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Extras de Loren Blake

Como prometito, aqui está a próxima parte da história Zoey-Loren, espero que gostem :)

Parte 1.2
Hoje seria fácil escrever Haiku.
Estava debaixo da árvore perto do muro oriental concentrado nas suas marcas, na sua voz e no seu sorriso, quando escutei o barulho de passos. Era Neferet, e estava à minha procura, tinha a certeza, hoje ainda não me tinha encontrado com ela. Fiquei apavorado. Neste momento, devia estar a ler a minha mente e a perceber o quão concentrado eu estava na Zoey. Neferet ia me matar! Ela tenta esconder, mas eu sei a inveja que ela tem daquela novata. Eu cinceramente não entendo o porquê. Se tivesse pensando em qualquer outra rapariga, provavelmente ela não ligaria, mas como era Zoey.... as minhas pernas tremeram. Quando senti o cheiro dela. Será?
- Zoey? És tu? - disse.
- Loren? – respondeu. Sobressalteime.
- O que estas a fazer aqui?
- Oi. – disse. Então, sorriu-me e relaxei por completo. Ela era doce. – Ah, estava a voltar do estábulo e eu e a Nala, resolvemos esticar as pernas.
- Esticar as pernas, hum? Olá outra vez Nala. A gata saiu assanhada de perto de mim quando eu tentei acariciála.
Conversámos sobre a sua gata rabugenta e o meu gato resmungão. Era agradável conversamos sobre futilidades. As suas respostas eram inteligentes e estava também a utilizar o seu charme em cima de mim.
- Então o que estava a fazer aqui? – perguntou.
Fiquei na dúvida se responderia com a verdade ou tentaria uma meia verdade. Achei melhor não transparecer ainda o quão interessado nela eu estava.
- A escrever Haiku. Inspiro-me aqui, sozinho, nas horas que antecedem o amanhecer. Ela ficou vermelha e sem graça.
- Ah, meu Deus! Desculpe. Eu não queria interromper. Vou dizer adeus e deixa-lo em paz.
Bolas! Ela não pode ir ainda. Peguei no seu braço quando ela se virou para pará-la.
- Não precisas ir embora. Eu também me inspiro com outras coisas para além de ficar sozinho na noite. – disse.
- Bem, eu não queria incomodá-lo. – disse ela.
Quando olhei para a sua boca, a minha entreabriu-se e senti a pulsação dela a aumentar. Deusa! Queria tanto colocar os meus lábios nos dela. Tive que soltar o seu pulso para me controlar.
- Não te preocupes com isso, não me estas a incomodar– disse para tranquilizá-la.
- Então astá bem. Haiku. É poesia asiática com um número determinado de sílabas, não é?
O meu sorriso aumentou. Ela é esperta. Senti uma afinidade imediata. As marcas no rosto eu conhecia, mas as do ombro...
- Por falar em inspiração... Podias-me ajudar. – Disse. Não consegui resistir. Puz as minhas mãos no seu ombro.
- Nyx marcou-te aqui.
- Sim – disse. O seu olhar queimava. Minha Deusa! Não parecia que esta rapariga fosse virgem. Ela era de uma sensualidade impar.
- Eu gostaria de as ver. Se não for muito desconfortável para ti. – a minha voz estava completamente alterada pelo desejo que sentia.
Vou tentar mostrar-lhe.
Perguntei, mas não achava que iria aceitar. Zoey começou a tirar o casaco e eu pedi para ajudá-la e ela deixou. Mas não consegui tirar os olhos dos olhos dela. Agora ela não parecia uma criança ou uma caloura, parecia detentora de todo o conhecimento do universo. Quando por fim consegui olhar para as suas marcas fiquei encantado.
- É incrível. Nunca vi nada assim antes. É como se fosses uma princesa ancestral que se materializou no nosso tempo. Como somos
abençoados por te ter aqui, Zoey Redbird. – disse, a minha voz estava completamente rouca.
Estávamos tão próximos, estava tão quente. Uma atração tão forte no ar. Eu queria pegá-la ao colo e correr o mais rápido que pudesse, levá-la para o meu loft, despi-la e sentir. Somente sentir. Senti-a
tremer e arrepiar-se. O meu senso voltou um pouco. Isso não pode acontecer, eu sou um professor e ela é uma aluna. Neferet matarar-me-ia e a ela também, além disso, eu não conseguiria dormir com ela só uma noite. O desejo que sinto por ela sem lhe tocar mais intimamente já é forte. Imagino quando descobrir os seus segredos... Mmm... Tenho que me afastar dela.
- Desculpa. Deves estar com frio. – disse.
- Eu não estava a tremer de frio. – disse ela.
Aquilo chocou-me. Olhei para os seus olhos e senti a poesia ideal para o que eu sentia na sua presença.
“Creme e seda: um
Provar, tocar, mui quero
A lua nos vê”.
- É lindo – disse.
- Tu és linda.
Peguei no seu queixo e preparei-me para beijá-la. Que se dane o resto, eu não ia esperar. Momentos tão sublimes como este não ocorrem sempre. Ela cobriu a minha mão com a sua deixando-me livre para fazer o que planeava. Enalei o ar pelas minhas narinas para me render ao seu encanto, quando senti o cheiro doce e elétrico de Neferet. Ela estava a observar-nos. Não ia ser desta vez... Pena...
- Foi bom ver-te, Zoey. E obrigado mais uma vez por me teres deixado ver as tuas marcas.
Acenei com a cabeça e saí. Estava frito. O que faria se Neferet me pedisse para escolher entre as duas? Não tenho a certeza de qual escolheria. Pensar em nunca mais tocar na pele de Zoey e ver a profundidade dos seus olhos, deixava-me com o peito dolorido. Por quê? Como esperado, quando entrei no Sotão do Poeta, Neferet estava à minha espera deitada na cama. Ela era tão condenadamente bonita e sexy.
- Parece que te apanhei em flagrante. – disse ela.
- Não estava a fazer nada de mal. Estava a escrever uns versos quando ela apareceu e começamos a conversar.
- Sabes que quando uma pessoa dá muitas explicações é porque tem alguma coisa a esconder. E eu nem sequer estou a ler a tua mente agora. Não te esqueças com quem é que estas a falar, Loren. Não me confundas com essas rapariguinhascom que de vez em quando te deitas. – e fez uma pausa longa. Isso deu-me uma boa ideia. Vais-me fazer um favor. E vais adorar fazê-lo.
- O que quiseres querida. – disse e tentei aproximar-me ajoelhando-me perto dela.
Riu-se.
- És incorrigível Loren. Eu devia nunca mais ficar contigo. – disse ela medindo-me de alto a baixo. – Pena que sejas tão bom.
A conversa acabou. Neferet só saiu do Loft duas horas depois. Disse-me o que eu deveria fazer e como havia previsto eu gostei muito do meu papel. Ficar com a Zoey com a autorização de Neferet, era uma idéia que nunca me teria passado pela cabeça.
Não era só na cama que eu e Neferet combinávamos. Nós dois tínhamos o mesmo rancor pelos humanos.
Lembro-me como fosse hoje, tudo o que passei na minha infância.
A minha mãe foi seduzida por um jovem da faculdade, atraente e que lhe promera casar-se com ela como um preteito para poder fazer sexo.
Ele era muito bonito, mas a senhora Helena, a minha mãe, tinha sido criada de forma muito severa e sabia que certas coisas só se faziam depois do casamento. Mas Henry, o meu pai, era muito engtatão, rico e completamente lindo. Todas as raparigas da cidade eram doidas por ele, mas aparentemente ele queria Helena, numa noite de luar ele trouxe flores disse que a amava e que estava pensar ir falar com o seu pai e pedir a mão dela em casamento. Ficou tão feliz que naquela noite não
conseguiu resistir ao seu charme. No dia seguinte, encontrou-o na escola e ele tratou-a de forma desprezível. Chorou muito naquela noite e resolveu que aquele incidente não ia acabar com a sua vida. Ia esquecer e seguir com seu futuro. Ela queria ser cientista. Só não contava que o destino planeava outra coisa para a sua vida. Ela engravidou e quando não conseguiu esconder mais do seu pai, foi expulsa de casa e passou a trabalhar na casa de uma senhora por um prato de comida.
A gravidez foi avançando e quando eu nasci ela
foi expulsa do trabalho. Foi quando se tornou prostituta. A única maneira de se sustentar a si e a um filho pequeno. O inconveniente era que o seu filho era a cara chapada do pai e fazia com que, de todas vezes que o via, se lembrasse do desgraçado que a deixou. Por isso não conseguia sentir amor pela criança. Não posso culpá-la, apesar de fazê-lo. Eu era constantemente espancado por qualquer coisa. Ela nunca conseguiu sentir amor por mim. Muitas vezes tive de presenciar os encontros com seus clientes em casa. Os sons, os gemidos e as palavras de baixo escalão. Desde que tenho conhecimento que faço a minha própria comida e lavo a minha própria roupa. Nunca ninguém me fez um lanche para eu levar para a escola, ou passou a mão pela minha cabeça com carinho. Com uns dez anos interessei-me por poesia, pois nos seus versos conheci o sentimento “amor”. Um amor que nunca conheci na realidade e que me parecia um conto da carochinha. Ainda hoje quando penso nisso penso com raiva. Não consegui superar o rancor que tenho de minha mãe e pai. Eu não pedi para nascer e não merecia ter sofrido por um erro que não foi meu.
Foi um dia muito feliz na minha vida, quando fui marcado e vim morar para a casa da noite. Aqui conheci o carinho. Neferet recebeu-me muito bem.
Até bem de mais. Conheci as mulheres com 14 anos, quando
desenvolvi o meu potencial, o meu corpo foi crescendo e desenvolvendo-se. Eu sou bonito como o meu pai. Alguma coisa aquele desgraçado fez de bom por mim. Isso faz me lembar quando ele apareceu na saída da escola. Com uma bíblia de baixo do braço. Disse-me que tudo o que tinha feito de errado com a minha mãe e com ele foi quando ainda era um pecador. Disse também que tinha sido usado pelo demónio. O meus olhos idiotas de 10 anos iluminaram-se e eu senti uma esperança intensa. Imaginei que ele estava aqui para me tirar do inferno que era a minha vida e que me iria levar para uma casa.
E como um parvo completo eu perguntei “Veio-me buscar?”. Ele desconversou e disse que agora tinha uma família e filhos, que a sua mulher não sabia que ele tinha tido outro filho e não iria aceitá-lo em casa. Mas que se eu quisesse nos podiamos encontrar todos os domingos na igreja, isto, se eu não dicesse a ninguém que ele era meu pai. A minha raiva explodiu e mesmo tendo apenas dez anos eu disse-lhe para nunca mais aparecer para me ver. O que ele fez. Eu não era um filho para ele, já que tinha outros. Deus estava do lado dele. Será que ele acha que Deus tinha pedoado todos os seus pecados, estragando a vida de uma mulher e do seu filho? Passei então, a não confiar num Deus que perdoa pessoas como o meu pai.
Não entendia e ainda não entendo. Todos os humanos que conheci não foram amáveis comigo ou me trataram com carinho ou atenção. Só conheci a bondade aqui entre os da minha espécie. Nunca menti ou iludi nenhuma das mulheres com que tive, esse sempre foi o meu lema. Eu não ia deixar nenhuma delas passar o que minha mãe passou.
Lembrei-me da viagem que iria fazer para a Costa Leste para um recital. Por que é que o meu peito dói quando penso em ficar longe da Zoey? Será que por fim estava a viver o amor que só tinha encontrado nos versos dos poemas? É muito prematuro, só falei com ela um par de vezes.
Amor à primeira vista? Não pude deixar de pensar na Zoey durante toda a noite, aquele beijo não concretizado estava a excitar-me de uma forma... Ah! Deusa. Ela é só uma rapariga adolescente. Linda, charmosa, poderosa, inteligente... Ah! Preciso de parar de pensar nela.
Não queria que ela se esquecesse de mim durante o tempo que estivesse longe. Aquele rapazote, Erik... Estava sempre por perto, tinha a certesa que eles estavam a namorar. Então resolvi escrever um verso de Haiku.
“Ontem Rainha
Acorda crisálida.
Asas abrirá”?
Pus no seu armário, no meio dos livros de rituais, sem assinatura. Ela saberia quem o escreveu. Esta a chegar o ritual de lua cheia e pelo pouco que a conheço ela deverá vir à biblioteca pesquisar.
“Para Zoey
Airosa Pítia
Nyz não cobre seu rubro sonho.
Aceita o desejo”.
Este verso retrata bem duas coisas. O desejo de sangue que ela e eu temos. E o desejo físico que com certeza senti nos seus olhos e na forma como o seu corpo reagiu ao meu toque. Mal posso esperar para experimentar o seu sangue e o prazer que vem com ele.
Deusa!... Já estava a ficar com água na boca.
Neferet estava à minha espera quando voltei ao meu loft.
- Loren, preciso que me faças um grande favor. Eu só posso confiar em ti para este caso.
- Tudo o que desejares sacerdotisa. – inclineime com o punho no coração saudando-a como um guerreiro.
– É um caso sério, Loren. Senta-te que a história é longa.
Foi então que fiquei a saber dos mortos-vivos.
Ela contou-me que tinha conseguido trazer os calouros que não passavam pela transformação, de volta à vida. Só que eles voltavam diferentes, com uma necessidade intensa de sangue, hábitos pouco higiénicos e não podiam sair ao s
Sol.
Quando perguntei o porquê dela não ter comunicado a todos o facto. Ela disse que a sua intuição dizia que Nyx tinha um plano especial para eles.
O pedido era que eu levasse um carregamento de sangue para os túneis por baixo da estação de Tulssa. Quando os vi tive um baque.
Não imaginei que fosse assim tão horrivel. Eles eram imundos, os seus olhos vermelhos, os seus corpos esqueléticos e os seus modos...
Pareciam literalmente bichos. Como é que Nyx podia querer transformar pessoas naquilo?! Eu não compreendi, mas a sacerdotisa da Deusa deve saber o que está a fazer, não?
Deixei o sangue e quando estava de saída fui abordado pela polícia, mostrei os meus documentos, inventei uma desculpa qualquer e fui para a minha viagem planeada.


Gostaram? vou tentar encontrar a próxima parte

Que Nyx vos acompanhe :)

9 comentários:

*M'A* disse...

Se vocês quiserem, este site indica onde podem sacar o resto em pdf. A primeira parte tem mais do que o que vocês aqui escreveram mas ainda só li o que vocês publicaram. Este está escrito é em brasileiro, mas sempre é melhor que nada ;)

Sara S. disse...

oi
eu ainda só encontrei esta 1ª parte e também foi num site brasileiro, depois tive de traduzir.
Mas se encontrares a 2ª parte agradecia que me desses o site ou enviasses por mail ok?

Cristina Ferreira disse...

bom dia, como li que estavam À procura da 2ªparte, eu fui fazer uma pesquisa sobre o assunto para ver se a encontrava e encontrei um site braileiro que tem as partes todas e mais historias sobre o resto das presonagens. o site é este: http://houseofnightbr.blogspot.com/
foi lá que encontrei. vejam, pode ser que vos dê jeito.

beijo, e muitos parabens pelo vosso trabalho.

sara bastos disse...

bem eu vinha oferecer o ficheiro da historia toda em pdf mas já vi k já vim tarde =P o meu tbm tá em brasileiro mas se por algum motivo for necessário é só dizerem...

*M'A* disse...

Olá! :)
Neste site está o livro todo.
eu saquei-o, mas agora nao encontro o site mas mal encontro envio.
Continuação de um bom blog ;)

*M'A* disse...

Já encontrei. foi deste site que o saquei. http://adf.ly/246619/http://www.4shared.com/document/bXuyd0U7/_2__Extras_de_House_of_Night_-.html

Se caso nao conseguirem, digam que eu envio-vos por email :)

Beijo*

Sara S. disse...

Bem obrigada a todas estava mesmo a precisar porque não estava a encontrar nada.
Parece que nos pr
oximos tempos vão estar a ver a história loren-zoey no nosso site potuguês da casa da noite :)
bjs

Sara S. disse...

Bem obrigada a todas estava mesmo a precisar porque não estava a encontrar nada.
Parece que nos pr
oximos tempos vão estar a ver a história loren-zoey no nosso site potuguês da casa da noite :)
bjs

*M'A* disse...

Sempre às ordens xD