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1º Capítulo de Revealed - Traduzido!

Olá Filhos e Filhas das Trevas!


Há uns tempos atrás foi revelado o primeiro capitulo de "Revealed", hoje trago-vos esse mesmo capitulo traduzido!

REVELADO (A)

Capítulo Um
Neferet

A reflexão do passado que subitamente se tinha manifestado no espelho místico de Zoey Redbird tinha sido uma terrível lembrança da morte da inocência de Neferet. Tinha sido tão inesperado ver-se outra vez como a rapariga abatida e quebrada, que a memória tinha destruído Neferet, deixando-a vulnerável ao ataque da criatura que fora o seu Veículo. Aurox superou-a, carregou sobre ela, e atirou-a da varanda da penthouse. Quando ela bateu no pavimento abaixo, Neferet, antiga Sumo-Sacerdotisa de Nyx, morreu, de facto. Quando o seu coração mortal cessou o espírito dentro dela, a energia imortal que a tornou a Rainha Tsi Sgili, assumiu o controlo, dissolvendo o seu escudo, aquele corpo partido e vivendo... vivendo. A massa de Escuridão e espírito aninharam-se juntos, indo para o solo, e esperando, e esperando, sobrevivendo, enquanto a consciência da Tsi Sgili lutava para continuar a existir.

A menina violada no espelho tinha ressuscitado uma memória que Neferet acreditara estar há tanto tempo morta... enterrada... esquecida. Aquele passado elevou-se com uma força que ela não estava preparada para combater.

Vivo de novo, o passado havia morto Neferet.

Neferet lembrou-se. Ela fora uma filha. Ela fora Emily Wheiler. Ela fora uma criança vulnerável, desesperada, e o humano que devia ter sido o seu mais vigilante protector, havia molestado, abusado, e violado-a.

No momento em que a reflexão de Emily brilhou naquele espelho mágico, todas as décadas de poder e força que Neferet tinha transformado numa barreira que havia usado para reprimir aquela violência, aquela inocência assassinada, evaporaram.

Foi-se a poderosa Sumo-Sacerdotisa vampyra. Apenas Emily permaneceu, olhando para a ruína da sua vida jovem. Foi Emily que Aurox encornou e atirou para o pavimento solitário na base do Hotel Mayo. Foi Emily quem levou Neferet consigo na morte.

Mas foi o espírito da Rainha Tsi Sgili que sobreviveu.

É verdade que o seu corpo tinha sido quebrado, a sua mente se havia despedaçado, mas a energia que era a imortalidade de Neferet viveu, embora a sua consciência pairasse à beira da dissolução. Os reconfortantes fios de Escuridão acolheram e fortaleceram-na, permitindo-lhe primeiro adoptar a aparência dos insectos, depois das sombras, e depois da névoa. O espírito da Tsi Sgili bebeu a noite e vomitou o dia - afundando-se até ao sistema de esgotos de Tulsa e movendo-se lentamente, mas inexoravelmente numa direção - o que restou de Neferet tinha uma compulsão permanente de procurar o familiar - para encontrar o que a faria completa outra vez.

A Tsi Sgili estava consciente quando cruzou a fronteira entre a cidade e o lugar que ela melhor conhecia. O lugar que, mesmo sem corpo, o seu espírito reconhecia pois a tinha atraído durante tantos anos. Ela entrou na Casa da Noite na forma de névoa, espessa e cinza. Ela derivou de sombra em sombra, absorvendo o familiar.

Quando ela alcançou o templo no coração da escola, o espectro recuou, apesar do fumo e da sombra, da energia e das trevas, não poderem sentir dor, tal como não podem sentir prazer. A energia malévola da Tsi Sgili recuou em reflexo, muito como a perna amputada de um sapo contrai e resposta a uma frigideira quente.

Foi essa contração involuntária que mudou o seu percurso, fazendo-a flutuar suficientemente perto do lugar de poder que ela conseguia sentir. A Tsi Sgili não conseguia reconhecer dor ou prazer, mas aquilo que permanecera de Neferet conhecia o poder.
Em gotas pegajosas de humidade oleosa, ela afundou-se num buraco na terra. Ela absorveu a energia enterrada à sua volta, e através dela desenhou o resíduo fantasmagórico do que estava a acontecer acima dela.

A Tsi Sgili poderia ter permanecido assim - sem forma, sem cara, simplesmente existindo - se a morte não tivesse escolhido esse momento para a sua abordagem.

Como o vento que sopra as nuvens para encobrir o Sol, a abordagem da morte era invisível, mas a Tsi Sgili sentiu o seu toque antes do iniciado começar a tossir.

A morte era ainda mais familiar para o espectro que era a escola ou o lugar de poder. A morte puxou-a para fora do buraco no chão. Num ataque de entusiasmo o espírito da Tsi Sgili manifestou-se na primeira forma que tinha chegado até si no começo do seu poder - a forma do sempre inquisitivo, sempre curioso, sempre resistente insecto de oito patas.

As aranhas pretas, movendo-se como uma, materializaram-se para procurar e alimentarem-se da morte.

Ironicamente, foi o círculo de iniciados que abriu a conduta de energia que permitiu a Neferet ganhar consciência suficiente para ser capaz de focar e utilizar o poder ancião da morte e, finalmente, encontrar-se uma vez mais.

Eu sou aquela que foi Emily Wheiler, e Neferet, e Tsi Sgili - rainha, deusa, ser imortal!
Até àquele momento, encontrar o familiar tinha sido o seu foco. Conforme a morte descia sobre o iniciado, o espírito da Tsi Sgili alimentou-se dela, recolhendo a energia para que finalmente as suas memórias se reunissem de fragmentos do passado e presente para uma verdadeiro conhecimento.
O choque daquele conhecimento criou uma energia crua que atravessou o seu espírito como uma onda, fragmentando os fios de Escuridão e alimentando a renovação do seu corpo. Ela estivera quase totalmente formada quando os elementos a expulsaram. Explodindo a partir do círculo. Neferet fugiu.

Ela chegou apenas ao portão de ferro que servia como barreira entre a rua humana e os terrenos da escola vampyra. Ali, o seu corpo solidificou, e ela que tinha queimado todo o poder que sugou foi deixada a ofegar, frágil como um recém-nascido, quase inconsciente.
Neferet encostou-se à parede que era o limite da Casa da Noite.

Ela tem de se alimentar!
A fome era tudo o que ela conhecia até ouvir a voz dele aumentar, rancorosa e sarcástica, ironizando, "Sim, querida. Claro que estás certa. Estás sempre certa. Eu também não quero ficar para o sorteio ridículo - não estou nada interessado nos quinhentos dólares de bilhetes que comprei por uma hipótese de ganhar aquele T-Bird de 1966 que os vampyros estão a dar. Não, não há problema! E, como tu disseste tantas vezes, devíamos ter chamado um motorista e levado a limusina. Tenho tanta, mas tanta pena por te ser inconveniente esperares enquanto eu vou até ao sítio onde estacionamos, buscar o nosso carro e o trago até ti enquanto tu ficas sentada num banco e descansas. Oh, e eu estou tão, mas tão feliz por teres deixado aqueles dois parvalhões do Conselho da Cidade olharem para as tuas mamas enquanto tu lhes sussurravas os teus mexericos loucos sobre a Neferet. Ha! Ha! Ha!" O seu riso sarcástico derivou até ela através da noite. "Se tu realmente prestasses atenção a alguém para além de ti própria saberias que a Neferet sabe tomar conta de si própria. Vandalizam uma penthouse e ninguém consegue sequer vê-los? Não é fácil. Aquela confusão mais parecia o resultado de um acesso de raiva feminina. Eu tenho pena de quem levou o temperamento de Neferet a explodir, mas não tenho pena da Neferet."
Neferet forçou-se a sentar-se, ouvindo com todo o seu ser. O humano tinha dito o seu nome. Devia ser um sinal que ele era um presente dos deuses.

O Lexus a menos de 30 metros de onde ela estava agachada iluminou-se quando ele tocou no botão remoto da chave e murmurou, "Maldita mulher. Tudo o que ela faz é coscuvilhar e manipular, manipular e coscuvilhar. Devia ter ouvido o meu pai e não me casar com ela. Tudo o que ganhei dos meus vinte e cinco anos com ela foi hipertensão, GERD, e uma filha ingrata. Eu poderia ter sido o primeiro Presidente solteiro da Câmara de Tulsa em cinquenta anos e escolher uma das filhas do antigo dinheiro do petróleo se já não tivesse acorrentado a ela..."

As suas resmunguices tornaram-se ruído de fundo quando a sua audição super sensível detetou o seu batimento cardíaco.

Ela suspirou agradecida. Ele suava, de facto, a jantar. Ela não iria agradecer aos deuses do destino que o mandaram até ela. Ela aceitaria a sua ajuda como nada mais do que ela merecia - o reconhecimento de que eles estavam satisfeitos por tê-la de volta às suas fileiras imortais.

Ele estava a abrir a porta do Sedan quando ela se levantou. Neferet colocou todo o seu desejo e fome numa palavra que era o seu nome: "Charles!"

Ele parou, endireitou-se, e olhou na sua direção, a tentar ver para além da escuridão. "Olá? Está aí alguém?"

Neferet não precisava de luz para ver. A sua visão moveu-se através da Escuridão facilmente, confortavelmente. Ela viu o seu cabelo cuidadosamente penteado, as linhas bem costuradas do seu dispendioso fato, o suor no seu lábio superior, e o pulso no seu pescoço que batia constantemente com o sangue da sua vida.

Ela deu um passo em frente e sacudiu o seu longo cabelo ruivo para trás, expondo a exuberância do seu corpo nu. E depois, como se reconsiderando, ela levantou as mãos numa tentativa sem êxito de proteger as suas partes intimas dos seus olhos arregalados. "Charles!" Neferet repetiu o seu nome. Desta vez acrescentou um soluço, "Eles magoaram-me!"

"Neferet?" Obviamente confuso, Charles deu um passo em frente na sua direção antes de parar. "És mesmo tu?"

"Sou! Sou! Oh, deusa, ainda bem que és tu quem me descobre aqui, nua, ferida, e completamente sozinha. É tão terrível! Muito mais do que eu consigo aguentar!" Neferet chorou enquanto cobria a cara com as mãos, permitindo-lhe uma visão mais completa do seu corpo.

"Não compreendo. O que é que te aconteceu?"

"Charles!" o seu nome ouviu-se numa voz estridente atrás deles vinda dos terrenos da escola, fazendo-os parar a ambos. "O que é que está a demorar tanto?"

"Querida, encontrei-" Charles começou a responder à sua mulher, mas Neferet dirigiu-se rapidamente até ele. Ela apertou a sua mão, cortando as suas palavras. "Não! Não lhe digas que sou eu. Eu não consigo suportar que ela saiba o que eles me fizeram," sussurrou ela desesperadamente.

O seu olhar estava completamente focado nos seios nus de Neferet quando ele limpou a garganta e continuou, "Frances, querida, sê paciente. Eu deixei cair a chave do carro, e só agora é que a encontrei. Eu já te levo o carro num minuto ou dois."

"Claro que a deixaste cair! És tão desastrado!" veio a resposta cheia de veneno.

"Vai ter com ela! Esquece que me viste." choramingou Neferet enquanto voltava para as sombras perto do muro da escola. "Eu consigo tomar conta de mim própria."

"O que é que estás para aí a dizer! Claro que não te vou deixar aqui nua e magoada. Aqui, veste o meu casaco. Diz-me o que é que te aconteceu. Eu sei que a tua penthouse foi vandalizada. Foste raptada?" Charles falava enquanto se aproximava dela. Tirando o seu casaco do fato, entendeu-o para ela.

O olhar de Neferet dirigiu-se para as suas mãos onde elas agarravam o casaco, oferecendo-o.

"As tuas mãos são tão grandes." Sufocada por imagens do passado, Neferet achou difícil falar com os seus lábios frios e dormentes. "Os teus dedos. Assim, tão grossos."

Charles piscou confuso. "Eu suponho que são. Neferet, estás bem? Pareces muito fora de ti. Como é que te posso ajudar?"

"Ajudar-me?" a sua mente voraz empurrou-a para longe do passado de Emily. "Eu mostrar-te-ei a única maneira como me podes ajudar."

Neferet não desperdiçou mais da sua energia a falar com ele. Num único movimento predatório ela atirou para o lado o casaco oferecido e empurrou Charles contra o muro. O ar deixou-o num oof chocado e ele caiu na relva, ofegando e arquejando. Ela não lhe deu tempo para recuperar. Fixou-o ao chão com os joelhos e, fazendo das mãos garras, Neferet rasgou-lhe a garganta. E o seu espesso, quente, sangue espirrou da sua jugular, e ela apressou os seus lábios até ao golpe e bebeu profundamente. Mesmo enquanto morria, ele não lutava. Completamente sob o seu feitiço, ele gemeu e tentou levantar os braços para a abraçar mais completamente. A sua respiração borbulhava, acabando em gemidos enquanto as pernas pontapeavam espasmodicamente, mas a força de Neferet crescia conforme ele se aproximava da morte. Ela bebeu e bebeu, drenando o seu corpo e espírito, até Charles LaFont, mayor de Tulsa, ser nada mais que uma exangue, concha sem vida. Lambendo os lábios, Neferet levantou-se, olhando para baixo, para o que restava dele. A energia surgia através dela. Como ela amava o sabor da morte!

"Charles, maldito sejas! Será que tenho de ser eu a fazer tudo?" A voz da sua mulher aproximava-se, como se ela se movimentasse na direcção deles.
Neferet levantou a sua mão sangrenta. "Névoa e escuridão, eu comando-lhes. Escondam o meu corpo. Agora! Cubram-me!"

Em vez de lhe obedecerem e esconderem Neferet de olhos inquisidores, a mais profunda, mais escura das sombras apenas tremeu inquieta. Através da noite ela sentiu mais do que ouviu a sua resposta: O vosso poder diminui, Tsi Sguli renascida. Comandar-nos agora? Nós veremos... nós veremos...
A raiva era uma emoção luxuriosa a que Neferet não podia permitir-se. Ela manteve a sua ira
perto, escolhendo-a sobre o casaco amachucado de Charles LaFont. Vestida apenas com sangue e raiva e um poder a fraquejar, Neferet fugiu. Ela tinha chegado à vala no lado oposto da Uttica Square quando a mulher de LaFont começou a gritar.

Os seus gritos fizeram Neferet sorrir, e embora a Escuridão não lhe tivesse obedecido e escondido, a Tsi Sgili correu com a leveza de um imortal de outro mundo. Enquanto fugia pelo opulento bairro do centro da cidade de Tulsa, Neferet imaginava como devia aparecer a qualquer mortal que pudesse ser sortudo o suficiente para a ver através da janela. Ela era um fantasma escarlate, um Banshee de tempos passados. Neferet desejou poder trazer de volta à vida a maldição Antiga Magia dos Banshee - que qualquer mortal com hubis suficiente para se atrever a olhar para ela seria transformado em pedra.

Pedra... Eu queria... Eu assim o desejo...
A morte do mayor não a abasteceu até longe. A rapidez de Neferet vacilou demasiado cedo. Ondas de fraqueza quebraram o seu corpo com tamanha intensidade que a fizeram tropeçar, arquejando e tentando recuperar o fôlego.

Não há casas aqui. Onde é que eu estou?
Confusa Neferet olhou em volta, piscando em resposta ao brilho dos candeeiros do estilo dos anos 20 que pontilhavam o parque. Instintivamente, ela afastou-se das luzes e aprofundou-se nos arbustos e caminhos sinuosos do coração do parque.

Foi numa pequena colina, cercada de arbustos de azálea, que a respiração de Neferet finalmente voltou a si, permitindo-lhe que os seus pensamentos se clarificassem o suficiente para que ela reconhecesse a sua localização.

Woodward Park - não muito longe da Casa da Noite. Neferet olhou para cima, à procura do horizonte do centro da cidade de Tulsa. O Mayo é demasiado longe. Não vou conseguir lá chegar antes do amanhecer. E mesmo que ela conseguisse chegar ao seu apartamento antes do Sol se levantar no horizonte e minar o que ainda lhe restava da sua força, como é que ela passaria pelos humanos na recepção? A Escuridão não lhe obedecia. Descoberta, ela seria uma vampyra nua e coberta de sangue - uma coisa para odiar e aprisionar - especialmente na noite em que o mayor deles tinha sido morto por um vampyro.
Talvez ela devia ter considerado as suas alternativas mais cuidadosamente antes de terminar a miserável vida de LaFont.

Neferet sentiu o seu primeiro silvar de pânico. Ela já não estava tão sozinha e vulnerável desde a noite em que o seu pai lhe tinha morto a inocência.

A Tsi Sgili tremeu, lembrando-se das suas grandes, quentes mãos, os seus espessos dedos, e o cheiro fétido do seu respirar.

Neferet soluçou, lembrando-se também das sombras que a confortaram em jovem, e a Escuridão que tinha suavizado a sua inocência quebrada. "Será que todos vocês me desertaram? Será que nenhuma das minhas escuras filhas permaneceu fiel a mim?"

Como que em resposta, os arbustos à sua frente sussurraram com o movimento, e deles emergiu uma raposa. A criatura olhou para ela sem medo nenhum visível. Neferet foi surpreendida com a beleza do seu pelo vermelho e âmbar, e a inteligência nos seus olhos verdes brilhantes.

A raposa é a minha resposta - o meu presente - o meu sacrifício.
Neferet reuniu os restos do seu poder. Silenciosamente e rapidamente, ela atacou, partindo o pescoço à raposa com um único golpe. Enquanto a luz se esbatia nos seus olhos, Neferet deitou o corpo no seu colo e com as suas garras abriu a garganta da criatura moribunda. Ela levantou a raposa para que o seu sangue corresse lentamente pelos seus braços, pelos seus seios, reunindo-se à sua volta como uma chuva quente de primavera.

"Se é um sacrifício que precisam, então para vós deverá esta criatura sangrar! Este sangue abre apenas a porta. Voltem a mim e Tulsa vos pagará mais... muito mais!"

As sombras mais profundas sob os arbustos de azálea agitaram-se. Devagar, quase timidamente, alguns fios de Escuridão deslizaram até Neferet.

A Tsi Sgili piscou as lágrimas dos olhos. Eles não a tinham abandonado! Ela mordeu o lábio para não chorar em sinal de gratidão quando o primeiro dos tentáculos roçou a sua carne fria contra ela enquanto se afundava no calor da raposa e começava a alimentar-se. Em breve outros se juntaram, e embora não tivessem vindo as centenas, até milhares que ela já tinha comandado outrora, Neferet ficara satisfeita por terem respondido ao seu chamamento suficientes para que o chão à sua volta parecesse ter-se transformado num ninho de Escuridão. Ela inalou profundamente a noite, sentindo o poder que pulsava através dela. Se ela conseguisse permanecer com os seus fios familiares conseguiria alimentá-los, e em volta eles a esconderiam e tomariam conta dela até ela recuperar verdadeiramente a sua força, e o seu propósito.

O meu propósito? Qual é o meu propósito?
As memórias inundaram a sua mente enfraquecida com uma cacafonia de vozes e visões: ela era uma rapariga jovem - o teu propósito é ser Senhora da Wheiler House! Ela era uma jovem Sumo-Sacerdotisa - o teu propósito é seguir o Caminho da Deusa! Ela era uma vampyra mais madura que tinha começado a ouvir os suspiros da Escuridão que pareciam flutuar até ela no vento - o teu propósito é ajudar-me a sair da minha prisão terrena e reinar a meu lado! Ela era poderosa, alimentado por fios formados a partir da noite e da magia - o teu propósito é entreter-me e ser a minha Consorte!
"Basta!" Neferet chorou, enterrando a sua cara no suave e bolorento pelo da raposa sacrificada. "Eu já tive o suficiente de outras pessoas a dizerem-me qual é o meu propósito!" Decididamente, ela levantou-se, puxando os restos do seu orgulho e poder para ela. "Eu matei e vocês alimentaram-se. Agora para o socorro e segurança serei levada!"

Os fios da Escuridão ondularam,envolvendo-se à volta das suas pernas nuas, puxando gentilmente, compelindo-a em frente. Sem palavras, Neferet seguiu a Escuridão até um caminho que a levou a uma grande escada de pedra que serpenteava por uma cordilheira rochosa até parar ao nível da rua do parque vazio, olhando para uma área insignificante, parecida com uma gruta escondida entre o paisagismo e os caminhos. Pedras e arbustos obscureciam a sua boca, que abria para uma ampla extensão que levava para a 21ª Rua. Os fios libertaram o seu poder sobre ela e desapareceram para a fenda nas pedras. Novamente, Neferet seguiu os fios, escalando para a boca da gruta. Ela respirou fundo, fortalecendo-se enquanto se arrastava para a escuridão total, e parava surpreendida com o bolorento, selvagem cheiro que a cercava.

Os seus fios tinham-na levado para a cova da raposa.

Neferet afundou-se na terra, acolhendo o cheiro da sua presa. Ela quase que conseguia sentir o calor do corpo do animal persistindo no ninho que tinha partido tão recentemente. Neferet enrolou-se ali, com apenas sangue e Escuridão a cobri-la, fechou os olhos, e finalmente permitiu ao sono reclamá-la.

P.S. Esta tradução foi feita por mim. Se tiver alguns erros desculpem. Espero que gostem.

Que Nyx vos abençoe!

2 comentários:

Ana disse...

Olá!
Sou nova aqui, ainda só comecei a ler o 1º livro, Marcada, este mês e tenho uma pergunta!
Tudo o que é postado é verdade ou são coisas apenas do livro?
Aonde vão buscar a informação toda? (Como se fazem os feitiços, o significa dos meses, das velas, signos,... AONDE?)(podiam dar sites, se fosse aí que vão buscar. Ou explicar como descobrem tudo, por favor.)
Sei que pode parecer estúpido mas gostava de saber, porque estou a gostar de ler!
obg

Casa da Noite ☾ disse...

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