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Fanfic: Confused - Capitulo 20

Capítulo 20

-Mas como é que tu sabes isso Zoey?! Tatuagens brancas!
Estava com o cérebro quase a estourar só com aquilo. Acho que naquele preciso momento me poderiam colocar um bilhete colado nas minhas costas a dizer: Cuidado, ser humano prestes a explodir…
-Quando elas estavam a experimentar os vestidos. Tu estavas na tua cabine a experimentar o teu. A Shaunnee experimentou um com as costas à mostra e atrás das omoplatas consegui ver um pouco de uma tatuagem branca tapada pelo cabelo comprido dela que até dava bastante nas vistas.
Sim, tinha lógica, a Shaunee tem uma pele cor de chocolate, onde seria bastante evidente uma tatuagem branca.
-Então, tentei ver algo parecido em Erin, o que foi bastante difícil pois ambas pareceram aprender com o erro de Shaunnee e não experimentaram vestidos tão ousados, optando pelo decote e não pelas costas. Então, tive de ser menos discreta e, enquanto ouvia Erin a debater-se com o fecho do vestido entrei na cabine dela descaradamente e apertei-o – Fez uma pausa – E, por mais difícil que foi, consegui distinguir a tatuagem branca em Erin também, o que acaba por nos dar mais umas pistinhas sobre o que se está a passar.
Fez-se um silêncio enquanto eu tentava assimilar as palavras de Zoey. Fazia sentido até, e ao mesmo tempo não.
-Zoey, as únicas pistinhas que me deste foram que tenho de deixar de ler livros sobre romances entre adolescentes e anjos caídos que se querem meter no meio, e passar a pegar em alguns livros de Agatha Christie e ver mais CSI.
Zoey exibia uma expressão de confusão que até me deu vontade de rir.
-Por outras palavras Z, o que eu te estou a querer dizer é que me pareceu que estavas a falar chinês comigo, porque mal consigo ver uma ligação possível naquilo que me disseste.
***
Depois de ajudar a dar os retoques finais à sala e a meter a comida na mesa, sentei-me à beira de Damien e Jack, que tinham chegado mesmo á cerca de 10 minutos para nos ajudar.
-Estou exausto Mia – Queixou-se Jack, dando um grande suspiro dramático no final.
-Bem, eu acho que preciso de tomar uns comprimidos para a dor de cabeça, alguém tem?- Perguntei olhando para um e para outro
Jack meteu a mão no ar, pedindo um momento. Abriu uma carteira que trazia consigo e tirou de lá uma caixa.
-Esses são excelentes fofinha, acaba com as dores de cabeça num segundinho.
-Obrigada Jack – Agradeci pegando na caixa.
-Não sabia que andavas com dores de cabeça Jack. Não gosto que me omitas essas coisas, sabes bem que me preocupo contigo e não quero que nada de mal te aconteça. – Resmungou com ele Damien, envolvendo mais nos seus braços.
-Oh, nada de muito mau fofinho, sabes que não tenho segredos para contigo – Tranquilizou-o Jack, aconchegando-se mais no corpo de Damien.
Oh, eles ficavam tão fofos juntinhos.
Jack levantou a cabeça e Damien baixou a sua e deram um beijo bastante apaixonado.
Acho que vou vomitar.
Virei-me logo e apressei-me a ir buscar um copo de água, fazendo fisgas para que o comprimido também fosse contra os vómitos. Engoli o comprimido e fui colocar o copo na banca da cozinha improvisada que fizemos. Quando estava a voltar, fui contra alguém que me fez cambalear para traz.
Era o professor dragão, de esgrima.
-Tem mais cuidado.
-Desculpe.
Sorriu-me e continuou caminho e eu continuei o meu, no sentido inverso ao dele.
Bem, os professores chegaram um bocadinho tarde demais para ajudar. Devem ter combinado até…
Mas que pensamentos os meus, claro que não foi esse o motivo! Eles não esperavam que nós fossemos tão responsáveis e nos despachássemos tão depressa. Claro, como não pensei nisto antes…
Vi Erik no meio dos professores e a forma como ela olhou para mim, um olhar de culpa e ao mesmo tempo de comprometido fez-me confirmar que de toda a gente que estava envolvida nesta confusão ele era aquela que necessitava de ajuda mais rapidamente.

Fanfic: Confused - Capitulo 19

Capítulo 19

Mal cheguei à sala de convívio, apercebi-me de que a minha ajuda pouco era necessária. Bem, acho que o mais correcto é dizer desnecessária, já estava tudo pronto. Absolutamente…
As paredes estavam revestidas de fotografias de alunos da Casa da Noite e bastantes cartazes com umas frases como:
“Sente o ritmo da música e mexe-te com ela”
E ainda um pano decorado com as tatuagens dos vampes adultos a dizer:
“Bem-vindo ao 1º Aniversário comemorado da Casa da Noite”
Ao fundo via-se uma mesa enorme cheia de pratos com comida e ainda um palco.
O chão estafa revestido com uma alcatifa azul esmeralda e no no tecto encontrava-se uma bola de discoteca.
Aquilo estava um espanto.
Vi Zoey e as gémeas reunidas a um canto, à beira da janela. Ambas estavam lindíssimas com os vestidos que tínhamos comprado hoje de manhã.
-Parabéns meninas! – Congratulei-as abraçando-as.
-Está fixe não está? – Perguntou Zoey olhando à volta da sala.
-Um espectáculo – Confirmei.
-É pena teres chegado quando nós acabamos. – Lamentou Shaunee e lançou-me um olhar fulminante. Mas era obvio que estava na brincadeira.
-Vá lá gémeas, ambas sabem que ela estava muito ocupada.
-Sim gémea, tens razão, temos de compreender.
Olhei para uma e para outra e rimo-nos. Era obvio que elas se estavam a referir a Tiger.
Afrodite, que estava do outro lado da sala a pendurar emas meias luas em cartolina prateada, aproximou-se de nós.
-Uau Mia, tu candidataste-te ao anúncio?
-Não
Ela ficou a olhar para mim pasmada.
-Então ele deve ser um sortudo ah? – Disse erguendo as sobrancelhas.
Olhou-me de cima abaixo tal como Tiger fez e como me parecia que toda a gente fazia. Será que não me podiam deixar um bocadinho em paz hein? Quer dizer, já ninguém se pode vestir bem para um baile?
-A Mia acabou de chegar, não podiam poupa-la um bocadinho? – Defendeu-me Zoey, pondo as mãos nos meus ombros e encaminhando-me para fora da sala.
Passamos a porta e senti a brisa quente bater-me na cara. Estava uma noite mesmo óptima, até era uma boa ideia pôr-se musica ali fora.
As folhas das árvores mal abanavam e, quando olhei para o céu que se estendia por cima delas, verifiquei que estava mais estrelado do que nunca. Era uma noite perfeita, talvez hoje há noite pudesse viver momentos perfeitos e descobrir as respostas aos meus problemas.
-Então o que se passa Z? – Perguntei-lhe
Ela riu-se.
-Nada de especial, para variar um bocadinho. Queria só que soubesses que elas não se estavam a referir ao Erik mas sim ao Tiger. Vimos-vos lá fora.
-Já calculava
O silêncio instalou-se e senti más vibrações emanarem dela.
-Há algo que tens de saber Mia – disse finalmente.
Afinal, ela ia contar-me alguma coisa “especial”.
-O que se passa Zoey, conta!
Sentamo-nos há beira de uma árvore. Ela respirou fundo e encarou-me.
-Estive a pensar e, acho que esta noite não nos pudemos divertir tanto como nas outras.
-Que queres dizer com isso.
-Tu tinhas razão, o ataque de Melody foi algo grave…
-Sim, eu sei – Interrompia – E tentei dizer-vos isso , mas toda a gente me ignorou…
-Escuta – Desta vez foi ela que me interrompeu. Olhava para o vazio, observava algo que eu era incapaz, que ninguém era capaz. – Eu falei com as gémeas e elas descaíram-se. Elas disseram alguma coisa do género: “Zoey, aquilo fazia parte do plano que nos deram!...”
-Plano que lhes deram? Quem lhes deu aquele plano? E porque aceitaram?
-Foi o que lhes perguntei, mas elas disseram que não me podiam dizer, que não me podiam contar por mais que quisessem. Que era para meu bem, para não me envolverem naquilo. Que elas tinham entrado nalgo que não tinha saída.
Esperei uns segundos a reflectir.
-Pode ser perigoso – Observei
-Pode – Confirmou
-A Neferet pode estar envolvida.
O vento começou a bater com mais força e a ficar mais frio. Envolvi os meus braços em redor dos meus ombros.
-Também é uma hipótese.
-O Erik agora também deve estar
-Isso é quase certo.
As folhas das árvores começaram a abanar e uma caiu mesmo à nossa frente. Já estava com um tom acastanhado, porém via-se ainda um rasto da sua tonalidade verde nas pontas.
-Então o que é?
-Não sei bem, mas estou a ponderar que elas estejam a passar por uma transformação ou algo assim, tal como a Steve Ray entendes?
-Como é que isso é possível?! Os vampyros vermelhos já são uma excepção à regra, agora isto…Porque pensas isso?
Zoey respirou bastante fundo.
-Elas têm tatuagens brancas – Acabou por dizer.
Tatuagens.
Mais uma raça de vampyros.
Mais um problema.
Mais uma noite que não será tão perfeita como aparentava vir a ser.

Fanfic: Confused - Capitulo 18

Olá Filhos e Filhas das Trevas!

Venho por este meio avisar que a fanfic não foi postada a semana passada pois deu erro de envio e a autora só se apercebeu hoje.


Capítulo 18


Mal cheguei à escola fugi para o meu quarto. Não queria nada encontrar Erik depois daquela conversa da treta.
Despi-me e enfiei suavemente o vestido vermelho vivo que havia comprado. Não demorei muito tempo a contemplar-me no espelho, passei logo para a parte do cabelo. Apanhei num puxo e deixei algumas madeixas soltas. Encaracolei-as ajeitei a repa para o lado, alisando-a. Coloquei uns brincos e uns saltos altos (não muito altos!). Corri para a caixinha da maquilhagem e apliquei um pouco de gloss e lápis preto.
Perfeito, pensei para comigo.
Sorri para o reflexo da rapariga jeitosa que se encontrava a minha frente.
-Nem te reconheço! – Disse-lhe(me)
Mandei uma mensagem a Afrodite e sai do quarto para ir ajuda-la com os toques finais na sala do baile.
Mal desci as escadas passei pelo grupo de Barbie que estavam igualmente a cochichar.
Parecia um Dejá Vu.
Ela olhou-me com o igual desagrado que fez na primeira vez e sussurrou qualquer coisa à ruiva que estava ao lado dela. Ambas de riram e lançaram-me um sorriso de troça.
Não vou perder tempo com elas, eu sei que estou fantástica!
Eh lá pareço a Barbie ou a Afrodite.
Mesmo quando estava a dobrar a esquina para abrir a porta que dava acesso ao exterior e que separava o dormitório das raparigas do resto da escola, senti alguém a puxar-me o braço.
-Se eu fosse a ti não ia a essa treta de baile.
Barbie parecia ter uma expressão série, mas os seus olhos escondiam uma escuridão tenebrosa.
-Também acho o baile uma treta, mas não vai ser por isso que não vou.
Brindei-a com um sorriso e sai dali. A noite estava curiosamente quente e agradável para aquela altura do ano. As folhas das árvores pareciam estátuas, não se mexiam. Isso comprovava a ausência de vento. Decidi fazer o caminho que passava pelo moro de pedra que rodeava a casa. Estava mais iluminado e parecia ser à prova de ataques.
Bem, depois do baile as gémeas iam ter muito de explicar.
Relaxa, disse a mim mesma. Estava ali para preparar um baile no qual me ia divertir muito e votar vezes sem conta na Afrodite para aquele anúncio. Tinha de estar calma.
Inspirar
Expirar
Inspirar
Expirar
Inspirar
Expirar
Inspi…
-Olá Mia
Gritar!
-Que susto Tiger! – Repreendi-o colocando a mão no coração e acabando de inspirar
Ele riu-se.
-Não era a minha intenção assustar-te
Os olhos dele percorriam-me de cima abaixo. Senti um nó na barriga e as minhas bochechas a ficar vermelhas.
Eu não devia ter vestido este vestido, ou pelo menos já.
Mordi a bochecha.
-Uau, estás um espanto – Afirmou
-Obrigada. – Sussurrei em pânico.
-Então, uma rapariga assim vestida não pode aparecer no baile sozinha – Brincou e brindou-me com um olhar atrevido e um sorriso travesso.
Avançou mais na minha direcção até ficar completamente debaixo do candeeiro. A luz deste iluminava-lhe mais o seu rosto perfeito. Os seus olhos adquiriram uma tonalidade verde água, quase transparentes.
-Eu não vou sozinha – Informei-o.
De repente pareceu que tinha sido apanhado completamente de surpresa.
-Quem é a minha concorrência? Não me avisas de nada?
Dizer aquelas palavras até me ia saber bastante bem para lhe mostrar que também lhe podia dar uma tampa.
Mas não tinha a certeza delas.
Até acho que preveria ir com o Tiger.
Ele parecia mais seguro do que a mensagem estranha que Erik me havia mandado.
-Não tens. – Sussurrei, arrependendo-me imediatamente daquelas palavras. Era a mesma coisa que dizer : “Sim Tiger, vou contigo ao baile!”
Ele aproximou-se de mim até que tivéssemos apenas alguns centímetros de distância. O suficiente para sentir o seu hálito quente e reconfortante a bater contra a minha pele. A sua mão tocou-me na face e deslizou para o meu ombro e cintura.
E, quando pensei que me ia finalmente beijar, afastou-se e disse:
-Então até logo.
E desapareceu na escuridão.
Bem mas, vou ao baile com dois rapazes?

Fanfic: Confused - Capitulo 17

Capítulo 17

-Vá, qual é que me fica melhor? – Pergunta-me Zoey estendendo dois vestidos giríssimos em cada mão e pondo-os à vez em frente a si.
-Humm, acho que é melhor experimentares os dois – Aconselho-a
Ela olha-se ao espelho e acaba por seguir o meu conselho, encaminhando-se aos provadores. Eu dou mais uma vista de olhos nas prateleiras mas continuo sem encontrar algo com o qual me sinta bem.
Eu e Zoey estamos nesta missão de encontrar “O vestido” para “O baile” da casa da noite da noite, desde manhã/noite. As lojas deste centro comercial fecham às 2 da manhã exclusivamente hoje, pois este bailesinho afinal é um evento que, visto a nível mundial, é algo inédito e que dá bastantes louros a esta casa da noite. Ou seja, a Neferet.
Que raio de lógica que decidi fazer logo pela manha/noite…
A verdade é que hoje não estou lá muito bem-disposta.
Não, não estou prestes a vomitar ou assim, apenas não dormi bem pois a visita da Deusa foi algo que me deixou a boiar entre mil e um pensamentos e que me ocupou metade da noite/dia…. Enfim. Ao menos não me pediu para evitar que caísse um meteoro na terra, ai seria mais complicado de lidar com a situação.
Voltei a dar uma nova vista de olhos nos vestidos amontoados que estavam em saldos mas nada.
Nada que eu acha-se que me ficaria bem.
Nada que fosse a minha cara.
Sou muuuito complicada!
Suspirei.
Estava uma bomba de preocupações e não podia deixar que um vestidinho para um baile me afecta-se.
Zoey saiu dos provadores, vestida com um lindo vestido de seda marrom justo e curto, mas não como os que usa a Barbie ou o seu clã. O de Zoey assentava-lhe na perfeição.
-Nem experimentes o outro, esse é perfeito! – Exclamei
Ela sorriu-me e, esticando o dedo indicador, gesticulou não.
-Este vestido é mais que perfeito, é um autêntico “CMFP”!
-CMFP?
-Completamente Maravilhoso Fantástico e Perfeito.
-Isso soa bem, é pena eu não ter encontrado o meu CMFP.
-Ohhh, experimentamos outra loja ok? – Consola-me Zoey
Quando estamos a sair da loja, encontramos a gémeas que correm na nossa direcção.
-Então Zo – Cumprimentam
-Depois olham para mim confusas e trocam um olhar entra elas, acenam e voltam a olhar para mim
-Então… Mia – Diz Shaunee
-Pois, queremos falar contigo – Explica Erin
-Mais precisamente, humm, pedir-te desculpas – Explica Shaunee
Olho para elas e consigo sentir a sinceridade a transbordar das suas palavras.
-Eu não agi bem com vocês, zanguei-me sem saber porque, desculpem - Disse antes de elas falarem pois sabia que a culpa tinha sido quase toda minha.
-Amigas? – Perguntei
-Claro, não achas gémea?
-Claríssimo gémea, é como preto no branco – Disse Erin
Rimo-nos e abraçamo-nos as 4.
-Ok, agora vamos encontrar o CMFP da Mia, depois é que vêm as explicações.
Shaunee sorriu
-Ainda não encontras-te o teu CMFP?
Neguei com a cabeça.
-És das nossas – Afirmou Erin
-Yap, ainda não encontramos os nossos vestidos, mas havemos de conseguir. – Disse Shaunee convicta
-Encontraremos – Disse, não tão segura como elas demonstravam (e realmente estavam).
O resto da manhã passou-se a correr. As gémeas entravam sempre nas lojas mais caras e que eu não podia pagar, mas elas não pareciam preocupadas com isso. Talvez tivessem roubado o cartão de crédito dourado de Afrodite.
Numa loja mais baratinha do que as extravagantes às que as gémeas entravam, lá encontrei um vestidinho que me ficava mais ou menos bem. Claro que lhes disse que amava o vestido, só para nos despacharmos a sair do shopping, aquilo estava a dar-me dores de cabeça.
Já no carocha pequenino da Zoey, recebi uma mensagem. Um número que me era desconhecido. Mal abri a mensagem, descobri logo que conhecia bem o remetente dela.
“PODEMOS FALAR?
ERIK.”
Oh bolas, ia começar uma daquelas conversas por telemóvel que nos custam o nosso saldo inteirinho. Eih espera ele é 91 como eu. O que significa mensagens grátis. Talvez não tenha assim tanto mal começar esta conversa.
“OI.
YA, EU POSSO”
A enviar mensagem.
Mensagem recebida.
“OLHA ESTIVE A PENSAR E ACHO QUE TEMOS MUITO QUE CONVERSAR.”
“TAMBÉM ACHO. MAS ISSO NÃO SERIA MELHOR CARA A CARA?”
A enviar mensagem.
Mensagem recebida.
“SIM, MAS AGORA TEMOS O BAILE E OS PROFS ESTÃO MUITO ATEREFADOS COM OS PREPARATIVOS”
“HUM, ESPERO QUE TRABALHE MUITO PROF ERIK.”
A enviar mensagem.
Mensagem recebida.
“IREI TRABALHAR PARA TORNAR ESTA NOITE INESQUECIVEL PARA TI GATINHA”
“ESPERO QUE ME SURPREENDAS BOMBOM”
A enviar mensagem.
Mas quê?!
Que estou eu a fazer?!
Bombom o Erik?
Eu gatinha?
E então o Tiger?!
Mas porque é que o Tiger é para aqui chamado?!
Estou eu a pensar mesmo isto?!
Claro que estou!
Respiro fundo e tento acalmar-me.
Nota mental número 1 : Não me entusiasmar quando tenho uma conversa com um rapaz por mensagens.
Nota mental número 2 : Nunca chamar bombom a alguém por mensagens, nunca!
O telemóvel voltou a apitar em sinal de que tinha recebido uma mensagem.
“ÉS O MEU PAR NO BAILE”
Algo naquela mensagem me assustou deveras.
Não o facto de o Erik me ter convidado, ele é perdido de bom e qualquer rapariga fica pelo menos um pouco intimidada por ele, mas por não o ter feito.
Por o ter quase exigido.
Por o ter afirmado.
Por me ter informado que “Olha a propósito, eu vou contigo ao baile”
Sem ter perguntado.
Nem ponderado que eu teria alguém já.
-Estás bem Mia? – Pergunta-me Zoey, parando o carocha e olhando-me aterrorizada.
Tento formar um sorriso.
-O teu ex acabou de me anunciar de que ele é o meu par para o baile.

Atraso da fanfic Confused

Olá Filhos e Filhas das Trevas!

Por motivos pessoais por parte da autora da fanfic "Confused", a fic não será postada hoje, mas para a semana já cá estará.


Que Nyx vos abençoe!

Fanfic: Confused - Capitulo 16

Capítulo 16

O resto da semana passou-se assim. Estava zangada com as gémeas e não nos falávamos, mesmo não sabendo por que motivo agiram de forma tão… Estúpida. Ao almoço ia para uma mesa sozinha e às vezes o Damien e o Jack vinham para a minha beira fazer-me companhia e perguntavam-me o que se passava, mas continuei a negar contar-lhes. Teriam de ser as gémeas a dizer-lho. A Zoey e eu também não falávamos muito. Estava muito desligada da socialização e percebia que ela preferia falar com alguém mais, digamos, “falável”. O meu único momento alto do dia eram aqueles 10 minutos em que ia jogar ao jogo de Tiger. Além do jogo parecer (e ser) uma estupidez completa, era uma forma de me sentir bem e encher um bocadinho o meu espírito vazio. Também descobrimos que tínhamos várias coisas em comum, como o facto de não perdoar-mos uma traição muito facilmente. Falando em traição…
Eu e o Erik nunca mais nos falámos. Sei que é algo estranho, uma vez que ele é meu orientador. Mas eu sabia que havia algo errado nele. Sentia que às vezes, os seus comportamentos eram tão variados e estranhos, principalmente quando do meio do nada a sua aura desaparecia e os seus olhos ficavam sem expressão, como se não houvesse nada dentro dele. Como se ele fosse uma máquina e às vezes algo se apodera-se dele. Era deveras assustador pensar na situação desta forma. Pensar que havia algo que entrava dentro dele e que se apoderava da sua alma e o transformava em algo… em nada. Quando isto acontecia o Erik parecia que não tomava as acções por conta própria, como se fosse manipulado.
Nem tentem pensar em como eu sei isto. Bem eu até posso dizer. Comecei a observar os seus comportamentos desde que tive uma visita de Nyx. A primeira visita que a Deusa me fez. Visita essa antes de Afrodite se gabar da sua fantástica festa para comemorar o aniversário da Casa da Noite.
***

Era sexta-feira (ontem) e as aulas já tinham acabado. Finalmente.
- Uhhh Fim-de-semana! – Exclamei no quarto.
Zoey riu-se e Afrodite não conseguiu deixar escapar um sorriso. A miúda das visões até parecia ser mesmo boa pessoa.
-Os fim-de-semana para nós costumam ser até mais cansativos do que os dias de aulas. – Afirmou Afrodite.
-Porquê? – perguntei. Aquela pergunta deixara-me deveras assustada. Quer dizer, eu estava cansadíssima e não queria imaginar que tivéssemos de trabalhar ao fim-de-semana.
-Costumamos organizar o ritual das filhas e filhos das trevas. É cansativo ter de decorar a sala de convívio toda e depois desdecorar, para não falar que é ao fim de semana que temos mais facilidade em falar com a Stevie Ray e com os miúdos mortos-vivos. – Explicou Zoey
Fiz um esgar só de pensar em mortos vivos.
-Mas desta vez será diferente! – Anunciou Afrodite contentíssima.
Ambas olhamos para ela com um ponto de interrogação estampado na testa.
-Ollllá! Não se lembram? O baile?
-Quê?
-Ah?
Afrodite suspirou e ajeitou o seu cabelo loiro para traz.
-O baile da Lua cheia!
-Ainda não percebi porque vão fazer um baile. Não costumavam fazer antes um ritual da Lua cheia? – Perguntei.
Zoey ergueu as sobrancelhas.
-Invenção da Afrodite, não comento! – Disse colocando as mãos no ar em sinal de rendição.
Não consegui não me rir.
- Hei, ainda estou aqui óhh Zoey! – Virou-se para mim – Sim, vamos fazer um ritual mas eu achei que, uma vez que faz amanhã 474 anos que esta casa da noite foi criada, acho que deveríamos festejar. Quer dizer nunca se faz nada, mas eu vou dar uma tradição à casa da noite.
Zoey revirou os olhos e Afrodite resfolegou.
-É uma ideia tão espantosa que até a bruxa da Neferet alinhou. E tu não tens nada de começar a dizer mal sem saberes do que se trata. – Ela endireitou-se e prosseguiu – Primeiro será o famosíssimo e monótono ritual da lua che…
-Tu não gostas desse ritual?! – Interrompeu-a Zoey
-Raios Zoey deixa-me acabar de falar. Gosto do ritual, não gosto é de quem o faz! Sabendo a bruxa que ela é, não sinto aquilo que normalmente toda gente sente quando assiste ao ritual. Aquela pás de espírito e essas coisas.
-A Neferet? – perguntei quase sussurrando
-Não, a minha avó! Sim a Neferet. Foda-se na escola dos estúpidos dos humanos deviam saber um, bocadinho sobre a casa da noite. Realmente estou farta dos estúpidos dos caloiros. – Lembram-se de eu dizer que a Afrodite era boa pessoa e tal? Risquem isso, ela continua uma cabra.
Tanto eu como Zoey a olhávamos com os olhos arregalados.
-Eu não sou como tu, digo asneiras quando quero, quer dizer, foda-se se não disse-se.
Bem, admito, aquilo até teve a sua piada.
-Afrodite explica lá aquilo da festa.
Ela inspirou bem fundo e reiniciou.
-Depois do ritual da treta haverá uma espécie de baile em que serão eleitos 9 iniciados, 4 raparigas e três rapazes, que farão um anúncio promocional para a casa da noite ser melhor vista na sociedade humana. Para acabar com o racismo e diminuir os apoiantes do povo da fé.
Houve um grande minuto de silêncio. A ideia até era boa, mas havia algo que não encaixava bem…
-A Neferet aprovou isso?
Afrodite assentiu.
-Isso é mau, muito mau. Ela esta a planear alguma coisa, não sei é o que é, mas para ir contra as suas ideias de criar uma guerra com os humanos. – Disse Zoey.
De repente Afrodite recebeu uma mensagem. Tirou o telemóvel do bolso e leu-a.
-Oh o Dário está à minha espera. Não o posso deixar longe de mim durante muito tempo senão começam logo atirar-se a ele. Têm que aprender que aquele gatinho jeitoso já tem dono. – Ela ergueu as sobrancelhas e saiu o quarto.
-Bem eu também preciso de ir falaras gémeas a propósito de amanhã… - Disse mordendo o lábio.
-Sim, claro.
Zoey levantou-se mas parou na porta.
-Houve já sabes porque estas zangada com elas? É que não faz muito sentido estares zangada com alguém sem saberes o porquê.
-Obrigada, tens razão. Eu falo amanhã com elas.
-Humm – Zoey assentiu – Então tchau.
-Tchau
O silêncio instalou-se assim que fiquei sozinha no quarto. Nada de estranhar pois quando estamos sozinhos não costumamos ouvir mais nenhum ruído a não ser o ruído de nós próprios certos? Naquele momento não fazia sentido. Nada para mim fazia sentido. Afinal estava zangada com as gémeas porquê? A Zoeu tinha razão, todos tinham razão.
Levantei-me da cama e suspirei.
Encaminhei-me para a frente do espelho e contemplei o meu reflexo. Continuava a ser a mesma excepto o facto de uma meia-lua azul safira se ter alojado no meio da minha testa.
Subitamente as janelas do quarto abriram-se e uma rajada de vento entrou por ali a dentro. Senti os pelos da nuca e eriçarem-se e virei-me pronta a atacar quem quer que fosse, mas a rajada de vento fria rapidamente se transformou numa brisa quente e agradável, com um aroma doce que não consegui decifrar.
E ai ela pareceu.
Nyx apareceu, estava a minha frente. Pelo menos era o que me parecia. Nunca tinha visto uma mulher tão bonita e com um rosto tão perfeito.
Dela emana uma força atractiva muito poderosa e uma luz forte formou-se à volta dela. Ajoelhei-me desesperada diante dela. Nyx era uma deusa. Eu não sabia o que fazer, por isso, foi a primeira coisa que me veio à cabeça. Senti os olhos a arderem e as lágrimas a tentar escorrer-me pelas faces. Ela estava ali, diante de mim. Era uma sensação muito forte e algo estranha. Fazia-nos sentir coisas indescritível e que nunca tinha sentido em mim.
Com o punho no coração fiz-lhe uma vénia de joelhos.
-Nyx … - Tentei dizer.
Ela sorriu-me
-Filha acalma-te. Levanta-te. Sou apenas eu. A Deusa que te marcou.
A sua voz era calma e serena e nesse momento soube que era uma estupidez estar tão nervosa. Quem estava diante de mim não era uma pessoa qualquer. Era Nyx. Uma Deusa que me ama e respeita, dando-me livre arbitro. Que poderia eu recear dela?
- Venho-te dar um aviso muito importante e não tenho muito tempo – Informou
Acenei que nem uma tolinha
-Diga e eu o farei.
Voltou a sorrir-me docemente.
- Preciso que tenhas bastante atenção ao teu orientador, Erik. Algo de mal se passa com ele e, se não o ajudares, a escuridão poderá envolve-lo e ser tarde demais. Pede ajuda à Zoey. Ela poderá colaborar contigo, Mia.
-Mas não estou a perceber, que escuridão está a envolver o Erik?
-Se procurares bem dentro de ti minha querida filha, encontrarás as resposta. Mais do que isto não te poderei dizer.
Olhei para baixo. As lágrimas tinham-me voltado a escorrer pela face. Nyx aproximou-se de mim e colocou-me uma mão na cara.
Quando a encarei o seu rosto belo e amável tinha perdido a cor e parecia que a qualquer momento ela poderia desaparecer.
-Lembra-te de que nem tudo o que parece, é.
-Lembrar-me-ei – Disse assentido desesperada.
Da mesma forma como surgiu, Nyx desapareceu, deixando como seu rasto uma brisa com o tal aroma agradável que rapidamente se dissolveu.

Fanfic: Confused - Capitulo 15

Capítulo 15

-Quais são as regras desse tal jogo? – Perguntou
-Jogo teu, tuas regras.
-Então inventei um jogo e não sabia? – Perguntou confuso e com ironia.
-Não sei se sabes, tenho um palpite que não queres é acreditar que o sabes.
-Bem, estas a pôr-me completamente baralhado – Confessou e olhou-me nos olhos
Mandei uma madeixa de cabelo para detrás da orelha.
-É esse o objectivo.
-Do jogo?
-Sim, de que querias que fosse.
Suprimiu um sorriso e voltou a olhar em frente.
-Então era a minha vez?
-Suponho que sim.
Ele clareou a voz e olhou pensativo para algo atrás de mim. Voltou a fixar-me o olhar e, com um sorriso na cara, disse:
- Sou vocalista de uma banda de rock não muito bem sucedida mas simultaneamente escrevo artigos para revistas cor-de-rosa.
Ergui as sobrancelhas
-O que é que é suposto eu dizer?
-Achas que pode ser verdade? – Perguntou e lançou-me outro sorriso sedutor.
Não quero imaginar como me derreti toda com ele, e nem quero supor que suspirei de forma aluada na frente dele.
-Claro que não. – Respondi depressa, depois daquela fase meia Zen.
-Perdeste. Eu já tive uma banda de garagem. E não foi la muito bem sucedida.
-Hummm, mas não escreveste para revistas de fofocas pois não?
Ele sorriu-me e negou com a cabeça.
-Entãaaao…. Ganhei!
-As minhas regras dizem que tu não podes ganhar. – Afirmou erguendo as sobrancelhas
-Então acho que já não faz sentido eu jogar.
Ele voltou a sorrir-me.
-Tua vez.
Demorei alguns segundos a pensar.
-Muito bem, escrevo para o jornal da escola e hoje a noticia da primeira pagina é sobre a minha nova conquista.
Mordi a língua e agora foi a minha vez de erguer as sobrancelhas.
-Não, não farias isso.
Soltei uma gargalhada e gritei
-Ganhei!!!! – Bati palmas a mim própria – Claro que não faria isto, mas já fui capaz, foi por causa de uma aposta. E tu, eras capaz?
-De escrever no jornal …
-Não – interrompi-o – De fazeres uma coisa qualquer estúpida por causa de uma aposta e ferires os sentimentos de alguém.
Ele aguardou e depois suspirou.
-Faria mas se fosse muito mau mesmo não, tipo quebrar uma amizade ou algo assim, tipo ...
Tinha acertado com a flecha no alvo.
-Hummm que Português bem dizido, até fiquei de boca abrida.
Ele olhou-me inquiridor.
-Não, não existem aquelas palavras, só acho que a minha pergunta mexeu contigo.
-Tu não existe – Disse sorrindo-me
Tocou para voltarmos para a aula e levantamo-nos.
-Anda – disse-me.
Passamos pelos corredores da escola um ao lado do outro e, em certas alturas, os nossos braços tocavam-se e uma descarga de electricidade era descarregada sobre mim.
-Dizes-me agora quem era a Elizabeth? – Perguntei antes de chegarmos à aula.
Senti a ansiedade apoderar-se de mim. De certezinha que era a namorada dele e eu podia parecer um obstáculo na sua historia de amor. Já estou a começar a fazer filmes.
-Era minha irmã
-Oh desculpa. Lamento muito Tiger, não sabia…
Passamos a porta para entrar na sala de aula.
-Não há problema. Já foi há muito tempo e já ultrapassei.
Sorri para comigo.
-Tu devias ser um óptimo irmão, ela teve muita sorte.
Sentamo-nos na nossa mesa. Ele virou-se para mim.
-Obrigada Mia
Sorri-lhe também.
As gémeas entraram na aula e olharam-me com desagrado, seguidas de Damien que parecia confuso. Phenteseleia também entrou na sala e a aula começou.

Fanfic: Confused - Capitulo 14

Capítulo 14

-Eih, Mia! – Ouvi Zoey chamar atrás de mim.
Virei-me lentamente para ela e fiquei aliviada quando vi que vinha sozinha.
-O que é que se passa com elas? O que é que viste?
-Ah?
Estava tão furiosa que me tinha passado completamente ao lado que eu tinha uma mais valia do meu lado e que não a usara.
-Esqueci-me totalmente… Oh espera! Elas não tinham.
-Não tinham o quê? – Perguntou Zoey erguendo as sobrancelhas.
-Não tinham aura nem pensamentos que eu pudesse tentar sequer captar.
Zoey ficou espantada a olhar para mim, mas eu encolhi os ombros.
-Não é nada de especial, às vezes acontece – Sorri-lhe
-Então estás chateada com elas e ainda não sabes o que se passa?
-Sim é isso mesmo. E de qualquer maneira já não tenho fome e não há nada para fazer na cantina certo?
Não esperei por uma resposta. Virei-lhe as costas e saí dali para fora. Queria estar sozinha e pensar naquilo que me estava a acontecer. Eu ainda não tinha estado com o meu pai e o meu irmão desde que tinha sido marcada.
Sentei-me nas escadas do dormitório.
Estava com saudades deles. O meu pai sempre foi uma excelente pessoa e apoiou-me ao máximo quando fui marcada. O meu irmão é mais velho do que eu 2 anos e passamos a vida a embirrar um com o outro, mas também me apoiou muito e disse-me que não tinha nada contra e que, lá por ter uma meia lua na testa ia continuar a ver-me da mesma forma: Uma irmã irritante que a mãe quis dar à luz sabe-se lá porquê. Sorri mas rapidamente este sorriso desvaneceu-se. A minha mãe sempre foi pouco ligada aos filhos. Esteve connosco até eu completar quatro anos, depois disse que aquela não era a vida que ela queria e abandonou-nos. Foi um mês de angustia, dizia-me o meu pai.
Um dia, já eu tinha 12 anos, paramos numa estação de serviço para ir abastecer o carro e o meu pai chamou-me
-Mia, anda cá.
Corri para ele e, quando vi que tinha uma revista na mão, fiz a minha cara mais doce para que a comprasse.
-Estás-me sempre a perguntar como era a mão e que eu sou um péssimo pai por não te ter deixado a custódia dela
-Não vai ser uma revista que me vais conquistar – interrompi-o
Ele riu-se secamente e mostrou-me a capa da revista que mostrava uma mulher bastante bonita com cabelos loiros a posar nua. Fechei os alhos com brusquidão.
-Porque estas a fazer isso?
-Tu não disseste que querias ver a tua mãe, pois ai a tens.
Suspirei e suprimi as lágrimas que teimavam sair dos meus olhos. Esse dia, aquele que poderia ter considerado o dia mais feliz da minha vida, o dia em que veria a minha mãe, tornou-se no pior e transformou todos os meus sonhos em pesadelos.
-Estás bem? – Perguntou-me Tiger.
Levantei-me sobressaltada e limpei a face.
-Não te ouvi chegar – Justifiquei-me
-O que se passa? Estavas a chorar?
Abanei automaticamente a cabeça e forcei um sorriso.
- Uma rapariga sofre muito com a maquilhagem.
-Nem sequer tens maquilhagem.
Ele riu-se e sentou-se nas escadas e eu, instintivamente também me sentei, mas fiz questão de deixar um espaço bem grande entre nós.
Permanecemos em silêncio durante alguns segundos. O suficiente para me deixar bastante nervosa e tentar perscrutar a mente dele. Mas estava tão empolgada que não me conseguia concentrar. Aquilo estava a dar comigo em doida.
-Bem, vais dizer alguma coisa?
-Depende se queres que eu diga.
-Esta bem.
-Não me vais convidar para sair? – Perguntou ele de repente.
-Donde tiraste essa ideia? – Perguntei chocada
-Não finjas Mia, estás a ficar corada. Eu sei que sou irresistível.
-Tu achas mesmo que és o melhor mas não és Tiger. Já namorei com rapazes mais giros do que tu. Com melhor estatuto social e que, esses sim, sabem fazer uma rapariga ficar louca – Arrependi-me imediatamente de ter dito estas palavras. Não por o ter podido magoar mas porque estava a dizer uma mentira das grandes. Ele sabia muito bem por uma rapariga louca e sim, era muito giro, mas não ia admitir isso.
Ele agarrou-me numa mão e aproximou-se devagar de mim, ficando a apenas cerca de 10 centímetros de distancia. Não conseguia reagir. Os meus pensamentos estavam bloqueados.
-É mesmo isso que achas Mia? – Perguntou aproximando-se mais e diminuindo o espaço entre nos.
Senti borboletas voarem-me no estômago e por momentos pensei que ia vomitar.
-Não me parece que estejas a ser sincera comigo.
Soltou-me a mão e afastou.
-Muita experiência sabes?
Senti-me, por momentos, estúpida. Ele estava para ali a gabar-se sem mais nem menos e eu a rever mentalmente aqueles segundos que estivemos tão próximos. Para ele não passava de um jogo, uma aposta que tinha feito com os amigos. Ainda bem que se afastou de mim, agora consigo ler a mente dele com mais clareza. Apostas estúpidas feitas com amigos estúpidos e que levam raparigas estúpidas a acreditar e a deixarem-se ir nos jogos estúpidos dele. Completamente estúpido.
-Tu realmente pensas em mais alguém para alem de ti?
-Sim, penso em ti.
Deitei a língua de fora e fiz-lhe uma careta.
-E eu vivo na Austrália, sou casada contigo, tenho 7 filhos, sou psicóloga e hoje capturei um mamute que estava a passear no meu jardim.
-Não quero ter filhos.
-Não sabes se são teus.
-A que jogo estamos a jogar exactamente?
-Ao teu jogo

Comentem por favor!!!

Fanfic: Confused - Capitulo 13

Capítulo 13

Sim! A minha vida deu uma reviravolta completa! Agora tenho alguém do meu lado! Alguém com quem posso sempre contar! Um amigo verdadeiro que poderá ser a luz ao fundo do túnel!
Oh minha Deusa, parece que estou a fazer o guião de um programa televisivo infantil, daqueles em que aparecem pessoas mascaradas de coelhos gigantes. E ainda por cima no meu novo livro de Espanhol!
Estou na minha terceira aula da parte da manhã e, a única pessoa que conheço daqui, infelizmente, é a Barbie. Traz vestido uma camisola com um decote em V, uma mini-saia de ganga e umas sandálias de salto alto que ainda lhe realçam mais as pernas. A miúda parece ser uma substituta da Afrodite antiga, já que esta está numa fase de “Paz e Amor”.
Vê-la fazia lembrar o episódio da noite passada, mas de uma forma muito mais terrorífica. Cada detalhe da cena, cada imagem retida, uma por uma vinha de novo à minha cabeça.
-Eu não sabia que ela era assim, não tenho culpa que ela tinha reagido dessa forma! Alias, quem a traiu foi o namorado dela, não eu… - Ouvia-a a cochichar com alguém. Desde o inicio da aula que não parava de falar. Aquela rapariga parecia ter sérios problemas…
Suspirei de alívio quando finalmente tocou para acabar a aula e o professor Germy nos deixou sair.
Próxima aula: Esgrima. Vou levar uma abada.
***
Sim, eu disse que ia levar uma abada, não contava era que fosse da Zoey. Bem, depois de comparar-mos os horários de uma e de outra, chegamos à conclusão de que tínhamos três aulas juntas: Sociologia, Esgrima e Equitação.
-Bem bem, acho que me vou fartar de ti Zoey – Disse
-Eu também – Disse Zoey, a rir. Um riso nervoso que, apesar das suas palavras hoje de manhã, vinha a provar a tenção ainda existente entre nós. Era difícil aceitar uma verdade daquelas, e eu sabia bastante bem disso.
Sentámo-nos na nossa mesa do refeitório, ao lado das gémeas que já lá se encontravam. Damien e Jack ainda não tinham chegado.
-Bem meninas, há novidades? – Perguntou Shaunne
-Daquelas fresquinhas? – Inquiriu Erin
Do outro lado do refeitório vi Melody com o tabuleiro do almoço. Quando me viu sorriu-me, cumprimentando-me e eu fiz o mesmo. A marca dela já quase não se notava, nem parecia que tinha sido atacada. Isto interrogou-me durante toda a manha de aulas.
Estive com a Melody na primeira aula, e ela aparentava estar bem e tranquilizou-me, garantindo que não tinha sido nada demais. Reparei que a marca dela quase não se via, mas ela justificou-se dizendo que tinha um bom creme anti-cicatrizante. Infelizmente Neferet não tem a fama de chegar atrasada à aula e não nos deixou falar mais.
-Bem, na primeira aula estou sentada ao lado de Melody… - Comecei
-Sobre isso não! – Exclamaram as gémeas ao mesmo tempo
-Qual é o vosso problema? – Perguntou Zoey.
As gémeas olharam à volta para se certificarem de que ninguém as ouvia. Depois tiveram uma troca de olhares demorada entre elas e, ao fim de algum tempo, acenaram ao mesmo tempo em sinal de aprovação e viraram-se para nós.
- O problema e que nós estamos envolvidas nisso – Respondeu Erin, enquanto me engasgava a beber um trago do meu sumo.
-Mas vocês passaram-se ou que? A Melody podia ter morrido e foi uma sorte nós estarmos ali! Que raio vos passou pela cabeça para fazerem isso? – Não consegui controlar bem a voz e tenha a impressão que a elevei um bocadinho demais.
-Shhhh!!! – Disseram as gémeas em uníssono, pondo o dedo indicador sobre a boca.
-Porquê? – Sussurrou Zoey
-O que é que se passa? – Perguntou Damon por detrás delas. Vinha acompanhado por Jack. As gémeas deram um salto assim que ouviram a voz dele.
-Estávamos a ter uma conversa sobre… - Tentou Erin
-Sobre coisas – Ajudou Shaunee
-Coisas de miúdas
-Sabes brincos, colares, anéis, pulseiras
-Manicura, pedicura
-Depilação
-Coisas dessas
-De miúdas – Acrescentou mais uma vez Shaunee. Reparei no seu tique nervoso. Exibia um sorriso forçado de meio segundo.
Elas não queriam que Damon soubesse. Nem eu queria ter sabido. Bem, talvez queria.
-Vocês acham mesmo que acredito em vocês?
Elas acenaram ao mesmo tempo exibindo sorrisos bonzinhos e fofinhos. Mas era uma máscara, elas não eram aquilo que aparentavam ser, eram muito piores, pessoas más, quase assassinas que cometeram quase um crime por causa de qualquer caprichozinho que lhes tenha subido à memoria.
-Sim, elas estão a dizer a verdade – Disse eu, levantando-me da cadeira. – A verdade verdadinha. Quem duvida das gémeas? Elas eram incapazes de fazer algo de mal. Inofensivas. Queridas. Amigas de qualquer pessoas. Acredita na palavra delas, tens tudo a ganhar com isso.
Todos me olhavam absortos daquilo que tinha acabado de dizer. Nas gémeas vi uma chama de raiva.
Peguei no meu tabeleiro.
-Estou farta de ouvir falar sobre coisas de miúdas, sobre jóias, depilação e manicura. Acho que é a vossa ronda.
Mandei um sorriso forçado às gémeas e sai dali.
Eu sabia que elas estavam mais do que zangadas comigo, estavam furiosas. Sabia que as tinha atacado sem saber a explicação sobre o seu acto. Sabia que, como não queriam contar a Damon era uma coisa má. Sabia que Damon estava confuso. Sabia que Jack estava chocado. Sabia que Zoey estava atónica. Sabia que sabia coisas a mais.

Fanfic: Confused - Capitulo 12

Capítulo 12

Acordei bastante cedo no dia seguinte. Agora, o que acontecera na noite passada já não me atormentava tanto. Tinha sido uma falha de electricidade e, com o medo, pareceu-me ver algo e interpretei mal. Bem deve ter sido mesmo isso certo?
Ainda estava de dia, mais precisamente pôr do sol. Mesmo com as cortinas fechadas, os raios de sol conseguiam invadir o quarto. Dirigi-me á janela e fechei as persianas, para que aquilo não acordasse também Zoey, mas não estava à espera que elas a fechar fizessem o estrondo que fizeram.
-Desculpa – Sussurrei
Zoey gemeu e rebolou na cama
-Se não estivesses aqui há apenas um dia, estavas feita! – Resmungou.
-Uhh, a Zoey tem muito mal acordar! – Exclamei e coloquei a mão á frente da boca, exagerando bastante a minha “suposta” surpresa.
Enquanto me ria do meu belo e breve momento teatral, levei com uma almofada em cheio na cara. Agora era ela que se ria da minha cara. Peguei na almofada e simulei como se lha fosse atirar, fazendo-a por as mãos á frente da cabeça e fechar os olhos.
-Estou á espera! – Resmungou
-De quê? – Perguntei, colocando-me ao lado dela na cama.
Ela riu-se e olhou para o despertador.
-Ainda temos tempo antes das aulas começarem, que me querias contar?
Hesitei antes de falar, mas sabia que podia contar com ela.
-Bem, o ataque de Melody foi verdade, não estava a gozar, juro! – Defendi-me, rezando para que ela acredita-se na minha palavra.
-Eu sei que acontecem coisas estranhas aqui na casa da noite e, um corvo gigante com cara de homem já não é nada que me surpreenda. – Acabou por responder.
Senti a felicidade apoderar-se de mim e agarrei-me a ela e abracei-a com toda a minha força.
-Obrigada por acreditares em mim – Disse
-Ok, ok, mas agora quero-te perguntar uma coisinha, mas não leves a mal! – Avisou-me
-Diz lá Zoey, eu prometo que não mordo – Brinquei
-O que estava o Erik lá a fazer?
Bem… Ela é que tinha de prometer que não me mordia. Mordi a língua com tanta força que me doeu.
-Eu e o Erik temos algo bastante estranho. – Expliquei – Não sei se andamos mesmo, quer dizer, tu é que por favor tenta entender, mas eu acho que não gosto dele dessa forma mas, quando estou com ele faço coisas que ás vezes parece que não sou eu que comando o meu corpo, que há uma vozinha na minha cabeça a dizer “Cuidado!”, mas que há outra que se sobrepõe a esta e diz “Tem calma, está tudo bem!”. É que, nem eu sei bem o que se passa e tu tens de me ajudar a descobrir Zoey, por favor!
Olhei para ela e o seu rosto estava sério. Quando abriu a boca para falar, tinha medo de levar com um não, com um “Traidora” ou “Eu bem sabia!”, mas fosse o que fosse, era para meu bem e eu sabia que o merecia.
-Como pudeste? - Perguntou com a voz trémula.
-Por favor…
-Eu contei-te tudo, não te escondi nada. Fui bastante claro quando te disse que ele era meu ex mas que eu ainda e amava como amo agora. E no mesmo dia tu curtes com ele, mesmo depois dos avisos que te deu e ainda dizes que não controlaste?
Abri a boca para falar mas ela não me deixou
-Eu amo-o. Eu sei que lhe fiz mal, que errei, que também beijei muitos mais rapazes nas costas dele, mas…
-Se vires por esse lado compreendes que o que eu te fiz foi o que tu lhe fizeste.
-O que?! – Zoey levantou-se da cama e colocou-se á minha frente – Fizeste isso para te fingares de mim, na vez dele!
-Claro que não! – Levantei-me também e elevei a minha voz. Tinha de a fazer ouvir a razão – Tens de parar tanto de olhar para o teu umbigo Zoey! Eu cometi o mesmo erro que tu! E estou-te a dizer que é como se algo me manipula-se a faze-lo mas que me envolve tanto que até confundo os meus pensamentos com isso! Quando isto te aconteceu tu quiseste resolve-lo e escondeste dos teus amigos, mas algo correu mal e eles souberam antes de tu poderes contar. Ficaram zangados contigo e tu sabes que não merecias. Comigo é a mesma coisa!
Depois de um momento de silencio, ela voltou a falar.
-Não, eu estou no lugar do Erik.
-Exactamente, e sei que queres que ele te desculpe. E acho que antes de lhe pedires tal coisa, devias ver as coisas do ponto de vista dele. Para isso Zoey, perdoa-me, porque eu estou assumir que errei e que preciso de ajuda para perceber o que se esta a passar.
Mais um momentos de silencio.
- Porquê? Porquê? – Perguntou desesperada.
-Eu já te expliquei o que se passa e cabe-te a ti acreditar e perdoar. – Respondi.
Olhei-a nos olhos e vi na sua aura azul baço uma cor a ressurgir. Um vermelho cor de fogo que se expandia e dominava o azul fraco. De um momento para o outro, o azul venceu a guerra e o vermelho foi substituído por uma azul ciano muito forte e reluzente.
-Eu acredito em ti e sim, ajudo-te! – Acabou por responder.
A alegria apoderou-se novamente de mim e voltei a abraça-la, quase a chorar de alegria.

Fanfic: Confused - Capitulo 11

Capítulo 11
-Bem, bem, estás com uma cara Mia – Observou Erin, brincando com um bocadinho de tomate que tinha no prato.
-Há problemas por aí não? – Questionou Shaunne
Suspirei. As gémeas eram bastante intuitivas mas não consigo perceber porquê. Talvez aquilo que observei no corredor me tivesse levado mesmo abaixo. Mas há muitos mais porquês a ecoar na minha cabeça. Como é que aquilo me incomodava tanto? “Aquilo” traduz-se por “Erik”. Eu nem sabia se gostava mesmo dele… Quer dizer, sentia algo por ele mas, não sei se é o que me faço acreditar que é. Quando estou com ele sinto uma atracção inexplicável e parece que “não me controlo”. Quando não estamos juntos… Tenho estes pensamentos. Acho que ele é só uma pessoa, sem qualquer significado.
Coloquei as duas mãos em cima da mesa com a palmas das mãos para baixo.
-Que se passa? – Perguntou Jack colocando as suas mãos em cima dos meus ombros.
Ergui as sobrancelhas e tentei lembrar-me de uma outra coisa para dizer. Melody. Eles tinham que saber. Como é que tenho estado só a pensar em problemas amorosos quando tenho problemas ainda mais importantes para resolver?
- A Melody hoje foi atacada. Eu estava lá perto e fui socorre-la com o Erik
-Porque estava lá o Erik? – Interrompeu-me Zoey
-Talvez porque é o orientador da Mia – Explicou Damien, erguendo as sobrancelhas, absorto.
-Ela foi atacada por, acho que foi um corvo gigante.
As gémeas e o Jack começaram-se a rir e a Zoey e o Damien suprimiam um sorriso.
-Pois, está bem! – Conseguiu dizer Shaunne entre o riso.
-Tem cuidado quando saíres à rua gémea!
-Ai isso é que vou ter!
Não acreditava naquilo. Eles já não tinham provas suficientes de que a magia existia e com ela também criaturas que dantes só viviam na nossa imaginação?
Ou talvez nada tenha mudado, talvez seja eu que esteja a ficar… DOIDA. Sim, estou doida. Eu disse isto? Porque não era isto que eu queria pensar, não consegui controlar. É um pensamento, não se controla.
-Estou bastante cansada e vou indo para o dormitório – Disse antes de lhes virar as costas e me dirigir para o meu quarto. Pelo caminho, fui contra Barbie.
-Vê lá por onde andas animal
Revirei os olhos e tentei contorná-la, mas ela colocou-se à minha frente.
-Tem cuidado com aquilo que fazes. Não quero que me estragues os planos.
-Mas de que é que estás para aí a falar?
Ela semi-cerrou os olhos.
-Estou farta que pessoas como tu me estraguem a vida. Pessoas que dizem ser algo que não são, que nos traem a confiança.
Fiquei surpreendida com o que ela me acabou de dizer e, por segundos, pensei que ela pudesse estar bêbada. Mas não, ela estava bem, sóbria.
-Acho que me estás a confundir com alguém, porque não faço a mínima ideia daquilo que estás para aí a dizer.
-Talvez – Encolheu os ombros.
Nesse momento a luz foi abaixo e vi algo a mexer-se violentamente nas sombras.
-Barbie? – Perguntei mas não obtive resposta.
Senti um calafrio percorrer-me a espinha e os pêlos da nuca a eriçarem. A figura que se apresentava à minha frente parecia debater-se de algo que a agarrava e puxava. Emitia sons como se quisesse gritar mas não conseguisse. Em pânico procurei o interruptor que estava na parede e a luz voltou. Vi Barbie a andar de costas para mim.
-Eih estás bem?
Senti coração a acelerar e tinha medo de que quando ela se vira-se vi-se alguém sem rosto ou assim…
-Foi só uma falha de electricidade – Respondeu olhando para mim com desagrado e seguindo caminho.
Cheguei ao quatro e só quando me deitei na cama é que reparei que estava a tremer. Aquilo tinha-me assustado de morte. A medo, desliguei as luzes e cai num sono profundo.

Fanfic: Confused - Capitulo 10

Capítulo 10

Quando a aula terminou, eu e a Zoey fomos juntas ter com o resto da malta.
-Os professores convenceram a Neferet de que declarar guerra aos humanos não era, de alguma forma, a coisa mais acertada de se fazer. Depois de alguns ressentimentos e tal, a Neferet reconheceu o erro – Explicou-me Zoey, enquanto estávamos a caminho da cantina.
-Ela disse que o reconheceu, não queria dizer que o tenha reconhecido mesmo – Corrigi
-Por acaso é bastante estranho, parece que ela tem mais alguma coisa na manga, entendes. Tipo um elemento surpresa. – Encolhi os ombros. De repente fez-se luz na minha cabeça.
-Tu já não estás zangada com o pessoal?
-Não, fizemos as pazes à hora do almoço. – Respondeu Zoey, um bocado sobressaltada com a minha repentina mudança de assunto. - Por falar nisso, onde estiveste? Procurei-te mas não te encontrei. Eles disseram que tinhas estado com eles.
Suspirei. A Zoey tinha que saber disto tudo, era algo inevitável. Tinha que saber sobre o Erik, sobre a Melody, sobre o corvo-homem, sobre a misteriosa habilidade do Erik e também sobre o aviso de Nyx. Mas não lhe podia contar sobre isto tudo no corredor da escola, onde estávamos rodeados por outros iniciados e professores, que podiam muito bem ouvir a nossa conversa.
-Nem te passa pela cabeça, mas este não é o sítio mais apropriado para termos esta conversa – Expliquei, olhando à volta para ver se alguém nos estava a ouvir ou a vigiar. E então vi Erik a aparecer vindo de um corredor paralelo ao que percorríamos. Olhei-o com a intenção do meu olhar traduzir algo do tipo “Estás melhor?”. No entanto ele não me viu sequer. Não era para mim que ele olhava. Era para Zoey. Os seus olhos estavam cravados nos dela e os dela nos dele.
Senti os ciúmes apoderarem-se de mim de uma forma tão avassaladora que tive medo de não me conseguir controlar. Eu não queria, de maneira alguma, ser a barreira entre eles, mas também não queria ser o brinquedo, que só era usado quando era necessário.
Ao mesmo tempo, ambos desviaram o olhar e seguiram os seus caminhos como se nada tivesse acontecido. Como se eu não tivesse visto nada. Como se eu não tivesse reparado na tensão presente na sua troca de olhares.
-Olá Afrodite! – Cumprimentou Zoey. Afrodite estava mesmo à nossa frente e exibia um grande sorriso nos lábios. Nunca a tinha visto tão excitada e ansiosa.
-Que se passa? – Perguntei
Ela olhou-me com desagrado. Parecia que só agora tinha reparado pela minha presença. Suspirou e atirou os seus cabelos loiros para traz.
- Festa na sala de convívio. Vai haver uma rainha da festa. Candidatei-me. Votem em mim! – Exclamou esticando um papel e fazendo um sorriso forçado que além de tudo, lhe ficava bem. Este trazia em primeiro plano uma foto espectacular de Afrodite. Bem, ela já é bonita, mas a foto favorecia-a bastante. Tinha uma expressão séria e ao mesmo tempo sedutora, e o seu olhar apoderava-me com uma força impressionante. Parecia que carregava bastante poder com ele. Em Baixo dizia a letras grandes e amarelas: “Vota em Afrodite La Fonte”.
-Nem perguntas se vamos participar? – Questionei-lhe erguendo as sobrancelhas. Eu sabia bastante bem que era isto que ela não queria ouvir e agradou-me a ideia de a picar um bocadinho, mesmo sem saber bem porquê, porque a realidade era que não me apetecia mesmo concorrer a algo como aquilo.
-Desculpem então – Rosnou Afrodite. Não, não era da minha concorrência que ela tinha medo, obviamente. Era a de Zoey. Ela era bonita e toda a gente da escola a conhecia, respeitava e não lhe guardavam rancor, muito pelo contrário.
Bem, a Afrodite era bonita, conhecida por toda a escola por ser má, arrogante, galdéria, snob, hipócrita… Além de ter mudado bastante, nem toda a gente tinha esse conhecimento. Quer dizer, quase ninguém.
-Eih, eu não quero concorrer. – Disse Zoey – Tu queres Mia? – Perguntou, dirigindo-se a mim.
-Humm… por acaso também não – Acabei por responder.
-Então está tudo bem! – Respondeu, aliviada.
Entretanto passou um rapaz por nós e Afrodite foi entregar-lhe também um cartaz do concurso.

Fanfic: Confused - Capitulo 9

Capítulo 9

Quando a aula terminou, segui Tiger para o exterior. Caraças que o miúdo andava rápido!
-Eih Tiger! – Chamei
Ele virou-se lentamente para mim, com um sorriso suprimido nos lábios. Ergue as sobrancelhas de uma forma sedutora.
-Sou assim tão irresistível? – Perguntou. Os seus lábios exibiam agora um sorriso travesso.
-Não tens piada! – Avisei-o. Respirei fundo e contei mentalmente até cinco para não me enervar com ele. Ele ergueu novamente as sobrancelhas, mas agora como se estivesse a perguntar: “Estás bem?”
Claro que estou bem, tu é que já estás a destabilizar tudo!
- Quem era a Elizabeth Sem Apelido – Perguntei, ignorando o olhar de gozo com que estava.
-Oh é isso? Pensei que me fosses convidar para um encontro ou assim – Resmungou na brincadeira.
-Eu não tenho tempo para estas coisas porque tenho que ir para a aula – Informei-o. Ele voltou a sorrir. Caraças que este miúdo não parava de mostrar aqueles dentes lindos e branquinhos. Lindos e branquinhos? Oh boa Mia, estás a ir de mal pior.
-Boa porque eu também! – Respondeu com mais um sorrisinho. Agora apetecia-me espetar-lhe um murro na cara. Virei as costas e segui para a minha última aula: Equitação na Casa do Campo.
-A Elizabeth – Começou. Voltei a voltar-me para ele. A sua expressão exibia uma mágoa profunda que ele à muito queria esconder. A sua aura ficou inundada com manchas negras. Ele conhecia a Elizabeth, deviam ter sido amigos ou assim. Com o “assim” quero dizer namorados.
-Ela era uma iniciada como tu ou eu mas o corpo rejeitou a mudança. – Explicou. A sua expressão e a sua aura mostravam o quanto ele sofreu com aquilo.
-Lamento muito – Disse. Só depois me apercebi que ele não sabia o que sabia. Tenho que ter mais cuidado com a minha afinidade.
-Por que lamentas? – Perguntou, deixando de lado todo o tom sedutor que tinha utilizado anteriormente.
- Por nada – Sorri-lhe e corri para a casa do campo. Não podia chegar atrasada a outra aula.
Quando cheguei ao estábulo fiquei surpreendida por encontrar lá Zoey com a sua égua. Parecia cansada, mas assim que me viu sorriu como tinham feito as gémeas e o Damien.
Cumprimentamo-nos só com um sorriso pois não dava para mais, já Lenóbia me empurrava para o recinto do meu cavalo. Tentei lançar a Zoey um último olhar de “Onde raio estiveste?” e ao mesmo tempo de “Vais-te haver comigo por não me teres acordado para as aulas”. Ela, no entanto, não percebeu nada. Falava com outro aluno.
Entrei dentro do recinto e olhei para o cavalo que Lenóbia preparava para ser montado. Era preto com umas engraçadas manchas brancas. Tinha uma orelha branca e a outra negra. Os seus olhos eram quase indistinguíveis por causa do seu pelo negro. Algo naquele cavalo despertou a minha atenção, não sei bem porquê, visto que era um cavalo!
-Este é o Shiva. – Apresentou-me Lenóbia. – Agora é o teu cavalo.
Shiva. O meu cavalo enquanto estivesse na Casa da Noite. Aquele que acompanhará a minha mudança… ou a minha morte. Mas porque raio estava eu sempre a pensar nisto? Pareço uma neurótica.
Afaguei Shiva. Ele olhava-me com doçura e, quando lhe passava a mão pelo focinho, fechava os olhos com ternura. De repente fez-me lembrar o meu cão, Bob, que morrera uma semana antes de eu ser marcada. Era um perdigueiro cor de chocolate e fazia exactamente a mesma coisa quando lhe afagava o focinho. Uma lágrima escorregou-me da face.
Eu tinha esse cão desde os meus 5 anos de idade e ele crescera comigo. Ia-me buscar à escola e protegia-me de toda a gente que se mete-se comigo… e não só. Um dia, o rapaz mais giro da turma estava a namoricar-me e ofereceu-se para me acompanhar a casa. Até aqui tudo bem, o Bob tolerou. Mas quando estava à porta do meu apartamento e ele me abraçou, com umas segundas intenções, Bob atirou-se a ele e derrubou-o para o chão. Colocou-se em cima dele e rosnou-lhe. A partir daí ele não quis mais nada comigo. Grande cão, protegeu-me de possíveis desgostos amorosos.
Subitamente, senti que Shiva também poderia fazer isso por mim. Os seus olhos negros eram-me estranhamente familiares e, embora só nos tivéssemos conhecido à cinco minutos, exibiam uma ternura inexplicável. E eu, naquele momento soube que também faria qualquer coisa por ele, era como se nos conhecêssemos à anos.
Ele colocou a sua cabeça por debaixo do meu braço, como fazia o Bob quando queria que lhe desse da minha comida…
Aí, ouvi um clique ecoar na minha cabeça. Seria possível o Bob ter reencarnado para me proteger? Para me continuar a proteger.
Será que dentro daquele cavalo ternurento estava o espírito de um cão perdigueiro que passava a maior parte do tempo a correr em campos abandonados e a caçar pássaros que não sabiam que o perigo espreitava a qualquer momento, e que se divertir a estragar a minha vida amorosa?
-Vamos dar uma volta Shiva?
O cavalo relinchou, como a responder à minha pergunta. Montei-me nele e segui os outros para fora do estábulo. Coloquei-me ao lado de Zoey.
-Onde é que andaste rapariga desaparecida? – Perguntei-lhe
Ela riu-se antes de me responder.
-A Neferet autorizou-me a ir ao Shopping comprar mais produtos para os rituais e deixou-me faltar às aulas na parte da manhã. – Riu-se e eu também. Acho que apanhamos a mesma piada. É que as nossas supostas manhãs, são o inicio da noite. – Tive de me levantar quando o sol ainda se estava a pôr para poder comprar algo antes que as lojas fechassem.
-Mas isso então não demorou a manhã to… - A minha voz sumiu-se. Claro, ela tinha aproveitado para ir ter com a Steve Rae. – Foste com a Afrodite, certo?
-Sim, é mais seguro andarmos juntos visto que o povo da fé anda por aí à solta.
Estremeci. Apenas pensar na história que a Zoey me tinha contado acerca dos professores vampiros mortos pelo Povo da Fé causava-me náuseas.
Lenóbia aproximou-se de nós, montada num cavalo totalmente branco, único lá no estábulo, provavelmente para chamar ,ais a atenção durante a aula.
-Meninas vamos agora acabar com a conversa? – Perguntou de uma forma amável.
Ambas acenamos afirmativamente e começamos a dirigir-nos para o pecadilho. Porra, era a segunda vez que era chamada à atenção durante as aulas, só hoje.
Lenóbia estive mais tempo comigo do que com os restantes alunos da turma, uma vez que eu era nova e ela com certeza não queria a enfermaria entupida com mais uma iniciada. Pensei em perguntar-lhe como estava Melody, mas não deveria ser uma pergunta pertinente para a aula.
Apesar de Lenóbia me ter dito várias vezes que poderia hoje só assistir à aula se não me sentisse confiante com o cavalo, eu neguei sempre. Eu sentia-me bastante confiante em Shiva, talvez por ele me fazer lembrar Bob.

Fanfic: Confused - Capitulo 8

Capítulo 8

Eu tinha que fazer alguma coisa. Mas o quê?
Não podia permitir que o Erik sugasse o sangue de Melody, não podia mesmo.
Foi então que me ocorreu uma ideia que embora me parecesse um bocadinho estúpida e talvez até perigosa, poderia atrair a atenção dele para mim.
Procurei na terra e encontrei o que queria: uma pedra bastante afiada na ponta. Apanhei-a e cortei-me propositadamente. Segundos depois uma fina linha vermelho vivo descia-me pelo braço e caia no chão, misturando-se com a terra.
Erik começou lentamente a afastar-se de Melody e observava o sangue que me escorria do braço.
Subitamente, deixou de fitar o meu sangue e olhou-me nos olhos.
-Porquê eu Mia, porquê? – Balbuciou.
-Controla-te. Evita o contacto visual com o sangue. Olha para mim – Supliquei-lhe e desejei com todas as minhas forças que Damien chegasse depressa com a ajuda.
Erik olhava intensamente para os meus olhos e fazia um esforço tremendo para não desviar o olhar.
-Eu não sou um monstro – Afirmou, sempre fitando-me. Tentava não me mexer, para que ele não se desconcentrasse. – Eu não sei o que me deu. Não me consegui controlar.
-Tu até te controlas-te. Não lhe fizeste mal.
-Mas também não a ajudei. A esta hora ela deveria estar na enfermaria ou talvez até mesmo no hospital – Afirmou – Se eu não estivesse aqui ela estaria muito melhor.
-Se tu não estivesses aqui, provavelmente eu também não, e ela poderia muito bem ter sido morta por aquele… animal.
Eu sabia bem que não era um animal. Aquilo que atacou Melody é que era um monstro. Um mal dos piores.
Erik continuava a fitar-me nos olhos sem perder a concentração em mim e eu também o fitava intensamente. Noutra situação, aquilo até poderia ter sido bastante cómico, ou mesmo assustador. Mas agora era uma necessidade. Não, era uma prevenção.
Damien regressou rapidamente com dois professores vampiros. Estava acompanhado por Lenóbia e por Dragão. Dragão pegou em Melody e levou-a para a enfermaria.
Lenóbia pediu-nos para irmos falar com ela para um gabinete e contei-lhe tudo o que tinha acontecido. Hesitei na parte do Erik mas decidi contar-lhe, confiava nela e acreditava que me poderia ajudar. Ela olhei para ele com uma expressão que se traduzia em “Tu agora és o crescidinho, és tu que tratas das birras dos pequeninos.” Ri-me com a minha própria tradução.
Lenóbia disse-me para sair e regressar às aulas e foi isso que fiz.
***
Finalmente cheguei à quinta aula.
Olhei para o meu horário: Literatura. Fiz má cara, mas não me podia baldar às aulas, principalmente no primeiro dia.
Entrei na sala de aula e pedi desculpa à professora, dizendo que tinha tido uma óptima justificação para o meu atraso e que podia falar com Lenóbia para o comprovar.
Olhei a turma inteira que me fitava e soltei um guincho quando vi as gémeas e Damien a acenarem-me histéricos. Devolvi-lhes um sorriso de orelha a orelha e sentei-me no lugar que a professora Pentheselia me indicou, ao lado de um rapaz de uns olhos muito castanhos e um cabelo encaracolado castanho escuro. Tinha uma aura azul esverdeada, meia transparente. Sorri-lhe e apresentei-me:
-Olá sou a Mia. Mia Scarlet.
Ele olhou-me soltou um sorriso travesso e apresentou-se:
-Tiger.
-Tiger só?
Ele suspirou e colocou o braço em cima da minha cadeira.
- Sempre é melhor do que a Elizabeth sem apelido.
-Quem é essa?
Ele riu-se. Bem esta minha ignorância fazia-o divertir-se. Será que ela teve algum cargo importante na sociedade vampira?
-Foi uma sumo-sacerdotisa famosa ou assim?
Desta vez ele soltou uma gargalhada bastante forte e atenção da turma inteira virou para nós.
-Pode-me dizer o que há de tanta piada senhor Tiger? – Inquiriu Pentheseleia naquele tom irónico que os professores humanos fazem quando estão a tratar os alunos como adultos responsáveis. Pelos vistos não eram só os professores humanos que o faziam.
Tiger tirou o braço de cima da minha cadeira, pegou no lápis que ainda não tinha sido usado naquela aula e começou a escrever o que estava no quadro.
Eu imitei-o, evitando os olhares dos outros alunos e tentando concentra-me na aula. O facto das gémeas estarem na mesa à minha direita não ajudava muito, já que estavam sempre a mandar bocas do género: “Ele é giro miúda, não o deixes escapar!” ou “Eh lá que a Mia não nenhuma inocentezinha, ataca logo!”
Bolas, bolas, bolas, eu tinha o Erik e não precisava de mais ninguém.
Mas elas tinham razão numa parte. Eu não era nenhuma inocentezinha. Ai está o erro. Ainda nem há um dia conhecia o Erik e já o tinha.

Fanfic Confused

Olá Filhos e Filhas das Trevas!


Como devem ter reparado, a fic Confused não foi postada esta semana. Isso deve-se à autora ter estado de férias, mas Domingo a fic já volta x)


Que Nyx vos abençoe!

Fanfic: Confused - Capitulo 7

Capítulo VII

Enquanto aquela neblina escura nos rodeava, comecei a não ter a certeza daquilo que via. Erik agarrou-me a mão e guiou-me. Fê-lo de uma forma tão confiante que me questionei se os vampes adultos conseguiriam ver melhor do que os iniciados. Provavelmente sim. Mas eu também tinha algo a meu favor. Conseguia ver uma aura azul marinho no meio da neblina.
Quando nos aproximamos, aconteceu tudo muito rápido. Um corvo gigante com cara de homem fitou-me, emitiu um ruído agudo e levantou voo. Simultaneamente, a rapariga caiu redonda no chão, respirando com dificuldade. A aura dela ficou de um negro impenetrável.
Corri para junto dela e virei-a de frente. Eu própria deixei-me abater quando vi aqueles cabelos negros que lhe rodeavam a cara encharcados de um líquido pegajoso.
-Melody – Sussurrei. Como não obtive resposta. Agitei-a e gritei – Melody!
Erik juntou-se a mim e colocou o dedo no seu pulso.
Enquanto Erik a examinava, tentei ouvir a minha intuição, para saber o que raio se estava a passar.
Aquilo tinha sido no mínimo misterioso e assustador. Mas porque é que estava ela desmaiada? Por que é que tinha sido atacada por um corvo com cabeça de homem? Um corvo com cabeça de homem?! Mas, isso era impossível!
Fechei os olhos com brusquidão e tentei reorganizar as ideias. Talvez fosse isto. Aquilo para o qual Nyx nos queria avisar. Era este o mal que necessitaria da afinidade de Erik para ser derrotado. Mas que mal era este afinal?
Voltei a abrir os olhos e observei Melody. Ela… estava a sangrar. O líquido pegajoso era… Sangue.
-Olha – Disse Erik – O corvo gigante atingiu-a na cara.
Quando virou a cara inconsciente de Melody para mim, senti um calafrio percorrer-me a espinha. Melody, aquela cara sem nenhuma imperfeição, agora tinha um grande golpe que ia desde a bochecha direita até ao queixo.
Era daí que vinha o sangue.
- Devíamos chamar ajuda. – Disse nervosa.
Mas Erik nada fez. Fitava-a com os olhos muito abertos e tentava controlar a respiração acelerada. Ele era um vampe adulto, já tinha… Sede de sangue.
-Erik não… Erik – Tentei dizer para o acalmar. Coloquei as minhas mãos nos seus ombros mas ele ignorou-as. Aproximava-se cada vez mais de Melody e a sua cara exprimia uma expressão faminta.
Isto estava a ficar feio, muito feio.
Peguei no telemóvel que tinha no bolso e marquei o primeiro número que me veio à cabeça.
-Estou?
- Estou Damien. – Disse, feliz por ouvir a sua voz. – Sou eu, a Mia.
-Oh linda, o que se passa? – perguntou, de uma forma muito alegre, provavelmente por me ter lembrado dele.
-Nada bom. Vem rápido cá fora, preciso de ajuda. – Disse, tentando controlar a voz o máximo que conseguia.
Quando desliguei o telemóvel e virei a cara, já Erik estava debruçado sobre Melody, pronto para provar o sangue de alguém novo.
Quis gritar, berrar, bater nele mas não conseguia. Estava a ver o lado mais negro de Erik, aquele que também me iria assolar caso passar pela mudança e me transformar numa vampira adulta.
Algo estava errado. Não era o Erik que tinha o dom que nos ia salvar de um mal que Nyx muito temia? Então porque é que se estava a comportar assim? Até compreenderia se fosse sangue humano, fresco a escorrer da fonte, mas não. Era apenas o sangue de um iniciado. Sangue esse que ele teria que saber lidar e que não tinha um efeito igual ao sangue humano. Ainda por cima, agora era um professor, e não interessava se fosse de substituição ou não, provavelmente iria presenciar miúdos a morrer sufocados no próprio sangue. Nesses momentos teria de os acalmar e não limpar-lhes o sangue com a língua.
Estremeci.
Esse iniciado poderia ser qualquer um.
Poderia ser eu.

Fanfic: Confused - Capitulo 6

Capítulo VI

-Espera aí! – Chamei, já no campus da casa da noite. A escuridão envolvia-me numa neblina sombria e mal conseguia ver Erik. Estava de costas para mim e com os punhos cerrados. Virou-se lentamente e senti um calafrio percorrer-me a espinha quando vi os seus olhos sem expressão a fitarem-me.
-Erik? – Chamei, mas ignorou-me. Aproximou-se de mim e tomou-me nos seus braços. Sentia-me reconfortada no seu abraço, mas ao mesmo tempo sentia que deveria ter medo dele, que ele era perigoso. Mas o meu corpo não obedeceu às minhas ordens.
Ele envolvia-me a cintura com os braços e agarrei-me ao seu pescoço e, sem aviso prévio, o meu corpo esticou-se até os meus lábios tocarem os seus. A correspondência de Erik foi assustadora.
Quer dizer, na minha perspectiva.
Senti os seus lábios esmagarem-se contra os meus de uma forma tão violenta e ao mesmo tempo tão doce, que faziam com que todas as minhas tentativas de me afastar dele e de o encarar desaparecerem.
Apenas uma coisa me deu forças suficientes para me conseguir soltar dele: a ausência de aura.
O olhar dele afundou-se nos meus olhos e aquela expressão neutra voltou a dominá-los.
Ao menos, no meio disto tudo algo fazia sentido: Eu não tinha sonhado ou imaginado a noite passada.
-Desculpa Erik, só acho que isto está a ir depressa demais, quer dizer… - Tentei explicar e remexi na minha cabeça em busca de um adjectivo que justifica-se a minha reacção e que demonstrava aquilo que se passava dentro de mim, para além da ausência da aura. Eu sentia que ele não deveria saber isso – Estou confusa. Muito confusa. Repara, ainda nem há um dia fui marcada e já há um milhão de acontecimentos que me assolam a cabeça. Eu só quero ter uma vida normal de iniciada, mais nada. Quero ir às aulas, ter dramas por causa de rapazes, ombros de amigos para chorar, professores para gozar e apenas isso. Pelo menos durante um dia. Tanta coisa junta faz a minha cabeça explodir. Isto é uma grande sobrecarga para mim. Eu sozinha não aguento. E o problema é esse. Estou sozinha. Não tenho ninguém que me ajude. Nem um raio de um horário me explicaste! – Só agora é que reparei que estava a gritar com ele.
As lágrimas escorregavam-me pela cara e eu não tinha forças para as conseguir parar. Porque já não dava. Já não podia, estava a retê-las há demasiado tempo.
-Desculpa – Murmurou. Parecia sincero. Nesse mesmo instante, a aura verde lima regressou a Erik assim, do nada – Sabes, tens razão. Eu sou um orientador da treta. Estou aqui a curtir contigo em vez de te explicar regras básicas da casa da noite. Regras essas que te deveria ter explicado no encontro organizado para isso mesmo. Em vez disso, fizemos exactamente aquilo que era suposto não fazermos. – Ele abanou a cabeça – Não és a única que estás confusa, sabes. – A afirmação tinha um ligeiro tom interrogativo.
Sentou-se nos degraus que davam acesso ao edifício e eu segui-o, ainda a questionar-me sobre o que teria acontecido naquele momento, em que a aura de Erik desapareceu.
Será que eu estava a perder o meu dom? Ou então as pessoas começaram a descobrir uma forma de se tornarem imunes à minha afinidade. Não era a primeira vez que isso aconteceria. A Zoey e a Afrodite já o tinham feito…
-Sabes, quando me tornei num vampe adulto, simultaneamente ganhei uma nova capacidade. – Fez uma pausa prolongada. Foi suficiente para conseguirmos ouvir o som de corvos a cantar ao longe. – O poder de fazer os outros sofrer. No entanto, eu acredito que, se Nyx me deu este poder, deve ser útil para o bem.
-Tu ontem disseste que vingavas-te da Zoey através do pensamento. Que a fazias sofrer fisicamente aquilo que ela te fez sofrer emocionalmente. – Disse, tentando localizar-me e seguir o raciocínio de Erik.
Ele colocou a sua mão sobre a minha e, olhando-me nos olhos de uma forma muito intensa, prosseguiu.
-Correcto. Às vezes consigo controlar-me mas, por vezes, é algo mais forte do que eu. É algo que mesmo o ser mais forte não consegue controlar: O pensamento. – Fez uma nova pausa e voltei a ouvir aquele cantar irritante de corvos – Eu, também descobri que não faz apenas uma pessoa sofrer, se penso em algo bom que alguém fez por mim, essa pessoa é invadida por uma onda de satisfação inimaginável. E, sinceramente acho que se Nyx me deu uma afinidade assim, tem que ser para… - Mas Erik não concluiu a frase. Olhava para a escuridão de uma forma incrivelmente assustadora.
A certa altura, não sei se foi por apanhar os pensamentos do Erik através da minha intuição ou se foram mesmo os meus pensamentos, encontrei mais uma peça do puzzle.
-Nyx concedeu-te essa afinidade por que algo não está a correr bem, algo vai correr mal.
No mesmo instante em que disse isto, um grito meio sufocado emergiu da neblina escura que decorava a noite. Tanto eu como Erik nos levantamos num salto em direcção à escuridão em socorro, sem termos a noção do labirinto em que nos estávamos a meter.

Fanfic: Confused - Capitulo 5

Capítulo V

Abri os olhos e olhei em redor. Estava no quarto, mas a cama da Zoey estava vazia e já feita. Tentei levantar-me mas sentia-me tonta. Levei a mão à cabeça. Estava quente, muito quente. Sentia a garganta seca e arranhada, como se tivesse estado a cantar a noite toda até as minhas cordas vocais cederem.
Mas eu não estivera a cantar durante a noite. Estivera com o Erik, acho… Quer dizer ele beijou-me e levou-me a um restaurante muito chique e depois disse “Sou eu! Sou eu!” e…
Desmaiar? Eu? Nunca desmaiei na minha vida enquanto humana como é que desmaiaria como iniciada vampira?
Devo ter sonhado isto tudo, teria sido bom demais para ser verdade.
Ajeitei a almofada e enrosquei-me mais nela. Hoje será o meu “oficial” primeiro dia de aulas e ainda não percebi absolutamente nada sobre o meu horário. O meu orientador não me explicou isso, nem sequer no sonho, nem a Zoey, nem a Afrodite, nem as Gémeas, nem o Damien nem o Jack. Bem, acho que na minha lista de “pessoas que me deviam ter explicado o horário” devia estar reduzida a apenas Erik e Zoey.
Enfim…
Escola! Essa coisa ainda existe!
Levantei-me sobressaltada e olhei para o despertador verde alface pousado em cima da minha mesinha de cabeceira e que não parava de dizer tic tac. Oh minha Deusa, eu já devia estar mais do que pronta para ir para as aulas.
Sai da cama, além de me ter custado muito, e vesti a primeira coisa que me apareceu no guarda-vestidos: Umas calças de ganga e uma T-shirt laranja, com qualquer coisa escrita. Peguei na escova e ajeitei apressadamente o cabelo. Maquilhagem… Não há tempo. No entanto dei por mim a aplicar um bocadinho de gloss e lápis preto.
NÃO HÁ TEMPO!
Pousei rapidamente o lápis e obriguei-me a sair dali antes que me voltasse a desobedecer. Passei pela cozinha e comi apressadamente uma barra de cereais light enquanto examinava o meu horário. Sociologia para vampiros? Desta é que eu não estava à espera.
***
A minha primeira aula correu bem. Não havia lá ninguém que eu conhecesse, infelizmente, mas conheci uma rapariga muito simpática e que me orientou para o resto da manhã de aulas. Chamava-se Melody.

-Melody? Foste tu que escolheste esse nome? – Perguntei à rapariga com quem dividia a carteira. Tinha cabelos negros e os olhos verdes. Uns lábios finos e umas maçãs do rosto muito salientes.
-Sim, adoro música. O meu sonho é seguir uma carreira na música e ganhar muita fama com isso. Toco piano e guitarra e também canto.
-A sério? – Perguntei surpreendida. Eu nem piano nem guitarra tocava, e quando canto é para os outros fugirem a sete pés de mim.
Ela acenou afirmativamente com a cabeça enquanto corava.
-Olha, já agora, dás-me uma ajudinha com o horário? – Perguntei, esticando o papel para ela. Ela explicou-me para que sala me deviria dirigir, em que piso se encontravam e que haviam algumas aulas que tinha o direito a escolher a disciplina.
Entretanto a professora, que era a Neferet, entrou na sala e deu início à aula.
Pelo menos não tinha chegado atrasada.

Bem, agora tenho que ir almoçar. Sim, sei onde fica a cantina, aliás, estou quase em frente à porta, pronta para a abrir, mas há algo que não bate certo. Não tenho a certeza daquilo que se passou ontem e é estranho a Zoey ter desaparecido assim sem mais nem menos e sem me ter acordado e avisado que estava atrasada.
Entrei finalmente na cantina e olhei para a mesa onde me sentei ontem. Estavam lá as gémeas e o Damien e o Jack, mas nada de Zoey e Afrodite, para não falar do Erik mas bem, ele era uma espécie de professor, ou talvez professor mesmo…Oh Bolas, agora não sei o que realmente aconteceu ou não.
Boa Mia, muito bem sua cabeça de alho chocho, agora não sabes distinguir a vida real do sonho?!
Vou mas é acabar (e já!) com esta palhaçada. Mas pergunto a quem? Ao Erik?
Encaminhei-me para dentro da cantina, tirei uma salada e dirigi-me para a beira dos meus novos amigos. Primeiro falo com os meus amigos e tento escutar-lhes a mente, depois tomo medidas mais drásticas.
-Olá Mia – Cumprimentou-me Damien. Achei-o tão simpático quando o conheci, mas fiquei chocada quando soube da sua orientação sexual. Quer dizer, ele até é giro e não se comporta como um gay.
-Olá a todos! – Cumprimentei
-Olá! – Cumprimentaram, em uníssono, as Gémeas.
-Como foi a tua primeira noite como iniciada na Casa da Noite? – Perguntou-me Jack a sorrir. Oh, que querido.
-Confusa, muito confusa.
-Ai ai gémea, o que será que está no centro dessa enorme confusão? – Perguntou Erin.
-Não sei gémea… Ou será que sei? – Interrogou-se Shaunee.
-Sabes sim gémea, e acho que todos sabemos – Afirmou Erin e olhou para todos. Ambos assentiram em sinal de aprovação. Aproveitei o momento e o rumo da conversa e escutei a minha intuição. Eles achavam que era por causa da Zoey. Que ela já tinha traído a minha confiança, como eles achavam que tinha feito com eles. Oh boa, eles também não sabiam de nada.
-Onde está a Zoey? – Perguntei, tão repentinamente que até os assustei.
-Sinceramente não sabemos Mia – Explicou-me Damien – Mas não é muito difícil de descobrir. - Supôs
-A Zoey não está – Começou Shaunee
-A Afrodite idem aspas – Continuou Erin
-Soma-se dois mais dois… - Prosseguiu Jack.
E ficaram todos a olhar para mim. Era eu que tinha de finalizar o puzzel? Bem, com tantos olhos a fitarem-me intensamente, pus os meus neurónios a funcionar. Oh credo! Nem era preciso tanto!
-Estão juntas – Disse finalmente
Todos me aplaudiram.
-Temos progressos! – Afirmou Erin e todos nos partimos a rir.
Sim, eles são demais, mas com esta piada toda ainda não consegui descobrir nada sobre a noite de ontem.
Vi pelo canto do olho o Erik a sair da cantina dos professores e, comendo o resto da comida em apenas duas garfadas, segui-o para o exterior.

Fanfic: Confused - Capitulo 4

Capítulo IV

Enquanto que nos encaminhávamos para fora da Casa da Noite, senti que algo estava errado. Quer dizer, desde quando é que um professor/orientador convida o iniciado vampiro para dar uma volta e apenas para “falar” um pouco, e acaba por andar a correr com ele de mão dada pelo recinto da escola, todos vestidinhos a rigor (bem, nesta parte também eu tenho culpa), com o ventinho a soprar na cara e o cabelo a esvoaçar todo. Não, não era normal.
Assim que estávamos em frente aos portões, o Erik disse algo ao guarda que não consegui decifrar e encaminhamo-nos para fora dali.
A forma como ele me agarrava na mão, a doçura da sua voz quando falava comigo e a forma intensa e hipnotizante como me olhava fazia-me deixar de parte todos os factos importantes que estavam a decorrer.
Ele encaminhou-me para dentro de um Ford Focus preto e eu deixei-me controlar, como se fosse uma marioneta.
-Erik, isto está certo? - Perguntei
Ele limitou-se a soltar um riso abafado, sem responder à minha pergunta.
Olhei em frente tentando concentrar-me na estrada e tentando afugentar os meus pensamentos assustadores. Mas, quanto mais pensamos em não pensar neles, mais neles pensamos.
E, se o Erik for um tarado qualquer? E se quiser vingar a traição da Zoey em mim? E se… se pior. Estiver do lado na Neferet e temer que eu já saiba sobre o seu plano horrível e maléfico?
Inspirei fundo, absorvendo todo o ar que conseguisse e tentando acalmar-me.
São só os nervos. Ele é um bom rapaz. A Zoey disse-o. Ela não me mentiria.
-Não tenhas medo. – Disse-me ele – Não era minha intenção assustar-te.
Ok, quase me esquecia, os vampiros adultos também são muito intuitivos e conseguem ler, embora não de uma forma muito clara, os pensamentos dos outros iniciados. Isto está a ficar lindo!
Não lhe quis responder porque, realmente estava com medo dele. O receio apertava-me a garganta e quase me sufocava.
De repente, parou o carro.
Eu sabia que ele me estava a fitar mas continuei a olhar para a estrada. Não queria, de maneira alguma encará-lo.
Senti as suas mãos suaves tocarem-me na face e os seus dedos a percorrerem-ma até ao queixo. Aí, foi literalmente obrigada a virar a cara para ele e vi a transparência dos seus olhos e a confiança que me inspiravam.
Aproximou-se de mim, não largando a minha face. Sentia o meu coração aos pulos e o sangue a correr-me ferozmente nas veias. O meu coração batia cada vez mais depressa à medida que a sua boca se aproximava da minha.
Eu não queria acreditar no que estava a acontecer. Sim, ele é muito giro mas, o que eu sentia por ele não era tão forte quanto o que eu gostava que fosse e, por isso obriguei-me a mim própria a acabar com aquele momento, afastando-o de mim.
Vi a desilusão nos seus olhos e na sua aura.
-Desculpa mas… - Comecei mas ele não me deixou acabar a frase.
-Não tens de pedir desculpa, eu percebo. Talvez, me tenha precipitado e, fazer as coisas à pressa é o que eu não quero Mia.
As palavras dele acertaram-me em cheio no coração e soube, naquele momento, que o Erik era o tal. Num movimento muito típico de galdéria puxei-o para mim, fazendo com que os seus lábios fossem ao encontro dos meus e beijei-o. Ele parecia confuso mas rapidamente correspondeu ao meu beijo de uma forma intensa.
Quando acabou, eu só queria mais. No entanto, faltava menos de uma hora para o amanhecer e tínhamos de ir a algum sítio que nem desconfio qual seja, e sinceramente estar a curtir dentro do carro com o Erik não era uma boa forma de lhe dizer “Despacha-te que vamos chegar atrasados!”
Bem, ele ligou novamente o carro e começamos a percorrer novamente a auto-estrada. O silêncio desconfortável dominava o ambiente dentro do carro.
Nunca o devia ter beijado daquela forma. Só o estava a fazer lembrar da Zoey. Será que ela o beijava assim? Sem mais nem menos? Oh bem, eu não me comportei lá muito como uma menina inocentezinha, mas estes impulsos estranhos já devem ter dado a toda a gente certo?
O carro voltou a parar em frente a um lindo restaurante chamado “A noite das estrelas”. Oh que romântico! O restaurante parecia ser mesmo próprio para os vampiros, caso contrário era um pouco estranho ainda estar aberto.
Antes de sairmos do carro, Erik voltou-me a fitar como fez à momentos antes.
-Mia, eu já esqueci a Zoey. Agora quero seguir em frente para uma nova etapa entendes? Aliás, eu não sou mesmo professor. As regras da casa da noite não me abrangem pois eu sou só um “professor de improviso”. Daqui a, provavelmente uma semana ou assim irão arranjar alguém mais velho e com mais experiência para o lugar da professora Nolan. Mesmo se eu quiser ficar, não poderei porque tenho que ter mais prática naquilo que faço.
Aquilo tudo deixou a reflectir por momentos, mas tudo em que conseguia pensar era nos maravilhosos crepes de chocolate que eu (ou melhor, a minha intuição) sabia que estavam a ser feitos. Erik sorriu e encaminhámo-nos para dentro do restaurante. Já tinhamos uma mesa reservada e eu pedi o meu querido crepe de chocolate. Ele limitou-se a pedir uma cola.
O restaurante era lindo e, embora o nosso encontro não fosse tão formal quanto isso, entendi rapidamente porque é que o Erik me disse para vir mais arranjada. Era porque, para além de ser um restaurante muito chique e decorado com objectos de um valor incalculável, também todos os vampiros que por lá passavam também estavam vestidos a rigor.
Mas estávamos a falar de quê? Oh sim, o Erik não era “bem” professor.
-Mas, se tu não és bem um professor, então como é que te puseram como meu orientador? – Perguntei, levando à boca uma garfada do meu crepe. Humm, sagrado momento. Depois de uma refeição sem quaisquer calorias, tinha mesmo de as repor.
-Fui aluno e conheço bem as regras. – Explicou-me – Quando encontrarem o professor substituto, será ele o teu orientador.
-Humm – Foi tudo o que me saiu. Eu não queria nada que Erik fosse substituído.
-Sabes, foi estranho mas, a Neferet quis que eu te trouxesse aqui e foi ela que me disse que eu não era professor e que não havia mal nenhum se eu te… - E deixou a frase por suspenso. Nesse momento, o meu telefone toca. Tirei-o da carteira mas não reconheci o número. Atendi e fiquei surpreendida pelo remetente. Era Afrodite.
-Mia, Mia, a Zoey está a ter outro daqueles ataques de emoções. Já é o segundo! – Disse-me aflita
-Oh minha Deusa! – Disse colocando a mão que não estava a segurar o telefone na cabeça.
Erik olhava-me com os olhos a rebentarem de tristeza. Ele estava a ouvir a conversa, eu sabia-o. levantou-se e encaminhou-se para fora da sala.
-Parece que está a acalmar – Disse-me Afrodite.
Desliguei o telefone e, desajeitadamente segui-o.
-Erik, Erik o que é que se passa?
Os olhos dele brilhavam e ele fazia um esforço enorme para não chorar.
-Sou eu! Sou eu! – Exclamou.
-Mas és tu que quê? – Perguntei aflita.
-Que lhe provoco isto! Sempre que penso nela e naquilo que ela fez, parece que mentalmente me vingo com a dor. – Explicou, não conseguindo já controlar a voz.
-Quê? – Tentei dizer, mas era tarde demais. Aquilo era demasiado para mim. Estava estourada e já tinha absorvido demasiada informação para um dia. Os meus joelhos cederam e os meus olhos fecharam-se. Senti as mãos de Erik a apanharem-me antes de eu desmaiar pela primeira vez na minha vida.



A autora deu a ideia de três actrizes para fazer de Mia e pediu a vossa opinião x) Ora vejam:



Fanfic: Confused - Capitulo 3

Olá Filhos e Filhas das Trevas!

A nossa querida autora da fanfic "Confused" já entrou em contacto connosco, e justificou-se. Estava sem internet e muito ocupada com coisas de faculdade e outros assuntos pessoais. Por isso, e a pedido dela, vamos postar hoje um capitulo da fanfic e Domingo tudo volta ao normal.


III

Capítulo

O ambiente mudou totalmente quando entramos na cantina e recebemos imensas exclamações referentes à descoberta da nova iniciada. Já as exclamações da Erin e Shaunee foram: “Ui ui, ficou com a Zoey”. Enquanto eu me ria delas, reparei que Zoey parou a meio do caminho. Olhei em frente e vi o miúdo mais giro que me tinha aparecido à frente (Era mais giro que o Zac Efron!), a conversar com Neferet.
Já me estão a dar os calores.
-Mia – Disse-me Neferet, dirigindo-se a mim – Este é o teu Orientador.
Apresentou-me e fiz aquele cumprimento estranho , apertando a o antebraço do humm… professor?!
-Olá – Disse-me de forma calorosa, o meu orientador, Erik Night.
Reparei como os olhos dele estavam dirigidos a mim, mas como se concentrava na Zoey. Eram de um azul intenso e hipnotizante. Faziam-me derreter completamente neles.
Controla-te Mia! Ele é professor, teu orientador e o ex da Zoey!
- Gostavas de almoçar comigo para te explicar regras básicas da Casa da Noite? – Perguntou-me, com a voz alta o suficiente para toda a gente ouvir. Sorriu-me e, apontando o dedo para Afrodite e Zoey acrescentou – Compreendo que te sintas mais à vontade com elas.
Oh minha Deusa, eu queria tanto dizer que sim, sim e sim minha coisa linda!
Olhei pelo canto do olho para Shaunee e Erin que erguiam a sobrancelha. Depois espreitei Zoey.
Coisa linda, fica para a próxima.
-Na realidade, acho que me sentiria mais à vontade com eles.
Ele fez um sorrisinho triste e assentiu com a cabeça, cabisbaixo.
Bem, acho que se ouviu um dramático “Oh!” a percorrer a sala toda.
Como sempre Mia, foste muito inoportuna!”
Só me restava pegar na comida mais calórica (que, por acaso, era uma febra grelhada) e reunir o resto do meu orgulho, para depois fugir dali para fora.
Bem, podia ter corrido pior.
***
- Então, gostaste da comida? – Perguntou Zoey, a rir.
Tirei o meu casaco do guarda-vestidos e vesti-o.
-Não a aconselharia a ninguém. – Respondi, rindo-me.
Olhei-me ao espelho e ajeitei a minha franja. Bem, não podia bem ser considerada uma franja, porque já me dava quase pela boca, por isso tento enfiá-la para detrás da orelha, para ver se fica lá quietinha.
-Vais aonde? – Perguntou-me.
Olhei para o chão e depois de novo para ela.
-A Neferet não gostou muito que eu tivesse recusado o convite do Erik e, como ainda faltam duas horas para amanhecer, ela acha que eu me devo encontrar com ele e… Bem falar um pouco – Suspirei – Ela acha que será melhor para mim se conhecer bem o meu orientador e tivermos uma boa relação, como se fossemos amigos. – Expliquei, de uma forma demasiado rápida.
Ela franziu a sobrancelha e murmurou algo que não consegui entender, mas que também não é difícil de imaginar. Peguei na minha caixinha de maquilhagem e contornei os olhos com o lápis perto, apliquei um bocadinho de gloss, de sombra azul e rímel.
Levantei-me e voltei a ver-me ao espelho. Eu tinha vestido um vestido incrivelmente bonito, azul safira a condizer com o contorno da minha meia-lua e dos meus olhos, curto e com um decote em V. O casaco era de malha, branco.
Olhei pelo canto do olho para uns brincos em forma de lua da Zoey.
-Importas-te que os use? – Perguntei, apontando para a última peça do meu puzzel.
Zoey hesitou antes de falar, tentando escolher bem as palavras. A sua aura começou a ficar de um verde musgo, mostrando desconfiança.
- Tu… vais apenas falar com ele ? É que mais parece que te estás a preparar para ter um encontro amoroso com ele, num restaurante chique à luz das velas, com uma cama de ouro ao vosso lado e com umas almofadas em forma de coração a dizer “Dorme com o teu orientador e talvez ele partilhe o teu sangue com o dele, tenham uma impressão e vivem felizes para sempre!” – Gritou-me.
Quis berrar-lhe também e dizer-lhe que tinha sido ela a criar a baralhada com os três namorados e que na realidade não merecia o Erik, mas, ao olhar-me ao espelho, tinha de admitir de que ela tinha razão e que eu reagiria também daquela forma se fosse ao contrário.
-Talvez tenha exagerado. Esquece os brincos. Só sinto… que tenho que ir arranjada percebes?
Ela semi-cerrou os olhos.
-Desculpa-me. Eu ainda não atinei lá muito bem com isto tudo. Vai e… lembra-te. O Erik é boa pessoa, além de às vezes parecer um gajo sacana, tem um bom coração.
-Humm, obrigada.
Levantei e despedi-me dela com um abraço e com uma troca de olhares que traduziam a palavra desculpa. Sim, íamos ser grandes amigas, e eu sabia disso melhor que ninguém, devido aos meus dons estranhos. Sorri-lhe antes de lhe fechar a porta.
Desci os degraus pesadamente e rezando para que não estivesse ninguém lá em baixo.
E, mesmo antes de lá chegar, já sabia que lá estavam três raparigas devido às suas auras e pensamentos demasiado óbvios para me parecer apenas uma intuição minha. Estavam sentadas em frente à TV a ver um programa da MTV, Made.
-Olha se não é a nova iniciada – Exclamou uma miúda com cabelo encaracolado e de um loiro Barbie. Estava com uns (mini) calções e um top a mostrar o umbigo com um piercing e com a mamas quase a sair para fora – Onde é que vais assim vestida? Bem, com um orientador daqueles não é para menos… ou já te estás a fazer a algum gajo?
- Na realidade, Barbie, eu vou encontrar-me com o Erik Night. – Respondi, com uma pitada de crueldade.
- Fogo! Mas sabes querida, a Neferet irá adorar saber. – Afirmou, erguendo as sobrancelhas, pensado que ia fazer chantagem. – Sabes que é proibido os vampes namorarem com iniciados na escola, não sabes?
-Barbie, não percamos o nosso tempo com esta… - Interferiu uma miúda com o cabelo vermelho vivo e muito estragado de ter sido, provavelmente, várias vezes pintado.
- A sério? Chamas-te mesmo Barbie? Bem, que falta de gosto. Deves ter mesmo a auto-estima muito em baixo. – Desafiei-a. Ela parecia um Pitbull pronto a atacar a qualquer momento. – Olha, eu também não quero perder tempo contigo, por isso se me dás licença…
No preciso momento em que me dirigia à porta, esta abriu-se sozinha e de lá saiu o meu orientador. Vinha também muito bem vestido, como se fossemos mesmo ter um encontro, tal como disse a Zoey.
- Olá – Disse, meia atordoada com a sua beleza sobrenatural. Assim que ele entrou esqueci tudo.
Esqueci-me da escola, da Barbie, da Zoey, que ele era meu professor, orientador, tudo. Era como se, assim que olhasse para ele, fizesse desaparecer tudo à nossa volta, como se estivéssemos numa dimensão só nossa, só Erik-Mia. Os meus dons também eram esquecidos e não conseguia ver mais nada para além daquela beleza inconfundível.
Naquele momento apetecia-me aproxima-lo de mim e beija-lo como nunca beijei ninguém antes. Mas ele era meu orientador e isso não era certo.
- Vim aqui porque me esqueci de te avisar para vires vestida rigor mas, acho que não é preciso – Disse segurando-me na mão e abrindo as portas do dormitório.
-Aonde vamos? – Perguntei, já que corríamos pelo jardim da casa da noite, de mãos dadas, até ao portão.
Nesse momento não consegui perceber se estaria feliz ou amedrontada pelo facto de estarmos a quebrar as regras tão restritas desta escola.
-Surpresa – Sussurrou ele, com uma voz tão delicada e encantadora que fez derreter todas as minhas inseguranças e ansiar pelo sítio para onde me levava