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Fanfic: Forgiven - Capitulo 6

Erik

“Raios, raios, raios!” Pensei eu, assim que acordei. Afrodite era humana! Eu era vampyro adulto, com um sentido de audição de sangue a correr excelente, já agora. Como é que conseguiria andar com a Zoey (o que também não deveria fazer porque era contra as regras) e resistir a cada movimento de Afrodite sem lhe sugar o sangue? E agora Nyx tinha dado à Z aquela capacidade de “ler” os pensamentos que só os adultos têm! Estava em sarilhos. Tinha que me afastar da Zoey, não conseguia fazer isso; tinha de resistir à Afrodite, o que era muito mas mesmo muito difícil. Raios…
Desci do meu quarto no edifício dos professores e dirigi-me ao templo de Nyx. Fiz uma prece para que ela me ajudasse. Depois deixei-me ficar sentado a olhar o luar. Estava uma noite de finais de Dezembro fria, mas não me incomodava. Senti alguém atrás de mim mas não liguei. Devia ser só uma daquelas alunas lésbicas taradas pela religião e que passavam o tempo todo enfiadas no templo…
- Olá senhor professor Erik. – reconheci a voz como a de Zoey. Bolas… - Então, posso-me sentar aqui consigo?
- Z, primeiro: ainda não sou professor; segundo: pregaste-me um susto que me ia borrando; quarto: não precisas de pedir para te sentares, … - eu ia continuar mas ela interrompeu-me.
- Saltaste o terceiro.
- Hã? – disse nada sensual.
- Pronto, pronto, eu sei que não sou propriamente um crânio a matemática ( e não sou mesmo) mas sei que a seguir a dois vem o três e a seguir a segundo vem o terceiro. – explicou-me.
- Ah… Isso… - disse-lhe embaraçado. Depois dei-lhe um beijo na cara. Será que ela me tinha ouvido os pensamentos sobre ela e Afrodite? Ná… Não…
- Hum… Em que estavas a pensar antes de eu me tornar na tua explicadora de matemática? – sorriu-me.
- Em ti – não era propriamente mentira. Estava a pensar nela e na… Oh Deusa… a Afrodite acabara de passar e eu só lhe consegui seguir a veia do pescoço com o olhar. Zoey estava a olhar para mim… Deusa, deusa, deusaaaaa! Que eu haveria de dizer? Já sei!
- Erik – disse-me e levantou-se. Estava a olhar-me com uns olhos furiosos, até me pareceu ver o fogo a crepitar neles – Foi impressão minha ou tu estavas a seguir Afrodite com o olhar? Espera, a seguir o PESCOÇO dela?
- Zoey sempre que a vejo lembro-me de ti, de como nos olhámos naquele dia no corredor. É por isso que às vezes olho para ela… - tentei sair-me com esta, mas Z estava furiosa. Era óbvio que estava mais que fula comigo.
- Hum… Pois, pois… Bem então continua lá a olhar para aquele pescoço cheio de sangue vestido com uma mini saia que depois nos vemos – ela limpou as lágrimas que lhe corriam pela face. Raios… Ela também me traíra. Quando dei por mim já tinha falado.
- Tu traíste-me e não me perdoas um olhar? – ups. Asneira.
- Pois foi eu traí-te e chamaste-me puta. Agora que não tenho mais nenhum namorado oculto decides perseguir a Afrodite com o olhar? – tinha os olhos semicerrados empapados em lágrimas límpidas
- Zoey, eu amo-te mas tu sabes como é isto. Sentes o bater do seu coração e sabes onde está a passar o sangue nas veias. Se bem te lembras tiveste Impressão com um humano, aquele Heath
- Pois foi. Sei o que é. Mas ando demasiado confusa e assustada com a ideia de te perder que me deixo levar pelos ciúmes, como tu te deixaste levar quando o Loren nos apanhou na marmelada aqui, o que se traduz em eu sugar-te o sangue e tu apalpares-me a mama.
- Hum… - foi o consegui dizer. Nessa altura eles já deviam ter alguma coisa… Ela ficou envergonhada, e isso tudo mas agora não estava para discutir com ela. Não a queria perder. Avancei para lhe dar um beijo longo mas ela virou a cara deixando os meus lábios nas suas bochechas tatuadas. Pus os braços à volta da sua cintura enquanto ela tentava encostar a cabeça no meu peito, sem saber se o deveria fazer ou não. Ela já sabia disto… Pensei. Não lhe consegui entrar na mente. Como a Neferet disse, não se lhe conseguia ler pensamento algum…
- Gosto mesmo muito de ti, Z. – disse-lhe. Ela não me respondeu. Fungou e deixou que mais algumas lágrimas lhe corressem pela face. Será que se eu bebesse do seu sangue já não ficaria tão hipnotizado pelo de Afrodite? Só havia uma maneira de saber. Agarrei-lhe na mão, virei-a com a palma para cima e mordi-a levemente no pulso, com fiz na primeira noite em que faláramos. Aquele cheiro invadiu-me as narinas. Tinha de provar mais dele e dela. Tinha de lhe lamber aquela ferida escarlate. Assim o fiz, o sangue começou a correr mais e mais e ela ficou um bocado pálida naquela zona quando eu achei por bem parar (contra minha vontade, só não a queria ver morta). Ela estava ofegante, como eu ela tinha os olhos semicerrados e a cabeça para trás. Tinha mordido o próprio lábio. Deusa, estávamos em frente do templo, mas protegidos por uma árvore por isso não nos teriam visto.
Abracei-a com força e beijei-a nos seus lábios doces. Mais sangue, ela tinha aberto o lábio ao morder-se e não consegui evitar. Ela sabia deliciosamente bem! Pura inocência com verdade e mistério à mistura, Deusa, eu queria mais! Suguei-lhe o lábio até a sentir cair nos meus braços. Quanto sangue tinha eu bebido dela? Muito pelo que parece. Levei-a para o dormitório das raparigas e coloquei-a deitada num sofá ao pé do seu grupo. As gémeas olhavam-na com medo. Tal como os “machos” do grupo.
- Ela só está fraquinha. Vai ficar bem. – sosseguei-os. E o inevitável surgiu.
- Como é que ela desmaiou? – perguntou Jack – Já é a segunda vez em dois dias.
- Eu… hum… não sei… - menti – bem… nós estávamos na marmelada e ela tinha aberto o lábio e… vampyros adultos acabadinhos de Mudar não controlam totalmente os seus instintos – disse e tive a sensação de estar mais vermelho que um tomate, ou que sangue…
- Tu sugaste-lhe o sangue? – inquiriu Erin. Assenti, não lhes ia mentir. Mas agora era ela quem precisava de beber sangue, para repor as forças. Passei a unha pela minha mão que deixou correr um fiozinho escarlate para a boca dela, inconsciente.
- É sempre tãããão bom acordar a saborear o Erik, ou o seu sangue… Gente, vocês sabem disto do sangue e tal, não me culpem – A Zoey dizia sempre coisas destas nestas alturas…
- Zoey desculpa! – abracei-a.
- Não faz mal Erik. E, Deusa! Sabes me-e-e-e-e-smo bem! – ela revirou os olhos ainda a lamber as gotas do meu sangue que lhe tinham sido deixadas nos lábios. – Pronto não vou ser tão Afrodite – resmungou, depois de assimilar os olhares do grupo. Gostei quando ela disse que eu sabia bem. Fez-me sentir mais seguro quanto à Afrodite. Não me ia deixar levar por impulsos a não ser deste tipo: beijei Zoey calorosamente.
- Espero bem que não – sussurrou-me depois do beijo acabar. Raios, ela sabe sempre demais, tal como eu…
- ‘Tou para vomitar! – disse Shaunee
- Idem, idem Gémea – concordou Erin
Jack aproveitou a deixa para beijar Damien também. Depois surgiu-me uma ideia.
- Hum-Hum – pigarreei – e se eu chamar o…
- Cole?
- T. J.?
Interromperam-me a deixa, aquelas gémeas são mesmo estranhamente divertidas, à sua maneira um pouco aberrante…
- Sim. Chama, estás à vontade – disse Erin.
- À vontadinha – acrescentou Shaunee.
Mandei um SMS aos dois para virem ver uns filmes connosco. Eles vieram e bem interessados naquelas duas raparigas que fingiam ter engulhos com amor à sua volta. Acto contínuo brinquei: “ Estou para vomitar, Gémea!”
Damien segui-me a deixa e disse : “Idem, idem!”
Elas coraram, mas continuámos a ver o filme que estava a dar na TV.
Depois de almoço, de uma tarde de preguiça e de um jantar animado, voltámos ao dormitório e vimos mais uns filmes quaisquer, até nos quase deixarmos dormir nos sofás.

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