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Fanfic: Unprotected - 4º Capitulo

Capítulo 4

Zoey Redbird – Não consigo descansar por três minutos antes de entrar alguém aos berros pela minha porta…


Entre preparar a viagem da Afrodite, trocar olhares íntimos demais com Erik e ameaçar Damien de morte, tive ocupação por cerca de cinco horas.
Estava exausta, completamente estafada, por isso atirei-me para a cama na esperança de dormir e sonhar com chocolate quente, um monte de almofadas e (por mais que eu tentasse não o fazer) três rapazes. TRÊS RAPAZES!
Nesse momento, dir-se-ia o menor dos meus problemas, mas não era exactamente isso… Embora a minha mente estivesse proibida de se dirigir a Heath de vez em quando, ela continuava a desobedecer-me (muitas vezes). E Erik trocava muitos olhares comigo. E eu estava, naquele preciso momento, a tentar convencer-me de que um Stark com uma T-Shirt rasgada e uns olhos vermelhos sedutores NÃO era sexy… Eu estava a tentar. Juro!
OK, eu admito que não estava a resultar –Outra prova da minha sanidade mental decadente. Credo, ele cheirava a mofo e só queria chupar o sanguinho todo do corpinho de toda a gente… Acho (ou tento convencer-me que) isso é verdade.
Boa, agora é que eu ia sonhar mesmo com ele… E quase que aposto a T-shirt não vai ser a única coisa feita em farrapos… Bah! Eu tinha de desistir (por enquanto) daquilo! Ou então (tentar) tornar-me lésbica. Infelizmente, as minhas tentativas eram cada vez mais frustradas.
-Hum… Zoey? –felizmente, a voz suave de Stevie Rae impediu-me de cair num sonho ordinário e escaldante… Pronto, talvez não tão felizmente.
Endireitei, acto continuo, as costas, preparada para três pares de asas verdes e bicos estúpidos com línguas cortantes escondidas, mas em vez disso vi apenas uma Stevie Rae assustada, encolhida na soleira inexistente da porta (inexistente).
-Hum… Stevie Rae? –grunhi, semi atordoada. Recomposta do choque para o qual me estava a preparar, compus a voz para um tom suave e aclarei as ideias –Queres falar comigo?
Ela acenou, comprimindo os lábios numa tentativa de superar qualquer coisa, mas depois abanou a cabeça e entrou, mais à vontade mas ainda com ar vulnerável, na pequena caverna que eu gostava de fingir que era um quarto acolhedor.
-Diz –encolhi os ombros, a fingir (bastante mal) que não reparava no seu ar preocupado.
Ela caminhou, lentamente, na minha direcção, como se receasse cada passo que dava, e sentou-se na cama.
-Há um… Problema.
-Sim? –soei um bocado mais ansiosa e amedrontada do que pretendia.
-Sabes os… Vampyros Vermelhos? –perguntou.
Acenei vigorosamente, mas acrescentei:
-O que é que tem?
-Eles são… Muitos. Quer dizer, não muitos, mas os suficientes.
Encarei-a mais firmemente.
-Stevie Rae, o que se passa?
-Eles são cerca de vinte –desviou os olhos de mim, e torcer os dedos de uma mão com a outra… Parecia nervosa e cheia de medo, cheia de medo como eu nunca a vira, mas atirou de rajada –E têm sede, muita sede. Alguns são mais… mansos, que outros… Mas continuam a ficar impacientes… Tenho medo do que poderá acontecer se eles não beberem sangue.
Depois disso virou a cara para mim… Parecia culpada… Tão culpada como parecia sempre que mentia.
-Oh… -fingi que não me apercebia da culpa ardente nos seus olhos, e concentrei-me nos nós dos dedos doridos –Bem, então temos que arranjar sangue.
Queria perguntar-lhe. Queria saber o que é que me estava a esconder. Mas eu sabia que, fosse o que fosse, ela não me dizia para meu próprio bem. Eu sabia o que era ter de fazer isso.
Consegui sentir o ar em movimento quando acenou.
-Acho que… Acho que tenho de subir. Para ir buscar…
-NÃO! –gritei, em pânico. Ela pareceu assustada e retraiu-se, arreganhando os dentes. Totalmente petrificada, observei-a a saltar, quase em meio segundo, da cama e a agachar-se. Ficámos assim, por alguns segundos, a olhar uma para a outra.
Não sabia o que dizer-lhe. Não sabia como poderia fazer o brilho sanguinário dos seus olhos desaparecer, por isso escolhi as palavras com cuidado.
-Hum… Stevie Rae. –agora soava calma e controlada. –Hum… Desculpa, não te queria assustar eu… Eu estava só a pensar que não é seguro subir durante a noite.
Quase tão rápido como se tinha levantado, ela recompôs-se e voltou a saltar para a cama, ainda que com ar abalado.
-O Dário e o Jack subiram.
Acenei.
-Mas eu acho diferente.
Não obtive resposta. Ela parecia embaraçada e triste, quase que a culpabilizar-se… Queria dizer que estava tudo bem, que não havia mal nenhum e que era normal, mas não sabia como.
Quando me preparava para fazer um comentário ao quão nojento estava o meu cabelo, ouvi alguém a correr no corredor e a chamar por mim.
-Zoey!! –gritava, em pânico, a voz aguda de Jack… Eu mandara, juntamente com Dário, Jack ir buscar comida à cidade… Ou pelo menos à parte da cidade que ainda funcionava (mal, mas funcionava)…
Vi o rosto corado de esforço de Jack a emergir pela pequena entrada da gruta, suado e em pânico… Mas ele assustava-se por pouco –O que eu não esperava mesmo nada ver era o rosto afogueado de Dário aparecer ao seu lado, com ar de quem tinha visto um fantasma.
-Dário? O que foi que…
-É uma iniciada, Zoey. Alguém conseguiu entrar. E não me cheira bem…

2 comentários:

Anónimo disse...

Muito bom, adoro!
Continua!

Beijinhos, Bia

Anónimo disse...

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