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Fanfic: Confused - Capitulo 14

Capítulo 14

-Eih, Mia! – Ouvi Zoey chamar atrás de mim.
Virei-me lentamente para ela e fiquei aliviada quando vi que vinha sozinha.
-O que é que se passa com elas? O que é que viste?
-Ah?
Estava tão furiosa que me tinha passado completamente ao lado que eu tinha uma mais valia do meu lado e que não a usara.
-Esqueci-me totalmente… Oh espera! Elas não tinham.
-Não tinham o quê? – Perguntou Zoey erguendo as sobrancelhas.
-Não tinham aura nem pensamentos que eu pudesse tentar sequer captar.
Zoey ficou espantada a olhar para mim, mas eu encolhi os ombros.
-Não é nada de especial, às vezes acontece – Sorri-lhe
-Então estás chateada com elas e ainda não sabes o que se passa?
-Sim é isso mesmo. E de qualquer maneira já não tenho fome e não há nada para fazer na cantina certo?
Não esperei por uma resposta. Virei-lhe as costas e saí dali para fora. Queria estar sozinha e pensar naquilo que me estava a acontecer. Eu ainda não tinha estado com o meu pai e o meu irmão desde que tinha sido marcada.
Sentei-me nas escadas do dormitório.
Estava com saudades deles. O meu pai sempre foi uma excelente pessoa e apoiou-me ao máximo quando fui marcada. O meu irmão é mais velho do que eu 2 anos e passamos a vida a embirrar um com o outro, mas também me apoiou muito e disse-me que não tinha nada contra e que, lá por ter uma meia lua na testa ia continuar a ver-me da mesma forma: Uma irmã irritante que a mãe quis dar à luz sabe-se lá porquê. Sorri mas rapidamente este sorriso desvaneceu-se. A minha mãe sempre foi pouco ligada aos filhos. Esteve connosco até eu completar quatro anos, depois disse que aquela não era a vida que ela queria e abandonou-nos. Foi um mês de angustia, dizia-me o meu pai.
Um dia, já eu tinha 12 anos, paramos numa estação de serviço para ir abastecer o carro e o meu pai chamou-me
-Mia, anda cá.
Corri para ele e, quando vi que tinha uma revista na mão, fiz a minha cara mais doce para que a comprasse.
-Estás-me sempre a perguntar como era a mão e que eu sou um péssimo pai por não te ter deixado a custódia dela
-Não vai ser uma revista que me vais conquistar – interrompi-o
Ele riu-se secamente e mostrou-me a capa da revista que mostrava uma mulher bastante bonita com cabelos loiros a posar nua. Fechei os alhos com brusquidão.
-Porque estas a fazer isso?
-Tu não disseste que querias ver a tua mãe, pois ai a tens.
Suspirei e suprimi as lágrimas que teimavam sair dos meus olhos. Esse dia, aquele que poderia ter considerado o dia mais feliz da minha vida, o dia em que veria a minha mãe, tornou-se no pior e transformou todos os meus sonhos em pesadelos.
-Estás bem? – Perguntou-me Tiger.
Levantei-me sobressaltada e limpei a face.
-Não te ouvi chegar – Justifiquei-me
-O que se passa? Estavas a chorar?
Abanei automaticamente a cabeça e forcei um sorriso.
- Uma rapariga sofre muito com a maquilhagem.
-Nem sequer tens maquilhagem.
Ele riu-se e sentou-se nas escadas e eu, instintivamente também me sentei, mas fiz questão de deixar um espaço bem grande entre nós.
Permanecemos em silêncio durante alguns segundos. O suficiente para me deixar bastante nervosa e tentar perscrutar a mente dele. Mas estava tão empolgada que não me conseguia concentrar. Aquilo estava a dar comigo em doida.
-Bem, vais dizer alguma coisa?
-Depende se queres que eu diga.
-Esta bem.
-Não me vais convidar para sair? – Perguntou ele de repente.
-Donde tiraste essa ideia? – Perguntei chocada
-Não finjas Mia, estás a ficar corada. Eu sei que sou irresistível.
-Tu achas mesmo que és o melhor mas não és Tiger. Já namorei com rapazes mais giros do que tu. Com melhor estatuto social e que, esses sim, sabem fazer uma rapariga ficar louca – Arrependi-me imediatamente de ter dito estas palavras. Não por o ter podido magoar mas porque estava a dizer uma mentira das grandes. Ele sabia muito bem por uma rapariga louca e sim, era muito giro, mas não ia admitir isso.
Ele agarrou-me numa mão e aproximou-se devagar de mim, ficando a apenas cerca de 10 centímetros de distancia. Não conseguia reagir. Os meus pensamentos estavam bloqueados.
-É mesmo isso que achas Mia? – Perguntou aproximando-se mais e diminuindo o espaço entre nos.
Senti borboletas voarem-me no estômago e por momentos pensei que ia vomitar.
-Não me parece que estejas a ser sincera comigo.
Soltou-me a mão e afastou.
-Muita experiência sabes?
Senti-me, por momentos, estúpida. Ele estava para ali a gabar-se sem mais nem menos e eu a rever mentalmente aqueles segundos que estivemos tão próximos. Para ele não passava de um jogo, uma aposta que tinha feito com os amigos. Ainda bem que se afastou de mim, agora consigo ler a mente dele com mais clareza. Apostas estúpidas feitas com amigos estúpidos e que levam raparigas estúpidas a acreditar e a deixarem-se ir nos jogos estúpidos dele. Completamente estúpido.
-Tu realmente pensas em mais alguém para alem de ti?
-Sim, penso em ti.
Deitei a língua de fora e fiz-lhe uma careta.
-E eu vivo na Austrália, sou casada contigo, tenho 7 filhos, sou psicóloga e hoje capturei um mamute que estava a passear no meu jardim.
-Não quero ter filhos.
-Não sabes se são teus.
-A que jogo estamos a jogar exactamente?
-Ao teu jogo

Comentem por favor!!!

2 comentários:

sara bastos disse...

gosto do jogo xD

sara alves disse...

adorei o jogo parabens pla fic