana devia estar estoirada depois de intervir contra Kalona. Eu própria já sentira a sensação. Fico sempre muito exausta. Ter um grande poder também implica não só responsabilidade como também grandes consequências.
-Stevie Ray! Chama o Damien e as Gêmeas e diz para trazerem as velas. Vamos ter de invocar um círculo e concentrar-nos na Mariana para lhe dar alguma força. – Stevie Ray assentiu e correu para fora do quarto. Olhei para a amiga de Mariana que chorava desesperada agarrada ao David. Ele também parecia conter as lágrimas. Aproximei-me de ambos.
-Tenham calma eu prometo que vou ajuda-la! – Joka virou-se para mim com lágrimas de sangue a escorrerem-lhe pela cara.
-A culpa é minha! Não devia tela deixado lá sssozinha. – a rapariga continuava a chorar e a soluçar. Baixei-me e toquei-lhe no ombro, com esperança de conforta-la.
-Não tiveste culpa de nada. É a nossa missão. Mariana é a escolhida tal como eu. Há certos riscos que temos de correr. É o nosso destino. E Nyx está sempre connosco. – a rapariga começou a acalmar-se. Entretanto Stevie Ray, Damien e as Gêmeas entraram a correr dentro do quarto com as respectivas velas já na mão, pondo-se logo em posição. Acendi um fósforo e dirigi-me a Damien «Chamo o ar ao nosso circula. Para ajudar a Mariana a controlar cada fôlego. Vem a mim ar!» antes sequer de acender a vela de Damien comecei logo a sentir um torvelinho à nossa volta. Movi-me no sentido dos ponteiros do relógio, em redor do círculo, até chegar a Shaunee com a sua vela vermelha. «Chamo o fogo para aquecer o coração e dar forças à Mariana.» Não precisei de usar o fósforo pois a vela de Shaunee acendeu-se numa chama brilhante. Avancei até Erin que segurava a sua vela com determinação. «Chamo a água para que cure cada cicatriz da nossa amiga. Vem a mim água» Acendi a vela e juro ouvir as ondas do mar. Dirigi-me logo até Stevie Ray. «Chamo a terra ao nosso circulo, a terra é o nosso lar a força da vida. Terra protege a nossa amiga e ajuda-a a escolher o caminho certo» Senti logo o cheiro a relva. Por fim dirigi-me para o meio do circulo onde estava a minha vela. «Por fim, mas não menos importante chamo o elemento espírito ao nosso circulo. Proporciona-nos paz interior e coragem. Vem a mim espírito» Senti a força do elemento dentro de mim. Era confortante.
-Concentrem toda a força do vosso elemento na Mariana! – os meus amigos e eu fechámos os olhos concentrando toda a força dos nossos elementos na nossa amiga em perigo. Protege-a Nyx…
*******
Mariana

Estava deitada no chão da casa de banho. Cada fôlego era doloroso. Perdia os sentidos e voltava a abrir os olhos de repente. Era algo estranho. O pior disto tudo é que iria quebrar novamente a minha promessa para com Joka. Comecei a chorar, estava tão farta disto tudo. Sentia-me uma fraca, e coisa que eu não sou é fraca! Tentei levantar-me com um ultimo esforço mas em vão. Tombei novamente no chão.
Estava tudo escuro… Estaria eu a sonhar? Comecei a ouvir a voz de Zoey a ecoar dentro de mim. «Chamo o ar ao nosso circula. Para ajudar a Mariana a controlar cada fôlego. Vem a mim ar!» comecei a sentir os meus pulmões relaxarem. A dor que sentira a respirar desaparecera. «Chamo o fogo para aquecer o coração e dar forças à Mariana. » Senti um calor, no meu peito que me fez sentir amada. «Chamo a água para que cure cada cicatriz da nossa amiga. Vem a mim água» A voz de Zoey continuava a ecoar na minha cabeça e comecei a sentir uma frescura e força. Sentia-me a flutuar no mar. «Chamo a terra ao nosso círculo, a terra é o nosso lar a força da vida. Terra protege a nossa amiga e ajuda-a a escolher o caminho certo» Senti a força da terra. O meu corpo relaxou completamente com aquela sensação. «Por fim, mas não menos importante chamo o elemento espírito ao nosso círculo. Proporciona-nos paz interior e coragem. Vem a mim espírito» Senti-me feliz e em harmonia com o mundo inteiro. Antes de abrir os olhos vi o rosto de Damien, Shaunee, Erin, Stevie Ray e Zoey completamente calmo e sereno a segurar uma vela. Não precisei de mais nada. Depois de ver aquelas imagens dentro de mim recuperei logo os sentidos e levantei-me.

Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 24

Capitulo 24

Quando chegámos à porta da Casa da Noite Dário pós-me no chão com o maior cuidado. Despediu-se de mim com uma vénia e desapareceu. Fiquei sozinha às portas do portão à espera que algum Zomba-Corvos me visse.
Não precisei de esperar muito tempo até um Zomba-Corvos aparecer, mas ao contrário de me atacar olhou para mim com os olhos vermelhos horríveis.
-O que queresss iniccciada?
-Chamo-me Mariana, e acho que o teu paizinho anda à minha procura. – Zomba-Corvos abriu o portão e com o seu enorme bico prendeu-me pela manga da camisola. Pelo menos não usou as garras... Puxou-me em direcção à casa da Noite. À porta estava uma mulher alta de olhos verdes e cabelo ruivo. Parecia ser a tal Nefert.
-Bem vinda iniciada. Estávamos todos muito ansiosos pela tua chegada. A mulher agarrou-me pelos cabelos puxando-me a cabeça para traz olhando para a minha marca.
-Interessante, deveras interessante. Diz-me qual é o teu dom.
-Não sei. – Dei-lhe um safanão na mão para que ela me largasse.
-Não me mintas! Eu já soube que matas-te um Zomba-Corvos.
-Estou a dizer a verdade! Não sei como fiz aquilo! Ele irritou-me e não sei o que aconteceu. – Ainda pensei em ameaça-la mas era melhor não começar já a arranjar problemas. Ela iria querer saber melhor qual é o meu dom por isso não iria matar-me por agora. Ela afastou-se de mim puxou-me para dentro. Percorreu comigo o pátio e levou-me para dentro de uma sala. Estava alguem sentado numa cadeira a gemer. Fiquei completamente petrificada quando vi que era a professora Beatriz que estava presa à cadeira. Estava horrível, escorria-lhe sangue pela boca e nariz, tinha a cara toda esmurrada e negra.
-O que lhe fez sua bruxa horrível? – corri para junto da minha Sacerdotisa e limpei-lhe o sangue da cara com a manga da camisola.
-Isto é só uma pequena amostra do que acontece quando não me dão respostas. – Nefert aproximou-se da cadeira e olhou Beatriz que lhe virava a cara. Entretanto um anjo entrou dentro da sala. Era lindo. Nunca tinha visto coisa mais bela em toda a minha vida. Tinha umas asas negras enormes e um peito tão perfeito que parecia ter sido esculpido em pedra. Desviei rapidamente o olhar tentando voltar à realidade. Ele era o mau da fita...
-Então minha rainha? É esta a iniciada que causou tanto alarido? – Kalona aproximou-se de mim mas afastei-me rapidamente dele.
-É esta a tal iniciada de Portugal. A Zoey ainda anda escondida.
-Ah, a minha Aya estou ansioso pelo nosso reencontro… - mas do que raio estava ele para ali a falar?
-Solte a professora Beatriz já!
-Há há há criança estúpida! Pensavas que vinhas para aqui dar-me ordens? Nefert pegou-me pelo braço e sentou-me também a mim numa cadeira prendendo-me com correntes. Debati-me com toda a força mas em vão. Para além de ser uma bruxa tinha mais força do que aparentava.
-Agora minha querida vais dizer-me qual é o teu dom. E não tentes mentir-me.
-Já lhe disse que não sei qual é o meu dom! – Nefert encostou a boca e sussurrou-me ao ouvido.
-Eu tentei levar isto a bem mas pelos vistos vou ter de usar outro método. – Levantou-se e saiu da sala voltando pouco tempo depois com Joka.
-Joka? És mesmo tu? – Joka estava atrás de Nefert com um olhar vermelho e assustado a olhar na minha direcção.
-Olha só para a tua amiguinha, morreste por ele e agora está ali sentada e já nem se lembrava de ti. – Nefert abraçou a minha melhor amiga o que me fez enjoar.
-Joka, ela é uma mentirosa! Não acredites no que ela te está a dizer!
-Não me falesss. Morri por tua causssa! Olha o que me acontesseu!
-Joka, eu voltei por tua causa! A Margarida contou-me tudo o que se estava a passar aqui dentro e…
- Quem é essa? – Nefert olhou para Joka com um olhar muito sério
-É uma amiga fantasssma da Mariana. Ela vê e fala com osss mortos. – Joka olhou para Nefert.
-Então é isso que me escondias. Tu falas com os mortos… - Nefert agarrou Joka pelo pescoço e prendeu-a no ar. Agora já não preciso de ti. Joka começou a sufocar. – Debati-me contra as correntes mas em vão. Senti uma raiva dentro de mim. Os meus olhos pareciam arder e comecei a sentir novamente aquela corrente eléctrica a fluir-me pelo corpo. Com um simples esticão rebentei com as correntes e lancei uma chama enorme na direcção de Nefert que começou a estrebuchar no chão. Sentia um ódio enorme dentro de mim. Lancei uma bola de energia na direcção de Kalona. Mas ao contrário de Nefert ele permaneceu em pé apesar de ofegante. Recuou e afastou-se. Soltei a professora Beatriz, agarrei em Joka e corremos para fora da sala.
-Como vamos sair daqui?
-Eu conheço uma passsagem sssecreta. – Joka sem olhar para mim indicou-me o caminho.
-Vai!
-Tu vens comigo! – puxei a minha melhor amiga para junto de mim, mas esta sacudiu-me.
-Não posso! Tenho de ir busssscar o Angel.
-Não. Sendo assim vai com a professora Beatriz que eu procuro o Angel! Peguei no telemóvel que tinha no bolso e liguei para a Zoey.
-Zoey! Ouviste o que se passou?
-Sim ouvimos tudo, pela escuta! O Dário já está a caminho com uma carrinha! –OK! Vamos agora tentar sair daqui! – desliguei a chamada e entreguei o telemóvel a Joka que permanecia imóvel a olhar para mim.
-Joka, desculpa não ter vindo mais cedo para te salvar. Adoro-te és a minha melhor amiga! Prometo-te que vou buscar o Angel! – Abracei-a com toda a força. Consegui sentir uma mistura de emoções dentro dela. E juro que no meio de tanto sentimento de culpa e ódio consegui sentir felicidade dentro dela. Larguei-a e ela e a professora Beatriz correram pelo corredor. Enquanto se afastavam comecei a abrir todas as portas que me apareciam à frente. Iria demorar uma eternidade até encontrar Angel. E não tinha muito tempo, Kalona não iria demorar muito até mandar os Zomba-Corvos virem atrás de mim. Lembrei-me que Margarida dissera que tinha entrado no quarto de Angel. Toquei no meu colar onde Margarida recarregara as suas energias e chamei por ela.
-Preciso de ti Margarida! Ajuda-me por favor! – não precisei de esperar muito até Margarida aparecer.
-Vem comigo! Eu sei onde é o quarto dele! – corri pelos corredores seguindo a minha amiga fantasma que me iria levar ao quarto de Angel.

Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 23

Capitulo 23
Mariana

Quando Margarida disse que a minha melhor amiga morreu para me proteger, o meu mundo ruiu. Joka morreu para me salvar e eu não fiz nada para o impedir. Apesar de Nefert a ter tornado numa vampyra vermelha de certeza que haverá consequências. Mas o que poderia eu fazer?
-Mariana estás bem? Tecnicamente ela não morreu, está só menos viva. Olha por exemplo a Stevie Ray, ela passou pela mudança dos iniciados vermelhos – Margarida tentou animar-me.
-Pois foi, mas a Zoey contou-me que quando ela vira Stevie Ray pela primeira vez como vampyra vermelha, ela estava num estado lastimável, parecia uma selvagem que andava a beber sangue a jogadores de futebol e a sem abrigos.
-Pois. Porque não vais falar com a Stevie Ray? Talvez ela te possa dar alguns pormenores ou assim. – Não deixei Margarida acabar de falar e corri logo na direcção do quarto de Zoey para lhe contar tudo o que Margarida vira na Casa da Noite. Entrei no quarto de rompante e contei-lhe tudo. Contei-lhe de Joka se ter tornado numa vampyra vermelha, de Nefert e Kalona andarem a tentar fazer com que todos virem as costas a Nyx. Zoey saiu e foi contar a Dario, a Afrodite, a Damien e às gémeas o que acontecera. Stevie Ray ficou sentada na cama a fazer festinhas na gata de Zoey.
-Stevie Ray posso fazer-te uma pergunta?
-Claro! – sentei-me na cama ao lado dela.
-Stevie Ray , desculpa perguntar-te mas como foi quando morreste? –
Stevie Ray moveu-se ligeiramente na cama, parecia incomodada.
- Posso dizer que tive uma morte feliz, morri nos braços da Zoey, ela e os meus amigos estiveram sempre comigo. E o meu elemento terra acalmou-me. Fechei os olhos e pensava que nunca mais iria acordar. Mas estava enganada. Acordei na morgue com Nefert ao meu lado. Apesar do que ela me dizia de que Nyx me abandonara e que ela era a minha nova deusa, eu sentia-me diferente. Sentia um grande ódio por todos, para além de sentir sede… muita sede… Nefert cortou-se e fez-me beber dela. Foi uma sensação tão horrível mas doce ao mesmo tempo. Nefert trouxe-me para estes túneis onde tinha de ficar com os outros iniciados vermelhos. Nefert trazia-nos alguns sem abrigo e humanos que não interessavam a ninguém para nos alimentarmos. Mas a sede era tanta que acabava por sair e alimentar-me. A sede parecia nunca desaparecer. Sentia-me horrível de cada vez que mordia alguém. Aquela não era eu, eu não era assim. Depois a Zoey descobriu o que se estava a passar e tentou ajudar-me. No inicio rejeitei-a, eu lutava contra o monstro dentro de mim, mas perdia sempre. Depois a Zoey e a Afrodite ajudaram-me a recuperar a minha humanidade. Se não fosse a Zoey, neste momento seria uma selvagem a morder pessoas. – Stevie Ray virou-se para mim e segurou-me na mão.
-Mariana tens de ajudar a tua amiga. Neste momento a Nefert já lhe deve ter contado centenas de mentiras e pô-la contra ti e Nyx. – Assenti-lhe com um aceno de cabeças.
-Mas como posso ajuda-la? A casa da Noite está completamente cercada e não… - não tive tempo de terminar a frase. Algo dentro de mim dizia-me que teria de ir para a Casa da Noite. Agora que Zoey e os amigos sabiam o que se estava a passar dentro da Casa da Noite. Podia entregar-me e estar com Joka. Com muita sorte até podia contactar com eles lá de dentro e ajudá-los a entrar. Isto é se não me matarem entretanto…
-No que estás a pensar?
-Já tomei uma decisão. Vou para a Casa da Noite. – Stevie Ray franziu-me o sobrolho e ficou a olhar para mim com um ar muito sério.
-Estás doida? Mal entres Nefert e Kalona vão dar cabo de ti e…
-Confia em mim. Sei que Nyx quer que eu vá e não irei desapontá-la. Levantei-me decidida e fui contar a Zoey e aos outros que iria partir e entregar-me a Kalona e Nefert.
Depois de estarmos todos reunidos transmiti-lhes que me iria embora dentro de poucos dias e entregar-me na Casa da Noite.
-Se fores eu vou contigo.
-David, ainda estás a recuperar e Nyx quer que eu vá sozinha. E não te vou pôr em perigo desta maneira. – David continuou a protestar mas com o meu dom de controlar as emoções acalmei-o.
-A Mariana tem razão, se Nyx acha que ela deve ir sozinha devemos confiar nela. – Zoey sorriu-me enquanto eu tentava acalmar os ânimos.
-Mas se fores é melhor levares isto. – Afrodite entregou-me um pequeno aparelho que mais parecia um botão.
-O que é isto?
-É uma escuta. O meu pai andava sempre com isso. Sabes como é tretas de presidente da Câmara. – Afrodite sacudiu o cabelo e agarrou-se novamente a Dário. Damien parecia entusiasmado.
-Isso é óptimo, assim podemos ouvir tudo o que se passar lá dentro e podemos manter contacto sem que alguém perceba. Mas é melhor levares também um telemóvel. Damien entregou-me um Nokia que enfiei logo no bolço das minhas calças.
-Agora só falta resolver o problema dos Zomba-Corvos.
-Eu levo-a lá pequena Sacerdotisa. Consigo correr a uma velocidade que os Zomba-Corvos nem nos vão ver – sem largar Afrodite, Dário fez-me um aceno com a mão.
-Obrigada Dário. – parecia estar tudo resolvido apesar de Afrodite estar receosa em deixar Dário sair.
-Vou então preparar-me e vamos esta noite. – fui para o meu quarto vestir uma roupa lavada e preparar-me. David veio comigo e continuava a protestar.
-Não vou deixar que te entregues assim aquelas coisas! Prometi a Sacerdotisa Beatriz que te protegia. – puxei David para mim e beijei-o.
-Protegeste-me o melhor que pudeste, agora Nyx quer que eu vá e tens de me deixar ir. A Maria João precisa de mim. A minha melhor amiga morreu por mim, tenho de ajuda-la.
-Eu percebo mas…
-Mas nada, tenho de fazer alguma coisa. Nyx acredita em mim e eu confio nela, tenho de ir ajuda-los. – Beijei David e fui ter com Dário que já estava à minha espera. Despedi-me de todos que me desejaram boa sorte. Dário pegou-me ao colo e correu para a Casa da Noite.

Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 22

Capitulo 22
Margarida

Teletransportei-me até à Casa da Noite em Tulsa. Atravessei o muro que dava para dentro da Casa da Noite, estavam dois Zomba-Corvos sentados numa árvore a olhar para baixo. Passei sempre com receio. Quer dizer eu estava morta e enterrada, apesar de ser fantasma ninguém me podia garantir que aqueles monstros não me pudessem ver. Atravessei uma parede e vi o professor Pedro. Estava dentro de uma sala de aula, ele estava mesmo ao meu lado a falar para os iniciados. Atravessei mais uma parede, e parecia estar dentro de uma morgue. De uma morgue? Nefert estava sentada ao lado de um cadáver a murmurar-lhe qualquer coisa ao ouvido. Aproximei-me mais para tentar perceber o que estaria aquela tarada a fazer.
-Levanta-te e mata a tua sede… - assustei-me quando o corpo se levantou e pareceu ganhar vida. Fiquei a olhar. Não podia ser… Não era possível… Era Joka a companheira de quarto de Mariana? O que se passava com ela? Ela estava diferente… Os olhos estavam vermelhos, e a marca dela estava vermelha.
-O que me fezzz? Sssinto-me… Sssinto-me… - Joka olhava com repugnância para as suas próprias mãos não conseguindo dizer o que sentia.
-Com sede minha querida? – Nefert terminou-lhe a frase. Ergueu o braço e cortou a pele com a unha. Joka cheirou o ar e começou a babar-se toda. Ela parecia assustada. Nefert sorriu e voltou a passar a unha na ferida que começou a sangrar com mais intensidade. Joka não se conteve e começou a lamber-lhe o sangue cravando-lhe de seguida os dentes no braço. Bah. Se não fosse um fantasma de certeza que teria vomitado. Joka gemia enquanto sugava o sangue de Nefert. Tentei não olhar para aquilo. Pouco depois Nefert deu-lhe um empurrão soltando-se dela.
-Se queres mais vais servir-me e fazer o que te mandar. Sou a tua nova deusa. – Joka não respondeu. Limpou o sangue que tinha na boca e ficou a olhar para a mão.
-A partir de agora és minha filha e não de Nyx. Tens a minha marca por isso vais obedecer-me. Salvei-te, se não fosse eu estarias agora a apodrecer debaixo da terra. A partir de agora vais vigiar os outros iniciados e dizer-me se vires algo de invulgar. Podes alimentar-te dos que quiseres mas não podes matar nenhum. – Não tardou muito até Joka começar a chorar. Minha deusa, até as lágrimas eram de sangue.
-Achas que valeu a pena morrer pela tua amiga Mariana? Se me tivesses contado o que tem ela de especial nada disto teria acontecido. E contudo ela ainda nem à tua procura veio. E se queres que não aconteça o mesmo ao teu pequeno namoradinho é melhor obedeceres-me. – Joka olhou para Nefert e rangeu os dentes.
-E também não quero que fales com ele. Se souber que estiveste com esse rapaz mato-o. – Nefert riu-se e saiu da sala deixando Joka sozinha sentada não chão a chorar. Fiquei ali ao lado dela.
-Nyx sei que não resisti à tentação de Kalona, mas podes fazer com que ela pelo menos sinta a minha presença? – rezei a Nyx esperando que não se tivesse esquecido de mim. Pousei a mão no ombro de Joka que respirou calmamente. Tentei não atravessa-la. Parou de chorar acalmando-se. Levantou-se e saiu da morgue dirigindo-se para o corredor. Atravessei outra parede e desta vez estava num quarto. Angel estava sentado na cama a chorar. Parecia infeliz, provavelmente por Joka ter “morrido”. Voltei para o corredor e entrei noutra sala. Vi Nefert que estava com Kalona. Aproximem-me e vi a Sumo-Sacerdotisa da Casa da Noite de Lisboa, Beatriz amarrada a uma cadeira. Estava com um aspecto horrível. Tinha manchas de sangue na camisola e vários hematomas que cobriam cada cm do seu corpo.
-Vais continuar a resistir ou entregas-te a Kalona?
-Nunca… – professora Beatriz respondeu com um sussurro e foi esbofeteada logo de seguida por Nefert.
-Ainda não percebeu que isto não vai acabar? Só vai sair daqui quando renegares Nyx. – Kalona falou num tom calmo. Mas Beatriz sorriu levemente enquanto lhe escorria uma lágrima pela face.
-Então parece que vou permanecer aqui o resto da vida. – Nefert atirou Beatriz para o chão e pontapeou-a. Não consegui ficar para ver mais nada e saí dali. Mas infelizmente quando saí dali, deparei-me com algo pior. Joka estava a agarrar um rapaz pelo pescoço e sugava-lhe o sangue enquanto ele parecia gemer de prazer. Teletransportei-me dali para fora de volta aos túneis, para contar a Mariana tudo o que vira. Desta vez foi fácil encontra-la. Bastou teletransportar-me para o colar dela onde agora carregava as minhas energias.
-Mariana! Não vais acreditar no inferno que aquilo está… - contei-lhe tudo o que vira. Deixando o pior para ultimo.
-Ainda não te contei o pior…
-Diz Margarida! O que se passou mais viste a Joka, o Angel e a Tekas?
-Bem, vi mas acho que não vais gostar…
-Conta de uma vez o que se passou Margarida! Eles estão bem?
-O Angel está dentro dos possíveis a Tekas não a vi e a Joka…. Bem, a Joka…- como havia de lhe contar que a melhor amiga morrera e se transformara numa vampyra vermelha.
-A Nefert matou-a por ela se recusar a contar o que tinhas de especial, mas voltou a ressuscita-la e agora ela é uma vampyra vermelha como os que estão aqui em baixo. – Mariana ficou chocada a olhar para mim.

Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 21

Capitulo 21
Mariana

Os dias iam passando e comecei a conhecer melhor os iniciados que aqui viviam. Zoey e Stevie Ray estavam sempre a tentar ter ideias para derrotar Kalona. As Gémeas Erin e Shaunee estavam sempre na brincadeira e a arranjar maneira de irritar Afrodite que passava a vida agarrada a Dário.
Damien estava sempre a seguir-me e a fazer perguntas como se eu fosse um projecto de ciências. Ele achava que o meu dom de ver os mortos e controlara as emoções era a coisa mais extraordinária e invulgar que vira em toda a vida. Coisa que eu simplesmente achava bizarra.
-Como lanças-te aquela energia sobre o Zomba-Corvos? Achas que conseguirias faze-lo agora?
- Não sei, acho que não conseguiria faze-lo agora se me pedisses e muito sinceramente até aquele Zomba-Corvos me irritar desconhecia conseguir fazer semelhante coisa. – Damien esfregou o topo da cabeça e fez um ar pensativo.
-Estou a tentar perceber o que é essa tal energia, essa chama que lanças-te ao Zomba-Corvos… Hmmmm…. Não te apercebes-te de nada à tua volta?
-Como assim?
-Por exemplo, eu quando invoco o meu elemento vento sinto sempre uma leve brisa à minha volta. A Shaunee sente o calor do fogo, a Erin a humidade da água a Stevie Ray o cheiro da terra e a Zoey o espírito e evidentemente todos os outros. – Damien parecia interessado e ansioso. Tentei lembrar-me o melhor possível.
-Acho que senti uma brisa intensa à minha volta, uma energia que misturado com a raiva que sentia me fez sentir calma, senti um calor nas palmas das mãos… Desculpa ma não te consigo dar mais pormenores. – Damien ficou muito pensativo.
-Damien, se não te importas vou ter com o David. – tentei não ser indelicada mas esta conversa estava a deixar-me desconfortável.
-Vai, vai não há problema eu vou fazer pesquisa e…. – deixei Damien com os seus pensamentos e fui procurar David. Percorri os enormes corredores dos túneis. Já me esquecera outra vez onde ficava o quarto dele. Estava a virar a esquina quando algo me atravessou o caminho.
-Mariana! Finalmente! Tenho pouco tempo por isso ouve bem. Preciso que me arranjes um amuleto, um anel ou algo do género!
-Margarida? O que estás aqui a fazer? Não devias estar na Casa da Noite em Portugal?
-Hello! Sou um simples fantasma lembras-te? Mas preciso de alguma coisa, um objecto da Casa da Noite ou algo que lá tenha estado!
-Tenho este colar, foi o David que me deu quando fez uma semana de namoro. Serve?
-Óptimo! – sem dizer mais nada Margarida desapareceu em bruma que entrou para o meu colar em formato de meia-lua. O que raio estava ela a fazer? Tirei o colar do pescoço e fiquei a olhar para ele, enquanto esperava. Passado algum tempo Margarida saiu de dentro do colar e estava novamente à minha frente.
-Desculpa lá estas esquisitices, mas teletransportei-me da Casa da Noite até cá e perdi muita energia.
-O que raio estás aqui a fazer?
-Isso pergunto eu! O que se passa? Porque não voltaram para a Casa da Noite? A visita de estudo ainda não acabou? – Margarida batia o pé e fitava-me irritada.
-Foi o Kalona! Ele capturou os professores e os outros e tem-nos na Casa da Noite aqui em Tulsa! Eu e o David ainda conseguimos escapar e encontramos a Zoey e os outros.
-O Kalona? E o que vão fazer agora?
-Não sei, muito sinceramente não sei. Não podemos sair daqui. Estamos completamente cercados por Zomba-Corvos. – tentei explicar À minha amiga fantasma tudo o que se tinha passado nos últimos tempos e o quão feliz estava por ela aqui estar.
-Espera-la, é fácil dizer-vos o que está a passar dentro da Casa da Noite…
-Como assim? – franzi o sobrolho e pensei um pouco nas suas palavras.
-É simples, eu posso lá ir e dizer-vos o que se passa lá. Não me será muito difícil entrar e sair, pois ninguém me consegue ver. E saber atravessar paredes pode se muito útil. – Margarida sorriu-me de uma maneira tão alegre como nunca lhe vira antes estampada no rosto.
-Isso é brilhante! Finalmente uma luz ao fundo do túnel! Anda, vamos contar aos outros que aqui estás. Corri pelos túneis enquanto berrava alegremente.
-A Margarida está aqui! A Margarida está aqui! Fiz um estardalhaço enorme e os iniciados vermelhos começaram a sair dos quartos e certamente a pensar que eu estava doida. Corri para o quarto de Zoey e abri a porta sem sequer pedir licença!
-Zoey, Zoey! A Margarida está aqui! Ela veio cá! - Zoey estava com Stevie Ray no quarto e virou-se de repente para traz.
-O que se passa Mariana? – pareciam atrapalhadas a olhar para mim.
-A Margarida, a minha amiga que morreu! Ela veio ter comigo e está aqui. – Contei-lhes o plano de Margarida e em como nos conseguiria dar informações.
-Isso é óptimo! Quando é que ela vai? – olhei para Margarida esperando uma resposta vinda da parte dela.
-Vou o mais depressa possível!
-O que te disse ela Mariana? –Zoey estava tão ansiosa quanto eu.
-Ela disse que vai o mais depressa possível. – Virei-me novamente para Margarida.
-Prometes ter cuidado?
-Mariana já morri, o que me pode acontecer? O pior que me pode acontecer-me é o nojento do Kalona atravessar-me, e nem se aperceber. – Margarida sorriu-me. E desapareceu.
-Ela foi-se embora. Foi à Casa da Noite. – Virei-me novamente para Zoey que estava tão ansiosa quanto eu, para que ela voltasse.

Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 20

Capitulo 20

Sacerdotisa Beatriz

Como é possível uma Sacerdotisa como Nefert virar as costas a Nyx. Pior ainda, como foi ela capaz de me fazer isto a mim? A minha companheira de quarto… Ela sempre adorou Nyx por ela a ter marcado e arrancado das garras do pai que a mal tratava, já para não falar nas outras coisas horríveis que lhe fazia. Ela está completamente obcecada com a ideia de poder, para não falar no encantamento que ela tem por Kalona. Não posso fazer nada, mesmo que quisesse. Só resta a esperança de Mariana estar bem e de Nyx a ajudar a lutar contra isto tudo. Mas como? Ela ainda é tão jovem, fora marcada há tão pouco tempo. Olhei para o pobre Angel que estava a dormir atado à cadeira.
-Nyx cuida do rapaz, depois do modo como foi tratado manteve-se fiel a ti e não falou. – rezei à deusa para que protegesse os outros iniciados. Kalona conseguiu encantar todos os outros até mesmo professores e convence-los a instalarem-se aqui na Casa da Noite. Um autêntico desastre! E o que iria Nefert fazer com a pobre Maria João? Iria ela mesmo mata-la?
Estava aqui já há alguns dias trancada. Alimentavam-me a mim e a Angel, e continuavam a convencer-nos a deixar Nyx, como nos recusávamos éramos espancados violentamente e pouco depois alimentados e tratados para mais tarde voltarmos a receber o mesmo tratamento. Angel começou a acordar lentamente e olhou para mim.
-Professora Beatriz? Está bem?
-Sim, e tu rapaz? Estas bem? – Angel esticou as pernas e tentou soltar-se mas não valia a pena as correntes estavam demasiado apertadas.
-Não te esforces Angel, não vale a pena.
-Não nos podemos limitar a desistir! – Angel continuava a debater-se. A porta abriu-se a Nefert entrou trazendo algo nos braços. Fiquei completamente chocada quando vi que era a pequena Maria João.
-Angel não olhes! Fica quieto! – mas foi tarde de mais, o rapaz virou a cabeça para o lado e viu a sua namorada.
-Não! Joka! O que lhe fez sua bruxa?! Largue-a! – Nefert riu-se e percorreu a sala dirigindo-se para a outra porta.
-A pequena acabou de rejeitar a mudança, se não se tivessem recusado a contar-me o que tem essa Mariana de especial a pequena Maria João ainda estaria viva. Por isso podem agradecer à vossa deusa Nyx e sentirem-se culpados pela morte da pequena.
-Não! – Angel começou a chorar e a debater-se contra as correntes. Nefert simplesmente riu-se e foi-se embora.
-Angel tem calma…
-Como pode pedir-me para ter calma? Eu fui responsável pela morte da minha própria namorada. E tudo para proteger a Mariana! Joka deu a vida pela amiga que ainda nem sinal de vida deu!
-Tem calma Angel, temos que ter fé em Nyx e…
-Ter fé em Nyx? Ter fé em Nyx não vai trazer a Maria João de volta!
-Angel, não estás a perceber o que está a acontecer? É mesmo isto que Nefert e Kalona querem. Eles querem que te revoltes contra Nyx. Nefert passou aqui de propósito para ver a reacção que tinhas. – Angel continuou a chorar e a debater-se para se soltar. Achei melhor não lhe dizer mais nada e deixa-lo de luto pela pequena Maria João. Pouco tempo depois Nefert entrou, e foi ter com Angel ignorando-me.
-Então rapaz? O que achas se eu te trouxesse a tua amiga de volta? Posso ressuscita-la. Agrada-te essa ideia? – Angel levantou a cabeça encarando Nefert com alguma esperança no olhar.
-Podia fazer isso?
-Claro que posso. Ao contrário de Nyx eu gosto tanto de vocês que não vos deixo morrer se rejeitarem a mudança.
-Angel, não acredites no que ela está a dizer! Esquece isso! É impossível ressuscitar um iniciado que rejeitou a mudança. – Nefert riu-se da minha exclamação e levantou-se.
-Stark! Entra meu querido. – um rapaz alto com os olhos vermelhos e uma meia-lua vermelha na testa entrou dentro da sala. Trazia um arco na mão e setas numa saca atrás das costas. Consegui sentir o cheiro a sangue que vinha dele.
-Angel apresento-te o Stark. O Stark é um vampyro vermelho, ele rejeitou a mudança e depois de morto ressuscitei-o. – estava tão pasmada como Angel a olhar para quele rapaz. Como era possível?
-Então Angel? Queres que eu traga a tua amiga de volta? – consegui ver a esperança nos olhos de Angel. Ele iria fazer de tudo para trazer a Maria João de volta. Mas aquilo não estava correcto, aquilo não devia ser nada de bom e de certeza que teria consequências.
-Então rapaz, aceitas-me como tua deusa? – Angel não respondeu e virou-lhe a cara.
-Stark, solta-o. – o rapaz começou a tirar as correntes a Angel que depois de solto não se mexeu nem um centímetro.
- O que quer em troca? – Nefert riu-se.
-É simples, aceitas-me como sendo tua deusa e tens uma vida normal aqui na casa da noite como todos os outros iniciados. Vais às aulas e voltas à rotina que tinhas em Portugal. Então o que achas? – Angel levantou-se da cadeira.
- Volto à rotinha e faço o que me mandar mas não a trato como deusa coisíssima nenhuma!
-Combinado, mais tarde ou mais cedo vais acabar por renegar Nyx. Stark, leva o rapaz para o quarto dele. – os dois rapazes afastaram-se e saíram.
-Então e tu Beatriz? Continuas a adorar Nyx?
-Sim, e nunca a irei renegar! E tu devias adora-la mais que ninguém depois do que ela fez por ti. Ela salvou-te do teu ... – Nefert deu-me um estalo não me deixando terminar a frase.
-Não voltes a falar-me assim! – Saiu pela porta irritada deixando me ali sozinha cheia de dores.

Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 19

Capitulo 19

Joka

Estava cheia de dores. A tortura prolongou-se durante várias horas, até podiam ter passado dias, não havia maneira de eu saber. Doía-me tudo.
Depois de Nefert e Kalona perceberem que não lhes iria contar nada sobre o dom de Mariana Nefert mandou os Zomba-Corvos levarem-me para o mais longe possível da Casa da Noite e isolar-me. Deu ordens para nenhum vampyro adulto se aproximar do local onde eu estava trancada, não podia ser alimentada nem ter espaço para me deitar. Queria que eu começasse a rejeitar a mudança. Quando ela o disse pensava que ela estava a fazer bluff mas agora que começara a tossir percebi que não. Então era assim que eu ia morrer. Nunca pensei que fosse morrer de uma maneira tão cruel. Estava encostada à parede, estava trancada numa casa de banho. Mesmo que me quisesse deitar e fechar os olhos para descansar não conseguia. O que me restava desta vida, o que irá ela fazer a Tekas, Beatriz e Angel? O meu Angel… O que será que lhe vão fazer? Tossi violentamente, pondo a mão à frente da boca, quando olhei para a mão vi que estava coberta de sangue. Já começara a rejeitar a mudança. Agora não havia mais nada que me pudesse salvar. Eu iria morrer, comecei a chorar e até as minhas lágrimas eram sangue. Senti os Zomba-Corvos ficarem agitados.
-Vai ccchamar a rainhaa. Ela já está a morrer. – pouco tempo depois abriram a porta e caí para a frente. Ainda pensei em fugir mas não me serviria de nada. Iria morrer de qualquer maneira. Senti alguém pontapear-me o braço. Olhei para cima e vi que era Nefert.
-Quando começou ela a rejeitar a mudança?
-FFFoi messsssmo agora. – Nefert virou me para cima e olhou para mim enquanto eu tossia e cuspia sangue violentamente.
-Ouve bem o que eu te vou dizer, a partir de agora eu serei a tua deusa! Vou dar-te a oportunidade de víveres com a condição de me obedeceres. Entendido?
-Isso é impossível, já comecei a rejeitar a mudança vou morrer.
- Nada é impossível para uma deusa. Juras-me lealdade? – Nefert inclinou-se sobre mim e olhou-me nos olhos.
-Não! A minha deusa é e sempre será Nyx. Prefiro morrer a jurar-lhe seja lá o que for! – tossi mais uma vez e comecei a sentir o sangue a escorrer-me pelos ouvidos.
-Hahaha miúda estúpida. Vais acabar por ser-me útil. – não lhe consegui responder simplesmente fechei os olhos e continuei a tossir sangue. Fiquei nos braços de Nefert, a bruxa doida que me matara. Era a última pessoa com quem queria ficar à espera da morte.

Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 18

Capitulo 18

David

Sentia-me com tantas dores, tentei encontrar o caminho para os meus olhos, mas fizesse eu o que fizesse não os conseguia abrir.
-David, acorda por favor… Amo-te. Por favor acorda… - Mariana, estaria ela bem? O que terá acontecido? Queria responder-lhe mas por muito que me esforça-se não conseguia. Senti-a beijar-me a testa mas nem assim consegui abrir os olhos. Só quando comecei a sentir as pernas consegui abrir os olhos.
-Finalmente acordas-te, estás bem? – Mariana olhou para mim com um ar preocupado. Ela estava diferente. A meia-lua dela para além de preenchida agora também se tinha espalhado pela testa, contornando o maxilar com um contorno perfeito. Continuava linda como sempre.
-Amo-te. – foi a única coisa que consegui dizer, ainda estava muito cansado.
-Também te amo. Sentes-te bem?
-Acho que sim, só me sinto cansado. Só quando me tentei levantar é que percebi que tinha o braço ligado. Pois foi, já nem me lembrava que tinha sido atacado por aquele pássaro gigante.
-Onde estamos?
-Estamos aqui nos túneis. Depois de ter morto o Zomba-Corvos também perdi os sentido e acordei aqui, a Zoey e o Dário ouviram o barulho lá fora e trouxeram-nos para dentro. Quando acordei a Zoey estava ao meu lado. Pedimos ajuda a Nyx para conseguirmos comunicar e agora consigo falar inglês. Também deves conseguir sem dificuldade. – Mariana ajudou-me a levantar enquanto me contava todos os pormenores. Só quando me levantei por completo e me sentei na cama é que percebi que não estávamos sozinhos. Estava um homem alto a arrumar utensílios de primeiros socorros com uma rapariga loira. Estavam outros dois rapazes a falar com duas raparigas que pareciam irmãs não fosse a diferente cor de pele.
-David, esta é a Zoey e a Stevie Ray. A Stevie Ray é uma nova espécie de vampyros que Nefert ressuscitou depois de ela ter morrido. –olhei para a rapariga loura que tinha olhos vermelhos, mas por sua vez uma tatuagem semelhante à da minha namorada e à da Zoey.
-Interessante. Isso significa que podem ter feito o mesmo com a Margarida? Achas que ela pode tornara-se num desses vampyros? – Mariana olhou para Zoey com esperança.
-Não sei. Mas consegues ver todos os iniciados?
-Não, só consigo ver os iniciados que morreram durante o sono, os que rejeitaram a mudança não consigo ver. A minha amiga Margarida contou-me que Kalona lhe ficou com metade da alma. Ela e os outros iniciados estavam de tal maneira encantados com ele que juraram amar Kalona, depois ele ficou-lhes com metade da alma e a marca deles ficou negra. Eles não voltaram a acordar.
-Kalona deve querer fazer alguma coisa com a alma dos iniciados. - Zoey abanou a cabeça e começou a apresentar-nos uns aos outros.