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Ler Por Gosto Não Cansa: Especial Casa da Noite

Olá Filhos e Filhas das Trevas!


O site Ler Por Gosto Não Cansa está a fazer um especial da Casa da Noite e a promover um passatempo do livro Manual do Iniciado. Visitem que vale a pena!!!!

Chamo principal atenção às seguintes publicações:







Que Nyx vos abençoe!

"Eclipse – Edição Limitada Fãs": Fnac

Feliz encontro Filhas e Filhos das Trevas!

Hoje trago-vos uma notícia que irá agradar aos fãs da saga Luz e Escuridão. Está na Fnac um pack especial de Eclipse para fãs, aqui ficam mais informações...



No terceiro capítulo da fenomenal Saga Twilight de Stephanie Meyer, Bella Swan está rodeada pelo perigo quando Seattle é devastada por um grupo de assassinos e uma vampira perversa continua a persegui-la sedenta de vingança.
Dentro da acção, Bella é forçada a escolher entre o seu amor Edward Cullen e o seu amigo Jacob Black – sabendo que a sua decisão poderá reacender a intemporal batalha entre vampiros e lobisomens.
Inclui:

■ Edição 2 Discos Digipack

■ Livrete de Produção

■ Frame original do filme em 35mm (limitado e numerado)

■ 6 fotos de colecção

■ Mini-Poster

■ Certificado de autenticidade

■ Marcador de Livros


Ficha detalhada: "Eclipse – Edição Limitada Fãs" com KRISTEN STEWART/ROBERT PATTINSON

Título original: The Twilight Saga: Eclipse
Realizador(es): DAVID SLADE
Actor(es): KRISTEN STEWART/ROBERT PATTINSON
Editora: Dvd independente
Áudio: Inglês Dolby Digital 5.1
Formato: Vídeo Widescreen 2.40:1 anamórfico 16:9
Legendas: Português, Inglês

Extras Disco 1

■ Comentário áudio com Kristen Stewart e Robert Pattinson

■ Comentário áudio com Stephenie Meyer e Wyck Godfrey

Disco 2:

■ Making Of A Saga Twilight: Eclipse - Documentário em 6 Partes

■ Cenas Cortadas e Alargadas com comentário áudio opcional do realizador David Slade

■ Acesso Directo a Cenas Preferidas dos fãs de Team Edward e Team Jacob

■ Galeria de Fotografias

■ Vídeos Musicais de Muse e Metric

Formato: DVD
Duração: 119 Minutos
Número de Discos: 2
Ano: 2010

 
Para mais informações , vejam o site.
 
Benditos sejam!

Especial Escolhida, por Vitor


ESPECIAL ESCOLHIDA

Heath

- Heath, concentra-te. – Disse a Zoey, enquanto se preparava para continuar. – Os túneis. Tu deverias estar a dizer-me o que é que te lembras.
- Oh, yeah. – Ri, mandando o meu sorriso de bad-boy para ela. – Eu não me lembro de muita coisa, é por isso que te estou a perguntar. Só de dentes e garras e olhos e tal, e de ti. É como um pesadelo. Bem, a não ser pela parte contigo. Essa parte é boa. Hey, Z, tu salvaste-me? -
Fiquei à espera de uma resposta. Ela apenas virou os olhos de mim e começou a andar de novo e eu fui acompanhando-a ao longo do caminho.
- Sim, eu salvei-te, nerd.
- Do quê? – Perguntei.
- Caramba, tu não lês os jornais? A história estava na página dois. – Disse ela em resposta. Eu não tinha muita paciência para ler jornais, revistas e coisas assim. Mas a história era sobre mim, por isso, dei uma vista de olhos. Embora já estivesse a par, não me dizia quase nada.
- Sim, mas não dizia muita coisa. Então o que é que aconteceu mesmo?
Voltei a esperar por uma resposta vinda dela. Embora não dissesse nada, eu apenas gostava que ela estivesse perto de mim. Éramos nós os dois e o bom sentimento que nutríamos um pelo outro. Eu praticamente vivia obcecado pela Zoey, mas eu estava apaixonado. Tremendamente apaixonado por ela. Ela era a razão de eu viver e de eu ter tomado um caminho melhor.
- Não foi muito mais daquilo que diziam os jornais. Eu não sei quem era, só um louco da rua. O mesmo que matou o Chris e o Brad. Eu encontrei-te e usei o meu poder dos elementos para te soltar dele, mas tu estavas mesmo mal. Ele, uh, cortou-te e tal. É provavelmente por isso que tu tens essa estranha memória, quando tu te lembras de qualquer coisa. – Foi a vez dela de dar nos ombros.
- Eu não me preocuparia com isso, ou nem pensaria nisso se tu…não tem nada demais. – Comecei a dizer outra coisa, mas mal chegamos à entrada do parque, ela apontou para um banco abaixo de um carvalho.
- Que tal nos sentarmos ali? – Perguntou.
- O que tu disseres, Zo. – Coloquei os meus braços ao seu redor e caminhamos até ao banco. Quando nos sentamos, ela conseguiu soltar-se dos meus braços e fez um ângulo com o corpo na minha direcção, de modo a que eu não me pudesse aproximar dela. Respirou fundo e os seus olhos encontraram os meus. Eram tão lindos os seus olhos…pareciam jóias preciosas.
- Heath, eu e tu não nos podemos ver mais.
Enruguei a minha testa e comecei por tentar perceber por que é que ela dissera semelhante coisa. Não fazia simplesmente sentido nenhum.
- Por que é que tu dirias algo assim, Zo? É claro que nos podemos ver de novo.
- Não. Não é bom para ti. Temos de terminar. – Apressou-se ela a dizer quando eu comecei a protestar. Eu não estava a protestar. Estava a dizer uma coisa que a mim me parecia simples. E que para ela também o deveria ser. – Eu sei que parece difícil não me veres, mas isso é porque tivemos uma Impressão, Heath. É verdade. Eu estive a pesquisar. Se não nos virmos mais, a nossa Impressão vai desaparecer. – Eu mal conseguia acreditar no que ouvia. Aquilo não era verdade. Não pela voz que usava. Não era verdade. Simplesmente não era. – Tu vais ficar bem. Tu vais-te esquecer de mim e voltar a ser normal.
Enquanto ela falava, a minha expressão ficava cada vez mais séria e o meu corpo começou a endurecer. Isto porque aquilo que ela me dizia, me fazia ficar como uma estátua de pedra. E quando voltei a falar, soei velho, mas muito velho. Como se tivesse vivido mil anos e soubesse coisas que só ela poderia adivinhar. Aquilo não era o certo nem para mim nem para ela.
- Eu nunca te vou esquecer. Nem quando estiver morto. E isso é normal para mim. Amar-te é o meu normal.
- Tu não me amas. Tu só tiveste uma Impressão comigo. – Disse ela.
Não. Não era só aquilo. Ela estava enganada. Era como se tivesse criado uma ligação entre nós, que só ambos podíamos sentir.
- Mentira! – Gritei. – Não me digas que eu não te amo. Eu amo-te desde os meus 9 anos de idade. A Impressão é só outra parte do que tem acontecido entre nós desde crianças.
- Este negócio da Impressão tem que terminar. – Disse ela calmamente, encontrando de novo o meu olhar. Ela estava tão enganada. Não tinha de terminar. Não para nós…
- Porquê? Eu disse-te que é bom para mim. E tu sabes que pertencemos juntos, Zo. Tu tens de acreditar em mim.
Comecei a implorar, na esperança que ela voltasse atrás e dissesse algo que remediasse as suas últimas palavras. Eu não queria que aquilo acontecesse. E tudo por causa deles. Eram eles os causadores daquela situação. Aqueles malditos vampyros. Se a minha querida Zo não tivesse aquela coisa na testa, provavelmente teríamos ido juntos para a faculdade e teríamos casado depois da formatura. Teríamos filhos e viveríamos nos subúrbios e talvez até compraríamos um cão. Iríamos discutir de vez em quando, é claro. Na maior parte, porque eu sou muito obcecado por desportos, mas depois faríamos as pazes e eu trazer-lhe-ia flores e um urso de peluche, como temos feito desde que somos adolescentes. Éramos nós por tanto tempo…
- Heath, a verdade é que não é muito bom para mim quanto é para mim. – A sua voz era fria e sem emoção alguma. Z, não continues – Pensei eu. Por favor. Eu amo-te, Z. – Não há mais tu e eu. Eu tenho namorado. Um namorado de verdade. Ele gosta de mim. Ele é como eu. Ele não é humano. É ele quem eu quero agora. – Dor surtia agora nos meus olhos. Eu estava a sofrer. E muito.
- Se eu tiver que te partilhar, eu partilho. – A minha voz caiu quase como um suspiro e olhei para longe dela como se eu estivesse muito embaraçado para olhá-la nos olhos. – Faço o que for preciso para não te perder.
Eu estava a ser completamente sincero. Eu iria fazer de tudo, nem que tivesse de mudar o mundo todo do avesso. Eu não quero perdê-la. Ela apenas se riu em resposta.
- Escuta o que dizes. Parece patético. Tu sabes como é que são os homens vampiros?
- Não. – A minha voz ficou mais forte e encontrei de novo os seus olhos. – Não, eu não sei como é que eles são. Eu tenho a certeza que eles podem fazer todo o tipo de coisas fixes. Eles provavelmente são grandes e malvados e tudo isso. Mas eu sei de uma coisa que eles não podem fazer. Eles não podem fazer isto.
Num movimento rápido, retirei do meu bolso dos meus jeans uma navalha e cortei uma longa e profunda linha de um dos lados do meu pescoço. Não pressionei muito, para não causar uma ferida grave. Agora, a única coisa que desejava era que ela viesse ter comigo e tomasse o meu sangue. Eu adorava e ela também. Queria-a tanto que até dava a minha vida por ela.
Ela não se conseguiu conter. Inclinou-se para a frente. Coloquei a minha cabeça de lado, esticando o meu pescoço para que o corte ficasse exposto ao seu olhar.
- Faz a dor desaparecer, Zoey, por nós dois. Bebe de mim e pára a queimação antes que eu não consiga suportar mais.
Eu estava a sentir uma dor profunda. Uma dor que só ela podia curar. Ela e só ela. Mais ninguém teria o poder de me fazer sentir assim. Ela deixava-me à beira da loucura. Eu amava-a muito e não iria desistir dela. Nem que tivesse de batalhar contra um exército.
Então ela inclinou-se mais para a frente e colocou as suas mãos nos meus ombros. Quando a sua língua alcançou e lambeu o corte que eu fizera no meu pescoço, o corpo dela tremeu.
- Oh, Zoey, sim! – Gemi. - Tu estás a refrescar. Sim, chega mais perto baby, bebe mais.
Passei gentilmente a minha mão no seu belíssimo cabelo e pressionei a sua boca contra o meu pescoço e ela bebeu. Uma explosão de um enorme prazer acomodou-se em mim. Queria senti-la e estava a consegui-lo. Doce, querida e amorosa Zoey….
Ela sentou-se em cima de mim de pernas abertas, pressionando a sua parte mais privada contra a dureza que eu aparentava ter. As minhas mãos deixaram o seu cabelo e seguraram os seus quadris e esfreguei-a contra mim com ritmo enquanto eu gemia e ofegava e sussurrava para ela não parar. Ela não queria parar. Eu apercebi-me disso. Aquele momento só provou o quão grande é o amor entre nós. Ela já não mentia. Ela já não falava, pois o momento declarava tudo em minutos.
- Sim, vadia! Cavalga nele. Faz com que ele se magoe tão booooommm!
- Esse pequeno rapaz branco não tem nada para ti. Vamos-te dar algo que tu vais sentir de verdade!
O aperto que eu estava a exercer sobre os quadris dela mudou e estava a tentar afastar o seu corpo das vozes para que eu pudesse protegê-la, mas ela parecia mesmo zangada. Também quem é que não estaria depois de se ser insultado? Ela separou os seus lábios do meu pescoço e levantou o seu rosto. Dois rapazes negros pareciam estar apenas a alguns metros de distância e estavam a aproximar-se de nós. Notei que a Z cerrava os dentes fervorosamente e assobiou para eles. Eles mudaram logo a sua expressão para descrença total. Confesso que também fiquei um pouco furioso. Eles não tinham nada que dar opiniões sobre o que eu e a minha namorada andávamos a fazer.
- Afastem-se de nós ou eu mato-vos. – Advertiu ela para eles, resmungando ao mesmo tempo que usava uma voz que nem eu reconhecia. Ela estava mesmo zangada.
- Ela é uma fudida de uma sugadora de sangue vadia! – Disse o mais baixo dos dois. O outro apenas bufou. – Nah, a vaca não tem tatuagem. Mas se ela quer algo para sugar, eu vou dar-lhe.
- Sim, primeiro tu e depois eu. O namoradinho dela pode assistir e ver como se faz. – Dando risadas maldosas, eles começavam a vir até nós. Ainda sentada em cima de mim, a Z levantou o seu braço por cima da sua cabeça. Com o outro, esfregou as costas da sua mão contra a sua testa e pelo seu rosto, limpando assim a maquilhagem que escondia a sua Marca e as tatuagens mais belas que alguma vez vi na minha vida toda. Os rapazes tropeçaram e pararam. Ambos os braços da Zo estendiam-se agora por cima da sua cabeça.
- Vento, vem até mim. – Comandou ela. O seu cabelo começou a erguer-se de acordo com a brisa que a rodeava e que passava agitada em seu redor. – Sopre esses diabos para fora daqui. – Atirou literalmente as palavras para cima deles. Vi que o vento obedecera ao pedido dela e acertou com bastante força naqueles gajos pretos. Ela nem sequer tentou recuar quando um camião os atingiu.
- Zoey, o que fizeste!
Olhou para mim. Senti o meu pescoço ainda a sangrar, mas eu estava completamente pálido e em estado de choque. Conseguia entender que ela estava furiosa por causa dos comentários, mas também não era preciso usar tamanha violência.
- Eles iam magoar-te. – Agora ela parecia estar estranha e confusa. Após fazer aquele esforço era normal, mas ainda não conseguia acreditar que ela tinha feito aquilo. A Zo que eu conhecia não era assim.
- Tu mataste-os? – A minha voz soava de uma maneira errada, assustada e acusadora. Eu não queria que as coisas tivessem chegado ao ponto que chegaram.
Ela franziu para mim. – Não. Tudo o que fiz foi mandá-los para longe de nós. O camião fez o resto. E de qualquer forma, eles não podem estar mortos. – Ela tirou os olhos de cima de mim e virou-os em direcção à rua. Consegui perceber o quão as pessoas gritavam e as sirenes dos carros a buzinar e a buzinar, começando uma algazarra do pior. . - E o hospital Saint John é a menos de um quilómetro daqui.
Tirei-a do meu colo e afastei-a, pressionando a manga do pólo contra o corte que fizera no pescoço. – Tens que ir embora. Logo vão aparecer polícias aqui. Eles não te podem encontrar aqui.
- Heath? – Ela tentou levar a sua mão na minha direcção, mas logo a derrubou quando eu me esquivei. – Estás com medo de mim?
Aproximei-me dela devagar, pegando na sua mão e puxando-a para mais perto de mim para que eu a pudesse abraçar. – Eu não estou com medo de ti. Eu estou com medo por ti. Se as pessoas descobrirem as coisas que tu podes fazer, eu…eu não sei o que pode acontecer. – Afastei-me um pouco, mas sem nunca a largar, continuando ainda a olhá-la nos olhos. – Tu estás a mudar, Zoey. E eu não tenho a certeza no que tu te estás a tornar.
Os seus olhos encheram-se de lágrimas, mas falou. – Estou a tornar-me numa vampira, Heath. É nisso que estou a Mudar.
Toquei-lhe na bochecha e usei o meu polegar para limpar o resto da maquilhagem que ela usava. Curvei-me e beijei a lua crescente no meio da sua testa. – Estou bem sobre tu te tornares uma vampira, Zo. Mas quero que te lembres que ainda és a Zoey. A minha Zoey. E a minha Zoey não é má.
- Eu não podia deixar que eles te magoassem. – Sussurrou, ainda a tremer.
- Hey, olha para mim Zo. – Pus o seu queixo na minha mão e forcei-a a olhar-me nos olhos. – Eu sou enorme. Um óptimo quarterback numa escola top. E estão a oferecer-me uma bolsa para a faculdade. Tu podes por favor lembrar-te que eu posso cuidar de mim? – Soltei-a e voltei a tocar nas suas bochechas. Tudo nela era perfeito. Ela era a Zoey que eu amava e não queria que lhe acontecesse nada de mal. A minha voz era tão séria e adulta que quase parecia o meu pai a falar. – Quando eu estava longe com os meus pais, eu li um pouco sobre a deusa vampira Nyx. Zo, tem muitas coisas escritas sobre vampiros, mas não encontrei nada que dizia que a tua deusa é má. Eu acho que tu deverias ter isso em mente. Nyx deu-te vários poderes, e eu não acho que ela gostaria que tu os usasses da maneira errada. - Ergui os meus olhos para a horrível cena que pairava sobre a rua onde se decorrera o acidente. – Tu não deves ser má, Zo. Não importa o que aconteça.
- Quando é que cresceste tanto?
Sorri. – Há dois meses atrás. - Beijei os seus lábios suavemente e então levantei-me e ergui-a de novo. – Tu tens que sair daqui. Eu vou voltar por donde viemos. Tu provavelmente deverias cortar caminho pelo jardim das rosas e voltar para a escola. Se aqueles rapazes não estão mortos, vão falar e isso não vai ser nada bom para a Casa da Noite.
Ela acenou. – Ok, sim. Eu vou voltar para a escola. – Suspirou. – Eu deveria acabar contigo. -
O meu sorriso logo se tornou numa incrível risada. – Não vai acontecer, Zo. És tu e eu, baby! – Beijei-a bem e com força, para que não se esqueça de mim e que eu estaria sempre com ela. Dei-lhe um pequeno empurrão na direcção do Jardim das Rosas de Tulsa. – Liga-me e vamo-nos encontrar para a próxima semana. Ok?
- Ok. – Murmurou ela.
De repente, pareceu-me ouvir ela a chamar qualquer coisa e vi como a magia e a escuridão a cobriam no seu regaço.
- Wow. Fixe, Zo! – Disse-lhe. – Eu amo-te, baby!
Após isso, virei-me e fui embora. Apesar de saber que ela voltara a estar longe de mim, sentia dentro de mim o amor dela e isso fez-me bem. Ouvi um pequeno sussurro no vento como se de uma mensagem se tratasse.
“Também te amo, Heath.”
A sua voz era tão boa que não podia evitar de esboçar um sorriso para mim mesmo e continuar o meu caminho de regresso a casa, sentindo a minha Zo no meu coração e na minha alma.

Especial Traida, por Vitor

Olá Filhos e Filhas das Trevas!

O nosso querido Vitor fez outro especial, desta vez o ponto de vista de Afrodite no 2º Capitulo de Traida.
ESPECIAL TRAÍDA Afrodite
Estava na hora da visita mensal dos pais. E já ia com certeza ouvir dos meus pais. Aquilo que me aconteceu…estragou completamente a minha vida social, arruinou a minha dignidade e fez-me ficar sem as únicas amigas que tinha. Destruíram-me por completo e os meus pais não iam deixar-me em paz sem um bom sermão a servir. Até tinha medo do que eles podiam dizer.
As horas aproximavam-se da meia-noite, uma hora estranha para visitas assim mas quando se é um iniciado vampyro, o dia troca de lugar com a noite e vice-versa. Aproximara-me de um jardim e junto a ele, estavam os meus pais. Ia enfrentar o que o destino me reservara.
Comecei a caminhar até eles, chegando por fim a encará-los e mantendo uma distância considerável. Foi mais por puro respeito que eu lhes tinha. Afinal, são meus pais. Eu não podia fazer nada para os contrariar.
- Olá, mãe. Olá, pai. Está tudo bem convosco?
A atitude de ambos assustou-me severamente, assim como a posição que tomavam diante de mim. Nunca imaginara aquela situação na minha vida. Nunca vira os meus pais tão zangados.
- Tu és um desapontamento após o outro, Afrodite. – Dissera a minha mãe, numa voz fria e delicada.
- Desiludiste-nos, Afrodite. – Dizia o meu pai, enquanto me olhava com um olhar de desprezo.
Os meus pais tinham mesmo dito aquilo? Mal podia acreditar naquilo que ouvia. Acho que já nem posso confiar nos meus sentidos. Mas tinha que aguentar o sermão todo. Para o meu próprio bem, era melhor não os interromper.
- Já foi mau o suficiente tu teres sido Marcada e significado que tu não poderias frequentar Chatam Hall, especialmente depois de tudo o que fiz para que tu fosses aceite. – Continuou a minha mãe.
O meu pai estava tão fora de si que até começava a andar de um lado para o outro, para se tentar acalmar. Começava já a pensar se isto tudo não seria um sonho. Ou um pesadelo, talvez. Quer fosse ou não, estava a ganhar forma na realidade. E só isso, fazia-me sentir…triste.
Eu queria ter seguido aquilo que a minha mãe queria para mim. Eu queria ter feito tudo e mais alguma coisa que estivesse ao meu alcance para ser uma mulher perfeita, mas como fui Marcada, nada seria como aquilo que imaginara ser. Tinha mais decisões a tomar.
Por enquanto, sentei-me num banco que está ao pé de um canteiro. Eles pareciam que estavam à espera que eu dissesse algo e então disse:
- Eu sei, mãe. Sinto muito.
Eu sabia que não adiantava de nada pedir desculpas. Nada serviria para remediar a situação decorrente. Sentia-me impotente ao lado deles. Eles representavam-se como pessoas importantes na cidade e eu era a sua filha. Devia mostrar o mesmo brilho da família: o brilho do sucesso. Mas agora tudo se desvanecera, à medida que a mãe se retorquia mais no assunto.
- Esqueceste-te que o teu pai é o prefeito de Tulsa? – Dissera ela, de uma forma viciosa.
- Não, não, é claro que não, mãe. – Disse em resposta.
Mas ela continuava a não me ouvir. Eu não estava habituada a ser ignorada daquela maneira. Não estava habituada a ser assim tão maltratada. Não estava habituada a nada.
Embora ela continuasse a fingir que não me ouvia, continuou o seu discurso:
- É um problema e tanto o facto de tu estares aqui em vez de estares na Costa Leste, preparando-se para Harvard que é difícil o suficiente, mas nós consolamo-nos com o facto de que os vampyros podem conseguir dinheiro, poder e sucesso. E esperamos que fosses bem sucedida… - Ela parou de falar por breves momentos e olhou-me de uma forma tão amarga que até senti um arrepio a percorrer-me a espinha. – De forma excepcional. E agora ficamos a saber que já não és a líder das Filhas das Trevas e que foste rejeitada como Alta Sacerdotisa em treino, o que faz com que tu não sejas diferente de nenhum destes desperdícios que frequentam esta escola miserável.
Apercebi-me que ela até tinha hesitado, como se precisasse de se acalmar antes de continuar com o seu longo, mas doloroso sermão. Quando ela falou de novo, senti um enorme peso de culpa a entoar-se em mim.
- O teu comportamento é inaceitável.
Vi o meu pai voltar-se de novo para mim, mas ainda desiludido. O ar estava demasiado tenso e as coisas não estavam a correr bem. Por este andar, ainda vou sofrer mais daquilo que já estava a sofrer. Eu não queria deixar os meus pais naquele estado. Eu queria ser perfeita em tudo o que podia. Mas tudo correu mal assim que aquela estúpida cabra veio para a Casa da Noite. Aquela miserável da Zoey Redbird.
- Como sempre, tu desapontaste-nos. – Refilava o meu pai, repetindo as mesmas palavras que me dissera ao início da conversa.
- Tu já disseste isso, pai. – Respondi, soando como sempre.
E fiz mal em ter dito aquilo. A minha mãe bateu-me com tanta força que o choque entre a pele da minha cara e a pele da sua mão me fez tremer de medo. Levei a minha mão à minha bochecha, que ainda me causava uma exuberante dor, e curvei a cabeça. Comecei a chorar, derramando lágrimas por todo o meu rosto.
- Não chores. Eu já te disse antes, as lágrimas significam fraqueza. Pelo menos, faz isso da maneira certa e não chores. – Disse ela.
Levantei a minha cabeça devagar e fui tirando a mão que estava pressionada contra a bochecha.
- Eu não queria realmente desapontar-te, mãe. Eu realmente sinto muito.
- Dizeres que sentes muito não conserta nada. – Voltou a dizer. – O que queremos saber é o que é que tu vais fazer sobre conseguires a tua posição de volta.
Eu realmente sentia-me mal comigo própria. Tudo isto acontecera por minha culpa. Mas agora não podia consertar as coisas. Já estava feito e as decisões que normalmente Neferet tomava, nunca nenhuma fora sujeita a alguma excepção ou alteração.
- Eu…eu não posso fazer nada. – Disse eu, deixando de ter esperança e, de certa forma, muito jovem. – Eu fiz asneira. A Neferet apanhou-me Ela tirou-me o título de Líder de Filhas Negras e deu a outra pessoa. Acho que ela está mesmo a considerar em me transferir para outra Casa da Noite.
- Nós já sabemos disso. – Disse de novo a minha mãe, erguendo a sua voz e juntando as palavras para que elas parecessem feitas de gelo. – Falamos com Neferet antes de te vermos. Ela ia transferir-te para outra escola, mas nós intercedemos. Tu permanecerás nesta escola. Também tentamos falar com ela sobre devolver a tua posição, depois de, talvez, um tempo de restrição ou castigo.
- Mãe, tu fizeste isso? – Até notei que a minha voz estava horrorizada. A minha mãe tinha mesmo feito algo por mim? Eu até fiquei parva para a minha vida.
- É claro que fizemos! Esperavas que não íamos fazer nada enquanto tu destróis o teu futuro, passando de uma vampyra ninguém para indescritivelmente estranha da Casa da Noite? – Disse ela.
- Mais do que tu já fizeste. – Acrescentou o meu pai.
- Mas não é sobre eu ter que cumprir algum tipo de castigo. – Dizia eu, enquanto controlava a frustração e mostrava o “razoável” para os meus pais. – Eu fiz asneira. Das grandes. Isso é mau o suficiente, mas existe cá uma pessoa cujos poderes são maiores que os meus. Mesmo que a Neferet supere o facto de estar irritada comigo, ela não me vai devolver o título de Líder das Filhas Negras. – E então disse uma coisa que realmente me deixou em estado de choque temporário – A outra rapariga é melhor líder que eu. Apercebi-me disso em Samhain. Ela merece ser a líder das Filhas Negras. Eu não.
A minha mãe avançou mais um passo até estar de novo perto de mim. Pensei que ela me fosse bater, mas não o fez. Em vez disso, ela curvou o seu rosto (que era belo por natureza. Eu tinha que sair a alguém), para que este olhasse directamente para o meu.
- Nunca digas que alguém merece mais do que tu. Tu és minha filha e irás sempre merecer o melhor. – Ergueu-se e passou uma das suas mãos pelo seu cabelo perfeito. – Não conseguimos fazer com que a Neferet devolvesse a tua posição como Líder, por isso, tu irás convencê-la.
- Mas, mãe, eu já te disse… - Mas quando ia continuar, o meu pai cortou-me literalmente a palavra, intercedendo logo a seguir.
- Tia a rapariga nova do caminho e a Neferet estará mais propensa em te devolver a tua posição.
- Desacredita-a. Faz com que ela cometa erros. E então certifica-te que outra pessoa conte à Neferet sobre eles e não tu. Vai parecer melhor desse jeito. – Dizia ela, como se estivesse a falar da roupa que eu iria usar amanhã ou coisa do género.
- E cuida-te. O teu comportamento tem que ser além do perfeito. Talvez tu devesses ser mais aberta com as tuas visões, pelo menos por enquanto. – Disse o meu pai de seguida.
- Mas tu disseste-me para manter as visões para mim, que elas eram a fonte do meu poder. – Disse em resposta.
Primeiro ouvia uma coisa, depois ouvia outras. Já estava suficientemente baralhada e ainda não percebia bem o que se passava no meio da conversa.
- As visões não são a tua fonte de poder. – Dizia ele. – Tu nunca ouves? Eu disse que as tuas visões poderiam ser usadas para tu ganhares poder, porque informação é sempre poder. A fonte das suas visões é a Mudança que acontece no teu corpo. É genética, só isso.
- É para ser um dom de uma deusa. – Disse eu, suavemente.
E de repente, a risada da minha mãe mais parecia fria e distante do que uma simples risada. Às vezes, nem sequer consigo compreendê-la. A ela e ao meu pai.
- Não sejas idiota. Se existe tal coisa como uma deusa, então por que é que ela te daria poderes? Tu és apenas uma ridícula criança, e uma que está frequentemente a cometer erros. E essa tua última escapadela provou isso mais uma vez. Então, sê inteligente e muda, Afrodite. Usa as tuas visões para ganhar de novo a confiança, mas age de forma humilde em relação a isso. Tens que fazer com que a Neferet acredite que tu estás realmente arrependida.
Só pelas palavras que dizia, que mais pareciam enormes badaladas na escuridão, faziam com que eu tivesse ainda medo de dizer alguma coisa que pudesse estragar o ambiente que por breves momentos parecera calmo.
Apenas levantei um pequeno sussurro e disse, em voz baixa: “Eu sinto muito.”
- Esperamos notícias muito melhores no próximo mês.
- Sim, mãe.
- Óptimo, agora leva-nos para que possamos misturar-nos com os outros.
- Por favor, posso ficar aqui um pouco? Eu realmente não me estou a sentir bem.
- Absolutamente não. O que é que as pessoas diriam? – Disse a minha mãe. Como é que tenho paciência para sequer ouvir os caprichos dela? – Controla-te. Tu irás escoltar-nos de volta ao salão e serás graciosa nisso. Agora.
Levantei-me devagar do banco em que estava e levei-os então até ao salão. Foram logo misturar-se com o resto dos pais. Manter o bom nome da família – Pensei.
Mantinha na minha cabeça a extensa conversa que tivera com os meus pais. Os enormes ramalhetes que sofrer. Tudo acontecera daquela forma por causa daquela estúpida. Agora mantinha um novo objectivo na minha gente: humilhar e destruir, por completo, a Zoey Redbird. Esse seria o meu próximo passo. Esse seria o meu principal objectivo.

Especial Indomável, por Vitor

Olá Filhos e Filhas das Trevas!

O nosso querido Vitor fez um especial Indomável do ponto de vista da Erin no capitulo 1.

ESPECIAL INDOMÁVEL
Erin Bates
Permanecíamos todos sentados na nossa mesa. No nosso canto. Mas devido a acontecimentos realmente inesperados, estávamos todos chateados com uma amiga, Zoey Redbird. Como é que ela pôde mentir-nos? E nem sequer nos mencionar o facto que andava rendida aos encantos do Ex-Professor Loren Blake. E quando digo Ex-Professor, digo que ele morreu devido a mais horrendas ocorrências. O ar andava pesado, à medida que cada um pronunciava uma palavra. Todos nós estávamos chateados com ela. E chateados é dizer pouco. Estávamos furiosos – esta seria a melhor expressão para dizer aquilo que estávamos a sentir. De certeza que a minha Gémea, Shaunee, estava de acordo comigo. Ela estava a passar pelo mesmo que eu. E como a monotonia entre nós era bastante semelhante, podia-se dizer que estávamos ligadas através de um elo de irmãs.
- Voltando ao assunto principal… - Dizia Damien, enquanto enfiava mais uma garfada da “sua comida”, se é que se pode chamar isso. – Como é que estamos em relação a ela?
Ele voltou a trazer aquele pormenor à mesa. Eu dizia-lhe umas quantas coisas só para se calar e me deixar comer de uma vez por todas. E então a Gémea finalizava com uma das suas eloquentes frases ou afirmações. Tal e qual como eu.
- Não estamos. Eu cá não falo com ela. E tu, Gémea?
- Nem por sombras, Gémea. Nem que ela fosse a única pessoa à face da Terra. – Respondeu Shaunee com uma honestidade a transparecer na sua voz.
- Nós teríamos compreendido se ela nos tivesse dito, Damien. – Disse eu, pousando os talheres em cima do prato. – E o que aconteceu apenas demonstra a confiança que ela tem em nós, o que é certamente pouca.
Eu não conseguia manter o termo certo para aquele momento. Nem para nada que virasse para o assunto centrado. Em todos os momentos que vivi aqui nesta Casa da Noite, nunca pensei que tudo fosse acabar assim desta maneira. Desde a morte da nossa amiga Stevie Rae até à decapitação de professores. Ultimamente, os alunos que haviam rejeitado a Mudança têm voltado à vida e as repentinas atitudes da Neferet faziam suscitar várias suspeitas sobre ela.
Tudo tinha sido virado do avesso e eu já nem compreendia metade das coisas que aqui se passavam.
- Gémea, estás bem? – Perguntou Shaunee, pousando a sua mão no meu braço.
Ainda bem que eu tinha uma boa amiga como ela. Ela preocupa-se tanto comigo e com o bem-estar dos outros…ela é realmente uma boa pessoa, mas quando tem que dizer umas boas verdades, di-las sem nenhum pesar na voz.
- Claro. Sim, estou. - Menti. E não estava nada bem. Sentia-me enganada e menosprezada por uma das minhas melhores amigas. Não havia como estar bem naquele tipo de situação.
E quando menos esperamos, lá estava a Zoey a entrar pelo refeitório adentro. A dirigir-se para ir buscar um tabuleiro com comida e a vir na nossa direcção. De certo, iria sentar-se ao lado de Damien. Todos concordávamos que ele era o nosso elo mais fraco da nossa liga “NÃO FALAR COM A ZOEY”, pelo que seria o primeiro a falar. Ela lá se sentou ao lado dele e nada proferiu durante alguns minutos. Após isso, nenhum de nós olhou para ela de frente, porque sabe-se lá Nyx o que nós diríamos. Porém, ela disse:
- Olá.
Por mim, ela podia sair a chorar do refeitório que eu não me importava nada. Só o que ela fez e o não dizer porque o fez, merece muito pior daquilo que eu já estava a imaginar.
- Então, e aí? – Percebi que ela fizera a pergunta directamente para Damien. Era tão óbvio como sapatos à espera de serem comprados numa loja de marca em saldos. Lá por o coitado ser gay, sensível e educado, não significa nada. Mas como ele não dizia nada, eu e a Gémea pusemo-nos em acção, por assim dizer.
- Nada de nada, certo, Gémea? – Disse-me Shaunee.
- É isso mesmo, Gémea, nada de nada. Porque nós não somos suficientemente confiáveis para saber alguma coisa. – Respondi. Adorava terminar as frases dela. Era uma coisa que só nós as duas podíamos compreender. Enfim…Gémeas, não? – Gémea, sabias que nós não somos confiáveis de todo?
- Não até recentemente eu não sabia, Gémea. E tu? – Dizia ela, enquanto assumia uma posição de puro gozo.
- Não sabia. Até recentemente também. – Terminei de seguida.
Eu e a Shaunee somos uma dupla que ninguém deitaria a baixo. Nem mesmo a traidora da Zoey e nem mesmo a cabra da Afrodite. A cada palavra que a minha Gémea proferia, eu acabava de seguida. Éramos como irmãs totalmente inseparáveis. E até partilhava-mos um gato: Belzebu. É bastante fofo quando ninguém se mete com ele. Mas também tem os seus tiques de gato, como bufar e arranhar.
Ambas dirigimos um olhar gémeo de raiva e de suspeita na direcção da Zoey. Ela sabia muito bem porque o fizemos.
- Obrigada pelo vosso amável comentário. – Eu realmente odeio quando ela se põe com ironias da treta. – E agora eu vou tentar perguntar isso a alguém que não tem que responder numa versão estéreo da odiosa Blair de Gossip Girl.
Ok. Desta vez, ela passou o limite dos limites. Eu e a minha Gémea já estávamos a sugar literalmente o ar e a prepararmo-nos para dizer algo em resposta àquela provocação. Mas ela apenas nos ignorou e dirigiu o seu olhar para Damien.
- Então eu acho que o que realmente queria perguntar quando disse “e aí”, era se algum de vocês notou algo assustador e fantasmagórico a bater as asas do lado de fora do refeitório, ultimamente. Notaram?
Mas que raio! Agora vem com desculpas esfarrapadas? Isto está lindo, está.
Damien parecia diferente. Olhava para a Zoey com um ar cuidadoso, duma maneira um pouco mais do que frio. Assustador, de facto.
- Um bater de asas fantasmagóricas? – Disse ele. – Desculpa, mas não faço ideia do que é que estás a falar.
O tom de voz que usara naquele preciso momento arrepiou-me, porque não parecia nada com a imagem do Damien que eu conhecia. Como as pessoas mudam. Embora ele tivesse acabado de falar, a Zoey continuou:
- No caminho para cá, algo meio que me atacou. Eu não consegui ver nada, mas era frio e magoou a minha mão. – Respondeu, enquanto erguia a sua mão para o provar.
Ela não tinha nada de mal nem nenhum dano na mão. Ela só podia estar a gozar com a nossa cara. Mentir tantas vezes já deve ser típico para ela. Bufei assim como a minha Gémea, para me conter e não dizer nada que me pudesse vir a arrepender. Damien parecia triste. Então começava a ver o Jack a aproximar-se da nossa mesa.
- Oh, olá! Desculpa estou atrasado, mas quando pus a minha camisa encontrei uma enorme mancha no lado da frente. Dá para acreditar? – Dizia Jack, enquanto corria com uma enorme bandeja de comida e se sentava ao lado do Damien.
- Uma mancha? Não é aquele adorável Armani de manga comprida que eu te dei no Natal, pois não? – Dizia Damien, enquanto se mexia para dar espaço ao seu namorado para se sentar.
Caramba. Só conversas da treta. Ainda por cima, com a traidora aqui por perto para ouvir. Lindo. Isto está a ficar cada vez melhor.
- Oh Meu Deus, não! Eu nunca derramei nada nele. Eu amo aquela camisa e… - Mandei-lhe um aviso com os meus olhos, de modo a que ele percebesse o que eu estava a tentar dizer. E parecia que tinha resultado. – Oh, uh. Olá, Zoey.
- Olá, Jack. – Respondeu ela, sorrindo para eles. Damien e Jack eram gays e namoravam. E quem tivesse problemas com tal coisa, tinha que se haver comigo e com a Gémea. Somos amigas deles os dois e ninguém se mete com os nossos amigos.
- Eu não estava à espera de ter ver aqui. – Disse Jack. – Eu achei que ainda estavas…uh…bem… - Parou de falar e começou a parecer desconfortável e até já estava a corar. Se toda a gente corasse quando está para dizer alguma coisa à Zoey, tinha-mos mais gente no mundo toda rosa.
- Pensaste que eu ainda estava escondida no meu quarto? – De certa forma, ajudou a terminar a frase do Jack. Ao menos, ela serve para alguma coisa.
Ele assentiu com a cabeça de forma afirmativa. Coitado. Mas ficava mesmo engraçado quando corava. Punha-o mais giro, isso era verdade.
- Não. – Disse a Zoey, de uma maneira firme. – Eu terminei com isso.
- Bem, está-na-hora. – Disse eu. Mas quando a minha Gémea estava prestes a continuar, um riso meio estúpido que vinha da porta atrás de nós, fez com que todos olhassem para trás.
Aquela cabra megera do inferno, a Afrodite, entrou pelo salão adentro e a rir, enquanto piscava os olhos para Darius. Darius era um dos novos Guerreiros, e dos mais bons que podia haver, Filhos de Erebus, que protegem a Cada da Noite e virou o cabelo de uma forma muito snob para o meu gosto. Estava prestes a vomitar por causa daquilo a que estava a assistir. E de certeza que a minha Gémea estava a sentir o mesmo. Mas tive que me conter para não perder o controlo de mim.
Enfim. Há factos na vida que são demasiados estranhos e inexplicáveis, como o facto de a Afrodite ter encontrado alguém que a ature. Eu cá não me vou meter. Ainda apanhava o vírus da “vádia” que anda a surtir pela Casa da Noite. De certeza que a Afrodite pegou-o à Zoey.
Esqueci por momentos aquelas imagens e voltei a minha atenção para o meu prato, continuando a comer o que lá havia.


Que Nyx vos abençoe!

Especial Marcada, por Vitor

Olá Filhos e Filhas das Trevas!

O nosso tão conhecido Vitor, da fanfic "Blessed" enviou-nos hoje um especial de Marcada, feito por ele, que revela o ponto de vista de Kayla no 1º capitulo do livro. Esperamos que gostem.


ESPECIAL MARCADA - Kayla
(Este especial conta a perspectiva da Kayla no capítulo Um. Espero que todos gostem)
Eu hoje não conseguia parar de falar. Começava a parecer uma gralha e uma tagarela. Era bom conviver com a minha melhor amiga à beira da zona dos cacifos. Precisava mesmo de estar assim…livre para falar do que queria. Mas voltando para o principal tema de conversa entre mim e a minha amiga, disse:
- Não, mas Zoey, juro por Deus que o Heath não ficou assim tão bêbado depois do jogo. Não devias ser tão exigente com ele.
Eu sabia que o Heath gostava dela e que ela gostava dele. Mas ficar assim tão alterada por causa do rapaz ter bebido uns copinhos? Ela estava a exagerar um bocado. O rapaz também tinha direito a divertir-se. Por favor.
- Pois. – Parecia um pouco distraída do nosso assunto. – Então não.
- Penso eu que ele bebeu…Zoey?
Ela estava totalmente distraída. Sentia-me como se estivesse a ser posta de parte. Tentei chamá-la à atenção de diversas maneiras.
- Zoey, se faz favor. Estás a ouvir-me? Acho que ele só bebeu quatro, não sei bem, talvez seis cervejas, e talvez três shots. Ele nem teria bebido nada se os estúpidos dos teus pais não te tivessem obrigado a ir para casa depois do jogo.
Então ambas trocamos um olhar de enorme tristeza e de plena concordância, uma com a outra.
Suspirei. E sem parar de respirar, continuei:
- E mais, ele estava a celebrar. Quer dizer nós vencemos os Union. – Ela estava estranha hoje. Nem parecia ela. Balancei um pouco os meus ombros e levei o meu rosto para mais perto do dela, dizendo:
- Olá! O teu namorado…
- O meu quase namorado. – Disse ela, enquanto tossia.
- Tanto faz. O Heath é o nosso campeão então é ele que vai celebrar. – Enquanto falava, não deixava de transparecer um certo encanto e um certo tom de diversão nas minhas palavras. – Já fazia um milhão de anos desde que a Broken Arrow derrotou o Union.
- Dezasseis anos. – Corrigiu ela.
Pronto, eu não era muito boa a matemática. Pelo contrário, eu era um zero à esquerda. Então quando era comparada à matemática da Zoey, ela era a mais esperta das duas.
Suspirei e continuei:
- Como já disse, tanto faz. O que importa é que ele estava feliz. Tu deverias dar-lhe um desconto, não?
- O problema é que ele estava bêbado pela quinta vez esta semana.
“Detalhes, que importa isso? Tu tens um rapaz todo jeitosinho atrás de ti e tu só falas em detalhes. Francamente, Z.” – Pensei eu.
– Eu sinto muito, mas não quero sair com um rapaz que cuja maior preocupação na vida mudou de tentar jogar futebol na faculdade para tentar beber um pacote de cervejas sem vomitar. – Parou por breves minutos para recomeçar a tossir.
Ela estava definitivamente doente, mas ainda estava com os pés bem assentes na terra. Respirou bem devagar, como se lhe faltasse o ar ou coisa parecida. Não notei bem o que se passava.
Uma imagem do Heath invadiu logo a minha cabeça. Um Heath pançudo. Que feio, mas ao mesmo tempo, engraçado.
- Eww. O Heath gordo não é um visual que todos queiramos. – Nisto eu estava a ser completamente sincera.
- E beijá-lo é como beijar um pé ensopado de álcool.
Levantei o meu rosto e disse:
- Ok, nojento. É pena que ele seja tão bom. – Sou um pouco superficial e às vezes tinha tendência para o ser por inteira. E costumo ser assim quase todos os dias, tornando-se quase um hábito para mim.
Ela revirou a cara dela, como se eu tivesse dito algo de errado. Estava simplesmente na brincadeira com ela, mas parecia que ela tinha entendido outra coisa qualquer.
- Tu és tão mal-humorada quando estás doente. De qualquer forma, tu não tens ideia do quão Heath parecia um cachorro quando tu o ignoraste ao almoço. – De certa forma, era querida aquele maneira de ser dele. – Ele não podia nem mesmo…
E lá recomecei eu a tagarelar. Mas quando reparei que ela não me estava a ouvir, senti-me ignorada.
- Zoey, tu não me estás a ouvir!
E então notei que um vulto aparecera do nada em frente da minha melhor amiga. Começou por dizer algumas coisas que eu não entendia e quando esticou um dedo em direcção à testa da Z, ela pareceu ter um ataque de plena dor. O que consequentemente me levou a abrir a minha grande boca e a gritar sem complexidade alguma.
***
Continuei a olhar para ela, ainda com o medo imposto sobre mim. Não conseguia deixar de notar naquela coisa que ela tinha na testa.
- K, os teus olhos estão a saltar para fora da tua cabeça como se fossem peixes. – Dizia ela.
Mas eu não conseguia deixar de estar surpreendia e ao mesmo tempo amedrontada. Por que é que isto tinha que acontecer com a minha amiga? Porquê?
- Ele marcou-te. Oh, Zoey! Tens o contorno daquela coisa na tua testa! – Pressionei uma das minhas mãos contra os meus lábios, embora estivesse ainda trémula, devido ao choque. De repente, umas lágrimas começaram a sobressair-se nos meus olhos. Eu não queria chorar, mas não consegui segurar a tristeza que estava a sentir naquele momento.
Ela continuou a tossir compulsivamente. Eu estava realmente assustada. Os meus olhos transmitiam dor aos seus e até às bochechas da sua face.
- Zoey! – Agora é que estava mesmo a chorar. Estava a chorar como nunca tinha chorado na minha vida toda. Os soluços surgiam à medida que o choro se tornava mais frequente, mas ainda assim continuei a falar por entre eles:
- Oh. Meu. Deus. Aquele era um rastreador – um Vampiro Rastreador! – Após falar, continuei a chorar.
- K. Pára de chorar. Tu sabes que eu odeio quando tu choras. – Disse ela, enquanto me tentava dar uma palmada reconfortante nos meus ombros. Eu tinha medo. Medo dela. Medo da minha própria amiga. Contraí logo os músculos dos meus ombros e afastei-me logo dela. E já sabia para onde é que ela ia. Ia para aquele lugar repleto de monstros. Monstros maléficos e sanguinários.
Embora estivesse com um grande pesar na minha voz, continuei a tagarelar:
- Oh, Deus, Zoey! O que é que tu vais fazer? Tu não podes ir para aquele lugar. Tu não podes ser uma daquelas coisas. Isto não pode estar a acontecer! Com quem é que eu devo ir a todos aqueles jogos de futebol?
Podia estar a fazer um enorme discurso, mas mesmo assim nem sequer me aproximei um milímetro sequer dela. Eu tinha mesmo a minha melhor amiga?
- Está tudo bem. Eu vou descobrir o que fazer. Provavelmente é algum…algum erro bizarro. – Disse ela logo de seguida.
Começava então a sua tosse compulsiva de novo. Continuei a dar pequenos passos para longe dela, mas ainda disse com a voz um pouco alta:
- Zoey? Tu estás bem?
- Kayla, sou só eu. A mesma que eu era há dois segundos atrás e há duas horas atrás e há dois dias atrás. – Isso até podia ser verdade, mas não mudava o facto de ela se ter tornado…naquela coisa. – Isso não muda quem eu sou!
Eu era mesmo uma bebé chorona, pois comecei outra vez a chorar descontroladamente. O meu telemóvel começou a vibrar e a emitir o toque eu predefinira: “Material Girl” da Madonna. Olhei logo para o visor e notei que era o meu namorado, Jared.
- Vai lá. – Dizia ela numa voz já chata e cansada. – Vai para casa com ele.
Sentia um certo alívio naquelas palavras – coisa que fez diminuir um pouco o meu medo.
- Ligas-me depois? – E então saí apressadamente pelo corredor fora, acabando por sair do recinto escolar. Fui em direcção ao parque de estacionamento e abracei Jared, que de seguida me ofereceu um beijo cativante. Tentei desesperadamente esquecer aquilo tudo, mas a minha tagarelice levou a sua melhor. Comecei a falar com o meu telemóvel amassado contra o meu ouvido e a falar com Jared. Quando lhe contei o que havia sucedido com a Zoey, ele ficou mais branco que sei lá o quê.
Mas será que todos nós estávamos condenados a perder alguém importante para nós? Eu não queria perder a Zoey…eu não queria perder a minha amiga. Éramos bastante chegadas desde a 3ª classe. Mas será que a nossa amizade tinha chegado ao fim?

Que Nyx vos abençoe!