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Fanfic: Sangue Cruzado - Capitulo 9


CAPÍTULO NOVE

Aquela noite que estava supostamente prevista para ser uma como todas as outras. Mas justamente quando Fred chegara, ele apenas tomou controlo do destino, tornando-o justamente tal e qual a sua vontade. Eu apenas não sabia o que queria. O que desejava fazer na nova vida que me afrontara. O sentimento do desejo que tinha por ele apenas se intensificou com apenas um simples toque dos seus lábios. Estava desprotegida, mas fora ele quem quebrara o muro que me afastava do perigo. Apenas me debrucei sobre os seus braços, sem nunca me afastar dele.
Afastei-me um pouco e encarei-o. Desviou as madeixas de cabelo que cobriam a minha marca e olhou-me atentamente. Um brilho notável instalara-se nos seus olhos vermelhos e beijou-a carinhosamente. Não se importava com ela nem com o facto de eu ser diferente. Estava dividida entre a humanidade e as alterações que começava a sofrer para me tornar vampyra. Mas Fred era de um outro género de vampiros. Vampiros que não tinham marcas nem tatuagens, provas que Nyx dava aos seus escolhidos. Era isso que o tornava especial.
Levantou-se solenemente da relva, pegando em mim com muita facilidade. Novamente me beijou e levou-nos aos dois para dentro do motel. E mais uma vez, parecíamos ocultados do resto do mundo. Lembro-me do Fred ter falado que alguns da sua espécie eram abençoados com dons que os tornavam diferentes dos demais. Assim como os meus. Só que em vez de dons, eram concebidas afinidades pela deusa e uma vez que as dava, nunca as retirava. E o livre-arbítrio nunca era interferido por ninguém. Éramos nós quem tomávamos as decisões. Ninguém no influenciava para tal.
Continuamos a caminhar pelo corredor, até chegarmos ao meu quarto. A princípio, comecei a pensar para onde ele me levaria, até que abriu cuidadosamente a porta e fez-nos entrar, encerrando a porta com o pé. Chegou ao pé da cama e deitou-me lentamente sobre ela. Nunca deixara de olhar para mim, nem por um segundo. Os seus olhos ardiam com fulgor pelo seu desejo, que eu continuava a perguntar-me qual seria ele. Deitou-se na outra parte da cama e levou o meu corpo para junto do dele. Os seus lábios novamente encontraram os meus, deixando-os envolventes numa torrente de sentimentos que julgara nunca conhecer.
Uma das minhas mãos fora de espontânea vontade contra o seu cabelo, afagando-o fervorosamente. E quando tracei um caminho com ela na sua face, ele sorriu. Sorriso o qual me deixava contente. Enquanto ele me retirava cada parte da minha roupa que me prendia à própria segurança que eu mantivera por um longo tempo, não sei como mas ambas as minhas mãos foram retirando a sua camisola, como se desejassem tê-lo há muito tempo. No final de tudo, acabamos os dois por ficar sem nada vestido. Foi parando de me beijar os lábios, para poder prosseguir com os seus beijos carentes pelo meu pescoço.
Cada parte de mim fora deixada com uma marca que só ele podia fazer. Sentia a sua pele a encostar-se à minha, deixara-me sem reacção. Parecia que o meu corpo o reclamava como sendo o único que me podia tocar de forma tão íntima como estava a fazer naquele momento. O seu olhar rapidamente reencontrou o meu. Ganhara um novo brilho diferente daquele que eu me dera a conhecer. Fred estava diferente. Levantou o seu corpo formidável para cima do meu, sentindo toda a sua pele a colar-se à minha pele. Era uma sensação reconfortante.
- Mal acredito que tudo isto nos está a suceder. – Disse-lhe timidamente.
- Acredita que isto tudo é a realidade. Não é um sonho nem nada do que se pareça. – Respondeu, enquanto me beijava solenemente. - Se eu não tivesse fugido antes daquela guerra, nunca te teria conhecido.
- Queres falar sobre isso? Não tem mal se não quiseres.
Acenou afirmativamente com a cabeça e enquanto puxava os lençóis para nos cobrir, contava cada pormenor do que havia acontecido. Sentia-se muito só numa cave escura algures em Seattle, no meio de muitos outros recém-nascidos. Tinha um dom, como já havia desconfiado. Podia fazer com que ninguém olhasse para ele e vice-versa, mas apenas se deixava ver para as pessoas que considerava realmente honestas e verdadeiras. Sentia um enorme vazio naquele lugar. Só se interessavam por ele apenas pelas suas capacidades. Era apenas uma marioneta a ser controlado pela “ela” e pelo Riley. Mas no que dependesse de mim, isso não iria voltar a acontecer. Nem a mim, nem a ele.
Voltei a beijá-lo com mais intensidade, não por pena do que lhe havia acontecido mas pelo facto de que gostava dele e que recordar memórias do passado nos fazia sentir remorsos e uma tristeza profunda. Os nossos corpos estavam unidos e os nossos sentimentos ligados. Estava tudo a ser esclarecido naquele momento. Cada segredo se ia revelando a cada minuto. Entreguei-me a ele, retribuindo com um beijo que parecia durar eternamente. Uma noite de amor nos preencheu, assim como uma onda de felicidade nos rodeara.
Abracei-o com ambos os braços, sem nunca o largar. As suas mãos simplesmente espalharam repetidas carícias por todo o meu corpo, enquanto me murmurava ao ouvido o quanto me amava. Apesar de tudo ter sido tão repentino, eu já o amava. O tempo não influenciava os sentimentos nem a força de vontade que tínhamos. Todos os meus pensamentos foram-se desligando e cada parte de mim estava chamar pela sua cara-metade. Ele apenas mais uma vez me sorriu e beijou de uma forma ainda mais intensa que a primeira vez. Era único aquele momento e era definitivamente a melhor parte daquela minha nova vida.

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