Olá Filhos e Filhas das Trevas!
Para quem gostou da fanfic da Sofia, "Crossover", pode ver mais do seu trabalho neste blogue.
Queremos também dizer à Sofia que gostamos muito da sua cooperação com o blogue, e que a receberemos de braços abertos se ela pretender escrever mais alguma coisa sobre a Casa da Noite.
Que Nyx vos abençoe!
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Fanfic: Crossover - Último Capitulo
Último Capítulo
Não vou permitir que te magoes, nem que por isso te tenha de matar.
As palavras dela flutuavam sobre a minha cabeça, aqui estava eu, preso a uma cadeira que podia facilmente sair, mas que não conseguia por razões óbvias. Sempre a tivera a meu lado durante todos estes anos, acabei por habituar-me a ela e agora tinha acabado de receber uma ameaça.
Era estranho como isso me dava uma sensação de alegria, de um certo modo, porém havia também um misto de raiva que me fazia querer realmente virar-lhe costas. Mas não podia, nem iria fazê-lo.
- Nicholas, ouve-me com atenção por serão as últimas palavras que poderás ouvir de mim. – Mais estranho ainda era ouvi-la a usar o meu nome completo, coisa que jamais tinha feito ao longo do tempo que nos conhecemos. – Não achas que estás a levar esta ideia de vingança demasiado a sério?
- Não é vingança, Kate. É justiça.
- Podes chamar o que desejares, mas não sei se reparaste… Tu e eu sabemos muito bem que toda a família Edwin virou-te as costas e está preparada para matar-te mal tu lhes apareças à frente.
- Isso não me impede de seguir a missão que temos que fazer.
- E quem to disse? Já não fazes parte deles, Nick… Não o faças, desiste dessa estúpida vingança. Só estás a acabar contigo mesmo, e depois no fim… Conseguirás tornar-te tanto como ela quando matou lá a tua parente? Se seguires esse caminho te transformarás tão monstro quanto ela.
- Não é bem assim… Tu sabes que não é.
- Está bem…. Então vamos ver pelos teus próprios olhos.
- Como? – Perguntei sem grande interesse.
- Queres saber o que faz a tua queridinha amiga que te quer ajudar a matar a tal vampira?
- Eu não preciso de saber nada sobre ela. Apenas tenho que seguir o meu caminho.
- A tua teimosia não te deixa ver as coisas com clareza… Se pelo menos pudesses ter investigado, tinhas descoberto que essa tal Kiya não é tão boa como aparenta. - Talvez ela pudesse ter uma certa razão, mas a realidade é que o meu dever era fazer justiça, por mais que fosse complicado. – Ela é irmã da tal mulher, parece que seu nome é Sheftu.
- Sheftu? – Perguntei, ela tinha cativado por completo a minha atenção.
- Sim, mas não é dela que estamos a falar. – Disse Kate com um sorriso. – Tu é que não podes seguir em frente com esta loucura.
- E porque não?
- És um idiota se pensas que sairás vivo quando te meteres em frente de uma vampira milenar! Como pensas tu que Kiya cria as suas cobaias? Move-as através da sua estupidez… E tu és um desses.
- Tu sabes que não é bem assim. Eu estou a…
- Sim, nós sabemos bem o que tu pensas que estás a fazer. – Interrompeu-me ela irritada. – Agora o que te pergunto é: Ficas comigo pela eternidade ou pelo tempo que duramos… Ou atreves-te a fazer-me matar-te?
- Não sejas louca!
- Não? Estou apenas a seguir o teu exemplo. Mesmo que tentes, sabes bem que eu te conheço. Não chegarás a tempo antes que te mate.
- Não o irás fazer… Não és assim.
- Isso pensas tu. – Disse-me, aproximando-se perigosamente da minha cara. – Queres testar os meus limites?
- Tu não te atreverias… Ah! Estás louca? – Não tinha eu reparado que na sua mão direita estava uma navalha de prata que tinha acabado de se aprofundar na minha perna.
- É só um pouco mais acima… Achas mesmo que te vou deixar ir para essa loucura?!
- Tu é que estás louca! O que te deu?
- Meu caro, ou tu vês a realidade ou morrerás nas minhas mãos.
Seus dedos aprofundaram-se no corte, levando o sangue à minha boca, enquanto se unia com os seus lábios. Tentando enlouquecer-me? Talvez… Estaria eu louco? Certamente… Seguiria em frente com esta parvoíce? Hum, não sabia ao certo.
- Entendeste o que te queria dizer? – Perguntou-me, deixando-me encurralado entre a razão, o desejo e o dever. Acenei que não com a cabeça, sem que tivesse muita coragem para responder. – Todos estes anos na Casa da Noite, todos os anos da tua vida… Perdeste grande parte do que tinhas à tua volta por esta vingança idiota que nem sequer é tua. Não fazes parte daquela família, não agora que te tornaste um vampyro. A tua família está aqui. Queres virar-me as costas e seguir em frente, então terás que acabar comigo primeiro ou eu o farei. Não quero que a tua morte seja uma prisão, não te quero assim. O que decides?
***
Como pode uma pessoa nos conhecer tão bem? Isso é o que me pergunto a cada novo dia desta nova morte. Se decidi bem? Isso certamente fica para outra eterna história.
- Vens? – Perguntava a vampyra que me abrira os olhos, deixando que eles pudessem ver a sorte que tinha… Não por um dia, não por um momento… Era uma eternidade que nos esperava.
Não sabia ao certo de quem tinha sido eu durante todos estes anos. A minha morte tinha começado como seguimento da minha vida, mas agora eu tinha encontrado aquilo que jamais conseguira ver, apesar de permanecer do meu lado.
Kate era o que eu procurava, perdido algures por uma suposta injustiça. Não tinha tomado consciência de que eu estava a ser sugado, morto… Porque somos nós tão cegos quando as nossas alegrias nos espelham sobre quem mais está próximo. Eu tinha errado, mas a eternidade era todo o tempo que precisava para recomeçar tudo… E tu? Quanto vais olhar e ver que não és o que realmente fazes? Vais prender-te também com o desejo de não viver a tua vida?
Fanfic: Crossover - 10º Capitulo
Décimo Capítulo
Versão da Kate
Ainda sentia ligeiramente o sabor dos lábios de Nick sobre os seus, apesar de já se terem passado algumas horas do seu desaparecimento. Típico dele, escapar ao que não quer aceitar como certo.
O mais irritante de tudo é que eu me preocupava demais com ele, por mais que já tivesse enfiado na cabeça que não valia a pena tentar demovê-lo contra a sua ideia absurda. A família tinha-lhe virado as costas, ninguém se importava minimamente com ele e até se conseguissem matavam-no quando o encontrassem. Não há vampyros bons, segundo aqueles caçadores compulsivos.
Tentei mostrar-lhe isso, mas a sua teimosia torna-o completamente cego, tão cego que até me dava vontade de lhe mostrar a realidade. Era assim tão complicado compreender que a sua vida de humano tinha acabado?
Já eram várias as horas que ela tinha perdido de sono, não apenas por este problema dele. Sentia de um certo modo como o seu corpo quisesse mudar finalmente, completando a sua transformação, mas havia algo que não a permitia. O que seria? Toda esta preocupação? Ou simplesmente era alguma confusão que atrapalhava por completo a sua cabeça.
A verdade é que permanecia deitada desde que reparou que ele a tinha deixado, sem que sequer se levantasse para ingerir qualquer coisa. O que importava isso se não tinha mesmo vontade de o fazer?
Um ligeiro ruído chamou-a à atenção, mas não me movera. Fechei os meus olhos e continuei com a minha respiração leve, até que a sua mão tocou na minha face e agarrei-lhe o pulso, virando-me rapidamente e sorrindo intimamente, enquanto tentava permanecer séria.
- O que estás aqui a fazer? – Perguntei-lhe, olhando-o nos olhos.
Suspirou e permaneceu calado, pelo que parecia tinha acabado de estragar as suas intenções. Ficamos em silêncio, não iam ser mais umas horas que mudariam estes dois dias de total ausência. Poderia estar preocupada com ele mas mesmo assim permanecia ligeiramente chateada. Eu não era nenhuma criança, não podia deixar-me assim, fugir do que é demasiado real não é do meu feitio. Por isso teria de aguentar esta noite aqui comigo até que finalmente as coisas acabassem, de uma forma ou de outra.
- Acredito que já te perguntei o que aqui fazes… - Disse, após um longo silêncio, com uma tentativa de escapar da minha mão, mas sem muito sucesso. Eu sabia bem o que queria.
- Queres mesmo ir por aí? – Perguntou-me sem olhar directamente para os meus olhos, tentando escapar de um certo modo ao que ele mesmo sabia que acabaria por acontecer caso me olhasse.
- É a única forma de saber o que raio anda pela tua cabeça.
- Vim despedir-me. – Começou ele por dizer. – Brevemente seguirei o meu caminho e não poderás estar comigo.
- E quem disse que eu queria estar no teu caminho. Já foi bem claro que eu sou um erro para ti. – Respondi áspera, estava lá importada com o que ele achava importante. Não conseguia ver o que era real.
- Não digas isso… - Comentou rapidamente, observando-me nos olhos, segurando-me o queixo e tocando levemente nos meus lábios.
- Pensas que é assim que tens o que queres? – Continuei eu, com o mesmo tom anterior, o que lhe provocou espanto. Tanto me faz…
- Não, não penso.
- Então? O que vieste cá fazer? – Não iria deixar que ele pudesse voltar-me novamente as costas, por mais que me magoasse, eu tinha de fazer algo. – Tenho de ser eu a decidir o que realmente vai acontecer hoje. Pois muito bem, assim seja!
- Como?
- Sim, ouviste-me. – Ergui-me, sem que largasse sequer o seu pulso. – Ou consegues entender de uma vez por todas tudo o que te tenho dito durante estes anos, ou terei que tomar medidas mais drásticas.
- Medidas mais drásticas? – Perguntava surpreendido.
- Caso saias desta porta, não voltarás mais. E não é por fazeres a idiota tentativa de vingar a família que te quer morto. – Fiz uma leve pausa para ganhar coragem para o que diria de seguida. – Não vou permitir que te magoes, nem que por isso te tenha de matar.

Penúltimo Capitulo
Fanfic: Crossover - 9º Capiulo
Nono Capítulo
Aqui estava eu, seguindo rumo ao incógnito. Tinha deixado tudo para trás, apesar de saber que havia coisas que jamais me abandonariam, até mesmo poderiam assombrar-me durante o resto do tempo que permaneceria sobre este mundo.
Kate era parte de mim, por mais que o negasse, parte daquilo que jamais deixaria de ter na minha mente. Sentia-me preocupado com ela, ao deixá-la assim. A realidade era que desejava que fosse o seu cabelo negro que estivesse a esvoaçar à minha frente e não esta mulher loira que tão pouco eu conhecia.
- Chegamos. – Disse ela, abrindo uma porta de um armazém com cuidado. O sol ainda estava no alto e certamente não era a hora de andar com certas companhias durante o dia.
Tal como eu calculava, estavam algumas dezenas de vampiros, sem quaisquer marcas sobre as suas testas, observando-me atentamente. Talvez nem soubessem o que eu era, ou estariam espantados por um ser como o meu aproximar-se deles com tanta simplicidade. Não, eu não tinha qualquer receio que me atacassem.
- Estes serão os teus companheiros. – Começou ela por dizer. – Onde está a Pan?
- Saiu para buscar alguns mantimentos e mais alguns reforços. – Disse um deles, aparentando ser uma espécie de chefe. Seus cabelos escuros o realçavam, demonstrando que para além de tudo ele teria uma certa experiencia. Como se existisse para além do tempo que nós tínhamos conhecido.
- Ian, que bom ver-te… - Sorria ela com uma enorme falsidade sobre a sua voz. Era incrível como o seu sorriso fazia com que todos os restantes elementos estremecessem, talvez com medo…
- Deixa-te disso… - Disse-lhe o tal homem, mostrando agora uma expressão completamente séria. – Então e quem é esse?
- É mais um membro para o nosso grupo. – Aproximou-se dele, abraçando o seu braço, observando-me e continuando a sua apresentação. – Este é um daqueles homens com contas a ajustar com Sheftu.
Minha mente captou algo que não me lembrava de ter sido dito alguma vez… Sheftu… Mas que nome estranho. Seria a tal mulher que tinha assassinado brutamente Mervin? Não sabia porquê mas o rosto do tal Ian tinha enrijecido bastante ao ouvir aquele nome.
- Como ousas? – Perguntou-lhe, afastando o seu braço dela. – Qual o teu nome? – Perguntou-me, parecendo estar prestes a atacar-me.
- Edwin, Nicholas Edwin. – Acabei por dizer, depois de aclarar a garganta. Se o meu instinto estivesse certo, aquele vampiro seria bem mais perigoso do que aparentava. Enquanto me observava, fitou por momentos a minha testa e sorriu.
- Com que então és um vampyro. – Concluiu ele, voltando-se para o resto do grupo sem que realmente me desse caso.
Não sabia bem porque sorriu ele, talvez me tivesse achado fraco demais para que conseguisse sentir em frente. Ou visse a desconfiança que eu tinha sobre aquela mulher. Na realidade, eu não sabia nada sobre aquele homem. Era estranho, impressionante e interessante observá-lo. Kiya, por sua vez, parecia temê-lo de alguma forma… Talvez houvesse alguma espécie de pacto entre eles.
Bem, parecia que era algo que acabaria por descobrir mais cedo ou mais tarde.
Fanfic: Crossover - 8º Capitulo
Oitavo Capítulo
O que eu gostava de ter feito era tão simples comparado ao que estava neste momento a acontecer. Contactaria a mentora de Kate para que pudessem vir busca-la antes que algo corresse mal, por mais que não pudesse mantê-la do seu lado, queria que pelo menos ficasse bem.
A realidade era que agora estava com Kiya, que estava desejosa de saber tudo sobre a nossa espécie de vampyros. A sua fome por sabedoria conseguia fazer-me sentir um pouco preocupado, como se existisse algo mais além do que me contava. Chamem-me o que quiserem, mas a realidade é que era complicado deixar de lado o meu instinto que continuava berrante, reclamando com toda a sua força, dizendo com toda a alma que não devia seguir em frente.
Eu não podia pensar em tal coisa, deixar que um simples instinto interferisse na solução para a minha família, deixando que todas as tentativas fossem dadas como gotas de água que acabariam por ser entornadas. Não era uma questão de orgulho, não era uma simples vingança que se servia fria. Era uma família, uma causa, uma injustiça que necessitava de ser remediada.
- Então, sempre desejas ajudar-me a ter o que queres? – Perguntava ela, mostrando-se bastante confiante.
- E o que eu quero? – Questionei-a cauteloso, já não sabia bem ao certo se era seguro compactuar com ela. O seu olhar era o que mais me fazia recuar. Não que a conhecesse o suficiente para conhecê-la bem. Podia jurar que havia muito mais do que contava, era ira, talvez mesmo maldade com um toque de raiva. Acredito que a única coisa que a faz mover é mesmo essa sua vontade de acabar com a tal mulher que matou uma mãe da minha família há uns anos.
- Se não sabes o que queres, não serei eu que te poderei ajudar. – Respondeu sorridente, livrando-se de mim e seguindo em frente na sua vida, virando-me costas sem que sequer tentasse convencer-me… Talvez estivesse equivocado… Talvez…
- Espera! – Gritei eu, aproximando-me dela e agarrando-lhe levemente o braço. O seu cabelo loiro flutuou sobre o ar enquanto voltava a sua cara novamente para mim. Mas nada disse, apenas continuava com o seu sorriso, à espera. Sentia-me como se acabasse de me colocar numa enorme teia, preso e inútil. Por fim, deixei-me ir segundo o que tinha de fazer. – O que eu quero é responsabilizar aquela que matou Mervin.
Seu sorriso aumentou ainda mais, mostrando os seus dentes brancos, demonstrando o seu agrado com o olhar sincero que via em mim. Era o que eu queria, vingança. Não que tivesse a certeza de que deveria de seguir em frente com Kiya, mas a única forma de saber do paradeiro daquela vampira estava com esta mulher.
Preocupava-me imensamente saber que seguia em frente para um futuro completamente negro. Poderia ser uma cilada, ou algo talvez pior… Mas que tinha eu a perder? Afinal de contas era o que a minha família desde sempre ansiou fazer. Não que agora eles desejassem dar-me como um deles, mesmo assim era o meu dever caçar aquela mulher até que a justiça fosse feita. Não era apenas por mim, mas sim por todas aquelas gerações que ficaram presas a esta missão e todas as outras que num futuro acabariam por aguentar com o mesmo encargo. Era o meu dever.
- Leva-me contigo. O que mais desejo é trazer justiça à minha família.
Apesar das minhas palavras serem sinceras, abalei-me levemente enquanto seguia os passos lentos de Kiya. O que estaria eu a fazer? Só esperava que fosse o mais correcto. Sim, só poderia ser…
Fanfic: Crossover - 7º Capitulo
Sétimo Capítulo
Ainda sentia o calor dos seus lábios contra os meus, aquela paixão toda que tinha sentido por breves momentos, até que decidi correr, desaparecer… Não sabia bem ao certo onde estava, mas era um local maravilhoso. A noite ainda agora tinha surgido, e as luzes do parque eram o suficientemente fracas para conseguir sentir a luz da lua a entrar suavemente sobre a minha. Mas não era isso que importava agora, não conseguia relaxar por mais que quisesse. E o meu problema tinha um nome: Kate.
Ela não merecia que eu a obrigasse a fazer parte da minha vida. O que era eu? Um vampyro que simplesmente tinha que seguir uma vampira desconhecida, com a ajuda daquela mulher estranha que lhe aparecera na outra noite, e acabaria por mata-la. Sim, eu acabava por me tornar no fim um assassino, tal como aquela mulher que chacinara a minha família.
Tinham passado tantos séculos e seguíamos os passos dela, procurando algo que nos fizesse chegar-lhe. Recordo-me que nos registos, quase uma vez o conseguiram. Havia a certeza de que ela nessa altura não estaria sozinha, com uma acompanhante que tinha traçado a sua morte, assim nós conseguiríamos encontra-la. Mas tão rapidamente, como se jamais tivessem conseguido encontra-los, desapareceram do mundo como se esfumassem.
Lembro-me das primeiras pistas sobre o paradeiro daqueles dois intrigar a maioria dos caçadores que a procuravam. Era um mar de sangue, repleto de torturas, que iam encontrando pelo caminho em que sabiam que ambos passavam. Nenhuma das suas vítimas sobrevivia, nenhuma delas nos poderia dizer como é que realmente essa mulher divagava pelo mundo.
Eles eram inteligentes demais para se deixarem apanhar por reles caçadores, que encontravam sempre uma ou outra vítima, mas todos sucumbiam à falta de sangue. Naquela altura não precisavam de ter tanto cuidado, com tantas pessoas pobres, com tanto desconhecimento e – principalmente – medo, não havia qualquer forma de determinar o próximo passo que daria.
A única monotonia que conseguimos realmente captar fora a forma como usava as suas presas. As torturas faziam parte da sua marca pelos tempos, apenas aqueles que tinham sucumbido sobre suas mãos saberiam o que tinham sofrido.
O seu desejo pela destruição parecia desumano, e como ela nem humana era, ainda mais justificações dava para que tudo fosse simplesmente julgado como totalmente imperdoável. A morte era pouco para um ser como aquele. E eu sabia disso.
Meus instintos ficaram em alerta, quando uma pulsação breve se fez próxima de mim. Rapidamente captei o seu aroma, sentindo que talvez já o tivesse sentido antes. Aproximei-me consoante as batidas sonoras que meus ouvidos captavam, facilmente segurei o seu pescoço com a minha mão, raptando aquele corpo das sombras e arregalando os olhos ao ver quem era.
- Isto sim… É uma forma engraçada de cumprimentar os humanos. – Gozou Kiya, observando a minha expressão confusa, sorrindo brevemente. – Então, podes largar-me o pescoço para que possamos falar de negócios?
Rapidamente o fiz, deixando-a respirar normalmente. Curioso como o seu coração nem tinha se assustado, estava tão normal quanto a sua expressão. O que viria por aí? Era essa a questão que mais me assustava.
Ainda sentia o calor dos seus lábios contra os meus, aquela paixão toda que tinha sentido por breves momentos, até que decidi correr, desaparecer… Não sabia bem ao certo onde estava, mas era um local maravilhoso. A noite ainda agora tinha surgido, e as luzes do parque eram o suficientemente fracas para conseguir sentir a luz da lua a entrar suavemente sobre a minha. Mas não era isso que importava agora, não conseguia relaxar por mais que quisesse. E o meu problema tinha um nome: Kate.
Ela não merecia que eu a obrigasse a fazer parte da minha vida. O que era eu? Um vampyro que simplesmente tinha que seguir uma vampira desconhecida, com a ajuda daquela mulher estranha que lhe aparecera na outra noite, e acabaria por mata-la. Sim, eu acabava por me tornar no fim um assassino, tal como aquela mulher que chacinara a minha família.
Tinham passado tantos séculos e seguíamos os passos dela, procurando algo que nos fizesse chegar-lhe. Recordo-me que nos registos, quase uma vez o conseguiram. Havia a certeza de que ela nessa altura não estaria sozinha, com uma acompanhante que tinha traçado a sua morte, assim nós conseguiríamos encontra-la. Mas tão rapidamente, como se jamais tivessem conseguido encontra-los, desapareceram do mundo como se esfumassem.
Lembro-me das primeiras pistas sobre o paradeiro daqueles dois intrigar a maioria dos caçadores que a procuravam. Era um mar de sangue, repleto de torturas, que iam encontrando pelo caminho em que sabiam que ambos passavam. Nenhuma das suas vítimas sobrevivia, nenhuma delas nos poderia dizer como é que realmente essa mulher divagava pelo mundo.
Eles eram inteligentes demais para se deixarem apanhar por reles caçadores, que encontravam sempre uma ou outra vítima, mas todos sucumbiam à falta de sangue. Naquela altura não precisavam de ter tanto cuidado, com tantas pessoas pobres, com tanto desconhecimento e – principalmente – medo, não havia qualquer forma de determinar o próximo passo que daria.
A única monotonia que conseguimos realmente captar fora a forma como usava as suas presas. As torturas faziam parte da sua marca pelos tempos, apenas aqueles que tinham sucumbido sobre suas mãos saberiam o que tinham sofrido.
O seu desejo pela destruição parecia desumano, e como ela nem humana era, ainda mais justificações dava para que tudo fosse simplesmente julgado como totalmente imperdoável. A morte era pouco para um ser como aquele. E eu sabia disso.
Meus instintos ficaram em alerta, quando uma pulsação breve se fez próxima de mim. Rapidamente captei o seu aroma, sentindo que talvez já o tivesse sentido antes. Aproximei-me consoante as batidas sonoras que meus ouvidos captavam, facilmente segurei o seu pescoço com a minha mão, raptando aquele corpo das sombras e arregalando os olhos ao ver quem era.
- Isto sim… É uma forma engraçada de cumprimentar os humanos. – Gozou Kiya, observando a minha expressão confusa, sorrindo brevemente. – Então, podes largar-me o pescoço para que possamos falar de negócios?
Rapidamente o fiz, deixando-a respirar normalmente. Curioso como o seu coração nem tinha se assustado, estava tão normal quanto a sua expressão. O que viria por aí? Era essa a questão que mais me assustava.
Fanfic: Crossover - 6º Capitulo
Sexto Capítulo
Olhava profundamente para aquele rosto silencioso. Agora que estava a descansar, pelo menos era isso que parecia, Kate lhe dava uma enorme graça. Não podia esquecer-se de a levar novamente para a Casa da Noite, estar longe de lá, assim no seu estado, poderia causar problemas na sua transformação.
Afinal de contas, tinha escapado de tudo e todos, da sua própria vida para puder estar comigo. E a ironia é que preocupava-me cada vez mais esta aproximação que teimava em aparecer sempre, mesmo quando a minha vida poderia estar completamente em risco.
Passei suavemente a minha mão sobre a sua lua inacabada, tomando atenção a tudo o que estava a acontecer. Com esta estupidez de vingança, que sempre assombrara todas as gerações da família, acabava por criar um problema que ultrapassava tudo isto: Kate estava desamparada, enquanto a sua transformação poderia dar-se a qualquer momento. Mas o que poderia eu fazer? Certamente ela não iria para lá sozinha, teimando em ficar perto de mim para que eu não fizesse nenhuma loucura.
Por mais que me fosse complicado, estar do seu lado, deixá-la… Seguir em frente. Precisava de o fazer pelo nome da minha família, não podia permitir que acontecimentos recentes dessem cabo do que sempre esperei a minha vida toda.
Seu corpo se moveu rapidamente, aproximando-se da minha mão que lhe tocava, agarrando-a, sorridente, enquanto voltava a descansar. O que estava eu a fazer?! O que estava em jogo era muito mais do que apenas esta mulher que permanecia aqui deitada.
- Nick… Nick… – Sussurrava ela, provocando-me um enorme susto. Eu a teria acordado com o movimento dos meus dedos sobre o seu corpo? Todo o meu corpo parou, completamente imóvel, por segundos, enquanto tentava ver se realmente a tinha acordado.
Era complicado para mim permanecer o resto do dia sem mover-me, principalmente com aquela pele que me fazia temer pela sanidade da minha cabeça. Estaria eu louco ao ponto de pensar em largar tudo e ficar aqui? Seria eu tão louco ao pensar nestes momentos em deixar tudo para ficar assim, do seu lado, acordando-a com um leve sorriso, deixando que o resto das horas fosse de alegria?
- Eu devo estar louco… - Suspirei, aproximando-me dos seus lábios, deixando que o meu corpo ditasse o que queria.
Sentia-me ligeiramente preocupado com a reacção que toda a minha vida tinha perante esta pessoa que sempre estivera do meu lado, nestes últimos anos. Nunca se afastou, apesar de todas as vezes que a empurrei para fora da minha vida. Jamais aceitou as palavras magoadas que lhe mandava, querendo que se afastasse de mim. Ela era teimosa. E a realidade, por mais que não quisesse assumir, era que eu adorava tê-la por perto.
O toque nos seus lábios captou em mim algo que jamais pensava puder sentir, principalmente quando eles se abriram, com os seus braços puxando-me para mais dentro da sua boca. Eu estaria louco ao desejar isto… Só poderia estar. Estaria eu disposto a seguir com tudo em frente?
A realidade é que a resposta poderia assustar-me, e queria que tudo pudesse ser simples. Não era nada assim, tinha um futuro, um destino, uma demanda. Era meu dever seguir em frente e deixa-la. Só a loucura podia explicar este momento, só a loucura me fazia seguir em frente junto dela.
Sim, poderia deixar tudo… Mas não devia. Não devia.
Fanfic: Crossover - Capitulo 5
Quinto Capítulo
Era estranha a necessidade que me percorria de ver Kate novamente… Eu tinha-me despedido dela da pior forma possível, a única que realmente sabia que me tinha transformado e partido em busca daquele monstro.
‘Sempre que precisares, eu estou aqui. Toma, aqui tens o meu número.’
Eu me recordava tão bem das suas palavras… Fingira sempre não me importar com o assunto, a verdade era outra completamente diferente. O que tinha eu para lhe dar a não ser este desejo imenso de seguir em frente e matar aquela coisa?! A minha vida e morte estavam voltadas para o meu destino, ela não pertencia a ele, não poderia obrigá-la a fazer parte de algo que simplesmente acabaria quando tudo ficasse realmente feito.
Agora era daquelas horas em que a solidão se fazia mais forte, era difícil de admitir que ela tinha-me feito tão bem companhia, mesmo que eu tivesse sempre a empurrado para longe de mim. Afinal de contas, nós os dois tínhamos viajado estes quatro anos pelas tempestades que o fado nos traçará. Eu me tinha transformado, ela brevemente teria de o sentir também… O seu corpo aceitaria a mudança? Ou morreria?
Sem muitas demoras peguei no papel que ela me tinha atirado e eu fingira que colocara ao lixo, observei atentamente aqueles números que se juntavam todos para torturar-me, eu desejava ouvir novamente a sua voz… Eu queria-a perto de mim.
Tentava lutar contra o desejo com a minha mente já demasiado fraca, que ia cedendo a cada segundo que meus olhos passavam sobre aquele papel. Levantei-me com rapidez e procurei um telefone público que pudesse usar para fazer a chamada.
Raios! Esquecera-me de arranjar moedas! Observei à minha volta, a noite estava fria, mas mesmo assim eram bastantes aqueles que passavam pelas ruas. Olhei para os prédios, à procura das câmaras de vigilância que quase cobriam toda a área.
- Procuras por algo? – Perguntaram-me, fazendo com que me virasse rapidamente para confirmar as minhas suspeitas.
- Não, não procuro nada… - Disse-lhe, sem que realmente afirmasse que tinha acabado encontrar o que me faltava. – O que fazes por aqui?
- Achas que te iria deixar sozinho nesta tua aventura? – Respondeu-me Kate, sorrindo para mim. A sua lua estava completa, tal e qual a minha.
- Não devias de ter vindo. – Conclui.
- Oh, mas foi pura coincidência… - Começou ela por gracejar. – Apenas temos algo em comum… Adoramos a noite daqui!
- Pois, deve ser isso… - O silêncio tornou-se demasiado intrigante para mim, queria sair de lá o mais rápido possível, incomodava-me saber que a tinha tão perto, principalmente agora que a minha vida se entregava por completo à morte.
Seguimos os dois o caminho até ao hotel, nada era dito, nem ousava sequer olhar-lhe. Tentava ganhar coragem para de madrugada deixá-la, tentar apagar por completo os meus rastos e seguir sozinho para o perigo. Não era fácil para mim saber que ela estava tão perto, que o desejo parecia demasiado interessante para ser deixado de lado.
Eu não gostava dela, nem a amava. Era apenas um desejo sem razão que me fazia estremecer a cada olhar que ela me dava. Ou talvez fosse o desprezo que me fizesse estremecer assim. Eu não queria nem ia deixar que ela se juntasse a mim, não agora… Não agora…
Fanfic: Crossover - Capitulo 4
Quarto Capítulo
Sinceramente eu não pensava que fosse assim tão rapidamente, não que duvidasse de mim mesmo, mas por estar tão fácil. Naquela mesma noite eu viajara para a Europa pois bem sabia da sua preferência pela sociedade antiga.
Estava escondido algures pelo País de Gales, fazendo com que a minha investigação não fosse facilmente encontrada por aqueles caçadores de origens europeias. A meu favor estava o valente histórico de caçadores que a minha família tinha em seu puder, sempre me senti fascinado pelo que eles escreviam em seus diários, bem como todo o historial que estava enterrado em cada árvore de caçadores.
Para que conseguisse descobrir onde aquele monstro se encontrava, teria de algum modo procurar passos que pudessem dizer-me onde poderia encontrar-se. Tal como tinha dito anteriormente, a sorte simplesmente bateu-me à porta, em forma de mulher.
- Quem és tu? – Perguntei-lhe.
- Conheço quem procuras e necessito que me ajudes. – Disse a mulher, aproximando-se mais da luz do meu quarto, demonstrando finalmente quem era. Todo o meu corpo se congelou, suas feições descreviam perfeitamente as características que o meu antepassado tinha descrito, o mesmo cabelo loiro baloiçava sobre os ombros, a mesma sensação que ele tinha tido, eu mesmo o sentia ao vê-la aproximar-se. Tentei aumentar a guarda, para o caso dela tencionar matar-me.
- O que pensas em concreto? – Perguntei desconfiado. Sua mão tocou no meu ombro e estava incrivelmente quente, não poderia ser uma vampira com essa temperatura… Mas então o que seria?
- Necessito de alguém que possa ser o meu plano B para o caso da sua captura correr mal.
- Sua captura? – Perguntei completamente incrédulo. – Quem és tu e porque vieste?
- Não se vê logo? – Lançou um sorriso que me lançou de imediato por terra, seria a vampira tão negra como esta que se mantinha agora à minha frente? – Sou Kiya. O teu antepassado nunca falou de mim? Sinto-me ligeiramente irritada por isso.
- Kiya? – Tentei procurar o seu nome sobre a minha memória, mas não me recordava de alguma vez ter lido algo sobre ela.
- Ah, humanos! Nunca deixam a verdade toda vir ao de cima. – Convidou-se a entrar e sentou-se no sofá que estava no lado direito do quarto, eu permanecia à beira da porta, espantado com o surgimento daquele ser.
- O que queres dizer com isso?
- Que eu fui quem ajudei a tua família a mudar de ares… Porque achas tu que sobreviveram todos? – Lançou uma gargalhada, continuando o seu raciocínio. – Eu salvei os teus antepassados, dei-lhes uma vida regalada e instruções para que começassem a caçar aqueles monstros.
- Porquê? Que tens tu a ganhar com isso?
- O que ganho? Isso é simples… Todos vocês me devem as vossas vidas, todos vocês fazem parte do meu exercito. Quando chega a hora que necessitar, vocês se juntaram contra a minha irmã.
- Como podes fazer isso à tua própria família? – Perguntei, intrigado.
- Não sei se te recordas da história de Mervin… - Parou por uns momentos, talvez observava a minha expressão, que começava agora a adquirir um tom de pura raiva. Sim, eu me recordo bem. – Apenas venho saber se estás disponível para o nosso acordo.
- Qual acordo?
- Deves-me a tua vida. Nunca te esqueças disso… - Dirigia-se novamente para perto de mim, que continuava na porta. Aproximou-se dos meus lábios e beijou-os suavemente. – Agora sim, temos um acordo. Voltarei uma outra vez para tratarmos de tudo…
- Mas… - Comecei eu por dizer, parando rapidamente quando a sua sombra desaparecera logo na esquina do corredor.
Quem era esta mulher? O que raio era tudo isto? Sentia-me ligeiramente amordaçado na minha própria carcaça. Estaria eu a ser guiado para o caminho certo ou simplesmente me condenava à morte? Bem, nada disso realmente me importava… Desde que pagassem pela morte da minha querida Mervin. Eu a encontraria e ela iria pagar pelo que tinha feito.
Fanfic: Crossover - 3º Capitulo
Terceiro Capítulo
Tornar-se vampyro é o mesmo que esperar que a morte venha, sem saber ao certo o que virá depois de tudo isso. Era irónico comparar as duas coisas, não que fossem muito opostas – afinal estava mesmo morto depois da transição total – mas porque me iria tornar no ser que mais abomino à face da terra. Objectivo principal: descobrir o rasto daquela cabra, mata-la e sentir-me bem ao fazê-lo. Simples, fácil e sem muito que pensar.
A noite mal tinha começado quando os primeiros sinais se deram: sempre que me movia instintivamente, lá estava os meus dedos meios mortos a esfregar aquela lua no meio da testa. Era algo ligeiramente estranho, não que me chamasse muito à atenção para que a final mudança começasse.
Não faltou muito para que a tortura começasse, em que na minha mente cavalgavam mil e uma ideias para conseguir chegar aos meus objectivos. A dor na testa quase nem se notava, enquanto ia aumentando, pensava que fosse uma outra coisa qualquer… Agora penso como fui um pouco idiota por não ter determinado a minha sentença logo na hora.
Deitei-me sobre a minha cama temporária, esfregando com uma ligeira intensidade a testa, ao mesmo tempo que conseguia sentir todo o meu corpo, todas aquelas minhas emoções e sensações a concentrarem-se sobre aquela maldita lua. Cheguei mesmo a contestar toda esta decisão, querendo mesmo que morresse de vez e que ninguém me trouxesse dos mortos. Seria um vampyro – em que o meu corpo o aceitara e me dera uma nova oportunidade – Ou, caso isso não fosse exactamente assim, seria pelo simples facto de não merecer fazer parte da minha ascendência.
Em todos os humanos, sempre que a dor se torna insuportável, o corpo activa um mecanismo de escuridão total. Nossas mentes se fecham e não encontram mais razão para se lembrarem dos leves segundos ou minutos passados. E assim foi comigo, a fraqueza humana que me restava apagou-me por completo, fazendo com que acordasse para a minha real morte.
Rapidez foi fenomenal, em poucos segundos tinha consciência da minha inexistência como humano. Observei com uma certa indignação a minha testa, estaria marcado para a eternidade. Os meus olhos se concentravam naquela safira em forma de crescente, reclamando pela minha liberdade, relembrando-me das velhas promessas na minha pequenez humana.
Estava forte, com nova liberdade e completa aventura… Era hora de procurar por pistas, encontrar locais onde ficar sem que ninguém realmente se importasse com o meu aspecto, deixando que a minha descrição fosse a menos falada possível.
Abri o meu velho computador, na esperança que algo me ditasse o caminho a percorrer. Apesar da minha cabeça já não ter qualquer dor, continuava a sentir a sua presença, através da sua luz que iluminava pela noite que passaria brevemente.
- Vejo que existiram já bastantes mudanças em ti. – Começava eu por dizer, sentindo a sua presença.
- Não tantas como as tuas. – Aproximava-se lentamente, sentando-se do meu lado da cama, arrastando levemente o portátil para longe. Observando atentamente o meu rosto, enquanto a sua mão passava levemente sobre a minha pele fresca, seguindo sobre as habituais pisadas, tocando com suavidade naquela lua que nos fazia o mesmo.
- Brevemente chegará a tua vez. – Disse.
- Não tão breve como a tua partida… - Acrescentou, retirando a sua mão, criando uma certa impressão sobre a pele, ou simplesmente tinha sido uma ilusão minha.
- Cada um é destinado ao seu caminho…
- Então e eu? – Perguntou-me.
- Tu o quê?
- Onde estou eu sobre esse teu caminho… Não sabes dizer-mo?
- Não é a altura ideal para começares com essa discussão. Não leva a lado algum, não compreendo porque tantas vezes falamos disto. – Apontei, sabendo ao certo a sua resposta, tal e qual como todas outras vezes…
- Porque te negas a ti mesmo?
- Talvez porque tenho coisas mais importantes do que andar a ouvir-me. Se bem te lembras, tenho algo para caçar.
- Sim, sim, sim… - Começou a sair, com uma certa rapidez, suspirando na porta, recuando ligeiramente para trás. – Não deixes que isto te destrua.
- Tarde demais… - Respondi para mim mesmo, quando finalmente ela estava longe…
Fanfic: Crossover - 2º Capitulo
Segundo Capítulo
(Descrição da folha descrita aqui)
Guardava sobre o meu peito uma página do diário do meu antepassado, mas não era uma página qualquer, sentia-a sempre tão viva na minha mente enquanto lia. Falava muito pouco sobre o que acontecera, o que mais falava era sobre aquela mulher infernal que se tinha atravessado sobre o nosso caminho.
“Ainda não consigo compreender, revolta-me saber que Mervin foi assim assassinada. Apesar de todos estes anos, em que aprendi a escrever, onde procurei todas as informações possíveis sobre estes malditos… Consegui saber de algo, que me perturba mais do que anima. Eternos, devastadores e esvoaçam-se como o vento… Vai ser difícil encontra-la, mas eu conseguirei.
Não haverá mais mortes na nossa família deste tipo, para isso todos saberão o que aconteceu pelo futuro.
Nossa família é de origens simples, nunca chegamos a ter pertences, mas a felicidade continuava em nossos filhos que cresciam. Apesar da fome que começávamos a sentir, seguíamos o nosso caminho para uma melhor vida. E a morte aproximou-se de nós sobre forma de mulher.
Eu ainda me recordo no espanto que minha esposa tinha, ao observar aquela beleza. O seu tom de pele era estranhamente mais escuro do que dizem sobre estes sanguessugas, seus olhos azuis poisavam sobre aquela criança que tinha no seu colo. Dizia-lhe algo… Algo que acabou por nos trazer a vontade de vingança que tanto aquece hoje o meu coração.
Quando se aproximava de nós, os seus traços marcavam-se mais fortes, a criança observava de longe, expectante. Um olhar azul que prendia-nos a respiração, seus lábios inclinavam-se ligeiramente criando um sorriso. Seu cabelo loiro era diferente, certamente seria alguém da corte pelos seus trajes, por isso deduzimos que fosse necessário curvar-nos perante ela.
Observou apenas uma vez a criança que a tinha acompanhado lá atrás, segui o seu olhar e vi o seu olhar, a curiosidade enorme que crescia naquela criança. Na altura nunca soube ao certo o que era, confundido com a fome e o cansaço da viagem… Ainda hoje me pergunto o que aquela mulher fazia com um humano.
Os nossos instintos nos alertaram quando a velocidade dela fora incrível, e aquela cara simplesmente era horrível. Como uma tal beleza consegue ser tão destrutiva? Eu sabia a resposta, era a morte. Aquelas coisas são a morte, apenas vagueiam por aí sedentos por sangue. Belzebus que teimam em ser mais fortes que nós, que desaparecem sobre a luz do dia.
Tentei afastar a minha família dela, abraçando-os atrás de mim. As crianças estavam com a sua mãe, os gritos dela foram enlouquecidos, eu próprio endoidecera. O coração que me pertencia foi retirado sobre o peito que ela rasgara com as suas próprias mãos, todos nós estávamos à mercê daquele monstro sem que nada pudéssemos fazer.
As minhas crianças… A minha mulher. Jamais seria a mesma coisa. O seu sorriso alargou-se a aproximar-se mais deles que olhavam chocados, chegou bem perto , esmagando o coração na direcção do olhar dos meus filhos. Nunca temi tanto pelas suas vidas como naquela hora, pegando num pau que vira algures, estava tão cego que nem conseguia pensar direito. Queria a minha família! Queria a minha família de volta!
Meus filhos correram para mim, tentei defender-nos mas quis o acaso que fossemos salvos. A criança tinha acabado de chamar pelo nome daquela assombração. Não me recordo, por mais que tente… Por mais que queria… Não me recordo daquele seu nome, não consigo arrancar essa memória de mim, não está mais cá. Infelizmente.
Corri, levei os meus filhos. Começamos uma vida que agora continua. Já sei como a aniquilar! E que os deuses me ajudem, que consiga encontrá-la antes que a minha morte chegue. Porque, um dia, a tua hora chegará! A tua hora chegará!”
Tinha feito das suas palavras minhas, quando a encontrar verá. E o que ele escreveu ficará completamente cumprido. Agora que estava livre, que podia finalmente caminhar sobre o mundo à caça, sem que a morte conseguisse levar-me com facilidade, eu estaria eternamente à sua procura. E, um dia… Um dia sentirá a morte a chegar-lhe sobre as minhas mãos. Já não falta muito…
Fanfic: Crossover - 1º Capitulo
Primeiro Capitulo
Tinham sido os quatro anos mais longos da minha vida, com toda a minha família a perder esperança em mim, uns por me estar a tornar no que caçamos, outros porque simplesmente achavam que a minha tentativa seria completamente suicida. Mas nada disso realmente era verdade, no final de contas acabaria mesmo por morrer, tornando-me imortal e sozinho.
Era um caminho que tinha escolhido, apesar da dificuldade inicial de não querer ser esta coisa. A realidade agora tinha-se alterado, a minha sede por vingança se tornara o meu veículo para continuar na Casa da Noite. Amizades nunca me interessaram, permanecia que nem uma sombra da noite, indo e vindo ao longo das aulas e continuando o meu processo de aprendizagem que este mundo me proporcionava.
Era ligeiramente diferente dos relatos que minhas gerações tinham criado sobre a outra espécie de vampiros. Estes sempre eram mais calmos, pareciam uma versão mais humana e semelhante à adolescência. Talvez por isso apenas esta fosse a versão vampírica conhecida na actualidade.
Os restantes sempre conseguem fazer parte de um outro mundo mais negro, aniquilando com mais facilidade e menos humanidade. Por isso era fácil, ser um vampyro. Sempre tinham mais humanidade, deixando-me mais perto do que eu era.
Apesar de todos estes anos, ligeiramente separado das caçadas familiares, sendo até retirado da lista de caçadores da família pelos elementos mais conservadores da organização, eu nunca realmente deixei de ser quem era. A cada momento que tinha livre, aproveitava para saber mais e mais sobre o rasto daquela imunda.
Nada sabíamos sobre o seu nome, a sua idade, e o que fazia ainda morta pelo mundo. Nada disso nos tiraria o sono, continuaríamos até que finalmente ela morresse nas mãos de um de nós, nem que fosse. O meu nome podia não estar mais sobre as listas da nossa longa família, mas jamais me tirariam a ‘veia de caçador’! Seria caçador pela eternidade se fosse preciso, apesar de ter já planos para mim.
Observava atentamente a lua que brilhava completa sobre a minha testa, o sinal do meu fim como humano, a marca que me matou como caçador. Não tinha escolhido fazer parte deste mundo, não desta forma.
Mas o problema nem foi renegar toda a minha família, porque ela praticamente me obrigou a fazê-lo. Como poderia eu conviver com estes seres, se sempre minha vida aprendera a aniquilar cada um deles.
As ironias na minha vida nunca paravam, e a prova estava sobre aquela imagem no espelho. A pele branca e o olhar repleto de raiva intensificaram a cada novo ano. Sempre havia a hipótese de jamais conseguir sobreviver a esta mudança. As dores vieram, a mudança se fez e agora estou livre.
Tudo começou sobre a minha cabeça, o maldito quarto crescente incendiava-se sobre a minha testa, reclamando por mim finalmente, desejando que o meu eu antigo passassem por completo à história. Estaria eu preparado? Não, jamais estaríamos preparados para sentir as dores que a morte traz. Eu estava morto, não me sentia mais humano. Eu era um guerreiro da justiça, traria aquela mulher, encontraria o seu rasto e temeria cada parte de mim.
Porque eu estava decidido a dar finalmente paz à minha antiga família, mesmo que se negassem a aceitar-me mais como filho, eu continuaria a seguir os mesmos passos que a minha ascendência.
Estava decidido. Agora que tinha sobrevivido à ultima fase de crescimento, agora que era um vampyro adulto, poderia vaguear livremente pelo mundo, e sabia exactamente onde começar – Transilvânia.
Só desejava que o povo da fé não estivesse por todo o mundo, que não houvessem caçadores atrás de mim a mando da minha família. Era a hora de abrir horizontes e seguir em frente… Porque a Era finalmente chegou e eu estava preparada para ela desde sempre… Prepara-te, vampira. Eu estou a caminho…
Nova Fanfic: Crossover - Introdução
Olá Filhos e Filhas das Trevas!
A partir de hoje vamos ter uma nova fic, chama-se Crossover e é uma mistura de Casa da Noite e The Unforgiven Souls. Para quem não conhece The Unforgiven Souls, é uma história criada por raparigas portuguesas sobre Vampiros, Lobisomens e Bruxas. Para leres o seu E-Book ou as duas temporadas já lançadas vai aqui.
Decidi aceitar esta fic porque achei a história interessante, espero que vocês também. A fanfic é criada, nada mais, nada menos, por Sofia Duarte, umas das autoras de The Unforgiven Souls. Espero que gostem ;) A fic será postada todas as Segundas Feiras pelas 22:30h.

Crossover: House Of Night & The Unforgiven Souls
Introdução
Nicholas, Nicholas Edwin. Nick para os amigos. Todos sabem o meu nome, mas poucos são o que realmente me conhecem depois das horas em que permaneço na escola. A minha família ao longo dos séculos que reclama por sangue, por morte de um ser da noite que destruiu uma família dos meus antepassados. Essa coisa é boa demais para que a encontremos, apesar da nossa procura continuar a cada ‘longo fim de semana de viagem da família’.
Tudo começou há algumas centenas de anos, em 1096, quando a nossa família de origens menos abastadas se cruzou com aquela mulher. E eu, descendente dessa linha de seres vivos, tornei-me parte dessa caça que todos estes anos nos vamos desenvolvendo, cada vez mais próximos, cada vez mais perto de conseguirmos a vingança!
Mas o que mais me irrita é ser ainda tão novo, sendo assim afastado para o campo de acção. Como eu gostaria de arrancar daquelas presas a verdade sobre o que aconteceu, descobrir pelas minhas próprias mãos onde se encontra aquela assassina! Fora um erro deixar-nos vivos, um erro que acabaria por abalar-lhe aquela morte medíocre. E o quanto eu desejava presenciar a esse momento, o quanto eu queria encontrá-la!
Já faltava pouco, mais uns anos até que finalmente pudesse fazer parte da família como um verdadeiro caçador. Tal como o meu irmão fizera, antes de ser morto numa das private hunts que os mais velhos fazem. Eu não seria assim, o meu sangue pulsava confiança e seriedade, não iria cair tão facilmente na armadilha como o meu irmão fez.
Porém há sempre coisas que acontecem no mundo que fazem com que a nossa vida virasse por completo, por mais que as coisas fossem bem pensadas ao ínfimo pormenor, algo sempre acabaria por me passar à frente e fazer com o que o meu caminho fosse rapidamente alterado.
Malditas as criaturas da morte! Eu ainda me recordo daquelas palavras proferidas por aquele morto, ao entrar no meu quarto, enquanto eu procurava mais tácticas para encontrar algum rasto novo. Pensei em usa-lo para que me desse o paradeiro, a safira em forma de lua crescente em sua testa juntamente com o restante que se desenhava envoltos do seu olhar rapidamente me rematou para umas daquelas lições sobre essa espécie. O que importava como e onde eles estavam? Eram todos uns bebedores de sangue, não importa realmente que tipo é.
As palavras foram o fim, e o inicio de um momento que jamais desejarei que faça parte de mim. Eu o renego, não tenho qualquer intenção de o aceitar. E se a morte vier? Que venha! Não há dores nem torturas que me levem a desejar ser o que sempre soube como puro mal.
Eu iria encontrá-la! Por mais que custasse, não importava realmente como o faria. A sua morte estaria sobre as minhas mãos e tudo acabaria rapidamente, não importando de como ficaria no final. Caso fosse necessário me transformaria num deles, sempre a eternidade me iria garantir que a morte da Mervin seria vingada.
A partir de hoje vamos ter uma nova fic, chama-se Crossover e é uma mistura de Casa da Noite e The Unforgiven Souls. Para quem não conhece The Unforgiven Souls, é uma história criada por raparigas portuguesas sobre Vampiros, Lobisomens e Bruxas. Para leres o seu E-Book ou as duas temporadas já lançadas vai aqui.
Decidi aceitar esta fic porque achei a história interessante, espero que vocês também. A fanfic é criada, nada mais, nada menos, por Sofia Duarte, umas das autoras de The Unforgiven Souls. Espero que gostem ;) A fic será postada todas as Segundas Feiras pelas 22:30h.
Crossover: House Of Night & The Unforgiven Souls
Introdução
Nicholas, Nicholas Edwin. Nick para os amigos. Todos sabem o meu nome, mas poucos são o que realmente me conhecem depois das horas em que permaneço na escola. A minha família ao longo dos séculos que reclama por sangue, por morte de um ser da noite que destruiu uma família dos meus antepassados. Essa coisa é boa demais para que a encontremos, apesar da nossa procura continuar a cada ‘longo fim de semana de viagem da família’.
Tudo começou há algumas centenas de anos, em 1096, quando a nossa família de origens menos abastadas se cruzou com aquela mulher. E eu, descendente dessa linha de seres vivos, tornei-me parte dessa caça que todos estes anos nos vamos desenvolvendo, cada vez mais próximos, cada vez mais perto de conseguirmos a vingança!
Mas o que mais me irrita é ser ainda tão novo, sendo assim afastado para o campo de acção. Como eu gostaria de arrancar daquelas presas a verdade sobre o que aconteceu, descobrir pelas minhas próprias mãos onde se encontra aquela assassina! Fora um erro deixar-nos vivos, um erro que acabaria por abalar-lhe aquela morte medíocre. E o quanto eu desejava presenciar a esse momento, o quanto eu queria encontrá-la!
Já faltava pouco, mais uns anos até que finalmente pudesse fazer parte da família como um verdadeiro caçador. Tal como o meu irmão fizera, antes de ser morto numa das private hunts que os mais velhos fazem. Eu não seria assim, o meu sangue pulsava confiança e seriedade, não iria cair tão facilmente na armadilha como o meu irmão fez.
Porém há sempre coisas que acontecem no mundo que fazem com que a nossa vida virasse por completo, por mais que as coisas fossem bem pensadas ao ínfimo pormenor, algo sempre acabaria por me passar à frente e fazer com o que o meu caminho fosse rapidamente alterado.
Malditas as criaturas da morte! Eu ainda me recordo daquelas palavras proferidas por aquele morto, ao entrar no meu quarto, enquanto eu procurava mais tácticas para encontrar algum rasto novo. Pensei em usa-lo para que me desse o paradeiro, a safira em forma de lua crescente em sua testa juntamente com o restante que se desenhava envoltos do seu olhar rapidamente me rematou para umas daquelas lições sobre essa espécie. O que importava como e onde eles estavam? Eram todos uns bebedores de sangue, não importa realmente que tipo é.
As palavras foram o fim, e o inicio de um momento que jamais desejarei que faça parte de mim. Eu o renego, não tenho qualquer intenção de o aceitar. E se a morte vier? Que venha! Não há dores nem torturas que me levem a desejar ser o que sempre soube como puro mal.
Eu iria encontrá-la! Por mais que custasse, não importava realmente como o faria. A sua morte estaria sobre as minhas mãos e tudo acabaria rapidamente, não importando de como ficaria no final. Caso fosse necessário me transformaria num deles, sempre a eternidade me iria garantir que a morte da Mervin seria vingada.
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