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Fanfic: Crossover - 3º Capitulo


Terceiro Capítulo

Tornar-se vampyro é o mesmo que esperar que a morte venha, sem saber ao certo o que virá depois de tudo isso. Era irónico comparar as duas coisas, não que fossem muito opostas – afinal estava mesmo morto depois da transição total – mas porque me iria tornar no ser que mais abomino à face da terra. Objectivo principal: descobrir o rasto daquela cabra, mata-la e sentir-me bem ao fazê-lo. Simples, fácil e sem muito que pensar.
A noite mal tinha começado quando os primeiros sinais se deram: sempre que me movia instintivamente, lá estava os meus dedos meios mortos a esfregar aquela lua no meio da testa. Era algo ligeiramente estranho, não que me chamasse muito à atenção para que a final mudança começasse.
Não faltou muito para que a tortura começasse, em que na minha mente cavalgavam mil e uma ideias para conseguir chegar aos meus objectivos. A dor na testa quase nem se notava, enquanto ia aumentando, pensava que fosse uma outra coisa qualquer… Agora penso como fui um pouco idiota por não ter determinado a minha sentença logo na hora.
Deitei-me sobre a minha cama temporária, esfregando com uma ligeira intensidade a testa, ao mesmo tempo que conseguia sentir todo o meu corpo, todas aquelas minhas emoções e sensações a concentrarem-se sobre aquela maldita lua. Cheguei mesmo a contestar toda esta decisão, querendo mesmo que morresse de vez e que ninguém me trouxesse dos mortos. Seria um vampyro – em que o meu corpo o aceitara e me dera uma nova oportunidade – Ou, caso isso não fosse exactamente assim, seria pelo simples facto de não merecer fazer parte da minha ascendência.
Em todos os humanos, sempre que a dor se torna insuportável, o corpo activa um mecanismo de escuridão total. Nossas mentes se fecham e não encontram mais razão para se lembrarem dos leves segundos ou minutos passados. E assim foi comigo, a fraqueza humana que me restava apagou-me por completo, fazendo com que acordasse para a minha real morte.
Rapidez foi fenomenal, em poucos segundos tinha consciência da minha inexistência como humano. Observei com uma certa indignação a minha testa, estaria marcado para a eternidade. Os meus olhos se concentravam naquela safira em forma de crescente, reclamando pela minha liberdade, relembrando-me das velhas promessas na minha pequenez humana.
Estava forte, com nova liberdade e completa aventura… Era hora de procurar por pistas, encontrar locais onde ficar sem que ninguém realmente se importasse com o meu aspecto, deixando que a minha descrição fosse a menos falada possível.

Abri o meu velho computador, na esperança que algo me ditasse o caminho a percorrer. Apesar da minha cabeça já não ter qualquer dor, continuava a sentir a sua presença, através da sua luz que iluminava pela noite que passaria brevemente.
- Vejo que existiram já bastantes mudanças em ti. – Começava eu por dizer, sentindo a sua presença.
- Não tantas como as tuas. – Aproximava-se lentamente, sentando-se do meu lado da cama, arrastando levemente o portátil para longe. Observando atentamente o meu rosto, enquanto a sua mão passava levemente sobre a minha pele fresca, seguindo sobre as habituais pisadas, tocando com suavidade naquela lua que nos fazia o mesmo.
- Brevemente chegará a tua vez. – Disse.
- Não tão breve como a tua partida… - Acrescentou, retirando a sua mão, criando uma certa impressão sobre a pele, ou simplesmente tinha sido uma ilusão minha.
- Cada um é destinado ao seu caminho…
- Então e eu? – Perguntou-me.
- Tu o quê?
- Onde estou eu sobre esse teu caminho… Não sabes dizer-mo?
- Não é a altura ideal para começares com essa discussão. Não leva a lado algum, não compreendo porque tantas vezes falamos disto. – Apontei, sabendo ao certo a sua resposta, tal e qual como todas outras vezes…
- Porque te negas a ti mesmo?
- Talvez porque tenho coisas mais importantes do que andar a ouvir-me. Se bem te lembras, tenho algo para caçar.
- Sim, sim, sim… - Começou a sair, com uma certa rapidez, suspirando na porta, recuando ligeiramente para trás. – Não deixes que isto te destrua.
- Tarde demais… - Respondi para mim mesmo, quando finalmente ela estava longe…

1 comentário:

Anónimo disse...

Adoro esta Fanfic, está muito boa.
A vampira que ele está a procura é a Sheftu não é? naquele dia em que ela estava a mostrar ao pequeno Eric que é má?

Pois axo que sim.
Bom Bao Sorte para o resto da fic.
Bjnhos