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Abandoned: Festa

Olá pessoal!
28º capítulo aqui!!!
Já sabem: comentem, a Tina agradece!


Abandoned
28º Capítulo

A minha vida estava uma merda.
Pois, era verdade.
Eu tinha merecido aquilo? Provavelmente, aquilo e muito mais até. Magoava toda a gente com aquela atitude de megera, típica de Afrodite –era nisso que eu me estava a tornar: numa Afrodite.
-Zoey? –perguntou uma voz.
Estava sentada no pátio principal da Casa da Noite.
-Diz. –respondi, bruscamente. Depois suspirei –Desculpa, estou com a cabeça em água!
-Pois, calculo! Quer dizer, aquilo tipo -que é meeeeeeeesmo bom –parte um prato, e tu passas-te? Quer dizer, eu já tive uma camisola de estimação, mas nunca conheci ninguém que tivesse um prato de estimação!
-Tu não percebes…
-Que tu fiques deprimida quando um prato se parte? Não, não percebo.
-Não, aquele tipo meeeeeeeeesmo bom, é… era… meu namorado.
Alisha soltou um gritinho.
-Namoravas com o rapaz mais giro da escola?
-Namorava –usar o passado causava-me um aperto no coração –mas ouve um problema, e nós acabamos…
-OK, o teu ex-namorado partiu um prato, e tu ficas-te deprimida… Ainda não percebi onde queres chegar…
-Eu sou uma cabra –murmurei.
-Ah!! –exclamou Alisha –Então o teu ex-namorado partiu um prato, e tu ficaste deprimida e és uma cabra… Explicas-te?
-Alisha, nós acabámos à pouco tempo, se é que chega-mos a acabar, porque não falei com ele desde uma discussão que nós –eu, ele e o resto do nosso grupo –tive-mos! Foi uma coisa meio estúpida –(pronto, OK, não tinha sido, mas eu não lhe ia contar, já me bastavam seis a achar-me maluquinha) – e o nosso grupo separou-se, quer dizer, eu separei-me do grupo…Ontem eu… Recebi uma carta dele a dar-me os parabéns, e…mais um monte de coisas, por isso acho que para ele nós não acaba-mos mesmo, porque por alguma razão desconhecida, ele continua a pensar em mim, e eu continuo a pensar nele, mas hoje, quando estava-mos na sala comum… Bem, ele olhou para mim, eu estava super stressada para ter uma ideia melhor do que mostrar-lhe que já o esquecera (o que é mentira, mas eu estava magoada e queria que ele pensasse que sim) por isso é que beijei o Jason, e por isso é que ele partiu o prato e se foi, e por isso é que sou uma cabra!
Alisha fez um ar confuso.
-Quer dizer que estavas a usar o Jason? Zo, eu nunca pensei que fizesses isso…
-Bem, sim, não, sim, talvez, sei lá! Eu gosto dele, a sério… Mas isto é tão confuso… Não dá, simplesmente, para te explicar, contenta-te com o facto de eu ser uma cabra E uma galdéria!
-Uma novela, ou uma série televisiva, como já te tinha dito…
-Hum?
-A tua vida, não te tinha dito antes?
-Como é que podes pensar nisso agora?
-É simples, ou achas que és a única pessoa a gostar de dois rapazes ao mesmo tempo? Por amor a Nyx Zo, não andavas (e andas…) numa escola cheia de adolescentes? E quanto ao que tu fizeste, quem é que nunca beijou outro tipo para fazer ciúmes ao namorado? Quer dizer, até já beijei um idiota qualquer para fazer ciúmes ao meu ex-namorado,
-Não és como eu.
-Pois não, mas conheço gente pior, dou-me com gente pior, são meus amigos, o que eles fazem não me diz respeito…
Levantei-me, e sorri-lhe.
-Não me dás hipótese, pois não?
-Nunca!
Começa-mos a caminhar lentamente, em direcção ao sitio onde os festejos de Natal/Daihoma começavam.
-A sério que beijas-te u idiota qualquer para fazer ciúmes ao teu namorado?
-Estava desesperada –justificou-se.
Ri-me.
Caminha-mos mais um pouco e não tardámos a chegar a um salão espaçoso, enfeitado com arvores Natalícias (não, não haviam anjinhos ou estrelas no topo) e estátuas representantes de Nyx e dos seus filhos vampyros, entre os quais reconheci, por estar do lado direito de Nyx e ser quase do mesmo tamanho que esta, Dorothima, a vampyra mãe.
Já se encontrava muita gente na sala, eram nove horas, os festejos iriam durar até às cinco da manhã, e o inicio seria daí a uma hora.
Centenas de pessoas –e com isto refiro-me a vampyros e humanos - estavam reunidas na sala, no entanto esta era tão alta e desenhada de uma maneira tão complexa que quase não se ouvia ruído.
A decoração compunha-se por diversas velas representantes do elementos, dispostas em frente das estatuas, –as velas eram dispostas consoante o elemento com que cada um dos vinte e sete vampyros se identificava mais –acesas (velas de meio metro, devido ao enorme tamanho das estatuas), e uma vela de cada elemento disposta em circulo à volta de Nyx.
Por outro lado, gigantescos pinheiros de Natal, ramos de azevinho, velas brancas típicas do Natal e grandes bolas encarnadas também se encontravam na sala, criando um enorme contraste entre as imponentes estatuas e os familiares ramos de azevinho.
Como estávamos numa Casa da Noite, enfeites Natalícios relacionados com o Cristianismo não existiam, as árvores estavam lá porque o tradicional “Pinheiro de Natal” não derivava de qualquer tradição Cristã, mas sim de outras tradições mais antigas.
Não obstante isto, havia uma outra divisão que tinha sido transformada numa espécie de Igreja, e onde os pais dessa mesma religião poderiam ir rezar ou assistir à Missa (os alunas estavam proibidos de participar em qualquer uma destas situações), e o Templo de Nyx fora também devidamente preparado para um ritual especial (ao qual os pais estavam livres de ir assistir, mas não poderiam participar a não ser sobre certas circunstâncias).
Jason apareceu por trás de mim, rodou-me e encarou-me.
A sua cara estava tão próxima da minha que conseguia sentir o seu respirar leve.
Aproximei-me para o beijar, sem pensar sequer no incidente de à bocado, e de como me sentira à dois minutos atrás, mas ele impediu-me.
-Porque é que desapareces-te?
-Por nada de especial, era só… não era nada!
-Zoey… -interrompi-o, dando-lhe um beijo suave.
-Zoey não, limita-te a não pensar nisso, OK?
-OK –respondeu, contrariado.
A hora seguinte passou rapidamente, estava-mos os quatro a divertirmo-nos (mas desta vez sem tarte no cabelo…), quando uma voz suou por toda a sala.
«Bem vindos a todos! A Casa da Noite de Tulsa gostaria de vos dar as boas vindas. Como devem saber, estamos reunidos para comemorar uma festividade que não é Cristã, esta festividade chama-se Daihoma e não está, de forma nenhuma, ligada à festa Cristã que é o Natal, então se for vosso desejo rezar ao vosso Deus ou prestar qualquer outro tipo de homenagem, agradecia-mos que o fizessem na Capela que prepara-mos, e também é nosso dever informar que a mesma está interdita a qualquer vampyro ou Iniciado, seja por que motivo for. Agradeço a vossa atenção, espero que tenham uma boa festa.»
A voz de Neferet soava e ressoava dentro do salão, saindo de enormes colunas posicionadas lá em cima.
Vi vários adultos e adolescentes humanos abandonarem a sala nessa altura.
Entretanto, Elen e William apareceram.
Elen sentou-se numa cadeira ali perto, esticou as pernas e suspirou dramaticamente.
-Porque é que só chegaram agora? –perguntou Alisha.
-O teu pai perdeu-se
-A tua mãe perdeu-se
Disseram os dois ao mesmo tempo.
-Não –negou Elen –EU disse que era para virar à direita, mas tu insistis-te em virar à esquerda!
-Isso era porque a tua direita era a minha esquerda!
-E como é que isso é possível –inquiriu Elen.
-Se calhar eu estava virado para ti!
-Nessa altura não estavas!
-Estava sim senhor!
-Oh, pelo amor de quem quer que seja, estavas ao meu lado!
-Sim, e depois virei-me para ti!
-OK, –interrompeu Alisha –podem parar com isso? Anda Z, vamos mas é buscar comida!
-Por falar em comida –deitei-lhe um sorriso perverso –Não íamos correr hoje de manhã?
-Oh minha Deusa! Tens razão! Deixa, amanhã fazemos o dobro das voltas!
Desta vez foi a vez dela de sorrir ironicamente.
Suspirei.
-Como vossa majestade quiser! –e revirei os olhos.
-Desde quando é que tu obedeces a Sua Majestade? –inquiriu Luke.
-Desde que ela ameaçou arrancar-me os cabelinhos enquanto me arrastava!
-Hum… -ele pareceu pensativo –Faz sentido… Então, Sua Majestade Alisha, o que deseja beber?
-Traz-me sumo de laranja SEM gás!
-Oh, falas como se eu me enganasse sempre no gás que tu querias!
-Não, falo por via das dúvidas.
Sorriram um para o outro.
-Agora se me dá licença, tenciono retirar-me para que a possa servir. –disse Luke, fazendo uma vénia suave.
-Vai! –ordenou ela, revirando (novamente) os olhos.
Jason abeirou-se de mim –abeirou-se? Mas que raio de palavra era aquela? Talvez os ensinamentos de Damien não me passassem assim tão ao lado…
-E Vossa Alteza o que deseja?
-Que tu não me chames Vossa Alteza E uma coca-cola (que…)
-Não seja de dieta –concluiu ele.
-Pois, isso!


A festa correu lindamente, até à meia noite, quando as coisas mudaram um bocado –não para pior, claro, limitaram-se a mudar.
Neferet acabara de anunciar que faltava uma hora para o nosso ritual, e a Missa tinha acabado de começar.
Luke e Alisha estavam na marmelada, ironicamente posicionados ao lado da estatua de Beynnatha “A Proibida”, Elen tagarelava alegremente com uma mulher qualquer que, aparentemente, era sua conhecida, William conversava com a minha avó e eu e Jason namorava-mos também a um canto –mas desta vez num sitio onde Erik, que também estava na festa, não nos pudesse ver.
Hefer e a minha mãe também lá estavam, desde o inicio da festa, o primeiro com cara de enjoadinho e a minha mãe com uma falsa presunção na cara –mas isto não me incomodava, estavam lá desde o inicio, e eu limitara-me a ignora-los. Nessa altura, ambos saíram para ir à Missa.
Tentei imaginar onde estariam os meus irmãos. Sabia que a minha irmã estava, provavelmente, a dormir com um rapaz qualquer da equipa de futebol, ou então já começara a fazer o mesmo com a de Hóquei, e o meu irmão… Esse já era um bocado mais difícil de inventar…
Estava a divagar assim, sentada ao colo de Jason, quando um a cabra –perdão, rapariga, apareceu.
-O que é que queres Afrodite?
-Falar contigo Zoey –disse ela, com um sorriso fingido.
Virei-me para Jason:
-Importas-te?
-Não, vai –respondeu, sorrindo.
Dei-lhe um beijo rápido.
-Volto num segundo.
E seguia até… lá fora?
-O que é que queres Afrodite?
-Está na hora. Trouxes-te boa roupa, espero.
-Para quê?
-Pensei que íamos fazer uma pequena excursão às grutas do deposito…



(Próximo capítulo: quinta-feira, ás 16h)

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