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Fanfic: Forgiven - 37º Capitulo

Stevie Rae estava agora no seu novo quarto, um andar inteiro no edifício dos prof’s, que dividia com Lenóbia.
Eu, Sam, as Gémeas e Damien e Jack estávamos sentados na sala do dormitório, numa reunião que se podia chamar de feminina
- Olha, Z não achas que a Stevie Rae anda mais feliz?
- Jackie, é o efeito do amor! Tu e o Damien não estão mais felizes quando estão um com o outro?
- Bem… Sim… Mas, está mais espevitada…
- De coelhinha fofa – começou Shaunee
- A lebre do mato – concluiu Erin
Soltámos uma risada.
- Oi, posso-me sentar com vocês? – uma iniciada vermelha chegou-se ao pé de nós
- Claro!
Ela sentou-se
- Então… Como te chamas? – perguntou Damien
- Julie Sunshine
- Sunshine?
- Mudei quando cá cheguei, achei piada ser um ser da noite e ter um apelido relacionado com o sol. Sou quartanista, quer dizer, era, e vou voltar a ser…
- Hum… Espera… Tu pintaste o cabelo? – perguntou Shaunee
- Como sabes? Bem, sim, era loira, mas prefiro assim este vermelho – Julie ‘amassou’ os cachos largos vermelhos escuros
- Lembro-me de te ver por aí, ainda loira, quando cá cheguei. Nós também somos quartanistas
- Ah, sim as Gémeas parolesas que a Afrodite falou?
- Parolesas nada! Aquela Afrovaca…
- Erin…! Parem com os insultos, ela já se vai embora daqui nada! Não vale a pena xingarem-na mais
- Pronto, pronto… Bem, a Afrodite, ela sim é parolesa!
- Não vou discutir… - disse Julie, rindo – És nova aqui, não és?
- Sou. Cheguei há mais ou menos uma semana – Sam respondeu
- E tu e aquele Chad… Vocês andam?
- Não propriamente…
- Mas olha devias investir! Ele é bem giro!
- Hum-Hum! Concordo com a Julie! – disse Jack, o que lhe valeu uma leve palmada na cabeça, por parte de Damien – Ai, amor, vais dizer que não é?! O Chad é muito giro, mas sabes que só tenho olhos para ti!
- Espera, vocês são gays?
- Sim. Com todo o gosto! – disse Damien, Abraçando Jack
- Que fixe! Nunca tinha tido amigos homo, só a Blair! Normalmente sou só eu… - Julie lamentou-se
- És homo?
- Não exactamente, meio, meio, percebem?, e a minha namorada, a Blair, deve estar a aparecer por aí, foi só confirmar o quarto com a Stevie Rae. Vocês sabem que o namorado dela é quem vai substituir o Erik? Tem formação em Artes Performativas e um poderzito… Sabe avaliar as pessoas à primeira vista, raramente se engana!
- Substituir o Erik? Como assim? O super -homem vai-se embora?
- Sim, vai filmar um filme na Europa – eu respondi a Erin – Vai para lá um ano, com férias e depois vem fazer uma visita
- Ai, vais arranjar bilhetes para a antestreia, não vais?
- Por favor! Acalmem-se! Vocês também o conhecem!
- Não tão bem como tu, infelizmente… - sussurrou Shaunee
- Eu ouvi
- Adoro-te!
- Eu sei que sim
- Bem… Eu vou dar uma volta por aí, ah e Zoey!
- Sim?!
- Mandaram-me entregar-te isto, estava um homem ao portão e pediu para te dar esta carta.
Peguei no envelope creme. Julie saiu da sala. Na frente só tinha o meu nome.
- Vou subir. Até amanhã – disse apreensiva. Uma carta se remetente, depois do que se passou hoje, deixava-me um pouco alarmada. Entrei no quarto e fechei a porta. Sentei-me na minha cama. Abri o envelope. De lá tirei um papel também bege, uma pequena folha bege estava escrita.
“Zoey, sua criança insuportável, espero que estejas a aproveitar bem os teus dias por aí, porque eles não irão durar muito. Agora que a tua amiguinha do peito está no que deveria ser o meu lugar, a honrar Nyx, Deusa cujo lugar deveria ser ocupado pelo meu Chronos, pensas que tudo está perfeito não é? Pois, muita pena em desiludir-te, mas não está. Ah e a pergunta “Como é que pode ser a Neferet, se te disseram que era um homem…?” O meu amor encarregou-se disso. Bem que o teu estúpido gatinho de guarda Loren tentou impedir-me de me juntar ao Chronos, mas, que se pode fazer? Ele odeia tantos os mortais quanto eu! E tem ambição de poder! Ah, e porque será que te estou a mandar a carta? Para avisar que será melhor tratares de te despedires… Espero que fiques bem, ou não, na verdade espero que fiques bastante mal!”
- Despedir-me? – levantei-me de costas para a janela
- Sim! – virei-me e por trás de mim estava Chronos, mas que mal eu fiz para ter um perseguidor?
Chronos moveu-se demasiado rápido, tocando-me no pescoço e causando-me uma grotesca dor, que me fez desmaiar

***
- Pronto, deve acordar agora amor – ouvi uma voz irritante
- Está bem, agora vem cá – ouvi uma porta fechar-se e de seguida, gemidos perto de mim. Okay, sensação de vómito! Tinham mesmo que fazer aquilo perto de mim?
- Vá, amor, temos de tratar da coisa! – Neferet referia-se a mim
- Podes ao menos ter a mínima consideração por mim? – perguntei abrindo os olhos e vendo-a montada no Chronos. Virei a cara
- Não, querida, espero que a tua morte venha o mais rápido possível! – ela gargalhou e o som de pele contra pele voltou a encher o espaço. Levantei-me.
- Podem parar?
- Claro bebé, se quiseres até te podes juntar a nós! – Chronos fez sinal para eu me chegar
- Ai que porco! Nem penses nisso!
Encaminhei-me para a porta
- Nem penses! – alguém com unhas compridas fechou a porta e barrou-a. Ainda não se tinha vestido toda. Avançou para mim, fazendo-me recuar. Alguém me agarrou por trás, segurando-me fortemente.
- É toda tua – Chronos disse. Os olhos de Neferet tornaram-se negros. Começou a agarrar-me com força, depois mordeu-me o pescoço, com certeza que fez corte, pela dor que me causou. Deixei que as lágrimas me escorressem pela face e um braço tapou-me a boca, evitando os meus gritos. Neferet sugou-me algum sangue. Sim… sensação como qualquer acto de beber sangue, mas eu implorava para que não passasse disso, beber sangue, implorava para que não se estabelecesse a mítica relação entre nós. Mordi com força o braço forte do homem que me segurava, que me soltou para agarrar o seu braço. Dei uma joelhada na barriga de Neferet, que recuou. Passei a mão pela mordidela, e olhei para o sangue que ficou na palma. Senti Chronos aproximar-se, mas dei um chute para trás que lhe acertou na zona sensível. Ele caiu de joelhos.
Lancei fogo em direcção a Neferet , que ficou cercada dele, como uma jaula.
Peguei pelos caracóis negros o cabelo do homem e dei-lhe um soco com força.
“Zoey, tens que acabar com ele” Oh não eu não queria de todo acabar de vez com ele “Tem que ser Zoey, fá-lo, usa a água, os trovões, usa o espírito que ele não tem, e ela, junta-a com ele”
Pedi ao espírito que os deixasse inconscientes. Extingui o fogo envolta dela. Fui buscá-la e pu-la junta com Chronos. Eu chorava. Eu não queria ser uma assassina, não mesmo.
Depois vi que o meu corpo brilhava, prova que Nyx estava a agir por mim, pelo meu corpo. Tentei falar mas não consegui, tentei saltar mas não deu. Sim, o meu corpo estava a ser controlado. Nyx envolveu-me numa bolha e invocou a água. Depois surgiram relâmpagos. Ouviu-se um trovão enorme e a luz do relâmpago cegou-me ao atingir-me levemente.



PS: A fanfic Forgiven está a chegar ao fim...

1 comentário:

Anónimo disse...

Tá fantastica! adoro! continua!