Fanfic: Lost Soul - 1º Capitulo


Heath.

Eu mal podia acreditar! Vencemos ao Union! Não é para me gabar mas sou um óptimo avançado. Tudo o que me apetecia agora era estar com a minha namorada, beber, saltar e gritar ‘’GANHAMOOOS!’’.
O dia tinha corrido na perfeição. Depois do jogo de ontem todos me vinham dar os parabéns. Não apenas a mim, mas também ao resto da equipa. Nenhuma das raparigas da escola deixou um jogador sequer do Broken Arrow em paz. Também não era para menos, já não ganhávamos ao Union á quase 16 anos. Agora éramos como celebridades.
Sim, tudo estava bem até o que aconteceu depois, mudou a minha vida para sempre.
Eu estava no parque de estacionamento com o Dustin e o Drew. Eles eram irmãos e meus grandes amigos da onça. Kathy Richer (uma das raparigas odiadas pela minha querida Zoey e pela Kayla. Bem, não sei se ‘’odiada’’ é a palavra certa… Elas apenas a conheciam como uma ‘’vadia’’.) estava a fingir bater-me. Asseriu? Qual é a intenção? Essa opinião guardava-a apenas para mim. Só conseguia sorrir e acenar depois da noite anterior, por isso continuei com o meu ‘’sorrir’’. Eu estava alegre, tirando aquela pequeníssima dor de cabeça. Talvez, eu tenha bebido um bocadinho. Pronto, ok, um bocadinho grande. Mas tinha de festejar. E o que há melhor para festejar que cerveja e cigarro?
O Drew, eu e o Dustin começamos a fazer piões no estacionamento com a carrinha super grande que o pai deles lhes oferecera. Juro que aquilo tinha estilo.
Olhei para a entrada da escola e de repente o dia parecia destinado a melhorar ainda mais. A minha deslumbrante namorada acabara de sair do edifício escolar.
Pedi para que parassem a carrinha mesmo á frente dela e os meus amigos assim o fizeram.
- Olá, Zo! Recebeste a minha mensagem? – Perguntei-lhe super alegre.
Não sei bem, mas ela não parecia muito alegre por me ver. Ergueu os olhos, olhando para mim por entre os dedos, como quando estava-mos no cinema a ver um dos filmes de terror parvos.
Ela olhou para a cerveja na minha mão e (como sempre) ficou furibunda.
- Estás a beber na escola! Serás louco?
Perante este comentário, só consegui sorrir ainda mais. Ela é tão linda irritada. Ela é espantosa.
- Pois sou louco, louco por ti!
Vi-a abanar a cabeça e virar costas. Abriu a porta do seu carocha e enfiou os livros e a mochila no banco traseiro.
- Porque não estão nos treinos? – Ela ainda não olhava para mim quando fez esta pergunta.
- Não ouviste? Temos folga por causa da abada que demos ao Union na sexta-feira!
Desta vez Drew e Dustin soltaram os uns ‘’Iupi!’’ e ‘’Boa!’’ á boa maneira do Oklhaoma.
- Ah. Não. Deve ter-me passado ao lado. Sabes, exame de geometria amanhã. – Fez uma pausa para tossir e acrescentou – Além disso, estou a chocar alguma constipação.
- Zo, a sério. Estás zangada? A Kayla contou-te alguma treta sobre a festa? Sabes que não te enganei. - Claro que não enganei. Estava bêbedo e aquela rapariga queria curtir comigo, mas eu disse não! Não tenho culpa se a Kayla não ouviu.
Finalmente ela virou a cabeça e olhou para mim.
- Que fizeste, Heath?
- Eu, Zo? Sabes que nunca… - Foi então que eu a vi. Aquilo que mudou a minha vida. A meia-lua na testa da minha Zoey! A minha namorada.
Por segundos, que para mim pareceram anos, o meu mundo estremeceu. Não pode ser! Ela não!
- Mas que raio – ia eu dizer quando ela me interrompeu.
- Chiu! – Fez sinal com a cabeça para Dustin e Drew, ainda incautos, que cantavam agora a plenos pulmões, completamente desafinados.
- Isso é uma pintura que puseste para as aulas de Teatro? - Eu ainda estava completamente chocado mas consegui manter o tom baixo. Aquilo não podia ser real! Não podia!
- Não. – Sussurrou. – Não é.
Não. Não. Não.
- Mas não podes ter sido marcada. Nós andamos.
- Não andamos coisíssima nenhuma! – Ela caiu e quase se dobrou toda, num ataque fulminante de tosse que mais parecia catarro. Ao assistir o coração quase saltou do meu peito.
- Eh, lá, Zo! – Disse o Dustin todo aparvalhado dentro da carrinha – Tens de deixar de fumar.
- Pois, parece que ainda vais tossir um pulmão – disse o Drew.
- Meu! Deixem-na em paz. Sabem muito bem que ela não fuma. É uma vampyra.
Ups. Agora fiz asneira. Eles meteram as cabeças fora da janela e olharam para a Zoey super embasbacados.
- Caraças. A Zoey é uma anormal! – Disse Drew.
Com este comentário senti um aperto no peito tão grande. Ela era mesmo uma vampyra. A rapariga que sempre conheci e sempre amei. E eu sabia! Eu sabia que não ia conseguir proteger a minha Zoey destes comentários.
- Cala-te de uma vez! Tive um dia muito mau e não preciso que me chateies. – Olhou para os dois irmãos e acrescentou:
- Nem tu. – Dirigindo-se a Dustin.
Era estranho. Eles estavam completamente aterrados. Com medo da minha namorada. Como era possível? Eles não viam? Eles não viam que ela era a mesma Zoey?
Mas eu ainda não conseguia entender como era possível ela ter sido marcada. Todos menos ela. Ela não.
- Zo! Mas que raio? – Não sabia o que dizer mais neste momento.
- Vamos bazar! – Disse Dustin, carregando no acelerador a fundo. A carrinha deu um safanão e eu desequilibrei-me e caí no alcatrão do parque de estacionamento.
Vi a Zoey correr para mim automaticamente.
- Magoaste-te? – Ela inclinou-se para me ajudar a levantar.
Não sei o que me deu naquele momento. Mas senti. Senti uma onda de sensações a apoderar-se de mim. Não sei bem o que queria, mas queria a Zoey mais que nunca. Senti todo o meu corpo tremer. Fiquei numa espécie de transe.
- Zo? – Perguntei suavemente, com a voz profunda e rouca.
- Cheiras mesmo bem – Ah? Ok, não percebi, nem perfumei tinha posto.
- Zoey, tive mesmo saudades tuas. Temos de voltar a andar. Sabes que gosto mesmo de ti. – Ia tocar-lhe na cara mas ambos reparamos que tinha a minha palma da mão cheia de sangue.
- Ah, bolas. – Oh Meu Deus! O sangue… e… a Zoey é… Olhei para a Zoey. Ela estava completamente pálida com aquela marca escura na testa. No meio daquilo tudo novo, ainda conseguia ver a Zoey com quem cresci, mas havia diferenças. Mas aquele estado de pelas sensações ainda se apoderava de mim.
-Quero… - Sussurrou. – Quero… - O que queria ela? Tudo o que ela quisesse eu estava disposto a dar. Mas o que ela queria, eu não sabia.
Mordeu o lábio e gemeu.
A carrinha parou de repente ao nosso lado. O Drew saltou da carrinha e tentou meter-me lá dento.
- Pára com isso! Estou a falar com a Zoey!
Eu bem me tentei debater, mas Drew era defesa sénior do Broken Arrow, e realmente enorme. Dustin deu uma mãozinha e bateu a porta da carrinha.
- Deixa-o em paz, anormal! – Gritou Drew, enquanto Dustin acelerava.
Dei um murro no peito de Drew pela maneira que ele tratou a minha Zoey.
- Estás-te a passar? – Disse ele quando lhe dei o murro.
- Vocês é que se devem estar a passar! Vocês não percebem? Ela é a mesma Zoey. Apenas mais pálida e com a tal meia-lua na testa.
- Meu, eu sei que gostas dela, e respeito, mas tens de perceber que, ela se irá tornar numa sugadora obcecada por sangue, e não te vais conseguir aproximar. – Disse Dustin.
Agora foi a vez de dar um murro no peito de Dustin.
- Hey! Não tenho culpa de te querer avisar. Men, com tantas raparigas por aí todas giraças vai ser fácil esqueceres aquela anormal. – Disse Dustin.
- A Zoey não é nenhuma anormal e eu não a vou esquecer! – Gritei eu. Drew olhou para mim de olhos arregalados enquanto Dustin apenas suspirou. – Deixem-me aqui! Já! Vou para casa a pé. Não quero ouvir mais dos vossos comentários, ok? Nunca mais!
- Não é preciso, nós levamos-te a casa. Não falamos mais na anorm… na Zoey.
- Não! – Voltei a falar alto de mais pelo que me tentei acalmar e acrescentei – Deixem-me aqui! Pára a carrinha.
Desta vez Dustin encostou o veículo na beira da estrada e eu saí.
- Ficas bem? – Disse Drew.
Não lhe respondi. Apenas virei as costas e comecei a caminhar.
- Meu, vais á festa logo á noite? – Desta vez foi Dustin quem perguntou.
Apenas abanei a cabeça em sinal de reprovação, e sem olhar para traz, continuei o meu caminho.

4 comentários:

Anónimo disse...

Muito boa mesmo :'o

Anónimo disse...

Concordo

Anónimo disse...

Eu também

Éli De Oliveira disse...

Oh, obrigado por gostarem (':
Significa muito.