http://i1295.photobucket.com/albums/b634/Katleyy/letras-Coacutepia3_zpscc96821c.png

Fanfic: Desesperada - 6º Capitulo

Olá Filhos e Filhas das Trevas!

A nossa querida Mariana voltou e vai-nos enviar dois capítulos por semana, um às Terças-Feiras pelas 15h, e outro no dia normal, Sexta-Feira pelas 17h.

6º Capitulo


Natacha Vamp

São nove da manhã de Sábado, não tenho sono. Vou às compras, a minha roupa está a extinguir-se e a ficar fora de moda, logo, não há programa melhor que ir às compras.
Desci as escadas do dormitório, não estava ninguém a ver TV, devia estar toda a gente a dormir, era cedo. Continuei a caminhar até ao meu mini que estava no parque de estacionamento da casa da noite, entrei no carro e conduzi até ao shopping mais próximo.
Assim que saí do carro senti uma sensação esquisita, parecia que estava com sede, mas não liguei. Enquanto me aproximava da porta do centro comercial estava a sentir-me cada vez com mais sede, a minha sede não era sede por água, mas sim por sangue. Corri para o carro de novo, mas por azar choquei com um homem pelo caminho e não aguentei, cravei-lhe as unhas no pescoço, aproximei a boca do golpe e bebi todo o sangue existente naquele corpo, a sensação de sangue humano a correr-me pela garganta era deliciosamente maravilhosa... Mas eu não acreditava no que tinha feito, nunca mais iria querer sair da casa da noite, não queria saber de roupa nova ou de visitar os meus pais, se não sair da casa da noite implicava não matar mais ninguém era isso que ia fazer.
E agora, o que fazia com o corpo? Agarrei-o e pu-lo no porta bagagem do carro. Fui para o lado do condutor, sentei-me no banco e conduzi de volta para a casa da noite. Parei ao pé rio que havia lá perto e atirei o corpo ao rio.
Onde estava a minha alma? Eu não era assim, eu não matava pessoas, eu não atirava corpos ao rio... Estava a tornar-me num monstro.


***
Entrei na casa da noite, eram dez e meia da manhã e estava desiludida tão comigo que fui a correr para o dormitório e acabei por chocar com um rapaz, olhei para ele, era Dylan, o rapaz ruivo por quem tinha um fraquinho. Abracei-o.
- Ajuda-me, por favor! - supliquei-lhe, ele olhou-me com cara de quem não percebeu, mas não me largou.
- Em que precisas de ajuda? - não sabia se lhe haveria de contar, puderia ficar chocado comigo, pelo que eu sabia os vampiros não matavam humanos, os hospitais doavam-lhes bolsas de sangue, eles não tinham sequer de caçar.
- Eu suguei o sangue a um humano! - saiu-me quando ainda estava a pensar no que fazer.
- Quando? Porquê? – ele estava chocado, mas felizmente não me largou.
- Foi agora, quando estava para ir às compras, porquê também não sei, só sei que senti a garganta a arder, fugi do centro comercial, enquanto me dirigia ao carro para voltar... eu não queria matar ninguém, mas um homem chocou contra mim e eu não consegui resistir, eu não queria mesmo... - fui sincera e uma lágrima acabou por me cair dos olhos.
Ele, ao invés de me largar quando eu pensava de novo que ele o iria fazer, abraçou-me com mais força ainda. Olhei fixamente para o seu rosto e reparei que ele também olhava para mim fixamente, fomos aproximando os novos rostos e aconteceu... Os nossos lábios tocaram-se e ele beijou-me delicadamente. Não queria que aquele momento acabasse nunca, queria ficar ali abraçada a ele e a beijá-lo para sempre.
Passado algum tempo ele terminou o beijo e falou, muito envergonhado.
- Desculpa eu nao queria... – ele não devia dizer aquilo, foi o melhor momento de sempre, ele não tinha de pedir desculpa.
- Porque pedes desculpa?
- Então, eu beijei-te e mal nos conhecê-mos! - ele estava completamente à tôa.
- Não importa à quanto tempo nos conhecê-mos, o que importa é que eu gosto de ti e consegui sentir que tu também o sentes - ele agora estava de boca aberta com o que eu acabei de dizer e ajoelhou-se (não percebi porquê).
- Queres namorar comigo? - perguntou-me. Eu estava derretida, mas continuava a pensar no que tinha feito ao pobre homem, nunca me iria esquecer...
- Sim, claro que sim, claro que quero - respondi sem hesitar um segundo.

3 comentários:

MarianaJ disse...

Comentem sff, gosto de saber as voças opini~es, sejam positivas ou negativas, isso ajuda a desemvolver.

Mónica disse...

Hum... Não me leves a mal, mas acho que a forma como escreves é muito pouco rica.
É tudo tão rápido que parece um resumo, não existem pensamentos entre as acções, é só: leantei-me, desci, entrei no carro, tive sede por sangue, choqui, matei, atirei ao rio.
Os pensamentos são poucos para a quantidade de acções, ela não demora a perceber que a sua sede é algo invulgar. É quase como se fosse um robô e soubesse exactamente o que fazer, sem precisar de ponderar.
Uma coisa importantissima neste género de escrita.
Estás a escrever na primeira pessoa, e o teu dever é fazeres com que os leitores se sintam como se estivessem a viver aquilo, que percebam a tua personagem e que identifiquem as suas emoções. Aqui tu não mostras emoções, apenas acções, e a emoção é uma das principais coisas a descrever quando escreves na 1ª Pessoa.
Como é que ela se sentiu em relação a isso tudo? Ecreves-te uma linha em relação a isso.
Que voltas é que ela deu antes de se lembrar do rio? Nem se sentou a pensar, nem ficou baralhada.
Mesmo que se tu te encontrasses naquela situação reagisses assim, o que já de si não faz muito sentido, não é isso que deves escrever.
Tens que pensar que, no teu dia-a-dia, centanas de emoções e pensamentos te passam pela cabeça. Tu vês tudo pela TUA perspectiva e não pela perspectiva geral, como descreves aqui, pois é teu dever como escritora interpretares a tua personagem e saber como ela se sente em relação a tudo. Tens de saber os "mas" e os "se" na sua cabeça. Tens de evocar memórias do seu passado, mesmo que não tenhas escrito o seu passado.
Porque é necessário que a tua personagem ganhe vida. E se ela é algo vivo, tem de ter passado, qualidades e defeitos, pensamentos, objectivos e perspectivas.
Não te falta uma história, mas flta-te um elo de ligação com o leitor. Falta-te personalidade, passado, objectividade.
Falta-te o sentido de ser HUMANO.

Este comentário não serve para te aborrecer nem deitar abaixo, apenas te estou a fazer uma critica cosntrutiva, pois acredito piamente que se seguires isto, ou ao menos tentares, a tua forma de escrita vai tornar-se mais rica e apelativa.
Cumprimentos:
Mónica Ferreira

Mariana disse...

Obrigada pela ajuda, vou seguir o teu conselho.

Eu sou nova nesta coisa de escrever, tenho tentado aperfeiçoar, e comecei com esta fic.

Por isso estou-te muito grata.