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Fanfic: Forgiven - 26º Capitulo

- Zoey?
- Ham?
- Perguntei-te se tens alguma dúvida sobre a matéria
- Ah… Não, não...
- Vê se estás mais atenta
- Sim, professora – E foi assim que voltei à terra. Ainda estava meio a divagar sobre o dia de ontem… de Heath…
As duas primeiras aulas correram bem, quer dizer… tirando aquela tensão de fúria entre mim e Neferet em Sociologia, mas pronto. Acordei, tomei duche e vesti-me. Tomei o pequeno almoço com a Sammy e as Gémeas. O Heath fez questão de vir ter comigo ao dormitório para me acompanhar às aulas, abrindo-me sempre as portas e dizendo como ele estava feliz por ser Marcado e poder estar junto de mim… A verdade é que eu também estava, e muito… se calhar mais do que devia… Passou-se sociologia. Quando estávamos a ter teatro, o Heath não parava de olhar para mim e Erik, ciumento, e só parou quando eu lhe expliquei à milésima vez, que não tinha nada com que se preocupar, que eu não tinha nenhum namorado, que eu e Erik éramos só amigos e que ele não se tinha de meter (eu sei, fui um bocadinho bruta e fria, mas ele já começava a irritar). E aqui estou eu, na aula de Literatura, à espera que toca, a rabiscar o meu caderno e a limitar-me a prestar atenção de vez em quando. Já era a terceira vez que a Prof P me chamava a atenção, pelo que decidi concentrar-me na aula, ou o que restava dela… mas mesmo antes de tocar desliguei e comecei a pensar outra vez no Heath… Afrodite andava desaparecida, muito provavelmente andava com o Dário e a arrumar as coisas dela, pelo que não tinha tido oportunidade de falar com ela sobre a sua visão… Mas depressa voltei ao assunto Heath: no quanto ele cheirava bem (e não estou a falar de perfumes), no quanto eu sentia e conseguia cheirar o seu sangue delicioso… no quanto me sentia tentada a prová-lo mais uma vez (ou mais do que uma vez…)…
- Alô? Zo? Não vens?
- Hã?
- Já tocou à cinco minutos, vens? Eu levo-te ao ginásio
- Ah, claro, o Damien?
- Já saiu
- Hum… então vamos, depois falo com ele – passámos na minha sala, a de sociologia, para deixar lá os livros e depois seguimos para o ginásio
- Então… Que se passa contigo hoje?
- Como assim?
- Estás no mundo da lua, estás estranha
- Ando a pensar em coisas – não era mentira
- Coisas…
- Sim, tipo, tenho uma reunião para fazer hoje montes de coisas para discutir e ainda estou cansada de ontem… - também não era mentira
- Que é isso?
- Quê?
- Isso no teu braço – olhei para o meu braço. Apenas tinha vestido uma t-shirt preta com duas estrelas em purpurinas prateadas, e no meu braço via-se a ligadura que tapava o que fora queimado do meu braço. De debaixo da ligadura surgiam espiraizinhas azuis e runas
- Então é isto que me tem dado comichão toda a manhã! E ardor também!
- São mais tatuagens?
- Sim… - tirei a ligadura e observei o desenho. Era como uma moldura, à volta tinha espiraizinhas e algumas runas e no meio tinha um pássaro… Um… um pássaro, cujo nome provinha das lendas cherokees, Um Redbird!
- É linda! – disse Heath. Num impulso abracei-o, e como fiquei com a cabeça sobre o seu ombro, foi muito mais fácil ouvir o seu coração palpitar, e cheirar o líquido que lhe escorria debaixo da pele… Comprimi os lábios e afastei-me. Percebi que Heath queria tanta que eu bebesse dele, como eu queria beber
- Obrigada… Ajudas-me a pôr a ligadura? Não quero que isto venha a infectar
- Claro… - resolvi dar uma espreitadela à sua mente, para saber o que ele sentia ‘ Porque é que recuaste? Porquê? Não percebes que eu quero que bebas?’ Encolhi-me –Estás bem?
- Sim, foi só um vento frio… Vamos?
- ‘Bora… - à porta do ginásio Heath parou à minha frente. Fiquei a olhar para o seu ar de menino, aquele ar que o fazia eternamente jovem, o seu cabelo loiro, as suas covinhas que apareceram quando ele me sorriu… Vi os olhos dele brilharem quando eu sorri para ele, por segundo pensei que me ia beijar, mas apenas me passou a mão pela cara numa festinha suave – Venho aqui ter contigo à hora de almoço – sorriu-me e foi-se embora
- Ai, que raiva! – disse para mim, a pensar que ainda gostava dele a sério
- Z! Despacha-te! Estou à tua espera! – gritou Damien da porta
- Vou já, vou já… - vesti-me em quinze minutos e comecei a aquecer. Depois, como sempre fizemos combates e eu, como sempre outra vez, fiquei com o Damien
- Hum, Damien… Vou precisar que me emprestes os teus apontamentos da aula de Literatura, não apanhei nada
- Pois eu reparei, dou-tos logo à noite… - ataquei – Já me estás a manchar a reputação?
- Tenho um óptimo professor! Não me culpes a mim!
- lá isso é verdade… - disse ele, gabando-se – ouve, tu reparaste na Sam e no Chad hoje?
- Nem por isso
- Bem, saltavam faíscas entre os dois!
Ri-me – não gozes, eles gostam um do outro, eu acho é que a Sam não quer ter nada com ele antes de o conhecer…
- Não a julgo! E se o Chad fosse um violador em série? – olhei com ele numa de ‘A sério?’ – Pois, tens razão… Mas pronto…
- Mas que ficam bem os dois, ficam!
- Se ficam! Hás-de reparar quando o Chad olha para ela e ela se apercebe, fica que nem um tomate ambulante!
- Ai, Damien, tu e as tuas comparações! – tocou para sair. Fui para o vestiário e despachei-me o mais rápido que pude. Assim que saí, lá estava o Heath à minha espera
- Olá! – ‘princesa’ pensou ele… Corei
- Olá! – mordi o lábio, a pensar que ele me ia chamar princesa
- Então como correu a aula?
- Optimamente, e a tua?
- Muito boa… Jogar futebol aqui é diferente que lá em Broken Arrow
- A sério? – disse eu em lugar de um ‘não me digas…’
- Yup, vamos almoçar?, estou cá com uma fome!
- Vamos lá – O caminho para o refeitório foi feito com Heath a fazer-me montes de perguntas sobre a Casa da Noite e com os rituais que fazíamos e isso tudo. Quando nos sentámos só lá estava Samantha
- Então, estás sozinha?
- Pelos vistos…
- As Gémeas?
- Cole e T.J.
- Ah, almoço romântico portanto
- Pois, e o Jack e o Damien devem estar a chegar, com o Chad
- Okay… - No final de almoço ainda nos faltava um bom bocado para tocar. Fomos para a sala de convívio, mas a certa altura Heath pegou na minha mãe e fez-me sinal para que eu fosse com ele lá fora
Seguimos até um árvore e escondemo-nos aí debaixo. Ele olhou para mim e mordeu o lábio – Zo… eu estive a pensar… agora que sou iniciado, o sangue tem outro sabor, certo?
- Sim, mas pelo que sei, quando se prova a primeira vez não se gosta… Quer dizer eu gostei… Mas eu sou eu e eu sou fora da normalidade…
- Pronto, tagarela, mas… eu gostava de saber como sabe… achas que… - oh Deusa! O Heath queria beber de mim! E agora? Digo sim?, Não?... Parte de mim dizia avidamente um sim! Mas outra parte dizia que o mais provável era ele não gostar – Não te preocupes, eu sou um bisarma, não vou vomitar prometo – cruzou os dedos à frente dos lábios em sinal de juramento – Por favor, Z… É que… Tu tens cheirado tão bem desde ontem, e a quê eu não sei, mas não é o perfume que usas… é outra coisa… - minha santinha!, ele também era parte como eu: a sede de sangue começou em terceiranista… Talvez tenha sido… da nossa impressão, é deve ser disso… - Então?
- Eu… não sei… É que… eu… - hesitei, mas depressa me calei quando ele se mexeu rapidamente e me beijou. As nossas bocas abriram-se e tornámos o beijo ainda mais intenso. Como ele beijava bem… já me tinha esquecido do quanto me fazia as pernas levantarem voo. Acabámos um encostado ao outro, eu com a minha respiração a bater-lhe no peito.
- Por favor – pediu. Passei a sua unha pelo meu lábio e lambi-o, dando-me automaticamente forças. Ele levou o dedo à boca, provando a gotinha que lhe tinha ficado lá. Esbugalhou os olhos e sorriu. Colou a sua boca à minha e sugou-me o lábio, provocando em mim uma excitação que me fez gemer – Já te disseram que és deliciosa?
Pensei em responder ‘já’ , mas saiu-me uma coisa estúpida – Ainda bem…
Lambeu-me mais umas vezes o lábio inferior e depois abraçou-me. Comprimi o lábio para parar de sangrar. Tocou para entrar e dirigimo-nos à aula de espanhol. Demos umas revisões e nova matéria. Senti os olhos de Heath pregados em mim e comecei a corar. Na aula de equitação estivemos a fazer saltos. No final fiquei a escovar Perséfone.
- Já tinha saudades tuas – disse-lhe enquanto lhe dava festinhas no focinho. A égua resfolgou no que eu interpretei ser um ‘Eu também’
- Estás aqui! – a voz de Heath pregou-me um susto - O Damien pediu-me para te avisar que estão todos à tua espera para a reunião
- A reunião! – saí a correr para ir ter com eles à biblioteca. Decidimos que, já como a Afrodite se ia embora e Erik tinha mudado, iríamos pôr os seus lugares disponíveis para quem se mostrasse interessado e competente para isso. Organizámos o ritual de domingo também, como o íamos fazer e como íamos anunciar os novos cargos. Afrodite ainda ia fazer parte deste e só depois se ia embora.

1 comentário:

Anónimo disse...

muito bom! continua!