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Blessed - 9º Capitulo


NOVE
Methalia

Permanecia agora deitada, desfrutando do momento que Loren me proporcionara. Ficara a pensar em mil e uma maneiras de destruir a minha irmã, mas devido aos aliciantes toques da mão de Loren a incidirem na minha pele, foi quase impossível pensar sequer.
O submundo continuava na mesma. Sombrio, escuro, tenebroso e, principalmente, chato. Nada cá me poderia chamar sequer a atenção, com a excepção dele. Daquela pessoa que há instantes era um escravo como todos os outros que tinha sob o meu comando e que depois virara meu amante.
A escuridão que profundamente me afectara havia-se misturado com um sentimento que eu achara impossível de adquirir. Sentia-me…bem. Sentia que era poderosa e amada ao mesmo tempo. À medida que o tempo passava, mais força ganhava. Queria sair daqui para poder inundar o mundo com as Trevas infinitas.
- Minha Rainha? – Perguntou-me Loren, colocando o meu corpo junto do seu, como se fossem simples peças de um puzzle perfeitamente encaixadas. – O que se passa convosco?
- Não é nada. Estava a pensar nuns assuntos. Não é nada que valha a pena constatar.
O seu olhar tornou-se penetrante para quem notasse. Este revelava a incompreensão da sua própria alma, ao mesmo tempo que mostrava um sinal de puro sentimento. O ar parecia intacto e todo o ambiente continuava morto e sombrio, como de costume. Mas havia algo de diferente. Talvez fosse o facto de me ter encontrado alguém que me compreendesse tão bem.
- Se a minha Rainha assim o diz. – Murmurou de seguida ao meu ouvido, deixando-o arrepiado.
Encostei a minha cabeça no seu peito, relaxando por completo todos os músculos da minha face. Os meus devaneios deixaram-se apagar enquanto a brisa mórbida os levava pela janela.
Lembrar-me da maneira de como Loren me seduzira tão facilmente. Aqueles olhos brilhantes que pareciam chamar o meu corpo cada vez mais. O desejo dominara-me por completo e agora encontrava-me naquela situação. Não era de todo embaraçosa. Eu queria estar assim.
Embora me sentisse dominada por ele, os meus objectivos ainda não mudaram. Ainda queria a destruição da minha irmã e de todos os seus filhos. Em breve chegaria a hora em que demonstraria todo a minha fúria. Toda a minha amargura espalhar-se-ia pelo mundo todo, controlando tudo pelo medo e pela minha fúria, caso ninguém me obedecesse.
De repente, notei que os seus braços cobriam o meu corpo num terno abraço que não parecia ter fim. O seu calor transmitia-se através do contacto dos nossos corpos. Eu adorava aquela sensação. De certa forma, as Trevas pareciam ter algo a ver com aquele momento pelo qual estava a passar. Os seus lábios pernoitavam na noite que encobria o nosso pequeno espaço no palácio das Sombras, à medida que percorriam o meu pescoço.
- Minha Rainha, olhai para mim.
Fiz como ele me pedira. A sua face brilhava no meio daquela escuridão toda. A sua cara baixava-se terminantemente à procura de algo. Os seus lábios esticaram-se e encobriu o meu rosto de deliciosos beijos que ficavam marcados na minha face e, de seguida, causou um último impacto ofegante colando os seus lábios nos meus.
Eu desejava-o tanto, mas temia que se me apaixonasse, o meu principal objectivo não se realizaria. Mas não podia lutar contra aquilo que queria. Aquilo que eu andava a caminhar no desconhecido à sua procura. Um sentimento que desconhecia, mas que agora denotava um pouco dele.
Parecia que eu tinha encontrado a pessoa especial que me estava destinada. Apesar disso, os meus objectivos eram partilhados com ele e ele compartilhava os mesmos. Podia não saber o que se passara na sua vida anterior, mas sabia o que se passaria agora. Ele gostava de mim. Pelo menos, era o que ele dava a entender. E eu, apesar de ser fria e cruel, também gostava dele.
- Fria, mas suave. – Murmurava ele enquanto deixava um rasto de carinhosos beijos pelo meu pescoço abaixo. – Agora, vossa Alteza, és amada. Amada pelo corpo e pela alma deste pobre e infeliz homem que aqui vês. Ambos sentimos a vingança e o ódio a correr pelas nossas veias. Ambos sofremos muito com a dor, mas agora nunca mais teremos que suportar isso. Estando nós os dois juntos, os sentimentos atrozes como a tristeza, o pânico e o medo não existem.
E naquela noite de infortúnios, ambos nos afundamos no conforto da cama em que estávamos deitados, entregues ao mais puro amor que ambos podíamos sentir.

3 comentários:

-CátiaVanessa. disse...

Estou cada vez mais, a ficar viciada nesta fic :)
espero que continues a fazer um excelente trabalho Vitor :D

Joana disse...

Adorei!!
É pena é só ter tido tempo para a ler agora.
Quero mais Maninho!!

Que Nyx te abençoe!
Bjs,
Joana

Joana disse...

Adorei!!
É pena é só ter tido tempo para a ler agora.
Quero mais Maninho!!

Que Nyx te abençoe!
Bjs,
Joana