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Merrick, de Anne Rice + Crítica

Feliz encontro Filhas e Filhos das Trevas!



Autora: Anne Rice
Editora: Publicações Europa-América
Colecção: Obras de Anne Rice 

Sinopse:

Merrick é a descendente de um dos ramos da poderosa família Mayfair. É, por isso, uma bruxa de poderes imensos. E quando David Talbot a procura com um pedido da parte do melancólico e atormentado Louis de Point du Lac, será necessário que o seu passado na companhia de Merrick seja revivido para que Louis saiba com quem exactamente se está a envolver ao pedir à poderosa bruxa que invoque um espírito para apaziguar a sua consciência. Mas será essa preparação suficiente para proteger Louis - e David - das ambições de Merrick Mayfair?


Com uma história que se divide em duas linhas principais - a do passado comum de Merrick e David, quando ambos eram humanos, e a do reencontro de ambos para realizar o pedido de Louis - , há, ao longo da narrativa, dois ritmos diferentes e que se complementam. A história de Merrick, da sua ligação com os espíritos e do seu percurso na Talamasca surge com um ritmo bastante mais pausado, com muito de descritivo e em que os grandes acontecimentos surgem entre longas componentes de contextualização e alguma reflexão. Por outro lado, a ligação com os vampiros, de regresso a um presente posterior os acontecimentos dos livros anteriores a este, tem um ritmo mais intenso e com mais acção, complementado por uma emotividade que, principalmente, devido à posição de Louis, contrasta com uma serenidade que marca as memórias da história passada.
Merrick é uma personagem complexa, tendo no passado o suficiente para gerar uma certa empatia, mas também uma ambição que, ignorando, por vezes, os meios necessários para atingir os fins, desperta sentimentos ambíguos. Não é, pois, a protagonista deste livro a personagem mais cativante e acabam por ser os já familiares vampiros a protagonizar os momentos mais intensos da narrativa. Louis, em particular, com a sua melancolia e as suas dúvidas (demasiado) humanas, está na base de um final intenso, marcado por um regresso que se afigurava já improvável e por uma boa dose de emoção.
Não é o melhor livro destas crónicas vampíricas, até porque, durante boa parte do livro, os vampiros passam para um muito discreto segundo plano, dando destaque a uma história que, explorando poderes diferentes, se diferencia dos livros anteriores tanto pelo tema como pelo ritmo mais lento. Trata-se, ainda assim, de uma história interessante, cativante, apesar do ritmo pausado, e com alguns momentos bastante fortes, principalmente na fase final. Uma boa leitura, portanto.
 
 
Benditos sejam!

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