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Fanfic: Forgiven - Capitulo 7

Zoey

Depois da longa maratona de filmes secantes, ao fim do dia em que desmaiara por Erik provar do meu sangue, deitei-me na minha cama. Não sonhei com nada excepto um gatinho cinzento, daqueles dos anúncios Whiskas, com uns olhinhos verdes lindos. Nala ia barafustar se soubesse que tinha sonhado com outro gato para além dela.
Acordei nesse momento. Não ia conseguir dormir. Não podia sair da escola. Não tinha Stevie Rae por perto. Nem a Avó. Olhei para o relógio. Pois… eram oito da manhã, o que… se a minha matemática não me engana (o que é mais provável acontecer)… dormira duas horas, mais ou menos. Decidi ligar à Avó. Abri o aparelho que tinha na mesinha ao meu lado, onde estava também a flor de alfazema que ela me tinha dado nos anos, e liguei a luz de crescimento. Depois olhei para o visor. Tinha uma mensagem do Heath. Não liguei. Veria mais tarde, depois de falar com a Avó. Marquei o número dela e esperei uns segundinhos (que mais pareceram anos), até que a doce conhecida voz me falou:
- Zoeybird? És tu filha? – disse a Avó
- Sim, Avó, sou eu. Tenho saudades tuas.
- Oh minha u-we-tsi a-ge-hu-tsa – adorei ouvir o termo cherokee para filha – eu também tenho saudades tuas, achas que posso ir aí ver-te?
- É melhor não, Avó. Têm havido mortes de vampyros, e a Neferet lançou um sortilégio, para além de que a escola está a ser guardada por montes de guerreiros vampyros. Podes vir na próxima visita mensal.
- Está bem. Então conta-me das novidades! Sei que se passou alguma coisa entre ti e os teus amigos, Zoey. – a Avó sabia sempre quando estava triste ou a explodir de alegria.
- Fizemos as pazes. E acho que posso ter o Erik de volta. Quer dizer, já não tenho Impressão com o Heath. E… bem… eu gosto mesmo dele a sério. Mas… - hesitei
- Oh Zoeybird estou tão contente por ti! Se pudesse dava-te um abraço! Mas…– disse a Avó
- Nyx disse-me que não podia ficar com o Erik, Avó! Mas eu amo-o tanto!
- Oh Zoeybird, vais conseguir passar isto, consegues sempre, és uma cherokee dura de roer!
- Tens falado com a mãe? – disse depois de me rir do que a Avó dissera.
- Não minha filha. Não tenho falado nada com ela desde o dia dos teus anos. Sabes? O dia em que chamei monte de merda ao traste do marido dela? – ri-me outra vez.
- Lembro-me bem. Achas que ela vai falar comigo se eu lhe ligar? Preciso de saber se ela está bem. Acho que as mortes dos vampyros possam ter alguma coisa a ver com o Povo da Fé… - disse.
- Acho que ela te vai atender, mas se acusares aquele maridinho dela, bem podes preparar-te para receber um sermão, fofinha.
- Hum… Acho que tens razão. Vou ter calma. Avó tenho de desligar, vou tentar dormir mais um bocadinho está bem?
- Dorme bem u-we-tsi a-ge-hu-tsa – desliguei a chamada e vi a mensagem que Heath me mandou, há quase uma semana…
# ZOEY, Q SE PASSOU? SENT-M ESTRNHO. LIGA-ME POR FAVOR.
Raios… Ele ainda estará a pensar em mim, depois de não lhe ter respondido à mensagem? E é quando ouço o toque de mensagem vindo do meu telemóvel. É do Heath.
#ZO, PQ E Q N ME LIGST? TENHO ESTADO A PENSAR EM TI. LIGA-M PRECISAMOS DE FALAR.
Apresso-me a responder: #SÓ OLHEI PARA O TELML AGR. ESTOU CANSADA. LIGO-TE DEPOIS.
#QD?
#POR VOLTA DAS SEIS, TÁ BOM?
#OK.
Pronto. Tinha mesmo de dormir. Comecei a contar carneirinhos. Um, dois, três… Nem cheguei ao cinco. Adormeci sem sonhos nem pesadelos. O que era reconfortante. Mas ouço outra vez o telemóvel. Quando é que aprendo a desligá-lo?

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