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Explicações de Lost Soul

Olá Filhos e Filhas das Trevas!

Parece queo blogue anda com azar quanto às fics, pois a Lost Soul também deixará de ser postada, mas não por desistência como as restantes. Deixo aqui a justificação e vontade da autora:

Com imensa pena minha, acreditem que isto me custa, vamos ter de desistir de LOST SOUL e ficar a meio na vida do Heath. O motivo é que nunca guardo os capitulos em word, escrevo, envio e apago, apenas. E como o meu e-mail esta com problemas, não consigo aceder aos itens enviados.
Como devem compreender, custa-me voltar a escrever tudo de novo. Até porque as ideias nunca são tão boas como da primeira vez que saem.
Juro-vos que me abalou saber que perdemos tantos capitulos assim do nada, que não era entregues.
Espero que percebam, a situação não é facil para mim, pois se comecei a escrever a fic foi para que os fãs da Casa Da Noite compreendessem a posição do Heath, e agora, assim de um momento para o outro, parar e deixar a história por aberto, custa imenso. Como já expliquei, era quase impossivel voltar a escrever tudo o que escrevi de novo, até porque o Heath já tinha assistido ao ritual da Zoey, o que significa que estava mesmo no fim.
Digo também, que se alguém gostasse de continuar LOST SOUL com as suas próprias ideias, tem todo o meu apoio. Dou os créditos de autor do inicio da Fic se quem quiser dedicar-se e completar a história e dar um novo caminho ao Heath.

O blogue deseja à nossa querida amiga muito boa sorte!

Que Nyx vos abençoe!

Informação Fanfics!

Olá Filhos e Filhas das Trevas!

Venho por este meio avisar que, devido a férias por parte da autora da fanfic "Lost Soul", o novo capitulo não será postado esta semana, mas para a semana tudo volta ao normal.

Aproveito também para avisar que o novo capitulo da fanfic "Confused" não foi postado porque não nos foi enviado.


Que Nyx vos abençoe!

Fanfic: Lost Soul - Capitulo 4


Heath – Capitulo 4

Nós estávamos a dirigimo-nos ao carro. Estava parado no parque de estacionamento da Danny’s Cookies.
Enquanto caminhávamos em silêncio, olhei para o céu. A noite estava coberta de estrelas ultra-brilhantes. A lua estava linda. O ar estava mais quente. Mas mesmo assim, nada, nem a maior beleza do mundo, poderiam melhorar esta noite.
- Raios, a maior beleza do mundo é a Zoey. – Disse eu, baixinho.
- Disses-te alguma coisa? – Desta vez foi Kayla quem ergueu a voz.
Olhei para ela. Ela estava cheia de frio. A tremer imparavelmente. Só tinha vestido uma camisa que transparecia tudo para fora.
Desfiz-me às gargalhadas depois de apreciar aquele traje de figurino.
Tive de me agarrar ao poste de electricidade, do nosso lado da rua, para conseguir manter-me de pé.
- Hum… Heath, estas bem? – Via soltar uns risinhos, como se troça-se de mim.
- Ai Kayla… AHAHAH… Sim, estou bem. – Pirrapiei e recompus-me.
Abri a porta do carro e saltei lá para dentro. Reparei que a Kayla tinha parado ao lado do poste mais próximo do carro.
- Então, não vens? Falta coragem á menina, é? – Falei num modo gozão, como se a desafia-se.
- Nem venhas bebé, coragem não me falta. – Veio em direcção á porta do passageiro e entrou.
- E que tal uma musiquinha para trazer ambiente e acalmar o stress do pessoal?
- House music? – Perguntou ela.
- Ah, pois é!
Carreguei no botão do Rádio-CD e a musica «Who wants to be alone» de Nelly Furtado ft. Tiesto começou a rolar dentro do meu carro.
Coloquei o volume no máximo.
Kayla começou a dançar no banco e eu abanava o braço que não estava agarrado ao volante.
Estava-mos a cantar a plenos pulmões.
Seguiram-se várias músicas do género, depois desta. Nós continuávamos com a mesma animação que tinha-mos na primeira música.
No que pareceu um curto espaço de tempo, chega-mos a Tulsa.
- Heath, não vais estacionar perto da Casa da Noite, pois não? – Perguntou Kayla.
Olhei para ela de novo. De repente tinha parado de cantar e dançar, para estar super assustada.
Percebi então a preocupação dela.
- Não te preocupes. Eu deixo o carro no fundo da rua.
- Ok.
Parei o carro e ambos saímos (com as nossas lanternas na mão) sem nenhum de nós se entreolhar.
Começa-mos o nosso percurso até á Casa Da Noite.
Ao longe, mas cada vez mais perto, se via as luzes da parte de fora da Casa Da Noite. Parecia um lugar tão simpático, se não fossem aquelas criaturas a viver lá.
A Zoey não é como aqueles. Ela merece ser salva por mim. Ah, e pela Kayla, se é que me entendes.
- Heath, e se…
- Chiu! – Cortei-a.
- Mas, e se…
- Se, nada! – Voltei a interrompe-la.
- Mas, ela é…
- Kayla!
- Pronto! ‘Ta bem… - Desistiu ela.
Passado um pouco Kayla voltou a falar, e desta vez não a interrompi.
- E se não a encontrar-mos? – Ela parecia mais relaxada agora, depois de ter falado.
- Nós vamos encontra-la, ok? – Eu parecia mais confiante, do que estava na realidade.
Kayla limitou-se a assentir.
Ao aproximarmo-nos do muro, vi uma figura feminina, de cabelo comprido, preto.
Por dentro, enchi-me de excitação.
- Zoey! Zoey! És tu?
Assustou-se e quase se desequilibrou. Agarrou-se a um ramo da árvore, ao lado dela, para se firmar melhor.
- Quem… quem é?
Eu e Kayla aponta-mos os focos das lanternas para ela.
- Claro que é ela! Como se eu não conhecesse a voz da minha melhor amiga! Credo, ela não se foi assim há tanto tempo!
- Kayla? – Indagou a Zoey, a tentar escudar os olhos do clarão das lanternas com a mão.
- Bem, eu disse-te que a havíamos de encontrar. Tu queres sempre desistir cedo demais. – Disse eu.
- Heath? – A Zoey voltou a falar.
- Sou eu! Iupi! Encontrámos-te, fofinha! – Gritei eu, e a única coisa que me deu para fazer, naquele momento, foi atirar-me ao muro e começar a subir.
- Heath! Tem cuidado. Se caíres ainda partes alguma coisa. – Disse Zoey.
- Eu não! – Disse eu, içando-me e sentando ao lado da Zo, uma perna para cada lado.
- Hey, Zoey, olha só: Sou o rei do universo! – Berrei, de braços abertos, a sorrir para ela.
- Ok, não há necessidade de gozar eternamente com a minha infeliz paixoneta pelo Leonardo. – Lançou-me um olhar furibundo. Agora parecia-se mais com a minha Zoey. – Aliás, é como a minha infeliz paixoneta por ti, só que não durou tanto tempo, e tu não fizeste um monte de filmes porreiros mas foleiros.
- Hey, não estás zangada por causa do Dustin e do Drew, pois não? Esquece lá isso! São atrasados. – Tentei o meu melhor para fazer uma cara de ‘’perdoa-me’’ que sempre resultava. Mas que deixara de funcionar á cerca de dois anos.
- Seja como for, fizemos todo este caminho para te tirar daqui. – Voltei a falar.
- O quê? – Abanou a cabeça e semicerrou os olhos. – Espera. Apaguem as lanternas. Estão a dar-me cabo dos olhos.
- Se as apagarmos deixamos de te ver. – Disse eu.
- Pronto, então desviem-nas. Apontem para ali ou coisa assim. – Fez sinal para longe da escola.
Eu e a Kayla viramos os feixes das lanternas para o outro lado. A Zoey deixou cair a mão, que até agora lhe tapara os olhos, e abriu-os. Arregalei os meus, quando vi a Marca.
- Olha só! Está toda colorida. Uau! É como… como… na televisão, ou coisa assim. - Pum! Não disse nada de jeito.
- Hei! Então e eu? Também cá estou, sabem! – Era Kayla a chamar.
- Ajudem-me a subir, mas tenham cuidado. Vou pousar a minha mala nova. Ah, e é melhor tirar os sapatos. Zoey, não ias acreditar nos saldos que perdeste hoje no Bakers. Todo o calçado de Verão completamente em liquidação. Quer dizer, mesmo em liquidação. Descontos de setenta por cento. Comprei cinco pares por…
- Puxa-a para cima! Já! É a única maneira de ela parar de falar. – Disse Zoey para mim, interrompendo Kayla.
Virei-me todo até ficar deitado de barriga para baixo, e depois debrucei-me para dar as mãos a Kayla.
Aqueles risinhos, que ela tinha dado durante toda a noite, voltaram. Aos risinhos, ela agarrou-as e deixou-me iça-la para cima do muro ao nosso lado.
- Como esta o Jared? – Perguntou a Zoey de supetão, acabando totalmente com os risinhos de Kayla.
- Bem, acho eu – respondeu, sem olhar para a Zoey.
- Achas? – Perguntou Zoey.
- Sei lá. Não temos falado grande coisa ultimamente.
De repente uma súbita ventania girou á nossa volta, trazendo uma friagem quase assustadora.
- Kayla, andas a beber e a fumar? – Pum! Como ela sabia? Ah, pois… o cheiro.
- Foram só duas. Cervejas. E, hum, o Heath tinha um charrinho e eu tinha mesmo medo de cá vir, por isso dei uns bafos.
- Ela precisava de se fortalecer. – Falei eu. Como eu nunca tive jeito para palavras com mais de duas sílabas suou mais a «fu-ta-ser».
- Isso só faz mal. Só os maiores desgraçados da escola se metem nisso. – Disse Zoey.
- Então, não! – Kayla, deu um corte na frase.
- Como, Kayla?
- Eu disse «então não» porque não são só os maiores desgraçados que fumam.
Sabes aqueles dois defesas mesmo bons do Union, o Chris Ford, e o Brad Higeons? Vi-os na festa da Katie. Eles fumam.
- Eles não são assim tão bons! – Atalhei eu.
- E a Morgan também fuma. E furou a língua e o… - Calou-se e mimou alguma coisa com os lábios.
- O quê? O que ela furou? – Tentei saber.
- Nada! – Disseram as duas em Uníssono. Pareciam os bons velhos tempos.
- E eles usam esteróides. Lembra-te. Foi por isso que demoramos 16 anos a derrota-los. – disse Zoey.
- Força, Tigers! Mai’ nada, demos uma abada ao Union! – Exclamei super animado.
Eu estava em perfeita harmonia. Estava com a minha namorada, o que podia pedir mais? O que podia correr mal?

Fanfic: Lost Soul - Capitulo 3


Heath – Capitulo 3

O restaurante Dany’s Cookies estava com pouco pessoal, como de costume. Não é que fosse um mau restaurante. Muito pelo contrário, era óptimo. O problema é que no fundo da rua do Dany’s Cookies havia uma discoteca onde normalmente se faziam comemorações de aniversários de gunas e drogados.
Sim, a rua estava sempre a abarrotar de pessoas bêbedas, fumadoras e drogadas.
Eu estava sentado numa mesa mesmo no meio do restaurante, a brincar com o guardanapo enquanto ela não chegava.
O garçon já tinha vindo á minha mesa perguntar se desejava alguma coisa umas 3 vezes e a minha resposta continuava a ser a mesma: ‘’Estou á espera de uma pessoa’’.
Eu ainda tinha tempo. Na casa da noite, os dias são ao contrário, o que significa que a Zoey chegou e foi dormir. Quando acordar será noite, e aí, eu e a Kayla chegaremos para a salvar.
Enquanto fazia um barquinho com o meu guardanapo, uma mulher tropeçou na minha cadeira e pediu desculpa. Quando me virei para a encarar reparei que os brincos que ela usava eram em forma de meia-lua. Aquela imagem fez-me relembrar de tudo, outra vez. Foi como se me tivessem dado um murro na barriga de tal força que me deixou incapacitado de respirar por segundos.
Voltei a olhar para o barquinho de papel feito com o guardanapo e senti uma lágrima quente cair-me pela face.
- Olá gato. – Ouviu-se uma voz feminina atrás de mim. Dei um pequeno salto na cadeira por causa do susto e limpei a lágrima que acabara de cair. – Porque me chamas-te Heath?
Levantei-me para a cumprimentar, e puxei a cadeira que estava á minha frente para que ela se senta-se.
- Kayla, por amor às bolas de futebol, quase me matas-te de susto!
Ela soltou um risinho e disse: - Desculpa. Mas qual é a urgência?
- Qual é a urgência? A tua melhor amiga foi marcada e tu perguntas isso? – Kayla encolheu os ombros e antes que ela pudesse dizer algum disparate continuei: - Nós vamos salva-la! Vamos tira-la de lá.
Ela arregalou os olhos, como se eu tivesse dito que os saldos da Mango acabaram. – Hum... Heath… A… Não. Não podemos.
Cada vez me enervava mais.
- Não podemos, porquê? Nós vamos conseguir. – Disse eu.
- Vamos conseguir entrar numa escola cheia de monstros sugadores de sangue que adoram adolescentes humanos? – Desta vez ela baixou a voz, para que ninguém ouvisse.
- Não digas isso! A minha namorada esta lá e eu vou fazer de tudo para a salvar! Se para a salvar tenho de me pôr em perigo, é isso que vou fazer.
- Vão desejar alguma coisa? – Ouviu-se a voz do garçon que voltou á nossa mesa.
Eu virei a cara para o lado contrário do garçon para dar a entender que não queria nada, mas a Kayla pediu uma água.
O empregado afastou-se e a Kayla voltou a falar com calma.
- Heath, eu não sei se isso é o melhor a fazer. Agora só temos de deixar a Zoey habituar-se á sua nova vida. E nós temos de fazer o mesmo.
- A Zoey não merece aquela vida! – Voltei a falar alto, pelo que me tentei acalmar e completei o que ia dizer – Eu vou fazer isso. Se quiseres, vens. Senão, vou sozinho.
O garçon voltou com a água e saiu.
- Esquece a Zoey, há mais raparigas á face da terra. Tens de olhar em frente. Hum, bem… Para a frente… - Ela corou, e voltou a soltar um risinho.
Empurrei a minha cadeira para trás, levantei-me e disse: - Kayla, vê se percebes que eu AMO a Zoey! - Deixei dinheiro suficiente em cima da mesa para a Kayla pagar a água e saí do restaurante.
Estava frio cá fora, e ao respirar saíam nuvens de ar que pareciam fumo. Isso fez-me lembrar que para me encorajar precisava de um cigarro.
Esfreguei as mãos, na esperança de as aquecer.
Olhei para o fundo da rua e vi os meus mais recentes amigos fumarem perto da entrada da discoteca.
- Era mesmo disto que estava a precisar. – Disse para mim mesmo.
Acenei-lhes e eles acenaram de volta.
- Eu vou contigo. – Virei-me e vi Kayla atrás de mim.
- Óptimo. Eu vou ali ao Justin buscar um cigarro, vens? – Ela olhou para mim um pouco confusa. – Anda lá, vais precisar de alguma coragem. – Falei e pisquei o olho.
- Ok. Eu vou. – Corou novamente, mas vi-a sorrir para mim.
Anda-mos lado a lado, sem nenhum de nós voltar a falar até ao fundo da rua.
- Hey, Justin! Arranjas-me um charro? – Apontei para o cigarro que ele tinha na mão. – Bem, dois neste caso. A Kayla também quer um.
- Então, Heath, como vai isso? – Disse ele ao passar um cigarro para a Kayla e outro para mim.
- Hum, vai-se andando. – Fiquei meio atrapalhado, não queria que eles soubessem o que eu ia fazer.
Justin tinha-se tornado um grande amigo meu. O melhor, dizendo. Mas eu tinha a certeza que ele não me apoiaria na minha missão-suicida. Não queria que ele pensa-se que eu era um descontrolado.
Ok, eu tenho fumado, bebido, e também me tenho drogado ligeiramente, mas isso não significa completamente que sou descontrolado.
O que um homem pode fazer por amor…
- Meu, vamos agora às cervejas. Hum… Vocês vêem? – Disse Justin, depois de termos terminado os charros.
Eu e a Kayla entreolhamo-nos e afirma-mos com a cabeça. Precisávamos de mais encorajamento.
- Sim, vamos – respondi.
Entra-mos na discoteca e fomos directos às bebidas. Hoje, era um homem bastante musculado que estava a servir ao balcão. Tinha bastantes tatuagens e 2 piercings na cara. Um no nariz e outro no lábio.
Sempre quis pôr um no mamilo, mas a Zoey nunca me deixou.
A Zoey…
- Hey Heath, a Zoey foi marcada, não é? Meu, sinto muito, a sério. – Disse um amigo de Justin. Estive com ele em algumas festas. Se não estou errado, o nome dele é Mark.
Soltei um suspiro e limitei-me a acenar com a cabeça. Justin deu-lhe um pequeno empurrão como se o mandasse estar calado, mas Mark encolheu os ombros e foi dançar, como se o ignorasse.
Justin veio até mim e falou-me ao ouvido: - Meu, és o meu melhor amigo. Se precisares de alguma coisa… Qualquer coisa, diz-me. Não deve ser nada fácil perder uma pessoa importante.
- Pois não Justin, não é. – Disse eu.
Ele afastou-se, foi para a pista de dança e juntou-se aos outros.
Olhei ao meu redor e procurei visualmente Kayla.
Vi-a totalmente descontraída. Dançava no meio da pista como se aquele fosse um dia normal.
Como ela podia estar assim depois do que se tinha passado com a melhor amiga?
Tirei o telemóvel do bolso e olhei para o relógio digital. Eram quase 3horas da manhã. O que significa que a Zoey estava acordada.
Desloquei-me até ao sítio onde a Kayla dançava e pegei-lhe no braço.
Ela agarrou-se a mim, como se quisesse transar naquele momento. Soltei-me dos braços dela e falei super irritado: - Vamos Kayla! Comporta-te.
- Já queres ir? – Ela ainda tinha aquele sorriso maroto na cara, mas no fundo eu conseguia ver preocupação.
- Sim. Já. – Respondi eu, já a ferver.
- Hum, ok.
Eu e a Kayla despedimo-nos do pessoal e saímos da discoteca.
Enquanto passávamos pelo segurança que estava na saída respirei fundo várias vezes, na tentativa de me preparar.
- É agora. – Disse eu.



A Eliana enviou-nos uma foto para termos a ideia de com,o seria o Justin, amigo do Heath:



Que Nyx vos abençoe!

Fanfic: Lost Soul - Capitulo 2


Heath – Capitulo 2

Durante todo o caminho, não consegui deixar de pensar na minha Zo.
Como ela pode ter sido marcada? Ela é a minha namorada. Nós andamos. Ela não merecia.
Lembro-me do último miúdo da SIHS que foi marcado por um caça. Ele era praticamente um borra-botas que andava a perambular lá na escola. Apenas chateava os professores e os colegas. Nem boas notas tirava. Era de se esperar que lhe acontece-se uma coisa daquelas. Mas á minha Zo? A ela não! Ela não era nada assim. Aquilo não lhe podia ter acontecido.
E agora? Ela teria de ir para a Casa da Noite? Aquela casa cheia de criaturas horrendas?
Não. Não. Não.
Eu não iria deixar que a minha namorada fosse para lá.
Já no meu quarto, tirei o telemóvel do bolso e liguei-lhe.
Um toque… Dois toques… Três toques… Aí! A Zoey não atendia.
Não sei ao certo quantas vezes lhe tentei ligar, mas passei quase 15 minutos á espera que ela atendesse.
- Ok, assim não vou conseguir falar contigo. – Falei para um dos quadros com a fotografia da Zoey que tenho no quarto.
Decidi, então, ir até casa dela. Assim, estando com ela pessoalmente teria mais hipóteses de que ela não fosse para a Casa Da Noite.
Fui á cozinha buscar as chaves do meu carro, que estavam mesmo ao lado do móvel das taças que ganhei como jogador do Broken Arrow. Juro que aquilo me enchia de orgulho.
Olhei para a televisão e revirei os olhos. A minha mãe estava a ver uma daquelas telenovelas super chatas. Daquelas em que as velhinhas (com todo o respeito, claro) cochicham a vida das outras pessoas e falam mal nas costas sem a pessoa saber. Que tédio que isso me causa.
- Heath! – Disse a minha mãe. – Onde vais querido?
- Vou a casa da Zoey. Ela levou uns livros meus por engano. – Menti.
- Sabes que hoje vamos jantar a casa do teu tio. Não há tempo para namoricos.
Huhg. Não é que eu tenha alguma coisa contra o tio Georgh, mas detesto ir lá jantar. A nova mulher dele cozinha mesmo mal, e ninguém tem coragem para lho dizer. O que significa que somos obrigados a comer e elogiar a comida.
- Hum… Mãe? Hoje vou a uma… festa! Sabes… com os outros jogadores e tal. Não dá para eu ir a casa do tio Georgh.
- Filho, isso não é uma desculpa pois não?
- Não, não, claro que não mãe! – Cruzei os dedos da mão direita atrás das costas para que a minha mãe não visse. – Desculpa, tenho mesmo de ir agora ter com a Zoey. Adeus mãe.
- Juízo Heath! – A minha mãe atirou-me um beijo enquanto eu abria a porta e saía.
Entrei a correr na garagem. Abri a porta do carro e sentei-me. Antes de fechar a porta e acelerar, tinha de voltar a tentar ligar para a Zo.
Novamente, não atendeu. Soltei um pequeno suspiro, bati a porta do carro e segui caminho.

Estacionei mesmo perto da janela do quarto da Zoey. Ela normalmente estacionava ali, pelo que comecei logo a ficar nervoso com a ideia de que ela podia já não estar em casa.
- Não Heath, acalma-te! A Zoey esta lá dentro. – Disse para mim mesmo a tentar manter a calma.
Toquei á campainha e passado alguns segundos (que para mim pareceram anos) Mr. Heffer abriu a porta.
Aquela cara de cão a moer osso estragado ainda parecia mais torcida agora.
- Olá Heath. – Ele segurava uma cruz enorme na mão direita e tinha um terço ao pescoço. Isso fez-me pensar que ele já vira a Zoey, ou pelo menos que sabia que ela tinha sido marcada.
Pela expressão do rosto dele, vi que ele não estava muito contente por me ver. Raios, aquele homem nunca ficou contente por me ver.
- Mr. Heffer, preciso de falar agora com a Zoey.
- Pois, mas adivinho que tu sabes o que lhe aconteceu. Mas claro, eu percebo, já que também és culpado, gostarias de pedir desculpa á Zoey, não é verdade?
- Culpado? De que está a falar? Desculpe Mr. Heffer, mas tenho mesmo de falar com a Zoey. – Desta vez eu andava aos saltos a tentar ver para a sala atrás do padrasto da minha namorada.
Vi lá dentro a mãe da Zoey a chorar de joelhos perto do sofá, e ao lado dela, vi o que parecia ser um padre.
- Sim, também és culpado. Se aquela menina malcomportada não andasse por aí, sabe Deus a fazer o quê, isto não lhe acontecia. Deus cansou-se de a proteger.
- Não! Isto não tem nada a ver com Deus. Mr. Heffer entenda que o povo da fé não controla tudo. – Desta vez empurrei aquele traste falante e entrei na sala.
O padre e a mãe da Zoey olharam para mim chocados.
- Desculpem – Disse eu, virando-me para eles. – Tenho mesmo de falar com a Zoey. Posso subir até ao quarto dela?
A mãe da Zoey não respondeu. Apenas virou a cara e continuou a chorar.
- A Zoey não está cá! Ela estava trancada no quarto como uma rebelde, mas agora já lá não está. Deve ter ido para a casa dos monstros. – Ouviu-se um soluço da mãe da Zoey e Mr. Heffer continuou. – Deus, nosso senhor tenha piedade. – E depois benzeu-se.
- Pare de dizer isso! Você não vê que esta a piorar tudo? – Desta vez, irritou-me mesmo – Você nunca serviu para pai da Zoey, não está a servir como marido, nem nunca irá servir para nada!
- Vai-te embora Satanás! – Agarrou-me pelo braço e pôs-me fora de casa. Nem lhe ofereci resistência. Se a Zoey não estava, não havia nada a fazer ali. – Nunca mais voltes. Aquela monstrinha saiu e levou tudo com ela.
- Você não trata assim a Zoey!
O Mr. Heffer bateu a porta com tamanha força que o barulho de devia ter ouvido na outra ponta da rua.
Eu não acredito. Será que ele tinha razão? Será que a Zoey já foi para a Casa Da Noite?
- Não. Calma Heath. A Zoey não irá para a Casa Da Noite. Tu sabes disso. – Voltei a falar sozinho na tentativa de me acalmar.
Entrei no carro e voltei a tentar ligar para a Zo.
Desta vez decidi deixar mensagem no correio de Voz: «Hey Zo! Preciso de falar contigo. Liga-me assim que puderes, ok? Amo-te.»
Agora não podia ir para casa. Não queria que os meus pais me obrigassem a ir para casa do tio Georgh.
Decidi jantar num restaurante perto da festa de logo á noite.
Mas com quem? Sem companhia permitia-me pensar melhor, mas mesmo assim, não iria conseguir fazer nada em relação á Zoey.
Depois, lembrei-me. Lembrei-me da única pessoa maluca o suficiente para me ajudar no meu plano-de-maior-urgência, caso a Zoey fosse mesmo para a Casa Da Noite. Até podia não querer alinhar. Até podia não querer ajudar a Zoey. Mas se fosse eu a pedir… Aí sim. Essa pessoa aceitaria.
Peguei no telemóvel, procurei o contacto na lista e efectuei a chamada.
Atendeu logo ao primeiro toque.
- ‘Tou? – Parecia demasiado animada depois do que acontecera - Heath?
- Preciso de falar contigo. Vem ter comigo á Dany’s Cookies daqui por uma hora.

Fanfic: Lost Soul - 1º Capitulo


Heath.

Eu mal podia acreditar! Vencemos ao Union! Não é para me gabar mas sou um óptimo avançado. Tudo o que me apetecia agora era estar com a minha namorada, beber, saltar e gritar ‘’GANHAMOOOS!’’.
O dia tinha corrido na perfeição. Depois do jogo de ontem todos me vinham dar os parabéns. Não apenas a mim, mas também ao resto da equipa. Nenhuma das raparigas da escola deixou um jogador sequer do Broken Arrow em paz. Também não era para menos, já não ganhávamos ao Union á quase 16 anos. Agora éramos como celebridades.
Sim, tudo estava bem até o que aconteceu depois, mudou a minha vida para sempre.
Eu estava no parque de estacionamento com o Dustin e o Drew. Eles eram irmãos e meus grandes amigos da onça. Kathy Richer (uma das raparigas odiadas pela minha querida Zoey e pela Kayla. Bem, não sei se ‘’odiada’’ é a palavra certa… Elas apenas a conheciam como uma ‘’vadia’’.) estava a fingir bater-me. Asseriu? Qual é a intenção? Essa opinião guardava-a apenas para mim. Só conseguia sorrir e acenar depois da noite anterior, por isso continuei com o meu ‘’sorrir’’. Eu estava alegre, tirando aquela pequeníssima dor de cabeça. Talvez, eu tenha bebido um bocadinho. Pronto, ok, um bocadinho grande. Mas tinha de festejar. E o que há melhor para festejar que cerveja e cigarro?
O Drew, eu e o Dustin começamos a fazer piões no estacionamento com a carrinha super grande que o pai deles lhes oferecera. Juro que aquilo tinha estilo.
Olhei para a entrada da escola e de repente o dia parecia destinado a melhorar ainda mais. A minha deslumbrante namorada acabara de sair do edifício escolar.
Pedi para que parassem a carrinha mesmo á frente dela e os meus amigos assim o fizeram.
- Olá, Zo! Recebeste a minha mensagem? – Perguntei-lhe super alegre.
Não sei bem, mas ela não parecia muito alegre por me ver. Ergueu os olhos, olhando para mim por entre os dedos, como quando estava-mos no cinema a ver um dos filmes de terror parvos.
Ela olhou para a cerveja na minha mão e (como sempre) ficou furibunda.
- Estás a beber na escola! Serás louco?
Perante este comentário, só consegui sorrir ainda mais. Ela é tão linda irritada. Ela é espantosa.
- Pois sou louco, louco por ti!
Vi-a abanar a cabeça e virar costas. Abriu a porta do seu carocha e enfiou os livros e a mochila no banco traseiro.
- Porque não estão nos treinos? – Ela ainda não olhava para mim quando fez esta pergunta.
- Não ouviste? Temos folga por causa da abada que demos ao Union na sexta-feira!
Desta vez Drew e Dustin soltaram os uns ‘’Iupi!’’ e ‘’Boa!’’ á boa maneira do Oklhaoma.
- Ah. Não. Deve ter-me passado ao lado. Sabes, exame de geometria amanhã. – Fez uma pausa para tossir e acrescentou – Além disso, estou a chocar alguma constipação.
- Zo, a sério. Estás zangada? A Kayla contou-te alguma treta sobre a festa? Sabes que não te enganei. - Claro que não enganei. Estava bêbedo e aquela rapariga queria curtir comigo, mas eu disse não! Não tenho culpa se a Kayla não ouviu.
Finalmente ela virou a cabeça e olhou para mim.
- Que fizeste, Heath?
- Eu, Zo? Sabes que nunca… - Foi então que eu a vi. Aquilo que mudou a minha vida. A meia-lua na testa da minha Zoey! A minha namorada.
Por segundos, que para mim pareceram anos, o meu mundo estremeceu. Não pode ser! Ela não!
- Mas que raio – ia eu dizer quando ela me interrompeu.
- Chiu! – Fez sinal com a cabeça para Dustin e Drew, ainda incautos, que cantavam agora a plenos pulmões, completamente desafinados.
- Isso é uma pintura que puseste para as aulas de Teatro? - Eu ainda estava completamente chocado mas consegui manter o tom baixo. Aquilo não podia ser real! Não podia!
- Não. – Sussurrou. – Não é.
Não. Não. Não.
- Mas não podes ter sido marcada. Nós andamos.
- Não andamos coisíssima nenhuma! – Ela caiu e quase se dobrou toda, num ataque fulminante de tosse que mais parecia catarro. Ao assistir o coração quase saltou do meu peito.
- Eh, lá, Zo! – Disse o Dustin todo aparvalhado dentro da carrinha – Tens de deixar de fumar.
- Pois, parece que ainda vais tossir um pulmão – disse o Drew.
- Meu! Deixem-na em paz. Sabem muito bem que ela não fuma. É uma vampyra.
Ups. Agora fiz asneira. Eles meteram as cabeças fora da janela e olharam para a Zoey super embasbacados.
- Caraças. A Zoey é uma anormal! – Disse Drew.
Com este comentário senti um aperto no peito tão grande. Ela era mesmo uma vampyra. A rapariga que sempre conheci e sempre amei. E eu sabia! Eu sabia que não ia conseguir proteger a minha Zoey destes comentários.
- Cala-te de uma vez! Tive um dia muito mau e não preciso que me chateies. – Olhou para os dois irmãos e acrescentou:
- Nem tu. – Dirigindo-se a Dustin.
Era estranho. Eles estavam completamente aterrados. Com medo da minha namorada. Como era possível? Eles não viam? Eles não viam que ela era a mesma Zoey?
Mas eu ainda não conseguia entender como era possível ela ter sido marcada. Todos menos ela. Ela não.
- Zo! Mas que raio? – Não sabia o que dizer mais neste momento.
- Vamos bazar! – Disse Dustin, carregando no acelerador a fundo. A carrinha deu um safanão e eu desequilibrei-me e caí no alcatrão do parque de estacionamento.
Vi a Zoey correr para mim automaticamente.
- Magoaste-te? – Ela inclinou-se para me ajudar a levantar.
Não sei o que me deu naquele momento. Mas senti. Senti uma onda de sensações a apoderar-se de mim. Não sei bem o que queria, mas queria a Zoey mais que nunca. Senti todo o meu corpo tremer. Fiquei numa espécie de transe.
- Zo? – Perguntei suavemente, com a voz profunda e rouca.
- Cheiras mesmo bem – Ah? Ok, não percebi, nem perfumei tinha posto.
- Zoey, tive mesmo saudades tuas. Temos de voltar a andar. Sabes que gosto mesmo de ti. – Ia tocar-lhe na cara mas ambos reparamos que tinha a minha palma da mão cheia de sangue.
- Ah, bolas. – Oh Meu Deus! O sangue… e… a Zoey é… Olhei para a Zoey. Ela estava completamente pálida com aquela marca escura na testa. No meio daquilo tudo novo, ainda conseguia ver a Zoey com quem cresci, mas havia diferenças. Mas aquele estado de pelas sensações ainda se apoderava de mim.
-Quero… - Sussurrou. – Quero… - O que queria ela? Tudo o que ela quisesse eu estava disposto a dar. Mas o que ela queria, eu não sabia.
Mordeu o lábio e gemeu.
A carrinha parou de repente ao nosso lado. O Drew saltou da carrinha e tentou meter-me lá dento.
- Pára com isso! Estou a falar com a Zoey!
Eu bem me tentei debater, mas Drew era defesa sénior do Broken Arrow, e realmente enorme. Dustin deu uma mãozinha e bateu a porta da carrinha.
- Deixa-o em paz, anormal! – Gritou Drew, enquanto Dustin acelerava.
Dei um murro no peito de Drew pela maneira que ele tratou a minha Zoey.
- Estás-te a passar? – Disse ele quando lhe dei o murro.
- Vocês é que se devem estar a passar! Vocês não percebem? Ela é a mesma Zoey. Apenas mais pálida e com a tal meia-lua na testa.
- Meu, eu sei que gostas dela, e respeito, mas tens de perceber que, ela se irá tornar numa sugadora obcecada por sangue, e não te vais conseguir aproximar. – Disse Dustin.
Agora foi a vez de dar um murro no peito de Dustin.
- Hey! Não tenho culpa de te querer avisar. Men, com tantas raparigas por aí todas giraças vai ser fácil esqueceres aquela anormal. – Disse Dustin.
- A Zoey não é nenhuma anormal e eu não a vou esquecer! – Gritei eu. Drew olhou para mim de olhos arregalados enquanto Dustin apenas suspirou. – Deixem-me aqui! Já! Vou para casa a pé. Não quero ouvir mais dos vossos comentários, ok? Nunca mais!
- Não é preciso, nós levamos-te a casa. Não falamos mais na anorm… na Zoey.
- Não! – Voltei a falar alto de mais pelo que me tentei acalmar e acrescentei – Deixem-me aqui! Pára a carrinha.
Desta vez Dustin encostou o veículo na beira da estrada e eu saí.
- Ficas bem? – Disse Drew.
Não lhe respondi. Apenas virei as costas e comecei a caminhar.
- Meu, vais á festa logo á noite? – Desta vez foi Dustin quem perguntou.
Apenas abanei a cabeça em sinal de reprovação, e sem olhar para traz, continuei o meu caminho.

Nova fanfic: Lost Soul - Sinopse + Trailer

Olá Filhos e Filhas das Trevas!

Daqui a uma semana vamos ter a estreia de uma fic, que será postada todas as 6ªs Feiras pelas 14h. A autora é a Eliana Oliveira e a fic chama-se "Lost Soul (Alma Perdida)" que se trata de Marcada pelo ponto de vista do Heath. Deixo-vos hoje, aqui, uma sinopse e o trailer desta fic.


Sípnose

Heath Luck era um rapaz popular, avançado do Broken Arrow e muito bonito. Tinha uma vida completamente normal e estavel como qualquer outro adolescente da sua idade. Até que, a sua namorada, Zoey, é marcada por um Vampyro, e levada para a Casa Da Noite.
A Casa da Noite é uma escola em que todos os humanos que os vampyros ''marcam'' como especiais têm de ir. Uma escola onde se vão transformar em vampiros ou, se o corpo o rejeitar, murrer.
Para Heath, perder Zoey foi uma experiencia horrivel. Ele tinha crescido com ela, e era o seu porto de abrigo. Agora, o rapaz terá de enfrentar a ausencia do amor da sua vida, os comentários dos colegas, e a ligação criada com a sua namorada vampyra.




Trailer



Que Nyx vos abençoe!