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"Tratado de Vampirologia do Dr. Abraham van Helsing", de Édouard Brasey

Feliz encontro Filhas e Filhos das Trevas!

Mais um livro vos sugiro, sendo que desta vez sai um pouco dos padrões de livros de vampiros actuais, em que estes se encontram integrados na sociedade. Este, por outro lado, volta-nos a trazer as características de criaturas tenebrosas descritas por  Dram Stoker. Uma leitura um pouco diferente para os amantes de caçadores e vampiros com aversão a alho e estacas de madeira.
A sinopse vem tamém acompanhada de uma critica retirada do Blog As Leituras do Corvo.



Sinopse:
Os vampiros existem? Que formas tomam para seduzir os homens? Que armas podem destruí-los?
É a estas difíceis perguntas que este Tratado responde. Obra redigida no início do século XX pelo grande caçador de vampiros, o Dr. Van Helsing, que venceu o Conde Drácula.
Este genuíno livro é uma obra bem documentada sobre todos os aspectos do vampirismo, tal como a História, as lendas, o folclore, as crenças e as superstições nos apresentam. Antigos tratados e modernas fábulas, pela pena de Poe, Hoffmann ou Calmet, completam esta obra.
Um livro-de-cabeceira indispensável, com um lugar garantido entre o crucifixo, o terço e alguns dentes de alho.
Crítica:
Vampiros. Criaturas tenebrosas que se alimentam do sangue dos humanos que imprudentemente se deixam seduzir. Entidades inerentemente malévolas e que, como tal, devem caçadas. São estes seres o tema deste tratado que, pela voz do proeminente caçador de vampiros que terá posto fim ao infame conde Drácula, pretende explicar aos seus leitores a forma de evitar e, se possível, eliminar tais criaturas.
Numa época em que o mito vampírico tem sofrido progressivas alterações no sentido de uma figura mais humanizada, é sempre interessante encontrar um livro como este, em que os vampiros são apresentados como as criaturas malévolas e monstruosas dos clássicos. Sendo uma boa parte desta espécie de "guia para caçadores de vampiros" apresentada pela voz de Abraham Van Helsing, é particularmente interessante notar como, ao longo do texto, as referências ao enredo de Drácula, bem como a alguns traços de personalidade do próprio Van Helsing, acrescentam um tom mais pessoal a explicações tão diversas como as origens dos vampiros ou a hora ideal para os eliminar.

Não se trata de um livro particularmente extenso ou exaustivo, nem de um tratado que explique detalhadamente as origens do mito vampírico. Não me parece que seja esse o objectivo. Ao longo de todo o livro, e principalmente da parte atribuída a Van Helsing, os vampiros são apresentados como se de seres reais se tratassem, pelo que a apresentação destes acaba por se centrar mais no que uma potencial vítima ou um possível caçador teria de saber sobre o assunto. Ainda assim, é de referir a parte final do livro, dedicada à presença dos vampiros na literatura, onde contos de Poe e Hoffman, entre outros, representam uma interessante parte da presença na literatura de uma temática que é, afinal, intemporal.

Interessante, ainda que não muito pormenorizado, um livro que introduz alguns conceitos interessantes na temática dos vampiros e que, ao dar uma intrigante voz ao Dr. Abraham Van Helsing, recupera, de forma bastante curiosa, o vampiro enquanto criatura desumana.

Benditos sejam!

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