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Fanfic: Crossover - Último Capitulo


Último Capítulo

Não vou permitir que te magoes, nem que por isso te tenha de matar.
As palavras dela flutuavam sobre a minha cabeça, aqui estava eu, preso a uma cadeira que podia facilmente sair, mas que não conseguia por razões óbvias. Sempre a tivera a meu lado durante todos estes anos, acabei por habituar-me a ela e agora tinha acabado de receber uma ameaça.
Era estranho como isso me dava uma sensação de alegria, de um certo modo, porém havia também um misto de raiva que me fazia querer realmente virar-lhe costas. Mas não podia, nem iria fazê-lo.
- Nicholas, ouve-me com atenção por serão as últimas palavras que poderás ouvir de mim. – Mais estranho ainda era ouvi-la a usar o meu nome completo, coisa que jamais tinha feito ao longo do tempo que nos conhecemos. – Não achas que estás a levar esta ideia de vingança demasiado a sério?
- Não é vingança, Kate. É justiça.
- Podes chamar o que desejares, mas não sei se reparaste… Tu e eu sabemos muito bem que toda a família Edwin virou-te as costas e está preparada para matar-te mal tu lhes apareças à frente.
- Isso não me impede de seguir a missão que temos que fazer.
- E quem to disse? Já não fazes parte deles, Nick… Não o faças, desiste dessa estúpida vingança. Só estás a acabar contigo mesmo, e depois no fim… Conseguirás tornar-te tanto como ela quando matou lá a tua parente? Se seguires esse caminho te transformarás tão monstro quanto ela.
- Não é bem assim… Tu sabes que não é.
- Está bem…. Então vamos ver pelos teus próprios olhos.
- Como? – Perguntei sem grande interesse.
- Queres saber o que faz a tua queridinha amiga que te quer ajudar a matar a tal vampira?
- Eu não preciso de saber nada sobre ela. Apenas tenho que seguir o meu caminho.
- A tua teimosia não te deixa ver as coisas com clareza… Se pelo menos pudesses ter investigado, tinhas descoberto que essa tal Kiya não é tão boa como aparenta. - Talvez ela pudesse ter uma certa razão, mas a realidade é que o meu dever era fazer justiça, por mais que fosse complicado. – Ela é irmã da tal mulher, parece que seu nome é Sheftu.
- Sheftu? – Perguntei, ela tinha cativado por completo a minha atenção.
- Sim, mas não é dela que estamos a falar. – Disse Kate com um sorriso. – Tu é que não podes seguir em frente com esta loucura.
- E porque não?
- És um idiota se pensas que sairás vivo quando te meteres em frente de uma vampira milenar! Como pensas tu que Kiya cria as suas cobaias? Move-as através da sua estupidez… E tu és um desses.
- Tu sabes que não é bem assim. Eu estou a…
- Sim, nós sabemos bem o que tu pensas que estás a fazer. – Interrompeu-me ela irritada. – Agora o que te pergunto é: Ficas comigo pela eternidade ou pelo tempo que duramos… Ou atreves-te a fazer-me matar-te?
- Não sejas louca!
- Não? Estou apenas a seguir o teu exemplo. Mesmo que tentes, sabes bem que eu te conheço. Não chegarás a tempo antes que te mate.
- Não o irás fazer… Não és assim.
- Isso pensas tu. – Disse-me, aproximando-se perigosamente da minha cara. – Queres testar os meus limites?
- Tu não te atreverias… Ah! Estás louca? – Não tinha eu reparado que na sua mão direita estava uma navalha de prata que tinha acabado de se aprofundar na minha perna.
- É só um pouco mais acima… Achas mesmo que te vou deixar ir para essa loucura?!
- Tu é que estás louca! O que te deu?
- Meu caro, ou tu vês a realidade ou morrerás nas minhas mãos.
Seus dedos aprofundaram-se no corte, levando o sangue à minha boca, enquanto se unia com os seus lábios. Tentando enlouquecer-me? Talvez… Estaria eu louco? Certamente… Seguiria em frente com esta parvoíce? Hum, não sabia ao certo.
- Entendeste o que te queria dizer? – Perguntou-me, deixando-me encurralado entre a razão, o desejo e o dever. Acenei que não com a cabeça, sem que tivesse muita coragem para responder. – Todos estes anos na Casa da Noite, todos os anos da tua vida… Perdeste grande parte do que tinhas à tua volta por esta vingança idiota que nem sequer é tua. Não fazes parte daquela família, não agora que te tornaste um vampyro. A tua família está aqui. Queres virar-me as costas e seguir em frente, então terás que acabar comigo primeiro ou eu o farei. Não quero que a tua morte seja uma prisão, não te quero assim. O que decides?

***

Como pode uma pessoa nos conhecer tão bem? Isso é o que me pergunto a cada novo dia desta nova morte. Se decidi bem? Isso certamente fica para outra eterna história.
- Vens? – Perguntava a vampyra que me abrira os olhos, deixando que eles pudessem ver a sorte que tinha… Não por um dia, não por um momento… Era uma eternidade que nos esperava.
Não sabia ao certo de quem tinha sido eu durante todos estes anos. A minha morte tinha começado como seguimento da minha vida, mas agora eu tinha encontrado aquilo que jamais conseguira ver, apesar de permanecer do meu lado.
Kate era o que eu procurava, perdido algures por uma suposta injustiça. Não tinha tomado consciência de que eu estava a ser sugado, morto… Porque somos nós tão cegos quando as nossas alegrias nos espelham sobre quem mais está próximo. Eu tinha errado, mas a eternidade era todo o tempo que precisava para recomeçar tudo… E tu? Quanto vais olhar e ver que não és o que realmente fazes? Vais prender-te também com o desejo de não viver a tua vida?

Que acharam? x')

1 comentário:

Sofia Duarte disse...

Bem, queria agradecer-vos por terem aceitado a minha CrossOver...

Espero que vocês tenham gostado de a postar e da história... Foi pequena, mas não pude escrever mais...ahah

Talvez seja bom avisarem a quem gostou de ler que pode ler mais do que eu escrevo...

Saga Salvatore e Emma, Anjo da Alma, The Unforgiven Souls...

Bem, tudo está aqui: http://tracos-de-vida.blogspot.com

Poesias também... E pronto, finalizo a agradecer mais uma vez e a dizer que foi uma honra ter feito parte do vosso blog por umas semanas....

Unforgiven Hugs
Sofia Duarte