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Crítica de "Despertada"

Feliz encontro Filhas e Filhos das Trevas!

O blog As Leituras do Corvo publicou no seu site o que acharam do novo livro da nossa saga. Aqui fica:






 
Dando continuidade à mudança de rumo iniciada no livro anterior, um dos pontos mais interessantes deste livro é a forma como o foco deixou de estar apenas na protagonista, sendo possível acompanhar a evolução de várias personagens pelos seus próprios pontos de vista. Aliás, ao desenvolver alguns dos capítulos do ponto de vista de Kalona e Neferet, as autoras constroem uma visão mais clara dos dois lados da batalha - e do que falha em ambos os lados. São mais evidentes as divergências - e aqui a interacção entre Kalona e Neferet, associada às questões do fracasso e da submissão é particularmente interessante - e as decisões menos unânimes, o que resulta numa perspectiva mais ampla dos acontecimentos.

Também há menos situações forçadas a nível de relações amorosas, ainda que continuem a surgir ocasionalmente. Talvez devido à tensão crescente que vai surgindo com o agravar das circunstâncias, ou talvez ao elemento de perda que surge em força neste livro, não é no lado romântico que estão os melhores momentos, mas no afecto mais simples de quem ama e perdeu, ou de quem julga ter perdido para encontrar uma resposta inesperada.

Em termos do desenvolvimento global, continuam a ficar muitas perguntas sem resposta e a resolução da situação na Casa da Noite acaba por recordar acontecimentos de volumes anteriores. Fica, apesar disso, uma boa medida de curiosidade em saber o que virá depois, principalmente devido à inclusão de alguns novos elementos interessantes, e às mudanças operadas sobre algumas personagens.

Escrito de forma simples (como vem sendo habitual nesta série), mas com uma história envolvente e alguns momentos particularmente bem conseguidos (principalmente nas situações mais comoventes e nos rasgos de humor que vão surgindo), Despertada dá continuidade a uma história que, apesar de alguns elementos mais forçados, tem, ainda assim, bastante de interessante. Gostei.



E então, concordam?

Benditos sejam!

Merrick, de Anne Rice + Crítica

Feliz encontro Filhas e Filhos das Trevas!



Autora: Anne Rice
Editora: Publicações Europa-América
Colecção: Obras de Anne Rice 

Sinopse:

Merrick é a descendente de um dos ramos da poderosa família Mayfair. É, por isso, uma bruxa de poderes imensos. E quando David Talbot a procura com um pedido da parte do melancólico e atormentado Louis de Point du Lac, será necessário que o seu passado na companhia de Merrick seja revivido para que Louis saiba com quem exactamente se está a envolver ao pedir à poderosa bruxa que invoque um espírito para apaziguar a sua consciência. Mas será essa preparação suficiente para proteger Louis - e David - das ambições de Merrick Mayfair?


Com uma história que se divide em duas linhas principais - a do passado comum de Merrick e David, quando ambos eram humanos, e a do reencontro de ambos para realizar o pedido de Louis - , há, ao longo da narrativa, dois ritmos diferentes e que se complementam. A história de Merrick, da sua ligação com os espíritos e do seu percurso na Talamasca surge com um ritmo bastante mais pausado, com muito de descritivo e em que os grandes acontecimentos surgem entre longas componentes de contextualização e alguma reflexão. Por outro lado, a ligação com os vampiros, de regresso a um presente posterior os acontecimentos dos livros anteriores a este, tem um ritmo mais intenso e com mais acção, complementado por uma emotividade que, principalmente, devido à posição de Louis, contrasta com uma serenidade que marca as memórias da história passada.
Merrick é uma personagem complexa, tendo no passado o suficiente para gerar uma certa empatia, mas também uma ambição que, ignorando, por vezes, os meios necessários para atingir os fins, desperta sentimentos ambíguos. Não é, pois, a protagonista deste livro a personagem mais cativante e acabam por ser os já familiares vampiros a protagonizar os momentos mais intensos da narrativa. Louis, em particular, com a sua melancolia e as suas dúvidas (demasiado) humanas, está na base de um final intenso, marcado por um regresso que se afigurava já improvável e por uma boa dose de emoção.
Não é o melhor livro destas crónicas vampíricas, até porque, durante boa parte do livro, os vampiros passam para um muito discreto segundo plano, dando destaque a uma história que, explorando poderes diferentes, se diferencia dos livros anteriores tanto pelo tema como pelo ritmo mais lento. Trata-se, ainda assim, de uma história interessante, cativante, apesar do ritmo pausado, e com alguns momentos bastante fortes, principalmente na fase final. Uma boa leitura, portanto.
 
 
Benditos sejam!

Crítica: "Queimada"

Feliz encontro Filhas e Filhos das Trevas!

Hoje deixo-vos com uma crítica do livro Queimada da autoria do Blog As Leituras do Corvo.

Há uma evolução interessante neste livro, comparativamente aos anteriores. A ausência de Zoey durante grande parte da narrativa permite um maior desenvolvimento de personagens que, apesar da sua importância ao longo de toda a série, tinham ficado até agora na sombra da protagonista. Há, em particular, um grande destaque dado à situação de Stevie Rae, dividida entre uma ligação que todos os que a rodeiam tomarão como inaceitável, a necessidade de impor nos iniciados vermelhos uma certa medida de ordem e a sua intervenção no plano de salvamento de Zoey. E, ainda em relação com esta situação, há toda uma questão de instabilidade emocional na relação de Refaim e Stevie Rae, relação em que são particularmente cativantes os aspectos que os separam em contraste com a Impressão que os une.
Também o desenvolvimento dos diferentes poderes em choque adquire uma maior complexidade ao longo deste volume. A introdução da ilha de Sgiach, bem como a presença física da Luz e da Escuridão e a forma como estas influenciam os acontecimentos dão um tom algo mais sério, mas também mais intrigante, a uma história que, pouco a pouco, parece começar a encaminhar-se para algo de final e de inevitável.
A escrita mantém o tom simples (ainda que, por vezes, demasiado juvenil) dos volumes anteriores, mas o facto de a história já não ser totalmente contada do ponto de vista de Zoey torna a leitura mais envolvente e intrigante, já que os diferentes pontos de vista contribuem também para um conhecimento mais próximo das personagens, principalmente numa fase em que a questão romântica parece ter passado para segundo plano.
Com muitas novas explicações e umas quantas perguntas em aberto quanto ao que virá depois, fica, no fim desta leitura, a vontade de saber mais. Fica também a impressão geral de um livro cativante, de leitura agradável e que, com muitas surpresas e alguns momentos emotivos, representa nesta série uma interessante mudança. Gostei.


Benditos sejam!

"Uma Grandiosa e Terrível Beleza", de Libba Bray

Feliz encontro Filhas e Filhos das Trevas!


Hoje deixo-vos com mais uma sugestão de leitura, “Uma Grandiosa e Terrível Beleza” , de Libba Bray juntamente com uma crítica do Blog As Leituras do Corvo.




Sinopse:

Gemma Doyle está preocupada com o seu futuro. Por mais que tente insistir na necessidade de ir para Londres para conquistar a sua oportunidade de vida, a mãe não está disposta a isso. Mas uma brusca mudança no rumo dos acontecimentos fará com que Gemma acabe por ter como destino a cidade por que tanto ansiava. A sua mãe foi assassinada em circunstâncias misteriosas e, agora, Gemma encontra-se num colégio interno para raparigas, onde, mais que as dificuldades de integração, terá de lidar com capacidades que nem ela compreende plenamente. Porque Gemma é a ligação a um reino de magia e de poder. Mas de poder com consequências.


Crítica:

Há algo de surpreendente na forma como a autora consegue interligar elementos comuns a este tipo de livro e construir uma história com muito de próprio e um ritmo tão envolvente. Os elementos comuns são, claro, uma certa medida de dilema adolescente (que cedo se desvanece ante situações de maior importância), um toque muito leve de romance e o clássico cenário escolar. Mas, talvez, em parte, devido à época diferente, há uma nova visão destes aspectos. As preocupações amorosas de Gemma e suas amigas prendem-se mais com a possibilidade de casarem com um velho rico por vontade dos pais, que propriamente com os habituais dilemas e triângulos amorosos. As regras da Academia são, naturalmente, diferentes das de um colégio actual. E o romance vai-se insinuando de uma forma muito mais gradual, o que o torna também mais real.



Aliados a esta abordagem refrescante dos pontos mais comuns, há uma mensagem bastante forte e uma abordagem ao sobrenatural um pouco invulgar, mais centrada num poder mágico existente num lugar preciso que propriamente em possíveis criaturas sobrenaturais. Há os que controlam o poder e os que não o fazem, mas, ainda assim, é de humanos que se trata. Depois, há algo de bastante belo no ambiente dos Reinos, estabelecendo um contraste com os perigos ainda desconhecidos, ao mesmo tempo que cria um cenário neutro para o desenrolar de amizades aparentemente improváveis.


Falta ainda referir o final. Deixando em aberto muitas possibilidades, há, ainda assim, um ciclo que se encerra e que se prende com a já referida mensagem que transparece. Todas as escolhas, ainda que feitas inocentemente, têm consequências, e há alturas em que é simplesmente necessário viver com isso. A forma como este livro se encerra, com algo de perda, muito de responsabilidade e uma inocência que, de certa forma, se desvanece ante o conhecimento, reflecte exactamente essa verdade, uma verdade que, com magia ou sem ela, acaba por se manifestar em todos os ciclos de vida.


Envolvente, surpreendente, com um enredo cativante e grandes momentos de tensão e emoção (bem como algumas situações divertidas), uma leitura intensa e viciante, com as medidas certas de entretenimento e material para reflexão. Muito bom.


Benditos sejam!

Crítica de Seduzida em As Leituras do Corvo

Olá Filhos e Filhas das Trevas!

O blogue As Leituras do Corvo fez uma critica ao livro Seduzida. Check it out ;)

Kalona foi afastado... pelo menos por algum tempo. Mas Zoey sabe que ele voltará, já que a sua presença é uma constante nos seus sonhos, e impõe-se uma acção contra os planos do anjo caído e de Neferet. Por outro lado, mesmo enquanto a tensão se torna mais forte e há forças imprevisíveis que precisam de ser controladas, os problemas mais simples não desaparecem. Heath, Erik e Stark são também um problema na vida da escolhida da deusa. E enquanto Zoey tenta lidar com a sua própria vida e com o colapso do mundo tal como o conhece, também a sua melhor amiga parece ter algo a esconder.

Sendo já este o sexto volume da série Casa da Noite, não será de surpreender que os elementos característicos dos livros anteriores - os melhores e os piores - estejam também presentes neste livro. Assim, e mais uma vez, destacam-se pela positiva o sentido de humor aplicado nalguns momentos, o cruzamento de magia e mitologias para criar um sistema bastante interessante e o ritmo bastante envolvente de acontecimentos. Por outro lado, o lado menos bom continua a prender-se essencialmente com os momentos constrangedores causados pela sempre presente situação amorosa de Zoey com os seus múltiplos "pretendentes".

Há, contudo, alguns aspectos novos neste livro. A inclusão de novos pontos de vista, dedicados a personagens até agora secundárias, dá uma visão mais ampla dos acontecimentos e do próprio sistema. Além disso, os capítulos dedicados a Refaim acrescentam uma nova perspectiva, uma visão onde a linha que separa o bem do mal não é tão clara como seria de prever.

O que me leva ao que mais me agradou neste livro: a ambiguidade. Tanto em Refaim, inerentemente malévolo, mas humano, apesar de tudo, e com um estranho sentido de lealdade associado a estes conflitos interiores, como no próprio Kalona, cujo nível de verdade e de manipulação se torna algo imprevisível. Também estes elementos conflituosos contribuem para um final de grande tensão, que culmina num ponto que deixa tanto para saber que é grande a vontade de passar imediatamente para o seguinte volume.

Uma leitura leve, sem grandes elaborações, mas com momentos de grande intensidade. Cativante, interessante, com pontos de grande emoção, um bom livro para entreter e descontrair.


Que Nyx vos abençoe!
Fonte

Vencedora do passatempo Voo/O Livro Maléfico

Feliz encontro Filhas e Fuilhos das Trevas!

Já está escolhida a vencedora do passatempo do Blog As Leituras do Corvo,contou com 147 participações e a feliz contemplada é a Filipa Faria do Montijo.

Parabéns à vencedora e a todos os participantes!

Benditos sejam!

Passatempo Voo/O Livro Maléfico

Feliz encontro Filhas e Filhos das Trevas!

Abriu um passatempo no Blog As Leituras do Corvo de livros que já estava para vos sugerir e como o passatempo foi postado ontem, mas acaba já no dia 17 de Dezembro, posteriormente, publicarei a sinopse de cada um deles e uma eventual crítica. Por agora deixo-vos com as instruções do passatempo.



Porque estamos em época de partilha, o blogue As Leituras do Corvo, em parceria com a Editorial Presença, tem para oferecer 1 pack formado por um exemplar do livro Voo, de Angie Sage e um exemplar de O Livro Maléfico, de Magnus Myst. Para participar basta responder às seguintes questões:


1. Como se chama o primeiro livro da série de que Voo faz parte?

2. Em que colecção está inserido O Livro Maléfico?

3. Que outra série de Angie Sage foi publicada pela Editorial Presença?

Regras do Passatempo:

- O passatempo decorrerá até às 23:59 do dia 17 de Dezembro. Respostas posteriores não serão consideradas.

- Para participar deverão enviar as respostas para carianmoonlight@gmail.com, juntamente com os dados pessoais (nome e morada);

- O vencedor será sorteado aleatoriamente entre as participações válidas;

- Os vencedores serão contactados por email e o resultado será anunciado no blogue;

- Só se aceitarão participações de residentes em Portugal e apenas uma por participante e residência.



Benditos sejam!

"O Beijo das Sombras", de Richelle Mead

Feliz encontro Filhas e Filhos das Trevas!

Hoje deixo-vos com uma sugestão literária juntamente com uma crítica feita pelo Blog As Leituras do Corvo.


Sinopse:
A primavera chegou à Academia de São Vladimir, e Rose Hathaway está quase a graduar-se. Chegou também o momento em que Rose tem de lidar com os seus pensamentos cada vez mais sombrios, o seu comportamento errático, e pior que tudo, ela acha que anda a ver fantasmas... Tudo isto porque teve de matar os seus primeiros Strigoi. E enquanto Rose põe em dúvida a sua própria sanidade mental, novas complicações se avizinham: Lissa recomeça as experiências com a sua magia, o seu inimigo Victor Dashkov pode ser posto em liberdade, e a relação proibida de Rose e Dimitri aquece mais uma vez. Mas quando uma ameaça mortal que ninguém podia prever transforma todo o seu mundo, Rose terá de arriscar a própria vida e escolher entre as duas pessoas que mais ama.


Crítica:
Depois de, no livro anterior, a componente romântica ter tomado um papel de destaque, em O Beijo das Sombras, Richelle Mead regressa aos elementos que mais cativaram no primeiro volume desta série. Acção na medida certa, situações de tensão e mistérios aparentemente inexplicáveis são apenas parte do atribulado percurso de Rose ao longo deste livro. Ao ter de lidar com a morte de Mason, a protagonista revela, ainda que apenas quando não o pode evitar, que também ela tem fragilidades e um percurso de crescimento ainda a percorrer. Também Rose falha, e a situação improvável em que acaba por se descobrir (fantasmas incluídos) acaba por ser causa de uma solidão intensa, quebrada apenas pela progressiva proximidade com Dimitri, o que acaba por alimentar um certo elo de empatia.

Mas nem só de Rose vive a história e, se há, de facto, algum romance presente, este perde impacto face à quantidade de teorias, revelações e surpresas que são apresentadas ao longo do enredo. Com uma escrita fluída e uma história envolvente, a autora acrescenta novos desenvolvimentos quer ao seu mito vampírico quer a personagens que julgamos conhecer na perfeição. E também a história vai ganhando intensidade à medida que a situação se torna mais negra, para culminar num final surpreendente, emotivo e que deixa muitas perguntas acerca de como a autora poderá dar seguimento à história.

Intenso, viciante, cheio de acção, mas também marcante pelos seus momentos emotivos, um livro cheio de revelações... mas que abre portas a muitas novas perguntas.


Enviem-nos também as vossas sugestões para o email  jwalter2412@gmail.com!
Benditos sejam!

Passatempo Perfeitos

Feliz encontro Filhas e Filhos das Trevas!

Hoje trago-vos a notícia de um passatempo que está a decorrer no Blog Leituras do Corvo...
Aqui ficam todas as informações necessárias à vossa participação...



O blogue As Leituras do Corvo, em parceria com a Vogais & Companhia, tem para oferecer 2 exemplares do livro Perfeitos, de Scott Westerfeld. Para participar basta responder às seguintes questões:


1. Como se chama a protagonista deste livro?

2. Onde nasceu Scott Westerfeld?

3. Qual será o título (em português) do próximo livro desta série?


Regras do Passatempo:

- O passatempo decorrerá até às 23:59 do dia 30 de Outubro. Respostas posteriores não serão consideradas.

- Para participar deverão enviar as respostas para carianmoonlight@gmail.com, juntamente com os dados pessoais (nome e morada);

- Os vencedores serão sorteados aleatoriamente entre as participações válidas;

- Os vencedores serão contactados por email e o resultado será anunciado no blogue;

- Só se aceitarão participações de residentes em Portugal e apenas uma por participante e residência.

 
Que Nyx vos acompanhe!
Feliz encontro Filhas e Filhos das Trevas!

Trago-vos hoje a sinopse e a crítica do livro "Imortal", de Gillian Shields postada pelo Blog As Leituras do Corvo.



Quando a avó adoeceu gravemente e Evie se viu obrigada a mudar-se para um colégio interno, nunca lhe passaria pela cabeça acreditar em fantasmas, magia e outros elementos sobrenaturais. Mas, em Wyldcliffe Abbey, coisas estranhas acontecem e, enquanto Evie se tenta adaptar ao modo de vida daquele lugar de regras estritas, a estranha presença de Sebastian desperta no seu interior sentimentos poderosos. Mas Sebastian não é o que parece e o colégio não é tão seguro como poderia parecer.



Misterioso e envolvente, este é um livro que cativa desde as primeiras páginas. A história de Evie não é propriamente feliz. A mãe morreu no mar, o pai vive no estrangeiro e a avó está gravemente doente. Além disso, Wyldcliffe Abbey é um colégio de ricos, com todo o elitismo associado, e, enquanto bolseira, Evie é naturalmente excluída desde o momento em que chega à abadia. Esta vida solitária e não propriamente fácil ajuda a despertar um certo interesse pela protagonista, uma certa simpatia, mas não são, ainda assim, os problemas de Evie (tal como não o será, depois, o factor romance) o elemento que mais se destaca nesta história.



Com uma escrita acessível e fluída, não muito descritiva, mas bastante bem sucedida na criação de um ambiente misterioso, a autora mistura elementos de romance, fantasia e mistério, para contar uma história cativante e que mantém constante a vontade de saber mais. Cruzando a história de Evie com elementos de um passado distante, surge uma história de conhecimento mágico onde o perigo está onde menos se espera e a verdadeira natureza de Sebastian, ainda que insinuada desde cedo, acaba por estar na base de alguns dos momentos mais marcantes do livro.



Personagens cativantes, uma história interessante e um cenário enigmático dão origem a uma história misteriosa, que, tendo os seus momentos de romance, não se prende demasiado na descoberta da relação entre Evie e Sebastian, o que, surpreendentemente, apenas contribui para tornar a sua ligação um pouco mais genuína. E, ao conjugar os elementos de emoção e mistério na medida certa, o resultado é uma leitura quase compulsiva, onde apenas se fica a sentir a falta de um pouco mais de aprofundamento da história.



Leve, agradável e bastante intrigante, uma história cativante, contada de forma simples, e que deixa muita curiosidade para o que se seguirá.

Fonte: As Leituras do Corvo

Benditos sejam!

Crítica: "Perseguida"

Feliz encontro Filhas e Filhos das Trevas!

No outro dia postei uma crítica a Indomável, hoje deixo-vos com uma a Perseguida postada pelo mesmo Blog (As Leituras dos Corvos).


 
Tudo mudou na Casa da Noite, agora controlada por Neferet e pelo anjo caído Kalona. Este, apesar da sua malevolência, parece exercer sobre os que o rodeiam um efeito hipnótico, surgindo como a encarnação da beleza. Apenas Zoey e o seu grupo de amigos parecem compreender a verdadeira natureza do perigo e, depois de uma apressada fuga para os túneis, impõe-se descobrir uma forma de derrubar, ou pelo menos, afastar Kalona. Mas como?



Tal como os livros anteriores, este Perseguida continua a surgir com aspectos bastante intrigantes, ligados a outras questões de interesse menor. E o grande ponto positivo continua a ser a abordagem invulgar aos elementos da mitologia, neste livro mais centrada nos mitos cherokee, ao mesmo tempo que vai aprofundando algumas características do mito vampírico, bem como dos dons cedidos por Nyx aos seus iniciados especiais. Novas revelações são apresentadas, não só na questão de Kalona, mas também no que respeita a Stevie Rae e os seus iniciados vermelhos, que, lentamente, se vão tornando mais compreensíveis na sua estranha natureza.



A escrita continua bastante acessível, ainda que por vezes a quase necessidade de inserir termos de linguagem mais adolescente torne as situações um pouco forçadas. Ainda assim, e apesar de haver momentos mais parados e a história pareça perder parte do interesse, principalmente quando elementos, características e preocupações menores já amplamente referidas nos livros anteriores são repetidas ainda outra vez, o facto é que o livro continua a tornar-se bastante viciante, principalmente a partir do momento em que o plano de acção se define, para culminar num final que deixa tanto para saber que é quase impossível não ficar uma certa curiosidade em ler o volume seguinte.



O ponto menos interessante continua a prender-se com as múltiplas relações amorosas de Zoey, que acabam por a apresentar, em parte, como uma personagem mais fraca do que realmente é, e que proporcionam algumas situações constrangedoras e que, tendo em conta o clima de ameaça constante deste livro, surgem por vezes um pouco deslocadas.



Ainda uma última referência, desta vez a um aspecto que continuo a achar uma boa qualidade desta série. O sentido de humor das autoras, mesmo nas situações mais improváveis, acaba por funcionar como uma quebra de tensão muito agradável, principalmente nos momentos em que tudo ameaça ficar demasiado negro.



Uma leitura interessante, apesar de alguns aspectos desnecessários que acabam por dificultar a entrada na leitura, e que, com a evolução do enredo, se torna cativante, para encerrar com uma solução que deixa muito mais para saber. Gostei.
 
Fonte: As Leituras do Corvo

Então? Concordam?

Que Nyx vos acompanhe e proteja!

Crítica: "Indomável"

Feliz encontro Filhas e Filhos as Trevas!

Hoje deixo-vos com mais uma crítica ao livro Indomável, desta vez postada no Blog "As leituras dos Corvos".


Zoey está sozinha. Os amigos voltaram-lhe as costas devido a todos os segredos que ela lhes escondeu e, dos três rapazes em quem estava interessada, acabou por não ficar com nenhum. Agora, novos problemas surgem na Casa da Noite e, à medida que os objectivos de Neferet ganham contornos de uma maior imensidade, Zoey tem de fazer os possíveis para a impedir de cumprir com o seu plano, ao mesmo tempo que tenta estabilizar as suas relações com os amigos... e não só.

Desde o primeiro livro desta série há um grupo de características essenciais que se têm mantido ao longo de todos os volumes: a escrita acessível, por vezes demasiado centrada no público alvo (e acabando por soar um pouco forçada), mas no geral agradável; o enquadramento de elementos mitológicos num universo que, na sua totalidade, é mais vasto do que deixaria antever; e a inevitável componente amorosa das relações da protagonista.



Neste livro em concreto, esta última componente acaba por perder algum do destaque, deixando um pouco mais de espaço aos acontecimentos mais relevantes. Além disso, a apresentação de novas personagens e respectiva interferência na Casa da Noite acabam por despertar um novo interesse na história, atenuando os pontos mais repetitivos (que dizem respeito essencialmente à ligação de Zoey com os rapazes e aos comportamentos já muito familiares de alguns dos seus amigos).



Particularmente interessante a forma como as diferentes crenças são abordadas neste livro, desde as tolerantes freiras da Street Cats (por oposição ao padrasto de Zoey, cujas posições são apresentadas em livros anteriores) ao forte desenvolvimento das lendas Cherokee, que acabam por ter um papel muito importante neste livro em particular.



Uma leitura leve, portanto, bastante agradável na sua totalidade e que, mesmo nos momentos menos cativantes, não deixa de ter os seus pontos de interesse. E que encerra, como sempre, com um final onde o aumento na intensidade dos acontecimentos - e os enigmas que sempre são deixados por revelar - deixa a vontade de partir imediatamente para o volume seguinte. Gostei.
 

Então? Concordam?

Que Nyx vos proteja e guarde!