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Fanfic: Confused - Capitulo 6

Capítulo VI

-Espera aí! – Chamei, já no campus da casa da noite. A escuridão envolvia-me numa neblina sombria e mal conseguia ver Erik. Estava de costas para mim e com os punhos cerrados. Virou-se lentamente e senti um calafrio percorrer-me a espinha quando vi os seus olhos sem expressão a fitarem-me.
-Erik? – Chamei, mas ignorou-me. Aproximou-se de mim e tomou-me nos seus braços. Sentia-me reconfortada no seu abraço, mas ao mesmo tempo sentia que deveria ter medo dele, que ele era perigoso. Mas o meu corpo não obedeceu às minhas ordens.
Ele envolvia-me a cintura com os braços e agarrei-me ao seu pescoço e, sem aviso prévio, o meu corpo esticou-se até os meus lábios tocarem os seus. A correspondência de Erik foi assustadora.
Quer dizer, na minha perspectiva.
Senti os seus lábios esmagarem-se contra os meus de uma forma tão violenta e ao mesmo tempo tão doce, que faziam com que todas as minhas tentativas de me afastar dele e de o encarar desaparecerem.
Apenas uma coisa me deu forças suficientes para me conseguir soltar dele: a ausência de aura.
O olhar dele afundou-se nos meus olhos e aquela expressão neutra voltou a dominá-los.
Ao menos, no meio disto tudo algo fazia sentido: Eu não tinha sonhado ou imaginado a noite passada.
-Desculpa Erik, só acho que isto está a ir depressa demais, quer dizer… - Tentei explicar e remexi na minha cabeça em busca de um adjectivo que justifica-se a minha reacção e que demonstrava aquilo que se passava dentro de mim, para além da ausência da aura. Eu sentia que ele não deveria saber isso – Estou confusa. Muito confusa. Repara, ainda nem há um dia fui marcada e já há um milhão de acontecimentos que me assolam a cabeça. Eu só quero ter uma vida normal de iniciada, mais nada. Quero ir às aulas, ter dramas por causa de rapazes, ombros de amigos para chorar, professores para gozar e apenas isso. Pelo menos durante um dia. Tanta coisa junta faz a minha cabeça explodir. Isto é uma grande sobrecarga para mim. Eu sozinha não aguento. E o problema é esse. Estou sozinha. Não tenho ninguém que me ajude. Nem um raio de um horário me explicaste! – Só agora é que reparei que estava a gritar com ele.
As lágrimas escorregavam-me pela cara e eu não tinha forças para as conseguir parar. Porque já não dava. Já não podia, estava a retê-las há demasiado tempo.
-Desculpa – Murmurou. Parecia sincero. Nesse mesmo instante, a aura verde lima regressou a Erik assim, do nada – Sabes, tens razão. Eu sou um orientador da treta. Estou aqui a curtir contigo em vez de te explicar regras básicas da casa da noite. Regras essas que te deveria ter explicado no encontro organizado para isso mesmo. Em vez disso, fizemos exactamente aquilo que era suposto não fazermos. – Ele abanou a cabeça – Não és a única que estás confusa, sabes. – A afirmação tinha um ligeiro tom interrogativo.
Sentou-se nos degraus que davam acesso ao edifício e eu segui-o, ainda a questionar-me sobre o que teria acontecido naquele momento, em que a aura de Erik desapareceu.
Será que eu estava a perder o meu dom? Ou então as pessoas começaram a descobrir uma forma de se tornarem imunes à minha afinidade. Não era a primeira vez que isso aconteceria. A Zoey e a Afrodite já o tinham feito…
-Sabes, quando me tornei num vampe adulto, simultaneamente ganhei uma nova capacidade. – Fez uma pausa prolongada. Foi suficiente para conseguirmos ouvir o som de corvos a cantar ao longe. – O poder de fazer os outros sofrer. No entanto, eu acredito que, se Nyx me deu este poder, deve ser útil para o bem.
-Tu ontem disseste que vingavas-te da Zoey através do pensamento. Que a fazias sofrer fisicamente aquilo que ela te fez sofrer emocionalmente. – Disse, tentando localizar-me e seguir o raciocínio de Erik.
Ele colocou a sua mão sobre a minha e, olhando-me nos olhos de uma forma muito intensa, prosseguiu.
-Correcto. Às vezes consigo controlar-me mas, por vezes, é algo mais forte do que eu. É algo que mesmo o ser mais forte não consegue controlar: O pensamento. – Fez uma nova pausa e voltei a ouvir aquele cantar irritante de corvos – Eu, também descobri que não faz apenas uma pessoa sofrer, se penso em algo bom que alguém fez por mim, essa pessoa é invadida por uma onda de satisfação inimaginável. E, sinceramente acho que se Nyx me deu uma afinidade assim, tem que ser para… - Mas Erik não concluiu a frase. Olhava para a escuridão de uma forma incrivelmente assustadora.
A certa altura, não sei se foi por apanhar os pensamentos do Erik através da minha intuição ou se foram mesmo os meus pensamentos, encontrei mais uma peça do puzzle.
-Nyx concedeu-te essa afinidade por que algo não está a correr bem, algo vai correr mal.
No mesmo instante em que disse isto, um grito meio sufocado emergiu da neblina escura que decorava a noite. Tanto eu como Erik nos levantamos num salto em direcção à escuridão em socorro, sem termos a noção do labirinto em que nos estávamos a meter.

3 comentários:

BitizGuerra disse...

Wow +.+
lindoooo :D

Continuaaaa :bb

Mica disse...

OMD, que reviravolta!
Esperar até domingo parece tannnto tempo.
Continua a fic!!!

Anónimo disse...

lindooooooo :D


continua a fic !!!




vanessa