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Abandoned - Parabéns Zoey!

Abandoned
20ºCapítulo

Segui até ao dormitório.
Quando cheguei, subi a escadas, quase a correr, até ao quarto. Alisha já lá estava, a dormir –felizmente.
Abri a última gaveta da secretaria ( uma que eu já usava desde que lá chegara, que era só minha e onde eu guardava tudo o que fosse privado), enrolei-a numas quantas folhas de papel higiénico, e coloquei-a na gaveta.
No entanto, voltei a retira-lo para beber mais uma gota.
Bebi uma minúscula quantidade, coloquei a rolha na garrafinha, e recoloquei-a na gaveta, no cantinho mais afastado.
Ou ia colocar, não tivesse a garrafinha escorregado.
Nos segundos que antecederam ao impacto, contive a respiração, com medo do que poderia acontecer. No entanto, o objecto não se partiu, limitou-se a acertar no soalho e a ressaltar, dando um salto de meio metro, seguido de outro, mais curto, e outros por ai adiante, até acabar a rolar no chão.
Apanhei-o rapidamente e rodeio entre os dedos. A luz fraca que vinha do candeeiro que eu acabara de acender e da janela mal tapada pelas cortinas permitiu-me ver que não havia nada partido e que não haviam danos maiores, no entanto, eu precisava de saber mais do que isso, por isso levei a garrafa até a casa de banho, acendi a luz e observei-a.
Nada. Sem mossas, buracos, rachas ou mesmo riscos. A garrafa estava intacta, exactamente na mesma.
“Provavelmente é mais resistente do que pensei” disse para comigo “Como ouro ou diamantes: são preciosos e resistentes”
Voltei ao quarto, a fim de guardar a garrafa, no entanto um ruído fez-me virar.
-Zo? Que horas são - murmurou Alisha, rouca e atordoada. Depois olhou para o relógio –Oh, por amor de Nyx, são duas da tarde, devias estar a dormir á séculos!
-E estive – menti – Estive a dormir agora mesmo, mas acordei e fui á casa de banho.
-Bem, não te ouvi chegar…
-Cheguei pouco depois de adormeceres.
-Como sabes que tinha acabado de adormecer?
“Sim Zoey, como é que sabias?” perguntei a mim mesma.
-A… Quer dizer, ainda abriste os olhos quando entrei… e… perguntas-te qualquer coisa… Não percebi o que era, e a seguir voltaste-te e adormeceste.
Até era convincente.
-Ah, OK… -murmurou –Então boa tarde, vou dormir.
-Boa tarde –respondi, com um sorriso.
Enfiei-me na cama, vestida e tudo –coisa na qual ficava feliz por Alisha não ter reparado – e esperei até ouvir a sua respiração regularizada: estava a dormir.
Depois levantei-me e dirigi-me novamente á secretaria, abri a gaveta e coloquei a garrafa, bem embrulhada no papel, no canto da mesma.
Depois vesti o pijama, lavei os dentes (com cuidado para não volter a acordar Alisha) e regressei para a cama, enfie-me entre os cobertores e adormeci rapidamente.

-Zo!!!! Zo, acorda!!! Fazes anos!! Anda, rápido, sai da cama!!
Acordei estremunhada.
-Al? Que horas são? – perguntei, levantando ligeiramente a cabeça.
-São sete! Vá!!! Levanta-te.
Suspirei e deixei cair a cabeça.
-Al, quero dormir. –resmunguei, puxando os cobertores mais para cima.
-Não!! Levanta-te! Por-favor! São os teus anos!
-Sim, e eu quero dormir.
Alisha estava mais excitada que eu – o que não era difícil -, tanto que quase me pareceu Stevie Rae.
Levantei-me, a custo. Tinha dormido cinco horas, não que fosse muito pouco, mas estava estafada.
Fui até á casa de banho arranjar-me, penteei-me e lavei a cara, antes de ir novamente ter com Alisha, que estava á frente da porta, toda sorridente e com um embrulho nas mãos.
Suspirei. Mais um presente Natalício.
Sorri.
-Toma – disse ela, entendendo-me o embrulho.
-Obrigada. – respondi, recebendo-o.
Desatei a fita roxa, que atava o embrulho preto, e retirei o papel.
Era uma caixa cinzenta.
Abri-a.
Dentro estava uma camisola. Retirei-a.
Era azul, larga na zona dos ombros e dos braços, embora só chegasse a meio destes, o tecido ficava preso debaixo do peito, embora ainda caísse uma prega por cima deste, e depois continuava justo.
-Uau…
-Gostas??
-Sim. Adoro – e era verdade. A maioria das pessoas não sabia escolher presentes, mas aquela camisola era magnifica.
-Anda, vamos ter com os outros!

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