Capitulo 28 (uma semana depois)
Mariana
Ainda não estava nada à vontade com o facto de deixar Zoey e os outros sozinhos a lutar contra Kalona.
-Zoey, afinal ficou tudo na mesma! O que raio estive eu aqui a fazer afinal? Não vos consegui ajudar em nada.
-Claro que ajudaste! Se não fosses tu não teríamos ocorrentes do que se está a passar na Casa da Noite e do que anda Kalona e Nefert a tramar. Para alem disso deste uma coça à Nefert. – Zoey abraçou-me com força.
-Para além disso a tua amiga Margarida pode continuar a dar-nos informações se não se importar claro. – Olhei para o meu colar onde Margarida permanecia a carregar as suas energias.
-De certeza que não se importa.
-Obrigada Margarida. Que Nyx te abençoe. –Zoey tocou ao de leve no meu colar.
-Zoey posso pedir-te um favor?
-Claro!
-Liga-me todos os dias e diz-me o que se passa. Quando achares que for seguro eu voltar não hesites em ligar-me. Não me agrada nada a ideia de deixar-vos aqui sozinhos a lutar contra o mal. – Zoey sorriu.
-Mariana és especial. Não vou ter de dizer-te quando voltar, tu saberás. – dei um abraço a Zoey fazendo-lhe de seguida uma vénia para lhe demonstrar o meu respeito por ela. De seguida virei-me para Stevie Ray que também me abraçou.
-Mariana, tens que ter paciência com a Joka. Ela está diferente e vai precisar de ti.
-Claro! Vou cuidar dela. Na verdade acho que já está em boas mãos. – Sorri para Stevie Ray e olhámos para Joka que estava novamente na marmelada com Angel.
-Acho que tens razão. – Joka virou-se para nós sorrindo.
-Sabes, muito sinceramente não sei como ela aguenta estar ali agarrada ao namorado, ela só é vampyra vermelha há poucos dias. É esquisito ainda não lhe ter mordido. – Stevie Ray olhou para Joka e Angel com uma certa adoração e brilho no olhar. Mas com o meu dom consegui sentir infelicidade vindo por parte dela.
-Stevie Ray o que se passa? Estás infeliz porquê?
-Tenho medo de não encontrar ninguém, agora que sou um pouco esquisita e tal.
-Não digas uma coisa dessas! És fantástica, claro que um dia vais encontrar alguém Stevie Ray sorriu-me. Achei que não faria mal nenhum tentar anima-la e com o meu dom lancei-lhe uma onda de felicidade. Stevie Ray simplesmente sorriu e murmurou “Isso é Batota” entre dentes.
-Então meninos, podemos ir embora? Temos um avião para apanhar. – a professora Beatriz já estava com melhor aspecto. Dário tratara-lhe das feridas, mas mesmo assim ainda eram muitas as nódoas negras que cobriam o corpo da minha Sacerdotisa.
-Já estamos prontos, mas continuo a achar que não é boa ideia deixar os outros professores e iniciados nas mãos daqueles psicopatas…
-Não te preocupes Mariana. Agora o mais importante é manter-te em segurança. Se Nyx diz que temos de voltar a Portugal por alguma razão há-de ser. Para além disso Kalona e Nefert não irão fazer mal aos professores e iniciados. Só querem ser considerados Deuses dos vampyros, e se eles não se opuserem não terão razões para os magoar. – a minha Sacerdotisa abraçou-me com delicadeza.
Eram já 10 da noite quando acabámos as despedidas e fomos o mais depressa possível para o aeroporto, não só porque a minha melhor amiga era muito mais sensível ao sol mas também para dar pouco nas vistas, O movimento no aeroporto era muitíssimo fraco, devido às tempestades, mas Afrodite lá conseguiu arranjar-nos um jacto privado que nos iria levar directamente a Lisboa.
Nunca tinha andado de Jacto era espectacular. Mas infelizmente não apreciei muito da viagem por vir o caminho todo a dormir agarrada a David. Aterramos em Portugal eram já 4 da manhã. Fomos directamente para a casa da Noite, onde Joka se foi logo apoderar das reservas de sangue. A professora Beatriz prometeu tentar falar com o alto conselho dos vampyros, mas Zoey achava que não iria servir de nada e eu muito sinceramente partilhava da mesma opinião.
A Casa da Noite em Lisboa parecia abandonada pelo menos para os meus amigos. Pois agora eu podia ver e distinguir claramente as almas dos iniciados que Kalona matara durante o sono. Olhei para o meu colar onde o espírito da minha amiga Margarida repousava. Agora estava tudo nas mãos de Zoey.
Fim
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Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 27
Capitulo 27
Stevie Ray
Quando Zoey invocara o círculo para ajudar Mariana senti-me novamente próxima do meu elemento. Há muito que não sentia aquela forte ligação com a terra. Trouxe-me boas e más recordações. Até custa a acreditar que era tudo tão recente. Fui mesmo cruel quando perdera a minha humanidade. Sentia-me completamente perdida naquela altura, só o sangue me interessava. Comete o erro de meter a sede à frente da minha amizade com a Zoey. Agora que olhava para a amiga de Mariana via-me a mim. Tinha de ajuda-la. Não iria permitir que ela cometesse os mesmos erros que eu. Certamente viria a arrepender-se. Estávamos todos sentados à espera que Dário voltasse com Mariana e Angel. Aproveitei o facto de Joka estar sozinha sentada a um canto para falar com ela.
-Importaste que me sente aqui contigo? – assentiu-me e desviou-se um pouco para me poder sentar no chão ao lado dela. Ficamos caladas uma ao lado da outra.
-Então, acho que ainda não fomos apresentadas. Sou a Stevie Ray e sou igual a ti. – A pequena rapariga olhou para a minha testa mas desviou-me logo o olhar. Parecia estar a ter uma batalha consigo mesma. Estava muito tensa a mover-se ao meu lado. Não precisei de pensar no assunto, percebi logo o que se passava com ela.
-Estás com sede? – estremeceu ligeiramente ao meu lado e assentiu-me com um ar choroso.
-Essstou com vontade de lhes rasgar o pescoço a todos. Sou um monstro! – Joka contorceu-se e começou a chorar. Tinha de tira-la dali. Peguei nela por um braço e fi-la vir comigo até à arrecadação. Ninguém olhou para nós quando saímos.
-Ouve eu percebo que estás a sentir, já passei pelo mesmo. E admiro muito estares a controlar-te dessa maneira, quando ainda não tinha passado pela mudança a minha sede era tanta que até mordi sem-abrigo com piolhos. – sorri-lhe de maneira a que ela se animasse um pouco, pelos vistos estava a resultar. Fomos até ao frigorífico onde guardávamos alguns sacos de sangue. Passei-lhe um para as mãos. Ela rasgou-o com os dentes e começou a sorver o sangue do saco.
-Agora acalma-te. Não temos muito sangue mas por agora acho que chega.
-Obrigada. – Joka já estava com um ar mais calmo e sorriu-me.
-Stevie Ray posso fazer-te uma pergunta?
-Claro.
-Contas-me a tua história? Quer dizer, contas-me como mudaste? Como conseguiste lutar com o monstro que sentias dentro de ti? - Sorri-lhe e tirei mais dois sacos do frigorífico entreguei-lhe um e bebi o outro.
-Senta-te e vou contar-te tudo. – ficámos sentadas encostadas ao frigorifico. Enquanto lhe contava a minha história Joka ouvia-me com atenção sem me interromper. Disse-lhe que se não fosse a Zoey que nunca teria conseguido vencer o monstro sedento sempre ansioso para rasgar mais um pescoço e sugar todo aquele liquido doce.
-Joka, não vais conseguir passar por isto sozinha. E a pessoa indicada para te ajudar é a Mariana. Tens de confiar nela e em Nyx.
-Mas Nyx abandonou-me.
-Nyx não te abandonou! A nossa deusa está contigo e ama-te. Olha para mim, a deusa brindou-me com um dom pouco antes de morrer. Tenho afinidade com o elemento terra e nunca a perdi. Olha para a minha marca. Passei pela mudança só que é uma mudança diferente. E tu de certeza que também vais conseguir. – Joka estava a olhar para mim com um brilho no olhar que nunca vira antes. Estava finalmente a ficar com esperança e a acreditar.
-Stevie Ray… Obrigada… - Joka sorriu e abraçou-me com força. Não conhecia bem esta rapariga mas gostava dela. Retribui-lhe o abraço.
-Vá, agora vamos voltar para cima que a Mariana e o Angel devem estar a chegar. – assim que ouviu o nome ds amigos Joka levantou-se num salto e fomos as duas para a sala. Estavam todos em pé formando uma roda. Consegui ouvir gemidos e gritinhos. Mas que raio se passava? Corri logo até eles para ver o que se passava. Deparei-me com Afrodite deitada ao colo de Zoey só com a parte branca dos olhos à mostra. Conseguia ver-lhe o suor a escorrer-lhe pela testa.
-O que se está a passar?
-A Afrodite está a ter uma visão. – Zoey afagou a cara de Afrodite.
-Diz-me Afrodite! Diz-me o que estás a ver. – Afrodite estremecia no chão e gritava.
-O sangue! É demasiado sangue! Tirem-me daqui! – Afrodite estremecia e começou a atirar os braços para a frente. Que nojo. Aquilo das visões não era coisa bonita de se ver.
-Nyx! Nyx não quer! –Afrodite continuava a berrar. De repente abriu os olhos e parou de se rebolar. Zoey recostou-a nos braços e levantou-a.
-Estás melhor Afrodite? Conta-me a tua visão. – Afrodite passou a mão na testa antes de responder.
-Bem, isto de ter visões é uma grandessíssima Merda!! -pronto ela estava decididamente melhor.
-O que viste Afrodite? – Zoey voltou a insistir.
-Vi a Mariana morrer. Ela morria de 3 maneiras diferentes e de todas as vezes era aqui na zona.
-O que estás a querer dizer com isso Afrodite?
-Eu? Nada. Mas Nyx está a tentar avisar-nos de que ela tem de se ir embora daqui. Tem de voltar para Portugal. A missão dela aqui está concluída. – Olhamos todos para Afrodite que ainda parecia exausta.
-Não olhem assim para mim. Tambem estou fodida por ela ter de se ir embora. Até gosto dela. – Olhamos ainda mais espantados para Afrodite. As Gémeas riram-se.
-A Afrodite a gostar de alguém para além de si própria? Vai buscar uma maquina de filmar Gémea. – Shaunee e Erin riam-se às gargalhadas.
-Calem-se Gémeas parolas! – Afrodite sacudiu o cabelo e fez um ar azedo.
-Pronto isto agora não interessa! Facto é que ela tem de sair daqui o mais rapidamente possível senão irá morrer. – não acabara Afrodite de falar, quando a porta foi aberta e Dário entrou com Mariana e Angel.
-Quem tem de sair o mais rapidamente possível? – Mariana sorriu. Antes de ser atacada com abraços. E lhe contarmos o que acabara de acontecer
Stevie Ray
Quando Zoey invocara o círculo para ajudar Mariana senti-me novamente próxima do meu elemento. Há muito que não sentia aquela forte ligação com a terra. Trouxe-me boas e más recordações. Até custa a acreditar que era tudo tão recente. Fui mesmo cruel quando perdera a minha humanidade. Sentia-me completamente perdida naquela altura, só o sangue me interessava. Comete o erro de meter a sede à frente da minha amizade com a Zoey. Agora que olhava para a amiga de Mariana via-me a mim. Tinha de ajuda-la. Não iria permitir que ela cometesse os mesmos erros que eu. Certamente viria a arrepender-se. Estávamos todos sentados à espera que Dário voltasse com Mariana e Angel. Aproveitei o facto de Joka estar sozinha sentada a um canto para falar com ela.
-Importaste que me sente aqui contigo? – assentiu-me e desviou-se um pouco para me poder sentar no chão ao lado dela. Ficamos caladas uma ao lado da outra.
-Então, acho que ainda não fomos apresentadas. Sou a Stevie Ray e sou igual a ti. – A pequena rapariga olhou para a minha testa mas desviou-me logo o olhar. Parecia estar a ter uma batalha consigo mesma. Estava muito tensa a mover-se ao meu lado. Não precisei de pensar no assunto, percebi logo o que se passava com ela.
-Estás com sede? – estremeceu ligeiramente ao meu lado e assentiu-me com um ar choroso.
-Essstou com vontade de lhes rasgar o pescoço a todos. Sou um monstro! – Joka contorceu-se e começou a chorar. Tinha de tira-la dali. Peguei nela por um braço e fi-la vir comigo até à arrecadação. Ninguém olhou para nós quando saímos.
-Ouve eu percebo que estás a sentir, já passei pelo mesmo. E admiro muito estares a controlar-te dessa maneira, quando ainda não tinha passado pela mudança a minha sede era tanta que até mordi sem-abrigo com piolhos. – sorri-lhe de maneira a que ela se animasse um pouco, pelos vistos estava a resultar. Fomos até ao frigorífico onde guardávamos alguns sacos de sangue. Passei-lhe um para as mãos. Ela rasgou-o com os dentes e começou a sorver o sangue do saco.
-Agora acalma-te. Não temos muito sangue mas por agora acho que chega.
-Obrigada. – Joka já estava com um ar mais calmo e sorriu-me.
-Stevie Ray posso fazer-te uma pergunta?
-Claro.
-Contas-me a tua história? Quer dizer, contas-me como mudaste? Como conseguiste lutar com o monstro que sentias dentro de ti? - Sorri-lhe e tirei mais dois sacos do frigorífico entreguei-lhe um e bebi o outro.
-Senta-te e vou contar-te tudo. – ficámos sentadas encostadas ao frigorifico. Enquanto lhe contava a minha história Joka ouvia-me com atenção sem me interromper. Disse-lhe que se não fosse a Zoey que nunca teria conseguido vencer o monstro sedento sempre ansioso para rasgar mais um pescoço e sugar todo aquele liquido doce.
-Joka, não vais conseguir passar por isto sozinha. E a pessoa indicada para te ajudar é a Mariana. Tens de confiar nela e em Nyx.
-Mas Nyx abandonou-me.
-Nyx não te abandonou! A nossa deusa está contigo e ama-te. Olha para mim, a deusa brindou-me com um dom pouco antes de morrer. Tenho afinidade com o elemento terra e nunca a perdi. Olha para a minha marca. Passei pela mudança só que é uma mudança diferente. E tu de certeza que também vais conseguir. – Joka estava a olhar para mim com um brilho no olhar que nunca vira antes. Estava finalmente a ficar com esperança e a acreditar.
-Stevie Ray… Obrigada… - Joka sorriu e abraçou-me com força. Não conhecia bem esta rapariga mas gostava dela. Retribui-lhe o abraço.
-Vá, agora vamos voltar para cima que a Mariana e o Angel devem estar a chegar. – assim que ouviu o nome ds amigos Joka levantou-se num salto e fomos as duas para a sala. Estavam todos em pé formando uma roda. Consegui ouvir gemidos e gritinhos. Mas que raio se passava? Corri logo até eles para ver o que se passava. Deparei-me com Afrodite deitada ao colo de Zoey só com a parte branca dos olhos à mostra. Conseguia ver-lhe o suor a escorrer-lhe pela testa.
-O que se está a passar?
-A Afrodite está a ter uma visão. – Zoey afagou a cara de Afrodite.
-Diz-me Afrodite! Diz-me o que estás a ver. – Afrodite estremecia no chão e gritava.
-O sangue! É demasiado sangue! Tirem-me daqui! – Afrodite estremecia e começou a atirar os braços para a frente. Que nojo. Aquilo das visões não era coisa bonita de se ver.
-Nyx! Nyx não quer! –Afrodite continuava a berrar. De repente abriu os olhos e parou de se rebolar. Zoey recostou-a nos braços e levantou-a.
-Estás melhor Afrodite? Conta-me a tua visão. – Afrodite passou a mão na testa antes de responder.
-Bem, isto de ter visões é uma grandessíssima Merda!! -pronto ela estava decididamente melhor.
-O que viste Afrodite? – Zoey voltou a insistir.
-Vi a Mariana morrer. Ela morria de 3 maneiras diferentes e de todas as vezes era aqui na zona.
-O que estás a querer dizer com isso Afrodite?
-Eu? Nada. Mas Nyx está a tentar avisar-nos de que ela tem de se ir embora daqui. Tem de voltar para Portugal. A missão dela aqui está concluída. – Olhamos todos para Afrodite que ainda parecia exausta.
-Não olhem assim para mim. Tambem estou fodida por ela ter de se ir embora. Até gosto dela. – Olhamos ainda mais espantados para Afrodite. As Gémeas riram-se.
-A Afrodite a gostar de alguém para além de si própria? Vai buscar uma maquina de filmar Gémea. – Shaunee e Erin riam-se às gargalhadas.
-Calem-se Gémeas parolas! – Afrodite sacudiu o cabelo e fez um ar azedo.
-Pronto isto agora não interessa! Facto é que ela tem de sair daqui o mais rapidamente possível senão irá morrer. – não acabara Afrodite de falar, quando a porta foi aberta e Dário entrou com Mariana e Angel.
-Quem tem de sair o mais rapidamente possível? – Mariana sorriu. Antes de ser atacada com abraços. E lhe contarmos o que acabara de acontecer
Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 26
Capitulo 26
Permaneci fechada na casa de banho à espera de Margarida. Margarida apareceu-me poucos minutos depois atravessando a cabine.
-Porra! Não me assustes desta maneira.
-Desculpa.
-Então encontras-te o Angel?
-Encontrei. Ele está a ter uma aula de esgrima no pavilhão! – Margarida franziu o sobrolho questionando o que tencionava fazer.
-Muito sinceramente não faço sequer a menor ideia. Como está a situação ali fora? O Kalona anda à minha procura?
-Ele mandou os Zomba-Corvos atrás de ti. Mas deu instruções para te apanharem viva. Já a Nefert anda completamente estérica! Anda a mancar agarrada a um pau. Deste-lhe mesmo forte. – Margarida sorriu-me.
-Não tive culpa, ela irritou-me. Mas reparaste que o Kalona não teve nem um arranhão? – agora que pensava melhor no assunto, ao contrário de Nefert, depois de ser atingido pela força do meu dom Kalona não ficou mal como Nefert. Como iria ser possível dar cabo de um imortal?
-Mariana, acho que se queres sair daqui com vida é melhor sairmos já! Vamos pela parte traseira do edifício até ao pavilhão. Achas que consegues disparar alguns raios? – Margarida estava com receio. Pensei um pouco no assunto analisando o meu estado. Fiquei completamente estoirada depois do meu ataque contra Nefert e Kalona. Foi um ataque poderoso, talvez não será preciso tanta energia para os Zomba-Corvos. Eles são mais fracos que Kalona e Nefert. Assenti com um aceno confiante. Eu iria conseguir. Margarida atravessou a parede e foi ver se estava alguém no corredor.
-Podes vir! Não está aqui ninguém. Corre! – comecei logo a correr pelo corredor fora tentando fazer o mínimo barulho possível. Margarida ia-me indicando o caminho. Quando cheguei ao exterior fui logo atacada por Zomba-Corvos que tentavam agarrar-me. Atirei-me para o chão evitando ter de recorrer ao meu dom. Eles só me queriam apanhar. Iriam a todo o custo evitar tentar magoar-me. Desviei-me das garras e corri pelo pátio em direcção ao pavilhão. Estava quase a chegar perto do pavilhão quando umas enormes garras me prenderam pelas pernas. Rolei para traz virando-me para a enorme criatura lançando-lhe uma bola de energia, a chama cor-de-rosa electrocutou o Zomba-Corvos por completo, soltei as pernas e entrei no pavilhão.
-Angel! – Angel estava a ter uma aula de esgrima. Ao ouvir-me virou-se para mim e desatou logo a correr na minha direcção.
-Mariana! Temos de sair daqui e procurar, a Joka!
-A Joka está bem! Anda! Temos de ir ter com a Zoey e os outros. – Angel correu em direcção à porta onde estávamos agora completamente cercados por Zomba-Corvos.
-Merda! Estamos completamente cercados! – Angel fechou a porta com um movimento brusco. Só quando estávamos ambos encostados à porta é que percebi que um monte de iniciados que estava a ter aula de esgrima incluindo o professor estavam a olhar para nós com ar perplexo. Não podíamos perder tempo com estas coisas. Fechei os olhos concentrando-me no meu dom. Comecei a sentir a chama nas palmas das mãos. Os meus olhos também se encontravam em chamas e um tornado começou a formar-se à minha volta. Ouvi várias exclamações mas ignorei tudo à minha volta para me concentrar. Lancei uma enorme chama aos Zomba-Corvos que pouco depois estavam electrocutados no chão. Comecei a correr com Angel em direcção ao portão da Casa da Noite. O portão estava cercado de Zomba-Corvos. Desta vez não tínhamos hipóteses. Estava demasiado exausta para lançar outra bola de chamas.
-E agora o que fazemos? – Angel agarrou-me a mão com força. Vi uma sombra a saltar por cima de nós. Era o professor de esgrima! Ele saltou em cambalhota por cima de nós, brindou-me com um sorriso e começou a atacar os Zomba-Corvos. Cortou-os aos pedaços deixando-nos assim o caminho livre. Corremos para longe da Casa da Noite felizes por nos vermos livres daquele inferno. Corremos cerca de 10 minutos até encontrarmos um sítio seguro para nos escondermos. Angel sentou-se ofegante no chão molhado, imitei-lhe o gesto e peguei na escuta que Afrodite me dera falando directamente para ela.
-Conseguimos fugir da Casa da Noite! – falei para a escuta desejando que alguém me ouvisse. Disse a nossa localização e pedi para que alguém nos viesse buscar. Teria usado o telemóvel mas perdi-o, provavelmente quando aquele Zomba-Corvos me prendeu pelas pernas. Depois de ter dado a nossa localização voltei a guardar a escuta, olhando para Angel.
-Angel, quem era aquele professor de esgrima que nos ajudou a sair da casa da noite? – Angel sorriu-me ainda tentando controlar a respiração.
-Era o professor Dragão. Era suposto ser o meu novo orientador. Assim que o conheci percebi logo que ele não tinha o mesmo encantamento por Kalona como os outros. Algo me disse que podia confiar nele e falei-lhe de ti e do teu dom. Ele ficou encantado com a ideia de se ver livre de Kalona e disse me que podia contar com ele para o que fosse preciso. Disse que a esposa dele e a professora de equitação também se recusavam a aceitar Kalona e que estavam felizes por saber que Nyx te mandou para ajudar a Zoey. – fiquei feliz por saber que não estávamos sozinhos nesta batalha. Encostei-me ao tronco da árvore e fechei os olhos.
-Angel, o Dário deve estar por aí a aparecer não tarada nada. Importas-te que eu descanse um bocado? Estou cansada. – Angel assentiu-me e deixou-me pousar a cabeça no seu ombro. Sentia-me tão cansada… Tentei esquecer tudo o que se passara nas últimas horas. Pensei na força e energia que sentira quando estava na casa de banho. Provavelmente Zoey invocou um círculo mandando a força dos elementos para me ajudar. Agora que pensava melhor no assunto fiquei feliz por ter conhecido Zoey e os outros, sentia-me finalmente feliz. Antes de adormecer agradeci a Nyx por me ter marcado.
Permaneci fechada na casa de banho à espera de Margarida. Margarida apareceu-me poucos minutos depois atravessando a cabine.
-Porra! Não me assustes desta maneira.
-Desculpa.
-Então encontras-te o Angel?
-Encontrei. Ele está a ter uma aula de esgrima no pavilhão! – Margarida franziu o sobrolho questionando o que tencionava fazer.
-Muito sinceramente não faço sequer a menor ideia. Como está a situação ali fora? O Kalona anda à minha procura?
-Ele mandou os Zomba-Corvos atrás de ti. Mas deu instruções para te apanharem viva. Já a Nefert anda completamente estérica! Anda a mancar agarrada a um pau. Deste-lhe mesmo forte. – Margarida sorriu-me.
-Não tive culpa, ela irritou-me. Mas reparaste que o Kalona não teve nem um arranhão? – agora que pensava melhor no assunto, ao contrário de Nefert, depois de ser atingido pela força do meu dom Kalona não ficou mal como Nefert. Como iria ser possível dar cabo de um imortal?
-Mariana, acho que se queres sair daqui com vida é melhor sairmos já! Vamos pela parte traseira do edifício até ao pavilhão. Achas que consegues disparar alguns raios? – Margarida estava com receio. Pensei um pouco no assunto analisando o meu estado. Fiquei completamente estoirada depois do meu ataque contra Nefert e Kalona. Foi um ataque poderoso, talvez não será preciso tanta energia para os Zomba-Corvos. Eles são mais fracos que Kalona e Nefert. Assenti com um aceno confiante. Eu iria conseguir. Margarida atravessou a parede e foi ver se estava alguém no corredor.
-Podes vir! Não está aqui ninguém. Corre! – comecei logo a correr pelo corredor fora tentando fazer o mínimo barulho possível. Margarida ia-me indicando o caminho. Quando cheguei ao exterior fui logo atacada por Zomba-Corvos que tentavam agarrar-me. Atirei-me para o chão evitando ter de recorrer ao meu dom. Eles só me queriam apanhar. Iriam a todo o custo evitar tentar magoar-me. Desviei-me das garras e corri pelo pátio em direcção ao pavilhão. Estava quase a chegar perto do pavilhão quando umas enormes garras me prenderam pelas pernas. Rolei para traz virando-me para a enorme criatura lançando-lhe uma bola de energia, a chama cor-de-rosa electrocutou o Zomba-Corvos por completo, soltei as pernas e entrei no pavilhão.
-Angel! – Angel estava a ter uma aula de esgrima. Ao ouvir-me virou-se para mim e desatou logo a correr na minha direcção.
-Mariana! Temos de sair daqui e procurar, a Joka!
-A Joka está bem! Anda! Temos de ir ter com a Zoey e os outros. – Angel correu em direcção à porta onde estávamos agora completamente cercados por Zomba-Corvos.
-Merda! Estamos completamente cercados! – Angel fechou a porta com um movimento brusco. Só quando estávamos ambos encostados à porta é que percebi que um monte de iniciados que estava a ter aula de esgrima incluindo o professor estavam a olhar para nós com ar perplexo. Não podíamos perder tempo com estas coisas. Fechei os olhos concentrando-me no meu dom. Comecei a sentir a chama nas palmas das mãos. Os meus olhos também se encontravam em chamas e um tornado começou a formar-se à minha volta. Ouvi várias exclamações mas ignorei tudo à minha volta para me concentrar. Lancei uma enorme chama aos Zomba-Corvos que pouco depois estavam electrocutados no chão. Comecei a correr com Angel em direcção ao portão da Casa da Noite. O portão estava cercado de Zomba-Corvos. Desta vez não tínhamos hipóteses. Estava demasiado exausta para lançar outra bola de chamas.
-E agora o que fazemos? – Angel agarrou-me a mão com força. Vi uma sombra a saltar por cima de nós. Era o professor de esgrima! Ele saltou em cambalhota por cima de nós, brindou-me com um sorriso e começou a atacar os Zomba-Corvos. Cortou-os aos pedaços deixando-nos assim o caminho livre. Corremos para longe da Casa da Noite felizes por nos vermos livres daquele inferno. Corremos cerca de 10 minutos até encontrarmos um sítio seguro para nos escondermos. Angel sentou-se ofegante no chão molhado, imitei-lhe o gesto e peguei na escuta que Afrodite me dera falando directamente para ela.
-Conseguimos fugir da Casa da Noite! – falei para a escuta desejando que alguém me ouvisse. Disse a nossa localização e pedi para que alguém nos viesse buscar. Teria usado o telemóvel mas perdi-o, provavelmente quando aquele Zomba-Corvos me prendeu pelas pernas. Depois de ter dado a nossa localização voltei a guardar a escuta, olhando para Angel.
-Angel, quem era aquele professor de esgrima que nos ajudou a sair da casa da noite? – Angel sorriu-me ainda tentando controlar a respiração.
-Era o professor Dragão. Era suposto ser o meu novo orientador. Assim que o conheci percebi logo que ele não tinha o mesmo encantamento por Kalona como os outros. Algo me disse que podia confiar nele e falei-lhe de ti e do teu dom. Ele ficou encantado com a ideia de se ver livre de Kalona e disse me que podia contar com ele para o que fosse preciso. Disse que a esposa dele e a professora de equitação também se recusavam a aceitar Kalona e que estavam felizes por saber que Nyx te mandou para ajudar a Zoey. – fiquei feliz por saber que não estávamos sozinhos nesta batalha. Encostei-me ao tronco da árvore e fechei os olhos.
-Angel, o Dário deve estar por aí a aparecer não tarada nada. Importas-te que eu descanse um bocado? Estou cansada. – Angel assentiu-me e deixou-me pousar a cabeça no seu ombro. Sentia-me tão cansada… Tentei esquecer tudo o que se passara nas últimas horas. Pensei na força e energia que sentira quando estava na casa de banho. Provavelmente Zoey invocou um círculo mandando a força dos elementos para me ajudar. Agora que pensava melhor no assunto fiquei feliz por ter conhecido Zoey e os outros, sentia-me finalmente feliz. Antes de adormecer agradeci a Nyx por me ter marcado.
Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 25
Capitulo 25
Ok, as coisas não estavam a correr como previsto. Margarida levou-me directamente para o quarto onde vira Angel, mas ele não estava lá. Corremos pelos corredores. Margarida atravessava as paredes para ir-me dizendo se ele se encontrava nalguma daquelas divisões para não ter de abrir a porta de cada vez que passava põe uma.
-Mas onde raio se meteu ele? Kalona não iria deixar-se ficar por muito tempo até mandar os Zomba-Corvos virem à minha procura.
-Mariana esconde-te naquelas casas de bano enquanto eu vou procurar o Angel! – Margarida desapareceu subitamente. Corri para as casas de banho e tranquei-me numa das cabines sentando-me no tampo da sanita. Tirei rapidamente do bolso, o telemóvel que Damien me dera. Estava a tremer enquanto marcava o número da Zoey. Não precisei de espera muito tempo até ela atender.
-Zoey! A Joka? Ela está bem?
-Sim, não te preocupe ela e a tua Sacerdotisa já aqui estão em segurança nos túneis. – suspirei de alivio. Pelo menos este assunto já estava encerrado a minha amiga estava em segurança.
-Mariana, hmmm acho que ela quer falar contigo… - Zoey passou o telemóvel a Joka.
-Mariana! Já encontrassste o Angel?
-Não. Estou trancada numa das casas de banho à espera que a Margarida me diga a localização exacta dele. Joka, prometo que não te vou desiludir. Não volto sem ele. A Tekas está de tal maneira enfeitiçada por Kalona que acho que não vale a pena tentar ir à procura dela. Ela vai ficar bem com os outros iniciados. Kalona e Nefert parecem querer governa-los, não lhes vão fazer mal.
-Esspero que tenhasss razão… - ouvi Joka soluçar do outro lado da linha. Estava a chorar…
-O que se passa Joka?
-Eu, não sssei o que se passa comigo. Sou má? Não sei porque contei à Nefert do teu dom. Eu não era assssim.
-Não chores. Não faz mal. Fala com a Stevie Ray ela vai tratar de ti enquanto não volto para os túneis. Joka, sei que não estou em posição de te pedir favores mas se eu não voltar cuidas do David? – tentei não começar a chorar. Tinha que me preparar para todas as situações. Conseguia tratar de Nefert com facilidade mas Kalona e os Zomba-Corvos … Estava a sentir-me cansada, disparar aqueles raios de energia fez-me perder forças. Estava a ficar com sono…
-O que estás a querer dizer? O que ssse está a passsssar? – Joka soluçava e pareceu ofegar ao telefone.
-Estou só cansada… - comecei a sentir as pálpebras a ficarem pesadas. Consegui ouvir Zoey que pegara no Telefone.
-Mariana! O que se passa?! – Zoey parecia gritar mas estava com dificuldade em conseguir ouvir ou até mesmo responder.
-Estou… Estou cansada… não sei o que se passa. Estou quase a dormir. – o telemóvel escorregou-me da mão, tentei alcança-lo mas tombei para a frente batendo com a cabeça na porta da casa de banho. Custava-me manter os olhos abertos, doía-me o corpo todo, comecei a sentir a cabeça a andar à roda e pouco tempo depois perdi os sentidos.
*******
Zoey Redbird
-Estou… Estou cansada… não sei o que se passa. Estou quase a dormir. – Mariana estava com a voz rouca. Só consegui ouvir o som de algo a cair antes da chamada cair. Oh não! Ela deve ter perdido os sentidos. Devia estar exausta. Pelo que Joka disse Mariana devia estar estoirada depois de intervir contra Kalona. Eu própria já sentira a sensação. Fico sempre muito exausta. Ter um grande poder também implica não só responsabilidade como também grandes consequências.
-Stevie Ray! Chama o Damien e as Gêmeas e diz para trazerem as velas. Vamos ter de invocar um círculo e concentrar-nos na Mariana para lhe dar alguma força. – Stevie Ray assentiu e correu para fora do quarto. Olhei para a amiga de Mariana que chorava desesperada agarrada ao David. Ele também parecia conter as lágrimas. Aproximei-me de ambos.
-Tenham calma eu prometo que vou ajuda-la! – Joka virou-se para mim com lágrimas de sangue a escorrerem-lhe pela cara.
-A culpa é minha! Não devia tela deixado lá sssozinha. – a rapariga continuava a chorar e a soluçar. Baixei-me e toquei-lhe no ombro, com esperança de conforta-la.
-Não tiveste culpa de nada. É a nossa missão. Mariana é a escolhida tal como eu. Há certos riscos que temos de correr. É o nosso destino. E Nyx está sempre connosco. – a rapariga começou a acalmar-se. Entretanto Stevie Ray, Damien e as Gêmeas entraram a correr dentro do quarto com as respectivas velas já na mão, pondo-se logo em posição. Acendi um fósforo e dirigi-me a Damien «Chamo o ar ao nosso circula. Para ajudar a Mariana a controlar cada fôlego. Vem a mim ar!» antes sequer de acender a vela de Damien comecei logo a sentir um torvelinho à nossa volta. Movi-me no sentido dos ponteiros do relógio, em redor do círculo, até chegar a Shaunee com a sua vela vermelha. «Chamo o fogo para aquecer o coração e dar forças à Mariana.» Não precisei de usar o fósforo pois a vela de Shaunee acendeu-se numa chama brilhante. Avancei até Erin que segurava a sua vela com determinação. «Chamo a água para que cure cada cicatriz da nossa amiga. Vem a mim água» Acendi a vela e juro ouvir as ondas do mar. Dirigi-me logo até Stevie Ray. «Chamo a terra ao nosso circulo, a terra é o nosso lar a força da vida. Terra protege a nossa amiga e ajuda-a a escolher o caminho certo» Senti logo o cheiro a relva. Por fim dirigi-me para o meio do circulo onde estava a minha vela. «Por fim, mas não menos importante chamo o elemento espírito ao nosso circulo. Proporciona-nos paz interior e coragem. Vem a mim espírito» Senti a força do elemento dentro de mim. Era confortante.
-Concentrem toda a força do vosso elemento na Mariana! – os meus amigos e eu fechámos os olhos concentrando toda a força dos nossos elementos na nossa amiga em perigo. Protege-a Nyx…
*******
Mariana
Estava deitada no chão da casa de banho. Cada fôlego era doloroso. Perdia os sentidos e voltava a abrir os olhos de repente. Era algo estranho. O pior disto tudo é que iria quebrar novamente a minha promessa para com Joka. Comecei a chorar, estava tão farta disto tudo. Sentia-me uma fraca, e coisa que eu não sou é fraca! Tentei levantar-me com um ultimo esforço mas em vão. Tombei novamente no chão.
Estava tudo escuro… Estaria eu a sonhar? Comecei a ouvir a voz de Zoey a ecoar dentro de mim. «Chamo o ar ao nosso circula. Para ajudar a Mariana a controlar cada fôlego. Vem a mim ar!» comecei a sentir os meus pulmões relaxarem. A dor que sentira a respirar desaparecera. «Chamo o fogo para aquecer o coração e dar forças à Mariana. » Senti um calor, no meu peito que me fez sentir amada. «Chamo a água para que cure cada cicatriz da nossa amiga. Vem a mim água» A voz de Zoey continuava a ecoar na minha cabeça e comecei a sentir uma frescura e força. Sentia-me a flutuar no mar. «Chamo a terra ao nosso círculo, a terra é o nosso lar a força da vida. Terra protege a nossa amiga e ajuda-a a escolher o caminho certo» Senti a força da terra. O meu corpo relaxou completamente com aquela sensação. «Por fim, mas não menos importante chamo o elemento espírito ao nosso círculo. Proporciona-nos paz interior e coragem. Vem a mim espírito» Senti-me feliz e em harmonia com o mundo inteiro. Antes de abrir os olhos vi o rosto de Damien, Shaunee, Erin, Stevie Ray e Zoey completamente calmo e sereno a segurar uma vela. Não precisei de mais nada. Depois de ver aquelas imagens dentro de mim recuperei logo os sentidos e levantei-me.
Ok, as coisas não estavam a correr como previsto. Margarida levou-me directamente para o quarto onde vira Angel, mas ele não estava lá. Corremos pelos corredores. Margarida atravessava as paredes para ir-me dizendo se ele se encontrava nalguma daquelas divisões para não ter de abrir a porta de cada vez que passava põe uma.
-Mas onde raio se meteu ele? Kalona não iria deixar-se ficar por muito tempo até mandar os Zomba-Corvos virem à minha procura.
-Mariana esconde-te naquelas casas de bano enquanto eu vou procurar o Angel! – Margarida desapareceu subitamente. Corri para as casas de banho e tranquei-me numa das cabines sentando-me no tampo da sanita. Tirei rapidamente do bolso, o telemóvel que Damien me dera. Estava a tremer enquanto marcava o número da Zoey. Não precisei de espera muito tempo até ela atender.
-Zoey! A Joka? Ela está bem?
-Sim, não te preocupe ela e a tua Sacerdotisa já aqui estão em segurança nos túneis. – suspirei de alivio. Pelo menos este assunto já estava encerrado a minha amiga estava em segurança.
-Mariana, hmmm acho que ela quer falar contigo… - Zoey passou o telemóvel a Joka.
-Mariana! Já encontrassste o Angel?
-Não. Estou trancada numa das casas de banho à espera que a Margarida me diga a localização exacta dele. Joka, prometo que não te vou desiludir. Não volto sem ele. A Tekas está de tal maneira enfeitiçada por Kalona que acho que não vale a pena tentar ir à procura dela. Ela vai ficar bem com os outros iniciados. Kalona e Nefert parecem querer governa-los, não lhes vão fazer mal.
-Esspero que tenhasss razão… - ouvi Joka soluçar do outro lado da linha. Estava a chorar…
-O que se passa Joka?
-Eu, não sssei o que se passa comigo. Sou má? Não sei porque contei à Nefert do teu dom. Eu não era assssim.
-Não chores. Não faz mal. Fala com a Stevie Ray ela vai tratar de ti enquanto não volto para os túneis. Joka, sei que não estou em posição de te pedir favores mas se eu não voltar cuidas do David? – tentei não começar a chorar. Tinha que me preparar para todas as situações. Conseguia tratar de Nefert com facilidade mas Kalona e os Zomba-Corvos … Estava a sentir-me cansada, disparar aqueles raios de energia fez-me perder forças. Estava a ficar com sono…
-O que estás a querer dizer? O que ssse está a passsssar? – Joka soluçava e pareceu ofegar ao telefone.
-Estou só cansada… - comecei a sentir as pálpebras a ficarem pesadas. Consegui ouvir Zoey que pegara no Telefone.
-Mariana! O que se passa?! – Zoey parecia gritar mas estava com dificuldade em conseguir ouvir ou até mesmo responder.
-Estou… Estou cansada… não sei o que se passa. Estou quase a dormir. – o telemóvel escorregou-me da mão, tentei alcança-lo mas tombei para a frente batendo com a cabeça na porta da casa de banho. Custava-me manter os olhos abertos, doía-me o corpo todo, comecei a sentir a cabeça a andar à roda e pouco tempo depois perdi os sentidos.
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Zoey Redbird
-Estou… Estou cansada… não sei o que se passa. Estou quase a dormir. – Mariana estava com a voz rouca. Só consegui ouvir o som de algo a cair antes da chamada cair. Oh não! Ela deve ter perdido os sentidos. Devia estar exausta. Pelo que Joka disse Mariana devia estar estoirada depois de intervir contra Kalona. Eu própria já sentira a sensação. Fico sempre muito exausta. Ter um grande poder também implica não só responsabilidade como também grandes consequências.
-Stevie Ray! Chama o Damien e as Gêmeas e diz para trazerem as velas. Vamos ter de invocar um círculo e concentrar-nos na Mariana para lhe dar alguma força. – Stevie Ray assentiu e correu para fora do quarto. Olhei para a amiga de Mariana que chorava desesperada agarrada ao David. Ele também parecia conter as lágrimas. Aproximei-me de ambos.
-Tenham calma eu prometo que vou ajuda-la! – Joka virou-se para mim com lágrimas de sangue a escorrerem-lhe pela cara.
-A culpa é minha! Não devia tela deixado lá sssozinha. – a rapariga continuava a chorar e a soluçar. Baixei-me e toquei-lhe no ombro, com esperança de conforta-la.
-Não tiveste culpa de nada. É a nossa missão. Mariana é a escolhida tal como eu. Há certos riscos que temos de correr. É o nosso destino. E Nyx está sempre connosco. – a rapariga começou a acalmar-se. Entretanto Stevie Ray, Damien e as Gêmeas entraram a correr dentro do quarto com as respectivas velas já na mão, pondo-se logo em posição. Acendi um fósforo e dirigi-me a Damien «Chamo o ar ao nosso circula. Para ajudar a Mariana a controlar cada fôlego. Vem a mim ar!» antes sequer de acender a vela de Damien comecei logo a sentir um torvelinho à nossa volta. Movi-me no sentido dos ponteiros do relógio, em redor do círculo, até chegar a Shaunee com a sua vela vermelha. «Chamo o fogo para aquecer o coração e dar forças à Mariana.» Não precisei de usar o fósforo pois a vela de Shaunee acendeu-se numa chama brilhante. Avancei até Erin que segurava a sua vela com determinação. «Chamo a água para que cure cada cicatriz da nossa amiga. Vem a mim água» Acendi a vela e juro ouvir as ondas do mar. Dirigi-me logo até Stevie Ray. «Chamo a terra ao nosso circulo, a terra é o nosso lar a força da vida. Terra protege a nossa amiga e ajuda-a a escolher o caminho certo» Senti logo o cheiro a relva. Por fim dirigi-me para o meio do circulo onde estava a minha vela. «Por fim, mas não menos importante chamo o elemento espírito ao nosso circulo. Proporciona-nos paz interior e coragem. Vem a mim espírito» Senti a força do elemento dentro de mim. Era confortante.
-Concentrem toda a força do vosso elemento na Mariana! – os meus amigos e eu fechámos os olhos concentrando toda a força dos nossos elementos na nossa amiga em perigo. Protege-a Nyx…
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Mariana
Estava deitada no chão da casa de banho. Cada fôlego era doloroso. Perdia os sentidos e voltava a abrir os olhos de repente. Era algo estranho. O pior disto tudo é que iria quebrar novamente a minha promessa para com Joka. Comecei a chorar, estava tão farta disto tudo. Sentia-me uma fraca, e coisa que eu não sou é fraca! Tentei levantar-me com um ultimo esforço mas em vão. Tombei novamente no chão.
Estava tudo escuro… Estaria eu a sonhar? Comecei a ouvir a voz de Zoey a ecoar dentro de mim. «Chamo o ar ao nosso circula. Para ajudar a Mariana a controlar cada fôlego. Vem a mim ar!» comecei a sentir os meus pulmões relaxarem. A dor que sentira a respirar desaparecera. «Chamo o fogo para aquecer o coração e dar forças à Mariana. » Senti um calor, no meu peito que me fez sentir amada. «Chamo a água para que cure cada cicatriz da nossa amiga. Vem a mim água» A voz de Zoey continuava a ecoar na minha cabeça e comecei a sentir uma frescura e força. Sentia-me a flutuar no mar. «Chamo a terra ao nosso círculo, a terra é o nosso lar a força da vida. Terra protege a nossa amiga e ajuda-a a escolher o caminho certo» Senti a força da terra. O meu corpo relaxou completamente com aquela sensação. «Por fim, mas não menos importante chamo o elemento espírito ao nosso círculo. Proporciona-nos paz interior e coragem. Vem a mim espírito» Senti-me feliz e em harmonia com o mundo inteiro. Antes de abrir os olhos vi o rosto de Damien, Shaunee, Erin, Stevie Ray e Zoey completamente calmo e sereno a segurar uma vela. Não precisei de mais nada. Depois de ver aquelas imagens dentro de mim recuperei logo os sentidos e levantei-me.
Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 24
Capitulo 24
Quando chegámos à porta da Casa da Noite Dário pós-me no chão com o maior cuidado. Despediu-se de mim com uma vénia e desapareceu. Fiquei sozinha às portas do portão à espera que algum Zomba-Corvos me visse.
Não precisei de esperar muito tempo até um Zomba-Corvos aparecer, mas ao contrário de me atacar olhou para mim com os olhos vermelhos horríveis.
-O que queresss iniccciada?
-Chamo-me Mariana, e acho que o teu paizinho anda à minha procura. – Zomba-Corvos abriu o portão e com o seu enorme bico prendeu-me pela manga da camisola. Pelo menos não usou as garras... Puxou-me em direcção à casa da Noite. À porta estava uma mulher alta de olhos verdes e cabelo ruivo. Parecia ser a tal Nefert.
-Bem vinda iniciada. Estávamos todos muito ansiosos pela tua chegada. A mulher agarrou-me pelos cabelos puxando-me a cabeça para traz olhando para a minha marca.
-Interessante, deveras interessante. Diz-me qual é o teu dom.
-Não sei. – Dei-lhe um safanão na mão para que ela me largasse.
-Não me mintas! Eu já soube que matas-te um Zomba-Corvos.
-Estou a dizer a verdade! Não sei como fiz aquilo! Ele irritou-me e não sei o que aconteceu. – Ainda pensei em ameaça-la mas era melhor não começar já a arranjar problemas. Ela iria querer saber melhor qual é o meu dom por isso não iria matar-me por agora. Ela afastou-se de mim puxou-me para dentro. Percorreu comigo o pátio e levou-me para dentro de uma sala. Estava alguem sentado numa cadeira a gemer. Fiquei completamente petrificada quando vi que era a professora Beatriz que estava presa à cadeira. Estava horrível, escorria-lhe sangue pela boca e nariz, tinha a cara toda esmurrada e negra.
-O que lhe fez sua bruxa horrível? – corri para junto da minha Sacerdotisa e limpei-lhe o sangue da cara com a manga da camisola.
-Isto é só uma pequena amostra do que acontece quando não me dão respostas. – Nefert aproximou-se da cadeira e olhou Beatriz que lhe virava a cara. Entretanto um anjo entrou dentro da sala. Era lindo. Nunca tinha visto coisa mais bela em toda a minha vida. Tinha umas asas negras enormes e um peito tão perfeito que parecia ter sido esculpido em pedra. Desviei rapidamente o olhar tentando voltar à realidade. Ele era o mau da fita...
-Então minha rainha? É esta a iniciada que causou tanto alarido? – Kalona aproximou-se de mim mas afastei-me rapidamente dele.
-É esta a tal iniciada de Portugal. A Zoey ainda anda escondida.
-Ah, a minha Aya estou ansioso pelo nosso reencontro… - mas do que raio estava ele para ali a falar?
-Solte a professora Beatriz já!
-Há há há criança estúpida! Pensavas que vinhas para aqui dar-me ordens? Nefert pegou-me pelo braço e sentou-me também a mim numa cadeira prendendo-me com correntes. Debati-me com toda a força mas em vão. Para além de ser uma bruxa tinha mais força do que aparentava.
-Agora minha querida vais dizer-me qual é o teu dom. E não tentes mentir-me.
-Já lhe disse que não sei qual é o meu dom! – Nefert encostou a boca e sussurrou-me ao ouvido.
-Eu tentei levar isto a bem mas pelos vistos vou ter de usar outro método. – Levantou-se e saiu da sala voltando pouco tempo depois com Joka.
-Joka? És mesmo tu? – Joka estava atrás de Nefert com um olhar vermelho e assustado a olhar na minha direcção.
-Olha só para a tua amiguinha, morreste por ele e agora está ali sentada e já nem se lembrava de ti. – Nefert abraçou a minha melhor amiga o que me fez enjoar.
-Joka, ela é uma mentirosa! Não acredites no que ela te está a dizer!
-Não me falesss. Morri por tua causssa! Olha o que me acontesseu!
-Joka, eu voltei por tua causa! A Margarida contou-me tudo o que se estava a passar aqui dentro e…
- Quem é essa? – Nefert olhou para Joka com um olhar muito sério
-É uma amiga fantasssma da Mariana. Ela vê e fala com osss mortos. – Joka olhou para Nefert.
-Então é isso que me escondias. Tu falas com os mortos… - Nefert agarrou Joka pelo pescoço e prendeu-a no ar. Agora já não preciso de ti. Joka começou a sufocar. – Debati-me contra as correntes mas em vão. Senti uma raiva dentro de mim. Os meus olhos pareciam arder e comecei a sentir novamente aquela corrente eléctrica a fluir-me pelo corpo. Com um simples esticão rebentei com as correntes e lancei uma chama enorme na direcção de Nefert que começou a estrebuchar no chão. Sentia um ódio enorme dentro de mim. Lancei uma bola de energia na direcção de Kalona. Mas ao contrário de Nefert ele permaneceu em pé apesar de ofegante. Recuou e afastou-se. Soltei a professora Beatriz, agarrei em Joka e corremos para fora da sala.
-Como vamos sair daqui?
-Eu conheço uma passsagem sssecreta. – Joka sem olhar para mim indicou-me o caminho.
-Vai!
-Tu vens comigo! – puxei a minha melhor amiga para junto de mim, mas esta sacudiu-me.
-Não posso! Tenho de ir busssscar o Angel.
-Não. Sendo assim vai com a professora Beatriz que eu procuro o Angel! Peguei no telemóvel que tinha no bolso e liguei para a Zoey.
-Zoey! Ouviste o que se passou?
-Sim ouvimos tudo, pela escuta! O Dário já está a caminho com uma carrinha! –OK! Vamos agora tentar sair daqui! – desliguei a chamada e entreguei o telemóvel a Joka que permanecia imóvel a olhar para mim.
-Joka, desculpa não ter vindo mais cedo para te salvar. Adoro-te és a minha melhor amiga! Prometo-te que vou buscar o Angel! – Abracei-a com toda a força. Consegui sentir uma mistura de emoções dentro dela. E juro que no meio de tanto sentimento de culpa e ódio consegui sentir felicidade dentro dela. Larguei-a e ela e a professora Beatriz correram pelo corredor. Enquanto se afastavam comecei a abrir todas as portas que me apareciam à frente. Iria demorar uma eternidade até encontrar Angel. E não tinha muito tempo, Kalona não iria demorar muito até mandar os Zomba-Corvos virem atrás de mim. Lembrei-me que Margarida dissera que tinha entrado no quarto de Angel. Toquei no meu colar onde Margarida recarregara as suas energias e chamei por ela.
-Preciso de ti Margarida! Ajuda-me por favor! – não precisei de esperar muito até Margarida aparecer.
-Vem comigo! Eu sei onde é o quarto dele! – corri pelos corredores seguindo a minha amiga fantasma que me iria levar ao quarto de Angel.
Quando chegámos à porta da Casa da Noite Dário pós-me no chão com o maior cuidado. Despediu-se de mim com uma vénia e desapareceu. Fiquei sozinha às portas do portão à espera que algum Zomba-Corvos me visse.
Não precisei de esperar muito tempo até um Zomba-Corvos aparecer, mas ao contrário de me atacar olhou para mim com os olhos vermelhos horríveis.
-O que queresss iniccciada?
-Chamo-me Mariana, e acho que o teu paizinho anda à minha procura. – Zomba-Corvos abriu o portão e com o seu enorme bico prendeu-me pela manga da camisola. Pelo menos não usou as garras... Puxou-me em direcção à casa da Noite. À porta estava uma mulher alta de olhos verdes e cabelo ruivo. Parecia ser a tal Nefert.
-Bem vinda iniciada. Estávamos todos muito ansiosos pela tua chegada. A mulher agarrou-me pelos cabelos puxando-me a cabeça para traz olhando para a minha marca.
-Interessante, deveras interessante. Diz-me qual é o teu dom.
-Não sei. – Dei-lhe um safanão na mão para que ela me largasse.
-Não me mintas! Eu já soube que matas-te um Zomba-Corvos.
-Estou a dizer a verdade! Não sei como fiz aquilo! Ele irritou-me e não sei o que aconteceu. – Ainda pensei em ameaça-la mas era melhor não começar já a arranjar problemas. Ela iria querer saber melhor qual é o meu dom por isso não iria matar-me por agora. Ela afastou-se de mim puxou-me para dentro. Percorreu comigo o pátio e levou-me para dentro de uma sala. Estava alguem sentado numa cadeira a gemer. Fiquei completamente petrificada quando vi que era a professora Beatriz que estava presa à cadeira. Estava horrível, escorria-lhe sangue pela boca e nariz, tinha a cara toda esmurrada e negra.
-O que lhe fez sua bruxa horrível? – corri para junto da minha Sacerdotisa e limpei-lhe o sangue da cara com a manga da camisola.
-Isto é só uma pequena amostra do que acontece quando não me dão respostas. – Nefert aproximou-se da cadeira e olhou Beatriz que lhe virava a cara. Entretanto um anjo entrou dentro da sala. Era lindo. Nunca tinha visto coisa mais bela em toda a minha vida. Tinha umas asas negras enormes e um peito tão perfeito que parecia ter sido esculpido em pedra. Desviei rapidamente o olhar tentando voltar à realidade. Ele era o mau da fita...
-Então minha rainha? É esta a iniciada que causou tanto alarido? – Kalona aproximou-se de mim mas afastei-me rapidamente dele.
-É esta a tal iniciada de Portugal. A Zoey ainda anda escondida.
-Ah, a minha Aya estou ansioso pelo nosso reencontro… - mas do que raio estava ele para ali a falar?
-Solte a professora Beatriz já!
-Há há há criança estúpida! Pensavas que vinhas para aqui dar-me ordens? Nefert pegou-me pelo braço e sentou-me também a mim numa cadeira prendendo-me com correntes. Debati-me com toda a força mas em vão. Para além de ser uma bruxa tinha mais força do que aparentava.
-Agora minha querida vais dizer-me qual é o teu dom. E não tentes mentir-me.
-Já lhe disse que não sei qual é o meu dom! – Nefert encostou a boca e sussurrou-me ao ouvido.
-Eu tentei levar isto a bem mas pelos vistos vou ter de usar outro método. – Levantou-se e saiu da sala voltando pouco tempo depois com Joka.
-Joka? És mesmo tu? – Joka estava atrás de Nefert com um olhar vermelho e assustado a olhar na minha direcção.
-Olha só para a tua amiguinha, morreste por ele e agora está ali sentada e já nem se lembrava de ti. – Nefert abraçou a minha melhor amiga o que me fez enjoar.
-Joka, ela é uma mentirosa! Não acredites no que ela te está a dizer!
-Não me falesss. Morri por tua causssa! Olha o que me acontesseu!
-Joka, eu voltei por tua causa! A Margarida contou-me tudo o que se estava a passar aqui dentro e…
- Quem é essa? – Nefert olhou para Joka com um olhar muito sério
-É uma amiga fantasssma da Mariana. Ela vê e fala com osss mortos. – Joka olhou para Nefert.
-Então é isso que me escondias. Tu falas com os mortos… - Nefert agarrou Joka pelo pescoço e prendeu-a no ar. Agora já não preciso de ti. Joka começou a sufocar. – Debati-me contra as correntes mas em vão. Senti uma raiva dentro de mim. Os meus olhos pareciam arder e comecei a sentir novamente aquela corrente eléctrica a fluir-me pelo corpo. Com um simples esticão rebentei com as correntes e lancei uma chama enorme na direcção de Nefert que começou a estrebuchar no chão. Sentia um ódio enorme dentro de mim. Lancei uma bola de energia na direcção de Kalona. Mas ao contrário de Nefert ele permaneceu em pé apesar de ofegante. Recuou e afastou-se. Soltei a professora Beatriz, agarrei em Joka e corremos para fora da sala.
-Como vamos sair daqui?
-Eu conheço uma passsagem sssecreta. – Joka sem olhar para mim indicou-me o caminho.
-Vai!
-Tu vens comigo! – puxei a minha melhor amiga para junto de mim, mas esta sacudiu-me.
-Não posso! Tenho de ir busssscar o Angel.
-Não. Sendo assim vai com a professora Beatriz que eu procuro o Angel! Peguei no telemóvel que tinha no bolso e liguei para a Zoey.
-Zoey! Ouviste o que se passou?
-Sim ouvimos tudo, pela escuta! O Dário já está a caminho com uma carrinha! –OK! Vamos agora tentar sair daqui! – desliguei a chamada e entreguei o telemóvel a Joka que permanecia imóvel a olhar para mim.
-Joka, desculpa não ter vindo mais cedo para te salvar. Adoro-te és a minha melhor amiga! Prometo-te que vou buscar o Angel! – Abracei-a com toda a força. Consegui sentir uma mistura de emoções dentro dela. E juro que no meio de tanto sentimento de culpa e ódio consegui sentir felicidade dentro dela. Larguei-a e ela e a professora Beatriz correram pelo corredor. Enquanto se afastavam comecei a abrir todas as portas que me apareciam à frente. Iria demorar uma eternidade até encontrar Angel. E não tinha muito tempo, Kalona não iria demorar muito até mandar os Zomba-Corvos virem atrás de mim. Lembrei-me que Margarida dissera que tinha entrado no quarto de Angel. Toquei no meu colar onde Margarida recarregara as suas energias e chamei por ela.
-Preciso de ti Margarida! Ajuda-me por favor! – não precisei de esperar muito até Margarida aparecer.
-Vem comigo! Eu sei onde é o quarto dele! – corri pelos corredores seguindo a minha amiga fantasma que me iria levar ao quarto de Angel.
Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 23
Capitulo 23
Mariana
Quando Margarida disse que a minha melhor amiga morreu para me proteger, o meu mundo ruiu. Joka morreu para me salvar e eu não fiz nada para o impedir. Apesar de Nefert a ter tornado numa vampyra vermelha de certeza que haverá consequências. Mas o que poderia eu fazer?
-Mariana estás bem? Tecnicamente ela não morreu, está só menos viva. Olha por exemplo a Stevie Ray, ela passou pela mudança dos iniciados vermelhos – Margarida tentou animar-me.
-Pois foi, mas a Zoey contou-me que quando ela vira Stevie Ray pela primeira vez como vampyra vermelha, ela estava num estado lastimável, parecia uma selvagem que andava a beber sangue a jogadores de futebol e a sem abrigos.
-Pois. Porque não vais falar com a Stevie Ray? Talvez ela te possa dar alguns pormenores ou assim. – Não deixei Margarida acabar de falar e corri logo na direcção do quarto de Zoey para lhe contar tudo o que Margarida vira na Casa da Noite. Entrei no quarto de rompante e contei-lhe tudo. Contei-lhe de Joka se ter tornado numa vampyra vermelha, de Nefert e Kalona andarem a tentar fazer com que todos virem as costas a Nyx. Zoey saiu e foi contar a Dario, a Afrodite, a Damien e às gémeas o que acontecera. Stevie Ray ficou sentada na cama a fazer festinhas na gata de Zoey.
-Stevie Ray posso fazer-te uma pergunta?
-Claro! – sentei-me na cama ao lado dela.
-Stevie Ray , desculpa perguntar-te mas como foi quando morreste? –
Stevie Ray moveu-se ligeiramente na cama, parecia incomodada.
- Posso dizer que tive uma morte feliz, morri nos braços da Zoey, ela e os meus amigos estiveram sempre comigo. E o meu elemento terra acalmou-me. Fechei os olhos e pensava que nunca mais iria acordar. Mas estava enganada. Acordei na morgue com Nefert ao meu lado. Apesar do que ela me dizia de que Nyx me abandonara e que ela era a minha nova deusa, eu sentia-me diferente. Sentia um grande ódio por todos, para além de sentir sede… muita sede… Nefert cortou-se e fez-me beber dela. Foi uma sensação tão horrível mas doce ao mesmo tempo. Nefert trouxe-me para estes túneis onde tinha de ficar com os outros iniciados vermelhos. Nefert trazia-nos alguns sem abrigo e humanos que não interessavam a ninguém para nos alimentarmos. Mas a sede era tanta que acabava por sair e alimentar-me. A sede parecia nunca desaparecer. Sentia-me horrível de cada vez que mordia alguém. Aquela não era eu, eu não era assim. Depois a Zoey descobriu o que se estava a passar e tentou ajudar-me. No inicio rejeitei-a, eu lutava contra o monstro dentro de mim, mas perdia sempre. Depois a Zoey e a Afrodite ajudaram-me a recuperar a minha humanidade. Se não fosse a Zoey, neste momento seria uma selvagem a morder pessoas. – Stevie Ray virou-se para mim e segurou-me na mão.
-Mariana tens de ajudar a tua amiga. Neste momento a Nefert já lhe deve ter contado centenas de mentiras e pô-la contra ti e Nyx. – Assenti-lhe com um aceno de cabeças.
-Mas como posso ajuda-la? A casa da Noite está completamente cercada e não… - não tive tempo de terminar a frase. Algo dentro de mim dizia-me que teria de ir para a Casa da Noite. Agora que Zoey e os amigos sabiam o que se estava a passar dentro da Casa da Noite. Podia entregar-me e estar com Joka. Com muita sorte até podia contactar com eles lá de dentro e ajudá-los a entrar. Isto é se não me matarem entretanto…
-No que estás a pensar?
-Já tomei uma decisão. Vou para a Casa da Noite. – Stevie Ray franziu-me o sobrolho e ficou a olhar para mim com um ar muito sério.
-Estás doida? Mal entres Nefert e Kalona vão dar cabo de ti e…
-Confia em mim. Sei que Nyx quer que eu vá e não irei desapontá-la. Levantei-me decidida e fui contar a Zoey e aos outros que iria partir e entregar-me a Kalona e Nefert.
Depois de estarmos todos reunidos transmiti-lhes que me iria embora dentro de poucos dias e entregar-me na Casa da Noite.
-Se fores eu vou contigo.
-David, ainda estás a recuperar e Nyx quer que eu vá sozinha. E não te vou pôr em perigo desta maneira. – David continuou a protestar mas com o meu dom de controlar as emoções acalmei-o.
-A Mariana tem razão, se Nyx acha que ela deve ir sozinha devemos confiar nela. – Zoey sorriu-me enquanto eu tentava acalmar os ânimos.
-Mas se fores é melhor levares isto. – Afrodite entregou-me um pequeno aparelho que mais parecia um botão.
-O que é isto?
-É uma escuta. O meu pai andava sempre com isso. Sabes como é tretas de presidente da Câmara. – Afrodite sacudiu o cabelo e agarrou-se novamente a Dário. Damien parecia entusiasmado.
-Isso é óptimo, assim podemos ouvir tudo o que se passar lá dentro e podemos manter contacto sem que alguém perceba. Mas é melhor levares também um telemóvel. Damien entregou-me um Nokia que enfiei logo no bolço das minhas calças.
-Agora só falta resolver o problema dos Zomba-Corvos.
-Eu levo-a lá pequena Sacerdotisa. Consigo correr a uma velocidade que os Zomba-Corvos nem nos vão ver – sem largar Afrodite, Dário fez-me um aceno com a mão.
-Obrigada Dário. – parecia estar tudo resolvido apesar de Afrodite estar receosa em deixar Dário sair.
-Vou então preparar-me e vamos esta noite. – fui para o meu quarto vestir uma roupa lavada e preparar-me. David veio comigo e continuava a protestar.
-Não vou deixar que te entregues assim aquelas coisas! Prometi a Sacerdotisa Beatriz que te protegia. – puxei David para mim e beijei-o.
-Protegeste-me o melhor que pudeste, agora Nyx quer que eu vá e tens de me deixar ir. A Maria João precisa de mim. A minha melhor amiga morreu por mim, tenho de ajuda-la.
-Eu percebo mas…
-Mas nada, tenho de fazer alguma coisa. Nyx acredita em mim e eu confio nela, tenho de ir ajuda-los. – Beijei David e fui ter com Dário que já estava à minha espera. Despedi-me de todos que me desejaram boa sorte. Dário pegou-me ao colo e correu para a Casa da Noite.
Mariana
Quando Margarida disse que a minha melhor amiga morreu para me proteger, o meu mundo ruiu. Joka morreu para me salvar e eu não fiz nada para o impedir. Apesar de Nefert a ter tornado numa vampyra vermelha de certeza que haverá consequências. Mas o que poderia eu fazer?
-Mariana estás bem? Tecnicamente ela não morreu, está só menos viva. Olha por exemplo a Stevie Ray, ela passou pela mudança dos iniciados vermelhos – Margarida tentou animar-me.
-Pois foi, mas a Zoey contou-me que quando ela vira Stevie Ray pela primeira vez como vampyra vermelha, ela estava num estado lastimável, parecia uma selvagem que andava a beber sangue a jogadores de futebol e a sem abrigos.
-Pois. Porque não vais falar com a Stevie Ray? Talvez ela te possa dar alguns pormenores ou assim. – Não deixei Margarida acabar de falar e corri logo na direcção do quarto de Zoey para lhe contar tudo o que Margarida vira na Casa da Noite. Entrei no quarto de rompante e contei-lhe tudo. Contei-lhe de Joka se ter tornado numa vampyra vermelha, de Nefert e Kalona andarem a tentar fazer com que todos virem as costas a Nyx. Zoey saiu e foi contar a Dario, a Afrodite, a Damien e às gémeas o que acontecera. Stevie Ray ficou sentada na cama a fazer festinhas na gata de Zoey.
-Stevie Ray posso fazer-te uma pergunta?
-Claro! – sentei-me na cama ao lado dela.
-Stevie Ray , desculpa perguntar-te mas como foi quando morreste? –
Stevie Ray moveu-se ligeiramente na cama, parecia incomodada.
- Posso dizer que tive uma morte feliz, morri nos braços da Zoey, ela e os meus amigos estiveram sempre comigo. E o meu elemento terra acalmou-me. Fechei os olhos e pensava que nunca mais iria acordar. Mas estava enganada. Acordei na morgue com Nefert ao meu lado. Apesar do que ela me dizia de que Nyx me abandonara e que ela era a minha nova deusa, eu sentia-me diferente. Sentia um grande ódio por todos, para além de sentir sede… muita sede… Nefert cortou-se e fez-me beber dela. Foi uma sensação tão horrível mas doce ao mesmo tempo. Nefert trouxe-me para estes túneis onde tinha de ficar com os outros iniciados vermelhos. Nefert trazia-nos alguns sem abrigo e humanos que não interessavam a ninguém para nos alimentarmos. Mas a sede era tanta que acabava por sair e alimentar-me. A sede parecia nunca desaparecer. Sentia-me horrível de cada vez que mordia alguém. Aquela não era eu, eu não era assim. Depois a Zoey descobriu o que se estava a passar e tentou ajudar-me. No inicio rejeitei-a, eu lutava contra o monstro dentro de mim, mas perdia sempre. Depois a Zoey e a Afrodite ajudaram-me a recuperar a minha humanidade. Se não fosse a Zoey, neste momento seria uma selvagem a morder pessoas. – Stevie Ray virou-se para mim e segurou-me na mão.
-Mariana tens de ajudar a tua amiga. Neste momento a Nefert já lhe deve ter contado centenas de mentiras e pô-la contra ti e Nyx. – Assenti-lhe com um aceno de cabeças.
-Mas como posso ajuda-la? A casa da Noite está completamente cercada e não… - não tive tempo de terminar a frase. Algo dentro de mim dizia-me que teria de ir para a Casa da Noite. Agora que Zoey e os amigos sabiam o que se estava a passar dentro da Casa da Noite. Podia entregar-me e estar com Joka. Com muita sorte até podia contactar com eles lá de dentro e ajudá-los a entrar. Isto é se não me matarem entretanto…
-No que estás a pensar?
-Já tomei uma decisão. Vou para a Casa da Noite. – Stevie Ray franziu-me o sobrolho e ficou a olhar para mim com um ar muito sério.
-Estás doida? Mal entres Nefert e Kalona vão dar cabo de ti e…
-Confia em mim. Sei que Nyx quer que eu vá e não irei desapontá-la. Levantei-me decidida e fui contar a Zoey e aos outros que iria partir e entregar-me a Kalona e Nefert.
Depois de estarmos todos reunidos transmiti-lhes que me iria embora dentro de poucos dias e entregar-me na Casa da Noite.
-Se fores eu vou contigo.
-David, ainda estás a recuperar e Nyx quer que eu vá sozinha. E não te vou pôr em perigo desta maneira. – David continuou a protestar mas com o meu dom de controlar as emoções acalmei-o.
-A Mariana tem razão, se Nyx acha que ela deve ir sozinha devemos confiar nela. – Zoey sorriu-me enquanto eu tentava acalmar os ânimos.
-Mas se fores é melhor levares isto. – Afrodite entregou-me um pequeno aparelho que mais parecia um botão.
-O que é isto?
-É uma escuta. O meu pai andava sempre com isso. Sabes como é tretas de presidente da Câmara. – Afrodite sacudiu o cabelo e agarrou-se novamente a Dário. Damien parecia entusiasmado.
-Isso é óptimo, assim podemos ouvir tudo o que se passar lá dentro e podemos manter contacto sem que alguém perceba. Mas é melhor levares também um telemóvel. Damien entregou-me um Nokia que enfiei logo no bolço das minhas calças.
-Agora só falta resolver o problema dos Zomba-Corvos.
-Eu levo-a lá pequena Sacerdotisa. Consigo correr a uma velocidade que os Zomba-Corvos nem nos vão ver – sem largar Afrodite, Dário fez-me um aceno com a mão.
-Obrigada Dário. – parecia estar tudo resolvido apesar de Afrodite estar receosa em deixar Dário sair.
-Vou então preparar-me e vamos esta noite. – fui para o meu quarto vestir uma roupa lavada e preparar-me. David veio comigo e continuava a protestar.
-Não vou deixar que te entregues assim aquelas coisas! Prometi a Sacerdotisa Beatriz que te protegia. – puxei David para mim e beijei-o.
-Protegeste-me o melhor que pudeste, agora Nyx quer que eu vá e tens de me deixar ir. A Maria João precisa de mim. A minha melhor amiga morreu por mim, tenho de ajuda-la.
-Eu percebo mas…
-Mas nada, tenho de fazer alguma coisa. Nyx acredita em mim e eu confio nela, tenho de ir ajuda-los. – Beijei David e fui ter com Dário que já estava à minha espera. Despedi-me de todos que me desejaram boa sorte. Dário pegou-me ao colo e correu para a Casa da Noite.
Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 22
Capitulo 22
Margarida
Teletransportei-me até à Casa da Noite em Tulsa. Atravessei o muro que dava para dentro da Casa da Noite, estavam dois Zomba-Corvos sentados numa árvore a olhar para baixo. Passei sempre com receio. Quer dizer eu estava morta e enterrada, apesar de ser fantasma ninguém me podia garantir que aqueles monstros não me pudessem ver. Atravessei uma parede e vi o professor Pedro. Estava dentro de uma sala de aula, ele estava mesmo ao meu lado a falar para os iniciados. Atravessei mais uma parede, e parecia estar dentro de uma morgue. De uma morgue? Nefert estava sentada ao lado de um cadáver a murmurar-lhe qualquer coisa ao ouvido. Aproximei-me mais para tentar perceber o que estaria aquela tarada a fazer.
-Levanta-te e mata a tua sede… - assustei-me quando o corpo se levantou e pareceu ganhar vida. Fiquei a olhar. Não podia ser… Não era possível… Era Joka a companheira de quarto de Mariana? O que se passava com ela? Ela estava diferente… Os olhos estavam vermelhos, e a marca dela estava vermelha.
-O que me fezzz? Sssinto-me… Sssinto-me… - Joka olhava com repugnância para as suas próprias mãos não conseguindo dizer o que sentia.
-Com sede minha querida? – Nefert terminou-lhe a frase. Ergueu o braço e cortou a pele com a unha. Joka cheirou o ar e começou a babar-se toda. Ela parecia assustada. Nefert sorriu e voltou a passar a unha na ferida que começou a sangrar com mais intensidade. Joka não se conteve e começou a lamber-lhe o sangue cravando-lhe de seguida os dentes no braço. Bah. Se não fosse um fantasma de certeza que teria vomitado. Joka gemia enquanto sugava o sangue de Nefert. Tentei não olhar para aquilo. Pouco depois Nefert deu-lhe um empurrão soltando-se dela.
-Se queres mais vais servir-me e fazer o que te mandar. Sou a tua nova deusa. – Joka não respondeu. Limpou o sangue que tinha na boca e ficou a olhar para a mão.
-A partir de agora és minha filha e não de Nyx. Tens a minha marca por isso vais obedecer-me. Salvei-te, se não fosse eu estarias agora a apodrecer debaixo da terra. A partir de agora vais vigiar os outros iniciados e dizer-me se vires algo de invulgar. Podes alimentar-te dos que quiseres mas não podes matar nenhum. – Não tardou muito até Joka começar a chorar. Minha deusa, até as lágrimas eram de sangue.
-Achas que valeu a pena morrer pela tua amiga Mariana? Se me tivesses contado o que tem ela de especial nada disto teria acontecido. E contudo ela ainda nem à tua procura veio. E se queres que não aconteça o mesmo ao teu pequeno namoradinho é melhor obedeceres-me. – Joka olhou para Nefert e rangeu os dentes.
-E também não quero que fales com ele. Se souber que estiveste com esse rapaz mato-o. – Nefert riu-se e saiu da sala deixando Joka sozinha sentada não chão a chorar. Fiquei ali ao lado dela.
-Nyx sei que não resisti à tentação de Kalona, mas podes fazer com que ela pelo menos sinta a minha presença? – rezei a Nyx esperando que não se tivesse esquecido de mim. Pousei a mão no ombro de Joka que respirou calmamente. Tentei não atravessa-la. Parou de chorar acalmando-se. Levantou-se e saiu da morgue dirigindo-se para o corredor. Atravessei outra parede e desta vez estava num quarto. Angel estava sentado na cama a chorar. Parecia infeliz, provavelmente por Joka ter “morrido”. Voltei para o corredor e entrei noutra sala. Vi Nefert que estava com Kalona. Aproximem-me e vi a Sumo-Sacerdotisa da Casa da Noite de Lisboa, Beatriz amarrada a uma cadeira. Estava com um aspecto horrível. Tinha manchas de sangue na camisola e vários hematomas que cobriam cada cm do seu corpo.
-Vais continuar a resistir ou entregas-te a Kalona?
-Nunca… – professora Beatriz respondeu com um sussurro e foi esbofeteada logo de seguida por Nefert.
-Ainda não percebeu que isto não vai acabar? Só vai sair daqui quando renegares Nyx. – Kalona falou num tom calmo. Mas Beatriz sorriu levemente enquanto lhe escorria uma lágrima pela face.
-Então parece que vou permanecer aqui o resto da vida. – Nefert atirou Beatriz para o chão e pontapeou-a. Não consegui ficar para ver mais nada e saí dali. Mas infelizmente quando saí dali, deparei-me com algo pior. Joka estava a agarrar um rapaz pelo pescoço e sugava-lhe o sangue enquanto ele parecia gemer de prazer. Teletransportei-me dali para fora de volta aos túneis, para contar a Mariana tudo o que vira. Desta vez foi fácil encontra-la. Bastou teletransportar-me para o colar dela onde agora carregava as minhas energias.
-Mariana! Não vais acreditar no inferno que aquilo está… - contei-lhe tudo o que vira. Deixando o pior para ultimo.
-Ainda não te contei o pior…
-Diz Margarida! O que se passou mais viste a Joka, o Angel e a Tekas?
-Bem, vi mas acho que não vais gostar…
-Conta de uma vez o que se passou Margarida! Eles estão bem?
-O Angel está dentro dos possíveis a Tekas não a vi e a Joka…. Bem, a Joka…- como havia de lhe contar que a melhor amiga morrera e se transformara numa vampyra vermelha.
-A Nefert matou-a por ela se recusar a contar o que tinhas de especial, mas voltou a ressuscita-la e agora ela é uma vampyra vermelha como os que estão aqui em baixo. – Mariana ficou chocada a olhar para mim.
Margarida
Teletransportei-me até à Casa da Noite em Tulsa. Atravessei o muro que dava para dentro da Casa da Noite, estavam dois Zomba-Corvos sentados numa árvore a olhar para baixo. Passei sempre com receio. Quer dizer eu estava morta e enterrada, apesar de ser fantasma ninguém me podia garantir que aqueles monstros não me pudessem ver. Atravessei uma parede e vi o professor Pedro. Estava dentro de uma sala de aula, ele estava mesmo ao meu lado a falar para os iniciados. Atravessei mais uma parede, e parecia estar dentro de uma morgue. De uma morgue? Nefert estava sentada ao lado de um cadáver a murmurar-lhe qualquer coisa ao ouvido. Aproximei-me mais para tentar perceber o que estaria aquela tarada a fazer.
-Levanta-te e mata a tua sede… - assustei-me quando o corpo se levantou e pareceu ganhar vida. Fiquei a olhar. Não podia ser… Não era possível… Era Joka a companheira de quarto de Mariana? O que se passava com ela? Ela estava diferente… Os olhos estavam vermelhos, e a marca dela estava vermelha.
-O que me fezzz? Sssinto-me… Sssinto-me… - Joka olhava com repugnância para as suas próprias mãos não conseguindo dizer o que sentia.
-Com sede minha querida? – Nefert terminou-lhe a frase. Ergueu o braço e cortou a pele com a unha. Joka cheirou o ar e começou a babar-se toda. Ela parecia assustada. Nefert sorriu e voltou a passar a unha na ferida que começou a sangrar com mais intensidade. Joka não se conteve e começou a lamber-lhe o sangue cravando-lhe de seguida os dentes no braço. Bah. Se não fosse um fantasma de certeza que teria vomitado. Joka gemia enquanto sugava o sangue de Nefert. Tentei não olhar para aquilo. Pouco depois Nefert deu-lhe um empurrão soltando-se dela.
-Se queres mais vais servir-me e fazer o que te mandar. Sou a tua nova deusa. – Joka não respondeu. Limpou o sangue que tinha na boca e ficou a olhar para a mão.
-A partir de agora és minha filha e não de Nyx. Tens a minha marca por isso vais obedecer-me. Salvei-te, se não fosse eu estarias agora a apodrecer debaixo da terra. A partir de agora vais vigiar os outros iniciados e dizer-me se vires algo de invulgar. Podes alimentar-te dos que quiseres mas não podes matar nenhum. – Não tardou muito até Joka começar a chorar. Minha deusa, até as lágrimas eram de sangue.
-Achas que valeu a pena morrer pela tua amiga Mariana? Se me tivesses contado o que tem ela de especial nada disto teria acontecido. E contudo ela ainda nem à tua procura veio. E se queres que não aconteça o mesmo ao teu pequeno namoradinho é melhor obedeceres-me. – Joka olhou para Nefert e rangeu os dentes.
-E também não quero que fales com ele. Se souber que estiveste com esse rapaz mato-o. – Nefert riu-se e saiu da sala deixando Joka sozinha sentada não chão a chorar. Fiquei ali ao lado dela.
-Nyx sei que não resisti à tentação de Kalona, mas podes fazer com que ela pelo menos sinta a minha presença? – rezei a Nyx esperando que não se tivesse esquecido de mim. Pousei a mão no ombro de Joka que respirou calmamente. Tentei não atravessa-la. Parou de chorar acalmando-se. Levantou-se e saiu da morgue dirigindo-se para o corredor. Atravessei outra parede e desta vez estava num quarto. Angel estava sentado na cama a chorar. Parecia infeliz, provavelmente por Joka ter “morrido”. Voltei para o corredor e entrei noutra sala. Vi Nefert que estava com Kalona. Aproximem-me e vi a Sumo-Sacerdotisa da Casa da Noite de Lisboa, Beatriz amarrada a uma cadeira. Estava com um aspecto horrível. Tinha manchas de sangue na camisola e vários hematomas que cobriam cada cm do seu corpo.
-Vais continuar a resistir ou entregas-te a Kalona?
-Nunca… – professora Beatriz respondeu com um sussurro e foi esbofeteada logo de seguida por Nefert.
-Ainda não percebeu que isto não vai acabar? Só vai sair daqui quando renegares Nyx. – Kalona falou num tom calmo. Mas Beatriz sorriu levemente enquanto lhe escorria uma lágrima pela face.
-Então parece que vou permanecer aqui o resto da vida. – Nefert atirou Beatriz para o chão e pontapeou-a. Não consegui ficar para ver mais nada e saí dali. Mas infelizmente quando saí dali, deparei-me com algo pior. Joka estava a agarrar um rapaz pelo pescoço e sugava-lhe o sangue enquanto ele parecia gemer de prazer. Teletransportei-me dali para fora de volta aos túneis, para contar a Mariana tudo o que vira. Desta vez foi fácil encontra-la. Bastou teletransportar-me para o colar dela onde agora carregava as minhas energias.
-Mariana! Não vais acreditar no inferno que aquilo está… - contei-lhe tudo o que vira. Deixando o pior para ultimo.
-Ainda não te contei o pior…
-Diz Margarida! O que se passou mais viste a Joka, o Angel e a Tekas?
-Bem, vi mas acho que não vais gostar…
-Conta de uma vez o que se passou Margarida! Eles estão bem?
-O Angel está dentro dos possíveis a Tekas não a vi e a Joka…. Bem, a Joka…- como havia de lhe contar que a melhor amiga morrera e se transformara numa vampyra vermelha.
-A Nefert matou-a por ela se recusar a contar o que tinhas de especial, mas voltou a ressuscita-la e agora ela é uma vampyra vermelha como os que estão aqui em baixo. – Mariana ficou chocada a olhar para mim.
Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 21
Capitulo 21
Mariana
Os dias iam passando e comecei a conhecer melhor os iniciados que aqui viviam. Zoey e Stevie Ray estavam sempre a tentar ter ideias para derrotar Kalona. As Gémeas Erin e Shaunee estavam sempre na brincadeira e a arranjar maneira de irritar Afrodite que passava a vida agarrada a Dário.
Damien estava sempre a seguir-me e a fazer perguntas como se eu fosse um projecto de ciências. Ele achava que o meu dom de ver os mortos e controlara as emoções era a coisa mais extraordinária e invulgar que vira em toda a vida. Coisa que eu simplesmente achava bizarra.
-Como lanças-te aquela energia sobre o Zomba-Corvos? Achas que conseguirias faze-lo agora?
- Não sei, acho que não conseguiria faze-lo agora se me pedisses e muito sinceramente até aquele Zomba-Corvos me irritar desconhecia conseguir fazer semelhante coisa. – Damien esfregou o topo da cabeça e fez um ar pensativo.
-Estou a tentar perceber o que é essa tal energia, essa chama que lanças-te ao Zomba-Corvos… Hmmmm…. Não te apercebes-te de nada à tua volta?
-Como assim?
-Por exemplo, eu quando invoco o meu elemento vento sinto sempre uma leve brisa à minha volta. A Shaunee sente o calor do fogo, a Erin a humidade da água a Stevie Ray o cheiro da terra e a Zoey o espírito e evidentemente todos os outros. – Damien parecia interessado e ansioso. Tentei lembrar-me o melhor possível.
-Acho que senti uma brisa intensa à minha volta, uma energia que misturado com a raiva que sentia me fez sentir calma, senti um calor nas palmas das mãos… Desculpa ma não te consigo dar mais pormenores. – Damien ficou muito pensativo.
-Damien, se não te importas vou ter com o David. – tentei não ser indelicada mas esta conversa estava a deixar-me desconfortável.
-Vai, vai não há problema eu vou fazer pesquisa e…. – deixei Damien com os seus pensamentos e fui procurar David. Percorri os enormes corredores dos túneis. Já me esquecera outra vez onde ficava o quarto dele. Estava a virar a esquina quando algo me atravessou o caminho.
-Mariana! Finalmente! Tenho pouco tempo por isso ouve bem. Preciso que me arranjes um amuleto, um anel ou algo do género!
-Margarida? O que estás aqui a fazer? Não devias estar na Casa da Noite em Portugal?
-Hello! Sou um simples fantasma lembras-te? Mas preciso de alguma coisa, um objecto da Casa da Noite ou algo que lá tenha estado!
-Tenho este colar, foi o David que me deu quando fez uma semana de namoro. Serve?
-Óptimo! – sem dizer mais nada Margarida desapareceu em bruma que entrou para o meu colar em formato de meia-lua. O que raio estava ela a fazer? Tirei o colar do pescoço e fiquei a olhar para ele, enquanto esperava. Passado algum tempo Margarida saiu de dentro do colar e estava novamente à minha frente.
-Desculpa lá estas esquisitices, mas teletransportei-me da Casa da Noite até cá e perdi muita energia.
-O que raio estás aqui a fazer?
-Isso pergunto eu! O que se passa? Porque não voltaram para a Casa da Noite? A visita de estudo ainda não acabou? – Margarida batia o pé e fitava-me irritada.
-Foi o Kalona! Ele capturou os professores e os outros e tem-nos na Casa da Noite aqui em Tulsa! Eu e o David ainda conseguimos escapar e encontramos a Zoey e os outros.
-O Kalona? E o que vão fazer agora?
-Não sei, muito sinceramente não sei. Não podemos sair daqui. Estamos completamente cercados por Zomba-Corvos. – tentei explicar À minha amiga fantasma tudo o que se tinha passado nos últimos tempos e o quão feliz estava por ela aqui estar.
-Espera-la, é fácil dizer-vos o que está a passar dentro da Casa da Noite…
-Como assim? – franzi o sobrolho e pensei um pouco nas suas palavras.
-É simples, eu posso lá ir e dizer-vos o que se passa lá. Não me será muito difícil entrar e sair, pois ninguém me consegue ver. E saber atravessar paredes pode se muito útil. – Margarida sorriu-me de uma maneira tão alegre como nunca lhe vira antes estampada no rosto.
-Isso é brilhante! Finalmente uma luz ao fundo do túnel! Anda, vamos contar aos outros que aqui estás. Corri pelos túneis enquanto berrava alegremente.
-A Margarida está aqui! A Margarida está aqui! Fiz um estardalhaço enorme e os iniciados vermelhos começaram a sair dos quartos e certamente a pensar que eu estava doida. Corri para o quarto de Zoey e abri a porta sem sequer pedir licença!
-Zoey, Zoey! A Margarida está aqui! Ela veio cá! - Zoey estava com Stevie Ray no quarto e virou-se de repente para traz.
-O que se passa Mariana? – pareciam atrapalhadas a olhar para mim.
-A Margarida, a minha amiga que morreu! Ela veio ter comigo e está aqui. – Contei-lhes o plano de Margarida e em como nos conseguiria dar informações.
-Isso é óptimo! Quando é que ela vai? – olhei para Margarida esperando uma resposta vinda da parte dela.
-Vou o mais depressa possível!
-O que te disse ela Mariana? –Zoey estava tão ansiosa quanto eu.
-Ela disse que vai o mais depressa possível. – Virei-me novamente para Margarida.
-Prometes ter cuidado?
-Mariana já morri, o que me pode acontecer? O pior que me pode acontecer-me é o nojento do Kalona atravessar-me, e nem se aperceber. – Margarida sorriu-me. E desapareceu.
-Ela foi-se embora. Foi à Casa da Noite. – Virei-me novamente para Zoey que estava tão ansiosa quanto eu, para que ela voltasse.
Mariana
Os dias iam passando e comecei a conhecer melhor os iniciados que aqui viviam. Zoey e Stevie Ray estavam sempre a tentar ter ideias para derrotar Kalona. As Gémeas Erin e Shaunee estavam sempre na brincadeira e a arranjar maneira de irritar Afrodite que passava a vida agarrada a Dário.
Damien estava sempre a seguir-me e a fazer perguntas como se eu fosse um projecto de ciências. Ele achava que o meu dom de ver os mortos e controlara as emoções era a coisa mais extraordinária e invulgar que vira em toda a vida. Coisa que eu simplesmente achava bizarra.
-Como lanças-te aquela energia sobre o Zomba-Corvos? Achas que conseguirias faze-lo agora?
- Não sei, acho que não conseguiria faze-lo agora se me pedisses e muito sinceramente até aquele Zomba-Corvos me irritar desconhecia conseguir fazer semelhante coisa. – Damien esfregou o topo da cabeça e fez um ar pensativo.
-Estou a tentar perceber o que é essa tal energia, essa chama que lanças-te ao Zomba-Corvos… Hmmmm…. Não te apercebes-te de nada à tua volta?
-Como assim?
-Por exemplo, eu quando invoco o meu elemento vento sinto sempre uma leve brisa à minha volta. A Shaunee sente o calor do fogo, a Erin a humidade da água a Stevie Ray o cheiro da terra e a Zoey o espírito e evidentemente todos os outros. – Damien parecia interessado e ansioso. Tentei lembrar-me o melhor possível.
-Acho que senti uma brisa intensa à minha volta, uma energia que misturado com a raiva que sentia me fez sentir calma, senti um calor nas palmas das mãos… Desculpa ma não te consigo dar mais pormenores. – Damien ficou muito pensativo.
-Damien, se não te importas vou ter com o David. – tentei não ser indelicada mas esta conversa estava a deixar-me desconfortável.
-Vai, vai não há problema eu vou fazer pesquisa e…. – deixei Damien com os seus pensamentos e fui procurar David. Percorri os enormes corredores dos túneis. Já me esquecera outra vez onde ficava o quarto dele. Estava a virar a esquina quando algo me atravessou o caminho.
-Mariana! Finalmente! Tenho pouco tempo por isso ouve bem. Preciso que me arranjes um amuleto, um anel ou algo do género!
-Margarida? O que estás aqui a fazer? Não devias estar na Casa da Noite em Portugal?
-Hello! Sou um simples fantasma lembras-te? Mas preciso de alguma coisa, um objecto da Casa da Noite ou algo que lá tenha estado!
-Tenho este colar, foi o David que me deu quando fez uma semana de namoro. Serve?
-Óptimo! – sem dizer mais nada Margarida desapareceu em bruma que entrou para o meu colar em formato de meia-lua. O que raio estava ela a fazer? Tirei o colar do pescoço e fiquei a olhar para ele, enquanto esperava. Passado algum tempo Margarida saiu de dentro do colar e estava novamente à minha frente.
-Desculpa lá estas esquisitices, mas teletransportei-me da Casa da Noite até cá e perdi muita energia.
-O que raio estás aqui a fazer?
-Isso pergunto eu! O que se passa? Porque não voltaram para a Casa da Noite? A visita de estudo ainda não acabou? – Margarida batia o pé e fitava-me irritada.
-Foi o Kalona! Ele capturou os professores e os outros e tem-nos na Casa da Noite aqui em Tulsa! Eu e o David ainda conseguimos escapar e encontramos a Zoey e os outros.
-O Kalona? E o que vão fazer agora?
-Não sei, muito sinceramente não sei. Não podemos sair daqui. Estamos completamente cercados por Zomba-Corvos. – tentei explicar À minha amiga fantasma tudo o que se tinha passado nos últimos tempos e o quão feliz estava por ela aqui estar.
-Espera-la, é fácil dizer-vos o que está a passar dentro da Casa da Noite…
-Como assim? – franzi o sobrolho e pensei um pouco nas suas palavras.
-É simples, eu posso lá ir e dizer-vos o que se passa lá. Não me será muito difícil entrar e sair, pois ninguém me consegue ver. E saber atravessar paredes pode se muito útil. – Margarida sorriu-me de uma maneira tão alegre como nunca lhe vira antes estampada no rosto.
-Isso é brilhante! Finalmente uma luz ao fundo do túnel! Anda, vamos contar aos outros que aqui estás. Corri pelos túneis enquanto berrava alegremente.
-A Margarida está aqui! A Margarida está aqui! Fiz um estardalhaço enorme e os iniciados vermelhos começaram a sair dos quartos e certamente a pensar que eu estava doida. Corri para o quarto de Zoey e abri a porta sem sequer pedir licença!
-Zoey, Zoey! A Margarida está aqui! Ela veio cá! - Zoey estava com Stevie Ray no quarto e virou-se de repente para traz.
-O que se passa Mariana? – pareciam atrapalhadas a olhar para mim.
-A Margarida, a minha amiga que morreu! Ela veio ter comigo e está aqui. – Contei-lhes o plano de Margarida e em como nos conseguiria dar informações.
-Isso é óptimo! Quando é que ela vai? – olhei para Margarida esperando uma resposta vinda da parte dela.
-Vou o mais depressa possível!
-O que te disse ela Mariana? –Zoey estava tão ansiosa quanto eu.
-Ela disse que vai o mais depressa possível. – Virei-me novamente para Margarida.
-Prometes ter cuidado?
-Mariana já morri, o que me pode acontecer? O pior que me pode acontecer-me é o nojento do Kalona atravessar-me, e nem se aperceber. – Margarida sorriu-me. E desapareceu.
-Ela foi-se embora. Foi à Casa da Noite. – Virei-me novamente para Zoey que estava tão ansiosa quanto eu, para que ela voltasse.
Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 20
Capitulo 20
Sacerdotisa Beatriz
Como é possível uma Sacerdotisa como Nefert virar as costas a Nyx. Pior ainda, como foi ela capaz de me fazer isto a mim? A minha companheira de quarto… Ela sempre adorou Nyx por ela a ter marcado e arrancado das garras do pai que a mal tratava, já para não falar nas outras coisas horríveis que lhe fazia. Ela está completamente obcecada com a ideia de poder, para não falar no encantamento que ela tem por Kalona. Não posso fazer nada, mesmo que quisesse. Só resta a esperança de Mariana estar bem e de Nyx a ajudar a lutar contra isto tudo. Mas como? Ela ainda é tão jovem, fora marcada há tão pouco tempo. Olhei para o pobre Angel que estava a dormir atado à cadeira.
-Nyx cuida do rapaz, depois do modo como foi tratado manteve-se fiel a ti e não falou. – rezei à deusa para que protegesse os outros iniciados. Kalona conseguiu encantar todos os outros até mesmo professores e convence-los a instalarem-se aqui na Casa da Noite. Um autêntico desastre! E o que iria Nefert fazer com a pobre Maria João? Iria ela mesmo mata-la?
Estava aqui já há alguns dias trancada. Alimentavam-me a mim e a Angel, e continuavam a convencer-nos a deixar Nyx, como nos recusávamos éramos espancados violentamente e pouco depois alimentados e tratados para mais tarde voltarmos a receber o mesmo tratamento. Angel começou a acordar lentamente e olhou para mim.
-Professora Beatriz? Está bem?
-Sim, e tu rapaz? Estas bem? – Angel esticou as pernas e tentou soltar-se mas não valia a pena as correntes estavam demasiado apertadas.
-Não te esforces Angel, não vale a pena.
-Não nos podemos limitar a desistir! – Angel continuava a debater-se. A porta abriu-se a Nefert entrou trazendo algo nos braços. Fiquei completamente chocada quando vi que era a pequena Maria João.
-Angel não olhes! Fica quieto! – mas foi tarde de mais, o rapaz virou a cabeça para o lado e viu a sua namorada.
-Não! Joka! O que lhe fez sua bruxa?! Largue-a! – Nefert riu-se e percorreu a sala dirigindo-se para a outra porta.
-A pequena acabou de rejeitar a mudança, se não se tivessem recusado a contar-me o que tem essa Mariana de especial a pequena Maria João ainda estaria viva. Por isso podem agradecer à vossa deusa Nyx e sentirem-se culpados pela morte da pequena.
-Não! – Angel começou a chorar e a debater-se contra as correntes. Nefert simplesmente riu-se e foi-se embora.
-Angel tem calma…
-Como pode pedir-me para ter calma? Eu fui responsável pela morte da minha própria namorada. E tudo para proteger a Mariana! Joka deu a vida pela amiga que ainda nem sinal de vida deu!
-Tem calma Angel, temos que ter fé em Nyx e…
-Ter fé em Nyx? Ter fé em Nyx não vai trazer a Maria João de volta!
-Angel, não estás a perceber o que está a acontecer? É mesmo isto que Nefert e Kalona querem. Eles querem que te revoltes contra Nyx. Nefert passou aqui de propósito para ver a reacção que tinhas. – Angel continuou a chorar e a debater-se para se soltar. Achei melhor não lhe dizer mais nada e deixa-lo de luto pela pequena Maria João. Pouco tempo depois Nefert entrou, e foi ter com Angel ignorando-me.
-Então rapaz? O que achas se eu te trouxesse a tua amiga de volta? Posso ressuscita-la. Agrada-te essa ideia? – Angel levantou a cabeça encarando Nefert com alguma esperança no olhar.
-Podia fazer isso?
-Claro que posso. Ao contrário de Nyx eu gosto tanto de vocês que não vos deixo morrer se rejeitarem a mudança.
-Angel, não acredites no que ela está a dizer! Esquece isso! É impossível ressuscitar um iniciado que rejeitou a mudança. – Nefert riu-se da minha exclamação e levantou-se.
-Stark! Entra meu querido. – um rapaz alto com os olhos vermelhos e uma meia-lua vermelha na testa entrou dentro da sala. Trazia um arco na mão e setas numa saca atrás das costas. Consegui sentir o cheiro a sangue que vinha dele.
-Angel apresento-te o Stark. O Stark é um vampyro vermelho, ele rejeitou a mudança e depois de morto ressuscitei-o. – estava tão pasmada como Angel a olhar para quele rapaz. Como era possível?
-Então Angel? Queres que eu traga a tua amiga de volta? – consegui ver a esperança nos olhos de Angel. Ele iria fazer de tudo para trazer a Maria João de volta. Mas aquilo não estava correcto, aquilo não devia ser nada de bom e de certeza que teria consequências.
-Então rapaz, aceitas-me como tua deusa? – Angel não respondeu e virou-lhe a cara.
-Stark, solta-o. – o rapaz começou a tirar as correntes a Angel que depois de solto não se mexeu nem um centímetro.
- O que quer em troca? – Nefert riu-se.
-É simples, aceitas-me como sendo tua deusa e tens uma vida normal aqui na casa da noite como todos os outros iniciados. Vais às aulas e voltas à rotina que tinhas em Portugal. Então o que achas? – Angel levantou-se da cadeira.
- Volto à rotinha e faço o que me mandar mas não a trato como deusa coisíssima nenhuma!
-Combinado, mais tarde ou mais cedo vais acabar por renegar Nyx. Stark, leva o rapaz para o quarto dele. – os dois rapazes afastaram-se e saíram.
-Então e tu Beatriz? Continuas a adorar Nyx?
-Sim, e nunca a irei renegar! E tu devias adora-la mais que ninguém depois do que ela fez por ti. Ela salvou-te do teu ... – Nefert deu-me um estalo não me deixando terminar a frase.
-Não voltes a falar-me assim! – Saiu pela porta irritada deixando me ali sozinha cheia de dores.
Sacerdotisa Beatriz
Como é possível uma Sacerdotisa como Nefert virar as costas a Nyx. Pior ainda, como foi ela capaz de me fazer isto a mim? A minha companheira de quarto… Ela sempre adorou Nyx por ela a ter marcado e arrancado das garras do pai que a mal tratava, já para não falar nas outras coisas horríveis que lhe fazia. Ela está completamente obcecada com a ideia de poder, para não falar no encantamento que ela tem por Kalona. Não posso fazer nada, mesmo que quisesse. Só resta a esperança de Mariana estar bem e de Nyx a ajudar a lutar contra isto tudo. Mas como? Ela ainda é tão jovem, fora marcada há tão pouco tempo. Olhei para o pobre Angel que estava a dormir atado à cadeira.
-Nyx cuida do rapaz, depois do modo como foi tratado manteve-se fiel a ti e não falou. – rezei à deusa para que protegesse os outros iniciados. Kalona conseguiu encantar todos os outros até mesmo professores e convence-los a instalarem-se aqui na Casa da Noite. Um autêntico desastre! E o que iria Nefert fazer com a pobre Maria João? Iria ela mesmo mata-la?
Estava aqui já há alguns dias trancada. Alimentavam-me a mim e a Angel, e continuavam a convencer-nos a deixar Nyx, como nos recusávamos éramos espancados violentamente e pouco depois alimentados e tratados para mais tarde voltarmos a receber o mesmo tratamento. Angel começou a acordar lentamente e olhou para mim.
-Professora Beatriz? Está bem?
-Sim, e tu rapaz? Estas bem? – Angel esticou as pernas e tentou soltar-se mas não valia a pena as correntes estavam demasiado apertadas.
-Não te esforces Angel, não vale a pena.
-Não nos podemos limitar a desistir! – Angel continuava a debater-se. A porta abriu-se a Nefert entrou trazendo algo nos braços. Fiquei completamente chocada quando vi que era a pequena Maria João.
-Angel não olhes! Fica quieto! – mas foi tarde de mais, o rapaz virou a cabeça para o lado e viu a sua namorada.
-Não! Joka! O que lhe fez sua bruxa?! Largue-a! – Nefert riu-se e percorreu a sala dirigindo-se para a outra porta.
-A pequena acabou de rejeitar a mudança, se não se tivessem recusado a contar-me o que tem essa Mariana de especial a pequena Maria João ainda estaria viva. Por isso podem agradecer à vossa deusa Nyx e sentirem-se culpados pela morte da pequena.
-Não! – Angel começou a chorar e a debater-se contra as correntes. Nefert simplesmente riu-se e foi-se embora.
-Angel tem calma…
-Como pode pedir-me para ter calma? Eu fui responsável pela morte da minha própria namorada. E tudo para proteger a Mariana! Joka deu a vida pela amiga que ainda nem sinal de vida deu!
-Tem calma Angel, temos que ter fé em Nyx e…
-Ter fé em Nyx? Ter fé em Nyx não vai trazer a Maria João de volta!
-Angel, não estás a perceber o que está a acontecer? É mesmo isto que Nefert e Kalona querem. Eles querem que te revoltes contra Nyx. Nefert passou aqui de propósito para ver a reacção que tinhas. – Angel continuou a chorar e a debater-se para se soltar. Achei melhor não lhe dizer mais nada e deixa-lo de luto pela pequena Maria João. Pouco tempo depois Nefert entrou, e foi ter com Angel ignorando-me.
-Então rapaz? O que achas se eu te trouxesse a tua amiga de volta? Posso ressuscita-la. Agrada-te essa ideia? – Angel levantou a cabeça encarando Nefert com alguma esperança no olhar.
-Podia fazer isso?
-Claro que posso. Ao contrário de Nyx eu gosto tanto de vocês que não vos deixo morrer se rejeitarem a mudança.
-Angel, não acredites no que ela está a dizer! Esquece isso! É impossível ressuscitar um iniciado que rejeitou a mudança. – Nefert riu-se da minha exclamação e levantou-se.
-Stark! Entra meu querido. – um rapaz alto com os olhos vermelhos e uma meia-lua vermelha na testa entrou dentro da sala. Trazia um arco na mão e setas numa saca atrás das costas. Consegui sentir o cheiro a sangue que vinha dele.
-Angel apresento-te o Stark. O Stark é um vampyro vermelho, ele rejeitou a mudança e depois de morto ressuscitei-o. – estava tão pasmada como Angel a olhar para quele rapaz. Como era possível?
-Então Angel? Queres que eu traga a tua amiga de volta? – consegui ver a esperança nos olhos de Angel. Ele iria fazer de tudo para trazer a Maria João de volta. Mas aquilo não estava correcto, aquilo não devia ser nada de bom e de certeza que teria consequências.
-Então rapaz, aceitas-me como tua deusa? – Angel não respondeu e virou-lhe a cara.
-Stark, solta-o. – o rapaz começou a tirar as correntes a Angel que depois de solto não se mexeu nem um centímetro.
- O que quer em troca? – Nefert riu-se.
-É simples, aceitas-me como sendo tua deusa e tens uma vida normal aqui na casa da noite como todos os outros iniciados. Vais às aulas e voltas à rotina que tinhas em Portugal. Então o que achas? – Angel levantou-se da cadeira.
- Volto à rotinha e faço o que me mandar mas não a trato como deusa coisíssima nenhuma!
-Combinado, mais tarde ou mais cedo vais acabar por renegar Nyx. Stark, leva o rapaz para o quarto dele. – os dois rapazes afastaram-se e saíram.
-Então e tu Beatriz? Continuas a adorar Nyx?
-Sim, e nunca a irei renegar! E tu devias adora-la mais que ninguém depois do que ela fez por ti. Ela salvou-te do teu ... – Nefert deu-me um estalo não me deixando terminar a frase.
-Não voltes a falar-me assim! – Saiu pela porta irritada deixando me ali sozinha cheia de dores.
Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 19
Capitulo 19
Joka
Estava cheia de dores. A tortura prolongou-se durante várias horas, até podiam ter passado dias, não havia maneira de eu saber. Doía-me tudo.
Depois de Nefert e Kalona perceberem que não lhes iria contar nada sobre o dom de Mariana Nefert mandou os Zomba-Corvos levarem-me para o mais longe possível da Casa da Noite e isolar-me. Deu ordens para nenhum vampyro adulto se aproximar do local onde eu estava trancada, não podia ser alimentada nem ter espaço para me deitar. Queria que eu começasse a rejeitar a mudança. Quando ela o disse pensava que ela estava a fazer bluff mas agora que começara a tossir percebi que não. Então era assim que eu ia morrer. Nunca pensei que fosse morrer de uma maneira tão cruel. Estava encostada à parede, estava trancada numa casa de banho. Mesmo que me quisesse deitar e fechar os olhos para descansar não conseguia. O que me restava desta vida, o que irá ela fazer a Tekas, Beatriz e Angel? O meu Angel… O que será que lhe vão fazer? Tossi violentamente, pondo a mão à frente da boca, quando olhei para a mão vi que estava coberta de sangue. Já começara a rejeitar a mudança. Agora não havia mais nada que me pudesse salvar. Eu iria morrer, comecei a chorar e até as minhas lágrimas eram sangue. Senti os Zomba-Corvos ficarem agitados.
-Vai ccchamar a rainhaa. Ela já está a morrer. – pouco tempo depois abriram a porta e caí para a frente. Ainda pensei em fugir mas não me serviria de nada. Iria morrer de qualquer maneira. Senti alguém pontapear-me o braço. Olhei para cima e vi que era Nefert.
-Quando começou ela a rejeitar a mudança?
-FFFoi messsssmo agora. – Nefert virou me para cima e olhou para mim enquanto eu tossia e cuspia sangue violentamente.
-Ouve bem o que eu te vou dizer, a partir de agora eu serei a tua deusa! Vou dar-te a oportunidade de víveres com a condição de me obedeceres. Entendido?
-Isso é impossível, já comecei a rejeitar a mudança vou morrer.
- Nada é impossível para uma deusa. Juras-me lealdade? – Nefert inclinou-se sobre mim e olhou-me nos olhos.
-Não! A minha deusa é e sempre será Nyx. Prefiro morrer a jurar-lhe seja lá o que for! – tossi mais uma vez e comecei a sentir o sangue a escorrer-me pelos ouvidos.
-Hahaha miúda estúpida. Vais acabar por ser-me útil. – não lhe consegui responder simplesmente fechei os olhos e continuei a tossir sangue. Fiquei nos braços de Nefert, a bruxa doida que me matara. Era a última pessoa com quem queria ficar à espera da morte.
Joka
Estava cheia de dores. A tortura prolongou-se durante várias horas, até podiam ter passado dias, não havia maneira de eu saber. Doía-me tudo.
Depois de Nefert e Kalona perceberem que não lhes iria contar nada sobre o dom de Mariana Nefert mandou os Zomba-Corvos levarem-me para o mais longe possível da Casa da Noite e isolar-me. Deu ordens para nenhum vampyro adulto se aproximar do local onde eu estava trancada, não podia ser alimentada nem ter espaço para me deitar. Queria que eu começasse a rejeitar a mudança. Quando ela o disse pensava que ela estava a fazer bluff mas agora que começara a tossir percebi que não. Então era assim que eu ia morrer. Nunca pensei que fosse morrer de uma maneira tão cruel. Estava encostada à parede, estava trancada numa casa de banho. Mesmo que me quisesse deitar e fechar os olhos para descansar não conseguia. O que me restava desta vida, o que irá ela fazer a Tekas, Beatriz e Angel? O meu Angel… O que será que lhe vão fazer? Tossi violentamente, pondo a mão à frente da boca, quando olhei para a mão vi que estava coberta de sangue. Já começara a rejeitar a mudança. Agora não havia mais nada que me pudesse salvar. Eu iria morrer, comecei a chorar e até as minhas lágrimas eram sangue. Senti os Zomba-Corvos ficarem agitados.
-Vai ccchamar a rainhaa. Ela já está a morrer. – pouco tempo depois abriram a porta e caí para a frente. Ainda pensei em fugir mas não me serviria de nada. Iria morrer de qualquer maneira. Senti alguém pontapear-me o braço. Olhei para cima e vi que era Nefert.
-Quando começou ela a rejeitar a mudança?
-FFFoi messsssmo agora. – Nefert virou me para cima e olhou para mim enquanto eu tossia e cuspia sangue violentamente.
-Ouve bem o que eu te vou dizer, a partir de agora eu serei a tua deusa! Vou dar-te a oportunidade de víveres com a condição de me obedeceres. Entendido?
-Isso é impossível, já comecei a rejeitar a mudança vou morrer.
- Nada é impossível para uma deusa. Juras-me lealdade? – Nefert inclinou-se sobre mim e olhou-me nos olhos.
-Não! A minha deusa é e sempre será Nyx. Prefiro morrer a jurar-lhe seja lá o que for! – tossi mais uma vez e comecei a sentir o sangue a escorrer-me pelos ouvidos.
-Hahaha miúda estúpida. Vais acabar por ser-me útil. – não lhe consegui responder simplesmente fechei os olhos e continuei a tossir sangue. Fiquei nos braços de Nefert, a bruxa doida que me matara. Era a última pessoa com quem queria ficar à espera da morte.
Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 18
Capitulo 18
David
Sentia-me com tantas dores, tentei encontrar o caminho para os meus olhos, mas fizesse eu o que fizesse não os conseguia abrir.
-David, acorda por favor… Amo-te. Por favor acorda… - Mariana, estaria ela bem? O que terá acontecido? Queria responder-lhe mas por muito que me esforça-se não conseguia. Senti-a beijar-me a testa mas nem assim consegui abrir os olhos. Só quando comecei a sentir as pernas consegui abrir os olhos.
-Finalmente acordas-te, estás bem? – Mariana olhou para mim com um ar preocupado. Ela estava diferente. A meia-lua dela para além de preenchida agora também se tinha espalhado pela testa, contornando o maxilar com um contorno perfeito. Continuava linda como sempre.
-Amo-te. – foi a única coisa que consegui dizer, ainda estava muito cansado.
-Também te amo. Sentes-te bem?
-Acho que sim, só me sinto cansado. Só quando me tentei levantar é que percebi que tinha o braço ligado. Pois foi, já nem me lembrava que tinha sido atacado por aquele pássaro gigante.
-Onde estamos?
-Estamos aqui nos túneis. Depois de ter morto o Zomba-Corvos também perdi os sentido e acordei aqui, a Zoey e o Dário ouviram o barulho lá fora e trouxeram-nos para dentro. Quando acordei a Zoey estava ao meu lado. Pedimos ajuda a Nyx para conseguirmos comunicar e agora consigo falar inglês. Também deves conseguir sem dificuldade. – Mariana ajudou-me a levantar enquanto me contava todos os pormenores. Só quando me levantei por completo e me sentei na cama é que percebi que não estávamos sozinhos. Estava um homem alto a arrumar utensílios de primeiros socorros com uma rapariga loira. Estavam outros dois rapazes a falar com duas raparigas que pareciam irmãs não fosse a diferente cor de pele.
-David, esta é a Zoey e a Stevie Ray. A Stevie Ray é uma nova espécie de vampyros que Nefert ressuscitou depois de ela ter morrido. –olhei para a rapariga loura que tinha olhos vermelhos, mas por sua vez uma tatuagem semelhante à da minha namorada e à da Zoey.
-Interessante. Isso significa que podem ter feito o mesmo com a Margarida? Achas que ela pode tornara-se num desses vampyros? – Mariana olhou para Zoey com esperança.
-Não sei. Mas consegues ver todos os iniciados?
-Não, só consigo ver os iniciados que morreram durante o sono, os que rejeitaram a mudança não consigo ver. A minha amiga Margarida contou-me que Kalona lhe ficou com metade da alma. Ela e os outros iniciados estavam de tal maneira encantados com ele que juraram amar Kalona, depois ele ficou-lhes com metade da alma e a marca deles ficou negra. Eles não voltaram a acordar.
-Kalona deve querer fazer alguma coisa com a alma dos iniciados. - Zoey abanou a cabeça e começou a apresentar-nos uns aos outros.
David
Sentia-me com tantas dores, tentei encontrar o caminho para os meus olhos, mas fizesse eu o que fizesse não os conseguia abrir.
-David, acorda por favor… Amo-te. Por favor acorda… - Mariana, estaria ela bem? O que terá acontecido? Queria responder-lhe mas por muito que me esforça-se não conseguia. Senti-a beijar-me a testa mas nem assim consegui abrir os olhos. Só quando comecei a sentir as pernas consegui abrir os olhos.
-Finalmente acordas-te, estás bem? – Mariana olhou para mim com um ar preocupado. Ela estava diferente. A meia-lua dela para além de preenchida agora também se tinha espalhado pela testa, contornando o maxilar com um contorno perfeito. Continuava linda como sempre.
-Amo-te. – foi a única coisa que consegui dizer, ainda estava muito cansado.
-Também te amo. Sentes-te bem?
-Acho que sim, só me sinto cansado. Só quando me tentei levantar é que percebi que tinha o braço ligado. Pois foi, já nem me lembrava que tinha sido atacado por aquele pássaro gigante.
-Onde estamos?
-Estamos aqui nos túneis. Depois de ter morto o Zomba-Corvos também perdi os sentido e acordei aqui, a Zoey e o Dário ouviram o barulho lá fora e trouxeram-nos para dentro. Quando acordei a Zoey estava ao meu lado. Pedimos ajuda a Nyx para conseguirmos comunicar e agora consigo falar inglês. Também deves conseguir sem dificuldade. – Mariana ajudou-me a levantar enquanto me contava todos os pormenores. Só quando me levantei por completo e me sentei na cama é que percebi que não estávamos sozinhos. Estava um homem alto a arrumar utensílios de primeiros socorros com uma rapariga loira. Estavam outros dois rapazes a falar com duas raparigas que pareciam irmãs não fosse a diferente cor de pele.
-David, esta é a Zoey e a Stevie Ray. A Stevie Ray é uma nova espécie de vampyros que Nefert ressuscitou depois de ela ter morrido. –olhei para a rapariga loura que tinha olhos vermelhos, mas por sua vez uma tatuagem semelhante à da minha namorada e à da Zoey.
-Interessante. Isso significa que podem ter feito o mesmo com a Margarida? Achas que ela pode tornara-se num desses vampyros? – Mariana olhou para Zoey com esperança.
-Não sei. Mas consegues ver todos os iniciados?
-Não, só consigo ver os iniciados que morreram durante o sono, os que rejeitaram a mudança não consigo ver. A minha amiga Margarida contou-me que Kalona lhe ficou com metade da alma. Ela e os outros iniciados estavam de tal maneira encantados com ele que juraram amar Kalona, depois ele ficou-lhes com metade da alma e a marca deles ficou negra. Eles não voltaram a acordar.
-Kalona deve querer fazer alguma coisa com a alma dos iniciados. - Zoey abanou a cabeça e começou a apresentar-nos uns aos outros.
Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 17
Capitulo 17
Mariana
Sentia-me tão cansada e enjoada, mas apesar disso até me sentia confortável. Quando comecei a recuperar os sentidos percebi que estava deitada numa cama. Uma cama? Estava com medo de abrir os olhos. O que estaria por detrás das minhas pálpebras? Comecei a abrir os olhos muito lentamente. A primeira coisa que vi foi uma rapariga vampyra, estava a olhar para mim um pouco assustada. Levantei-me muito devagar e comecei a olhar para ela. Devia ser mais ou menos da minha idade, mas tinha as tatuagens mais lindas que vira em toda a minha vida. Tinha a meia-lua preenchida com contornos que lhe percorriam a cara e o pescoço até aos ombros. Ela também olhava para mim. Simplesmente sorriu-me sem dizer nada. Seria ela a tal Zoey? Seria ela a escolhida de Nyx de quem todos falavam?
-Hy, i’m Zoey Redbird. And you? – fantástico, porque raio não ia eu as aulas de inglês? Do que ela dissera só percebi Zoey Redbird. Era mesmo ela.
- Desculpa, não sei falar inglês. – ela estremeceu ao ouvir-me falar. Ficou sentada a olhar para mim um pouco confusa. Usei o meu dom para ver que emoções sentia ela naquele momento. Ela estava… feliz?
-Nyx, again i ask you to help me. Help us to communicate. – ela fechou os olhos e pareceu estar a rezar a Nyx. Não foi preciso muito para perceber o que estava ela a fazer e imitei-lhe o gesto.
-Nyx, mais uma vez peço-te para me ajudares. Ajuda-me a falar inglês. pouco depois senti um fluxo de energia dentro de mim. Zoey sorriu-me.
- Olá, chamo-me Zoey Redbir e se percebi bem tu és a Mariana? – Zoey começou a falar comigo e eu percebi tudo o que ela dissera.
-Sim, sou a Mariana. Estou tão contente por te ter encontrado!
-E eu estou contente por teres aparecido. – Zoey sorriu-me e estendeu-me a mão ajudando-me a levantar da cama. As palmas das mãos dela também tinham os mesmos contornos de tatuagem. Olhei em redor do quarto onde me encontrava e vi que estava uma cama a pouca distancia da minha. David! Como me esqueci dele? Desviei a mão de Zoey e corri para a cama que estava ao meu lado. Mas não era David que lá estava. Era uma rapariga loira, com tatuagens vermelhas. Ela abriu os olhos de repente e eram vermelhos o que me fez recuar de imediato.
-Stevie Ray! Finalmenet acordas-te!
-Quem é esta? – a rapariga olhou para mim.
-Chama-se Mariana, acabou de acordar. Encontramo-la à porta a atacar um Zomba-Corvos foi Nyx que a mandou!
-Ena, ela tem uma marca parecida com a tua, só que a dela é cor-de-rosa. – Stevie Ray virou-se para mim e sorriu-me.
-Porque tens os olhos dessa cor? – não me consegui conter e perguntei-lhe.
-Porque morri.
-Espera lá… -olhei para Zoey e novamente para Stevie Ray.
-Zoey, isso significa que também consegues ver os iniciados mortos? – as duas raparigas olharam uma para a outra e viraram-se para mim.
-A Stevie Ray morreu mas Nefert reencarnou-a a ela e a outros iniciados que ficaram assim. Formaram uma nova espécie de Vampyros. A Stevie Ray está mesmo aqui.
-Pois estou, eu não sou nenhum fantasma.
-Desculpa, é que como disseste que tinhas morrido pensei que a Zoey conseguia ver iniciados mortos como eu.
-Tu consegues ver iniciados mortos? – Zoey e Stevie Ray ficaram perplexas a olhar para mim. Foi então que lhes falei do meu dom de ver e falar com iniciados que Kalona matara durante o sono, falei-lhes também do meu dom de sentir e controlar as emoções e do dom que até agora desconhecera de andar por aí a disparar raios.
-Podem só dizer-me onde está o David? Ele está bem?
-Não te preocupes, o Dário está a tratar dele.
Mariana
Sentia-me tão cansada e enjoada, mas apesar disso até me sentia confortável. Quando comecei a recuperar os sentidos percebi que estava deitada numa cama. Uma cama? Estava com medo de abrir os olhos. O que estaria por detrás das minhas pálpebras? Comecei a abrir os olhos muito lentamente. A primeira coisa que vi foi uma rapariga vampyra, estava a olhar para mim um pouco assustada. Levantei-me muito devagar e comecei a olhar para ela. Devia ser mais ou menos da minha idade, mas tinha as tatuagens mais lindas que vira em toda a minha vida. Tinha a meia-lua preenchida com contornos que lhe percorriam a cara e o pescoço até aos ombros. Ela também olhava para mim. Simplesmente sorriu-me sem dizer nada. Seria ela a tal Zoey? Seria ela a escolhida de Nyx de quem todos falavam?
-Hy, i’m Zoey Redbird. And you? – fantástico, porque raio não ia eu as aulas de inglês? Do que ela dissera só percebi Zoey Redbird. Era mesmo ela.
- Desculpa, não sei falar inglês. – ela estremeceu ao ouvir-me falar. Ficou sentada a olhar para mim um pouco confusa. Usei o meu dom para ver que emoções sentia ela naquele momento. Ela estava… feliz?
-Nyx, again i ask you to help me. Help us to communicate. – ela fechou os olhos e pareceu estar a rezar a Nyx. Não foi preciso muito para perceber o que estava ela a fazer e imitei-lhe o gesto.
-Nyx, mais uma vez peço-te para me ajudares. Ajuda-me a falar inglês. pouco depois senti um fluxo de energia dentro de mim. Zoey sorriu-me.
- Olá, chamo-me Zoey Redbir e se percebi bem tu és a Mariana? – Zoey começou a falar comigo e eu percebi tudo o que ela dissera.
-Sim, sou a Mariana. Estou tão contente por te ter encontrado!
-E eu estou contente por teres aparecido. – Zoey sorriu-me e estendeu-me a mão ajudando-me a levantar da cama. As palmas das mãos dela também tinham os mesmos contornos de tatuagem. Olhei em redor do quarto onde me encontrava e vi que estava uma cama a pouca distancia da minha. David! Como me esqueci dele? Desviei a mão de Zoey e corri para a cama que estava ao meu lado. Mas não era David que lá estava. Era uma rapariga loira, com tatuagens vermelhas. Ela abriu os olhos de repente e eram vermelhos o que me fez recuar de imediato.
-Stevie Ray! Finalmenet acordas-te!
-Quem é esta? – a rapariga olhou para mim.
-Chama-se Mariana, acabou de acordar. Encontramo-la à porta a atacar um Zomba-Corvos foi Nyx que a mandou!
-Ena, ela tem uma marca parecida com a tua, só que a dela é cor-de-rosa. – Stevie Ray virou-se para mim e sorriu-me.
-Porque tens os olhos dessa cor? – não me consegui conter e perguntei-lhe.
-Porque morri.
-Espera lá… -olhei para Zoey e novamente para Stevie Ray.
-Zoey, isso significa que também consegues ver os iniciados mortos? – as duas raparigas olharam uma para a outra e viraram-se para mim.
-A Stevie Ray morreu mas Nefert reencarnou-a a ela e a outros iniciados que ficaram assim. Formaram uma nova espécie de Vampyros. A Stevie Ray está mesmo aqui.
-Pois estou, eu não sou nenhum fantasma.
-Desculpa, é que como disseste que tinhas morrido pensei que a Zoey conseguia ver iniciados mortos como eu.
-Tu consegues ver iniciados mortos? – Zoey e Stevie Ray ficaram perplexas a olhar para mim. Foi então que lhes falei do meu dom de ver e falar com iniciados que Kalona matara durante o sono, falei-lhes também do meu dom de sentir e controlar as emoções e do dom que até agora desconhecera de andar por aí a disparar raios.
-Podem só dizer-me onde está o David? Ele está bem?
-Não te preocupes, o Dário está a tratar dele.
Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 16
Capitulo 16
Joka
Não sei por quanto mais tempo vou aguentar isto. Por quanto mais tempo iria este terror continuar? O meu coração começava aos saltos sempre que o Zomba-Corvos horrível entrava e levava mais um iniciado. Alguns simplesmente saiam pela porta e não voltavam. Outros, pouco tempo após serem levados só se conseguiam distinguir gritos. A professora Beatriz foi a que mais gritara. Conseguia ouvir os gritos desesperados dela pelos corredores.
Angel, eu e Tekas estávamos encostados à parede da pequena sala que mais parecia uma prisão. Sempre virados para as grades com medo de quem seria o próximo a ser levado. O que nos irão fazer? Irão matar-nos? Quando comecei a ouvir passos agarrei-me com toda a força a Angel e Tekas. Só restávamos nós na sala.
- Quem quer ssssser o próximo? – o nojento Zomba-Corvos aproximou-se de mim e prendeu-me pela manga do braço com o seu enorme bico.
-Larga-a sua criatura feia! – Angel empurrou-o e puxou-me para traz.
-Leva-me a mim! E não lhe voltes a tocar!
-Como queirasss rapazzz masss ela vai acabar por vir. – Angel deu-me um beijo rápido e disse que me amava. Não queria deixa-lo ir mas a criatura puxou-o pela camisola. Não tardou muito quando comecei a ouvir os grito de Angel. Foi o som que mais me custou ouvir em toda a vida.
*****
Angel
Não sabia o que me iria acontecer. Facto é que provavelmente me irão matar, e nunca mas irei ver Joka. O Zomba-Corvos puxou-me com o enorme bico para dentro de uma sala. Fiquei horrorizado ao ver a professora Beatriz amarrada a uma cadeira a sangrar do nariz, da boca, da cabeça, estava completamente coberta de nódoas negras.
-Professora Beatriz o que se passa?! – Estava a ficar com medo. Onde estavam os outros iniciado? Iria ser aquele o meu destino? A minha Sacerdotisa cuspiu sangue para o chão.
-Angel, sé corajoso e não lhe contes nada! – não acabara a professora de falar quando entrou uma mulher que mais parecia uma deusa, alta de cabelo ruivo e olhos verdes. Estava acompanhada de um anjo Negro que pela descrição que recebera de David devia ser o tal anjo caído.
-Com que então este rapaz sabe de alguma coisa? – a mulher agarrou a minha Sacerdotisa pelos cabelos, que soltara um gemido.
-O que te aconteceu Nefert? Viraste as costas a Nyx? – Beatriz virou a cara escondendo as lágrimas que lhe começavam a escorrer. A bruxa chamada Nefert aproximou-se de mim.
-Diz-me rapaz onde está a rapariga? Onde está essa tal Mariana?
-Vá-se lixar sua bruxa! – ela sorriu-me e sacudiu o cabelo de uma maneira tão sensual e horrorosa ao mesmo tempo que me deixou os joelhos a tremer.
-Com que então está aqui a resposta! Fez sinal para o anjo que num movimento tão rápido me prendeu a uma cadeira com correntes.
-Vou repetir a pergunta, e tu vais responder-me! Onde está a rapariga?
-Vá se lixar! – ela sorriu e o anjo acertou-me um murro no estômago que me fez vomitar.
-Podemos passar aqui o tempo que for preciso! Onde está a rapariga?
-Não sei!
-Resposta errada! – ela deu-me um estalo que me fez cair da cadeira.
-Eu juro que não sei onde ela está! Quando nos atacaram ela já não estava lá!
-Então fala-me dela! Quem é ela e o que tem ela de especial? – ela aproximou-se do meu ouvido.
-Vá se lixar! – levei mais um tratamento especial da bruxa mas desta vez não consegui conter os gritos e as lágrimas. Quando a bruxa se preparava para me voltar a bater Kalona agarrou-a pelo braço.
-Minha rainha, porquê continuar a usar a violência física? Vamos usar uma mais eficaz. – o anjo mordeu-lhe a orelha e sussurrou-lhe qualquer coisa ao ouvido. A bruxa sorriu e virou-se para o Zomba-Corvos.
-Vai buscar a namoradinha do rapaz e trá-la cá!
-Nem pense nisso sua bruxa! Deixe-a em paz. – a enorme criatura saiu da sala, e Kalona aproximou-se de mim.
-Então rapazinho? Toquei-te na ferida foi?
-Vá mas é bater as asinhas e tocar harpa! – Kalona riu-se afastou-se de mim. Pouco tempo depois Joka entrou na sala. Ela correu para mim e começou a chorar.
- O que lhe fizeram?
-Ainda não lhe fizemos nada. E se não queres que lhe aconteça nada é melhor começares a falar. – Kalona sentou Joka numa cadeira diante de mim, mas não a atou como fizera comigo.
-Diz-me minha querida, como te chamas?
-Maria João.
-Então Maria, quem é a iniciada com a marca especial? – Joka inclinou a cabeça e não respondeu. Sem resposta Kalona olhou para Nefert que me acertou um murro na cara. Joka soltou um grito de desespero.
-Está bem! Eu conto tudo mas não o magoem!
-Joka não, não lhes contes nada. – mal acabar de falar levara logo outro murro na boca.
-Ela é minha companheira de quarto!
-Isso não chega! O que tem ela de especial?
-Não sei! Não falo com ela! – Nefert aproximou-se de Joka e deu-lhe um estalo.
-Mentira! Não tentes enganar-me. – Joka começou a chorar, era impossível mentir-lhe se ela fora mesmo uma Sacerdotisa de Nyx era muito intuitiva. Será impossível mentir-lhe. A tortura e as perguntas não iriam ter fim até eles obterem as suas respostas. O que mais nos iriam eles fazer? Levei mais um murro no estômago, vomitei sangue e foi aí que perdi os sentidos.
Joka
Não sei por quanto mais tempo vou aguentar isto. Por quanto mais tempo iria este terror continuar? O meu coração começava aos saltos sempre que o Zomba-Corvos horrível entrava e levava mais um iniciado. Alguns simplesmente saiam pela porta e não voltavam. Outros, pouco tempo após serem levados só se conseguiam distinguir gritos. A professora Beatriz foi a que mais gritara. Conseguia ouvir os gritos desesperados dela pelos corredores.
Angel, eu e Tekas estávamos encostados à parede da pequena sala que mais parecia uma prisão. Sempre virados para as grades com medo de quem seria o próximo a ser levado. O que nos irão fazer? Irão matar-nos? Quando comecei a ouvir passos agarrei-me com toda a força a Angel e Tekas. Só restávamos nós na sala.
- Quem quer ssssser o próximo? – o nojento Zomba-Corvos aproximou-se de mim e prendeu-me pela manga do braço com o seu enorme bico.
-Larga-a sua criatura feia! – Angel empurrou-o e puxou-me para traz.
-Leva-me a mim! E não lhe voltes a tocar!
-Como queirasss rapazzz masss ela vai acabar por vir. – Angel deu-me um beijo rápido e disse que me amava. Não queria deixa-lo ir mas a criatura puxou-o pela camisola. Não tardou muito quando comecei a ouvir os grito de Angel. Foi o som que mais me custou ouvir em toda a vida.
*****
Angel
Não sabia o que me iria acontecer. Facto é que provavelmente me irão matar, e nunca mas irei ver Joka. O Zomba-Corvos puxou-me com o enorme bico para dentro de uma sala. Fiquei horrorizado ao ver a professora Beatriz amarrada a uma cadeira a sangrar do nariz, da boca, da cabeça, estava completamente coberta de nódoas negras.
-Professora Beatriz o que se passa?! – Estava a ficar com medo. Onde estavam os outros iniciado? Iria ser aquele o meu destino? A minha Sacerdotisa cuspiu sangue para o chão.
-Angel, sé corajoso e não lhe contes nada! – não acabara a professora de falar quando entrou uma mulher que mais parecia uma deusa, alta de cabelo ruivo e olhos verdes. Estava acompanhada de um anjo Negro que pela descrição que recebera de David devia ser o tal anjo caído.
-Com que então este rapaz sabe de alguma coisa? – a mulher agarrou a minha Sacerdotisa pelos cabelos, que soltara um gemido.
-O que te aconteceu Nefert? Viraste as costas a Nyx? – Beatriz virou a cara escondendo as lágrimas que lhe começavam a escorrer. A bruxa chamada Nefert aproximou-se de mim.
-Diz-me rapaz onde está a rapariga? Onde está essa tal Mariana?
-Vá-se lixar sua bruxa! – ela sorriu-me e sacudiu o cabelo de uma maneira tão sensual e horrorosa ao mesmo tempo que me deixou os joelhos a tremer.
-Com que então está aqui a resposta! Fez sinal para o anjo que num movimento tão rápido me prendeu a uma cadeira com correntes.
-Vou repetir a pergunta, e tu vais responder-me! Onde está a rapariga?
-Vá se lixar! – ela sorriu e o anjo acertou-me um murro no estômago que me fez vomitar.
-Podemos passar aqui o tempo que for preciso! Onde está a rapariga?
-Não sei!
-Resposta errada! – ela deu-me um estalo que me fez cair da cadeira.
-Eu juro que não sei onde ela está! Quando nos atacaram ela já não estava lá!
-Então fala-me dela! Quem é ela e o que tem ela de especial? – ela aproximou-se do meu ouvido.
-Vá se lixar! – levei mais um tratamento especial da bruxa mas desta vez não consegui conter os gritos e as lágrimas. Quando a bruxa se preparava para me voltar a bater Kalona agarrou-a pelo braço.
-Minha rainha, porquê continuar a usar a violência física? Vamos usar uma mais eficaz. – o anjo mordeu-lhe a orelha e sussurrou-lhe qualquer coisa ao ouvido. A bruxa sorriu e virou-se para o Zomba-Corvos.
-Vai buscar a namoradinha do rapaz e trá-la cá!
-Nem pense nisso sua bruxa! Deixe-a em paz. – a enorme criatura saiu da sala, e Kalona aproximou-se de mim.
-Então rapazinho? Toquei-te na ferida foi?
-Vá mas é bater as asinhas e tocar harpa! – Kalona riu-se afastou-se de mim. Pouco tempo depois Joka entrou na sala. Ela correu para mim e começou a chorar.
- O que lhe fizeram?
-Ainda não lhe fizemos nada. E se não queres que lhe aconteça nada é melhor começares a falar. – Kalona sentou Joka numa cadeira diante de mim, mas não a atou como fizera comigo.
-Diz-me minha querida, como te chamas?
-Maria João.
-Então Maria, quem é a iniciada com a marca especial? – Joka inclinou a cabeça e não respondeu. Sem resposta Kalona olhou para Nefert que me acertou um murro na cara. Joka soltou um grito de desespero.
-Está bem! Eu conto tudo mas não o magoem!
-Joka não, não lhes contes nada. – mal acabar de falar levara logo outro murro na boca.
-Ela é minha companheira de quarto!
-Isso não chega! O que tem ela de especial?
-Não sei! Não falo com ela! – Nefert aproximou-se de Joka e deu-lhe um estalo.
-Mentira! Não tentes enganar-me. – Joka começou a chorar, era impossível mentir-lhe se ela fora mesmo uma Sacerdotisa de Nyx era muito intuitiva. Será impossível mentir-lhe. A tortura e as perguntas não iriam ter fim até eles obterem as suas respostas. O que mais nos iriam eles fazer? Levei mais um murro no estômago, vomitei sangue e foi aí que perdi os sentidos.
Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 15
Capitulo 15
Zoey
Já passaram 2 semanas desde que estamos a viver aqui em baixo, ainda não sei o que havemos de fazer. Nefert e Kalona são muito poderosos e não sei como derrota-los. Só temos duas hipóteses, ou começamos a arranjar ideias como dar cabo deles ou ficamos à espera de um sinal de Nyx. A segunda opção até agora parece-me a mais acertada, não só pelo facto de nem Damien ter ideias como também estamos completamente cercados por Zomba-Corvos. Os iniciados vermelhos estão a ficar desesperados com a ideia de lhes faltar o sangue. E nenhum de nós está com vontade de ser mordidos por eles. Ainda temos mantimentos para um mês e graças a Afrodite temos boas condições nos túneis. Estávamos todo bem, Damien e Jake, Afrodite e Dário, as Gémeas, a minha melhor amiga Stevie Rae e os seus iniciados vermelhos e eu e Erik voltámos a namorar. Apesar de eu pensar dia e noite em Stark não me consigo esquecer de como ele ficara repugnante e de como obedecera tão fielmente às ordens de Nefert.
-Sacerdotisa! Sacerdotisa! Temos problemas! – Dário entrou no meu quarto improvisado de rompante.
-O que se passa Dário?
-Perdoai entrar desta maneira nos seus aposentos Sacerdotisa, mas está uma barulheira lá fora e acho que os Zomba-Corvos estão a atacar alguém!
. O quê? – Desatei a correr até à parte de cima abrindo muito devagar a porta. Será algum iniciado que consegui fugir da Casa da Noite e anda agora à nossa procura? Ou será um esquema de Nefert para nos distrair e fazer com que saíamos? Olhei para fora com cuidado. Estava um rapaz deitado no chão a ser atacado por um Zomba-Corvos. Preparei-me para invocar os elementos para ajuda-lo.
- Pára! Afasta-te, não te aproximes dele. – Berrava para uma rapariga que estava mesmo aqui encostada à porta diante de mim. Nem tinha reparado nela. Ela começou a correr na direcção dele. Senti uma rajada de vento como de fosse um tornado a girar à volta dela. Ela elevou as mãos na direcção do Zomba-Corvos e atingiu-o com um raio de energia. Parecia fogo-de-artifício cor-de-rosa, um raio que com uma velocidade inumana atingiu o Zomba-Corvos e o fez estremecer no chão. Ela correu para o rapaz e ajoelhou-se diante dele. Fiquei a observar. Quem seria aquela rapariga?
Filha, cuida da pequena Mariana, ela vai ajudar-te.
Ouvi a voz de Nyx dentro de mim. Fiquei tão feliz. Finalmente um sinal da nossa Deusa!
-Dário! Ajuda-me a traze-los para dentro!
-Tem a certeza que é seguro sacerdotisa?
-Tenho! Nyx mandou-os para nos socorrerem! Temos de os ajudar. – Abri a porta ainda hesitante, mas corri logo na direcção da rapariga com Dário a meu lado. Ela pareceu ter perdido os sentidos. E o sangue do rapaz fez-me crescer água na boca. Ao ouvirem nos gritar por ajuda Jake e Damien saíram logo cá para fora e ajudarem-me a transporta-los para dentro. Dário pegou no rapaz ferido e Jake e Damien pegaram ambos na rapariga.
-Olha só para a marca dela Z! – Aproximei-me da rapariga e olhei para a testa dela. A marca dela era tão diferente! Tinha uma meia-lua cor-de-rosa completamente preenchida e subitamente a tatuagem começou a espalhar-se para os lados num contorno bonito tal como a minha.
-Ela é especial! Tal como eu! Levem-nos já para dentro! Dário importas-te de cuidar do rapaz? Acho que não consigo lidar com todo esse sangue.
-Claro, Sacerdotisa.
-E mantém-no afastado dos iniciados vermelhos. – Dário assentiu com a cabeça e pegou no rapaz que soltou um gemido de dor.
-Jake, Damien levem a rapariga para o meu quarto. Tratamos lá dela. – Levaram a rapariga para o meu quarto deitando-a na minha cama. Stevie Ray ainda estava na cama ao lado a recuperar.
-Zoey, ela parece bem, só perdeu os sentidos. Que fazemos?
-Vão à procura da Afrodite e contem-lhe o que se passou. Vejam se o rapaz está bem e ajudem o Dário no que for preciso. – Saíram os dois do quarto com um aceno de cabeça. Peguei numa cadeira e sentei-me ao lado da minha cama onde a misteriosa rapariga permanecia inconsciente. Quem será ela? Nunca a vi na casa da Noite nem nunca ouvi ninguém falar nela. Não pode ser de cá, se assim fosse ela teria ido para a Casa da Noite. Permaneci sentada à espera que ela acordasse. Analisei a marca dela. Era tão parecida com a minha, mas era cor-de-rosa, seria ela uma nova espécie de vampyro? Tanto quanto sei as marcas são azuis e agora a dos vampyros vermelhos é vermelha. Sobressaltei-me quando ela se mexeu na cama. Ela estava finalmente a abrir os olhos. Suspirou mais uma vez e abriu os olhos.
Zoey
Já passaram 2 semanas desde que estamos a viver aqui em baixo, ainda não sei o que havemos de fazer. Nefert e Kalona são muito poderosos e não sei como derrota-los. Só temos duas hipóteses, ou começamos a arranjar ideias como dar cabo deles ou ficamos à espera de um sinal de Nyx. A segunda opção até agora parece-me a mais acertada, não só pelo facto de nem Damien ter ideias como também estamos completamente cercados por Zomba-Corvos. Os iniciados vermelhos estão a ficar desesperados com a ideia de lhes faltar o sangue. E nenhum de nós está com vontade de ser mordidos por eles. Ainda temos mantimentos para um mês e graças a Afrodite temos boas condições nos túneis. Estávamos todo bem, Damien e Jake, Afrodite e Dário, as Gémeas, a minha melhor amiga Stevie Rae e os seus iniciados vermelhos e eu e Erik voltámos a namorar. Apesar de eu pensar dia e noite em Stark não me consigo esquecer de como ele ficara repugnante e de como obedecera tão fielmente às ordens de Nefert.
-Sacerdotisa! Sacerdotisa! Temos problemas! – Dário entrou no meu quarto improvisado de rompante.
-O que se passa Dário?
-Perdoai entrar desta maneira nos seus aposentos Sacerdotisa, mas está uma barulheira lá fora e acho que os Zomba-Corvos estão a atacar alguém!
. O quê? – Desatei a correr até à parte de cima abrindo muito devagar a porta. Será algum iniciado que consegui fugir da Casa da Noite e anda agora à nossa procura? Ou será um esquema de Nefert para nos distrair e fazer com que saíamos? Olhei para fora com cuidado. Estava um rapaz deitado no chão a ser atacado por um Zomba-Corvos. Preparei-me para invocar os elementos para ajuda-lo.
- Pára! Afasta-te, não te aproximes dele. – Berrava para uma rapariga que estava mesmo aqui encostada à porta diante de mim. Nem tinha reparado nela. Ela começou a correr na direcção dele. Senti uma rajada de vento como de fosse um tornado a girar à volta dela. Ela elevou as mãos na direcção do Zomba-Corvos e atingiu-o com um raio de energia. Parecia fogo-de-artifício cor-de-rosa, um raio que com uma velocidade inumana atingiu o Zomba-Corvos e o fez estremecer no chão. Ela correu para o rapaz e ajoelhou-se diante dele. Fiquei a observar. Quem seria aquela rapariga?
Filha, cuida da pequena Mariana, ela vai ajudar-te.
Ouvi a voz de Nyx dentro de mim. Fiquei tão feliz. Finalmente um sinal da nossa Deusa!
-Dário! Ajuda-me a traze-los para dentro!
-Tem a certeza que é seguro sacerdotisa?
-Tenho! Nyx mandou-os para nos socorrerem! Temos de os ajudar. – Abri a porta ainda hesitante, mas corri logo na direcção da rapariga com Dário a meu lado. Ela pareceu ter perdido os sentidos. E o sangue do rapaz fez-me crescer água na boca. Ao ouvirem nos gritar por ajuda Jake e Damien saíram logo cá para fora e ajudarem-me a transporta-los para dentro. Dário pegou no rapaz ferido e Jake e Damien pegaram ambos na rapariga.
-Olha só para a marca dela Z! – Aproximei-me da rapariga e olhei para a testa dela. A marca dela era tão diferente! Tinha uma meia-lua cor-de-rosa completamente preenchida e subitamente a tatuagem começou a espalhar-se para os lados num contorno bonito tal como a minha.
-Ela é especial! Tal como eu! Levem-nos já para dentro! Dário importas-te de cuidar do rapaz? Acho que não consigo lidar com todo esse sangue.
-Claro, Sacerdotisa.
-E mantém-no afastado dos iniciados vermelhos. – Dário assentiu com a cabeça e pegou no rapaz que soltou um gemido de dor.
-Jake, Damien levem a rapariga para o meu quarto. Tratamos lá dela. – Levaram a rapariga para o meu quarto deitando-a na minha cama. Stevie Ray ainda estava na cama ao lado a recuperar.
-Zoey, ela parece bem, só perdeu os sentidos. Que fazemos?
-Vão à procura da Afrodite e contem-lhe o que se passou. Vejam se o rapaz está bem e ajudem o Dário no que for preciso. – Saíram os dois do quarto com um aceno de cabeça. Peguei numa cadeira e sentei-me ao lado da minha cama onde a misteriosa rapariga permanecia inconsciente. Quem será ela? Nunca a vi na casa da Noite nem nunca ouvi ninguém falar nela. Não pode ser de cá, se assim fosse ela teria ido para a Casa da Noite. Permaneci sentada à espera que ela acordasse. Analisei a marca dela. Era tão parecida com a minha, mas era cor-de-rosa, seria ela uma nova espécie de vampyro? Tanto quanto sei as marcas são azuis e agora a dos vampyros vermelhos é vermelha. Sobressaltei-me quando ela se mexeu na cama. Ela estava finalmente a abrir os olhos. Suspirou mais uma vez e abriu os olhos.
Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 14
Capitulo 14
A simpática freira contou-nos que desde que Kalona subira à terra que Oklahoma já não era o que era antes. A casa da Noite de Tulsa estava completamente cercada por Zomba-Corvos. Ninguém sabe o que se passa lá dentro. Não nos soube dar pormenores mas pelos vistos tudo começou com iniciados que eram ressuscitados pela Sacerdotisa de Tulsa. Depois de mortos ficavam com os olhos vermelhos e só se alimentavam de sangue, pela descrição eram asquerosos. Mas a neta Zoey Redbird da senhora que estava já há dias inconsciente, conseguiu salvar a sua melhor amiga que também se tornara uma vampira vermelha. As freiras aconselharam-me a ir procurar a Zoey, ela também é especial para a nossa Deusa e juntos poderemos lutar contra Kalona. Não conseguia estar calma, só conseguia pensar nos meus amigos. O que será que fizeram à Joka? Será que ela…? Não! É a minha melhor amiga, não a posso perder… temos que salva-los!
-Onde podemos encontrar a Zoey?
-Não te sei dizer ao certo. Ela só nos ligou para saber se a avó dela estava bem e se estavam debaixo de terra. Mas pelo que percebi ela e os outros iniciados também estão nos esgotos. Talvez devam procurar nos esgotos perto da casa da Noite. A Zoey é esperta e sabe que Nefert e Kalona nunca a iriam procurar tão perto da Casa da Noite. Eles acham que ela está com medo e se esconde do outro lado da cidade.
-Não nos sabe dar mais pormenores acerca de Kalona e como lutar com ele?-o meu namorado estava a pensar nos detalhes, coisa que devia ser eu a fazer, mas estou demasiado nervosa para isso. Ele estava calmo, como sempre parecia ter todas as suas emoções sob controlo.
-Não, desculpa mas não sabemos muito. A única coisa que sabemos é que ele não gosta da terra. A única pessoa que te podia dar mais pormenores era a avó da Zoey mas como podes ver ela está inconsciente desde que foi atacada. Mas não se preocupem muito com isso agora. Agora o mais importante é encontrarem a Zoey. – despedimo-nos das simpáticas freiras que nos desejaram boa sorte e nos traçaram uma mapa dos locais da cidade que devíamos evitar. Estavam traçados com um traço vermelho principalmente os que se encontravam perto da Casa da Noite, também estava traçado o local onde Zoey e os outros iniciados poderiam estar escondidos. Pegámos nas coisas e despedimo-nos das freiras que nos sorriram e acho que desejaram boa sorte em inglês.
Subimos a escada da “cave” e David abriu a porta com precaução verificando se podíamos sair em segurança. Já era tarde, não havia vestígios de estrelas no céu, apenas nuvens negras.
-Talvez é melhor voltarmos para a pousada ou encontrar um abrigo, está muito escuro e pode ser perigoso… - consegui sentir que David estava com receio e tentei acalma-lo com o meu dom. Não precisei de lhe dizer nada para que ele percebesse que não concordava com o que ele acabara de dizer. Sorri-lhe e abanei a cabeça de modo a faze-lo perceber que não valia a pena discutir o assunto.
-Não vale mesmo a pena, casmurra como sempre… -deu-me a mão e percorremos as ruas tentando seguir o mapa o melhor possível.
-Olha, é ali a entrada para os esgotos! – Corremos em direcção aos esgotos mas senti que algo estava errado.
-Pára!
-O que se passa Mariana?
-Está ali um Zomba-Corvos naquela árvore. – Apontei para a árvore escura onde se encontrava uma horrível criatura de olhos vermelhos. Tentei ver se alcançava as emoções dele para ver o estado de espírito dele. Ele parecia estar irritado. E definitivamente estava a odiar o que estava a fazer, mesmo que quisesse não havia nada que eu pudesse fazer.
-O que fazemos agora?
-Temos de tentar entrar sem que ele nos apanhe! David fez um ar pensativo e levantou-se.
-David nem penses nisso! Tu não vais por a tua vida em risco desta maneira!
-Mas é a única hipótese que temos de conseguires entrar.
-Eu não vou sem ti! Mais vale ficarmos à espera que ele se vá embora.
-Mariana tenho a certeza de que ele não se vai embora. Kalona e a tal Nefert devem desconfiar que a Zoey e os outros iniciados estão ali e estão de vigia. Não temos outra hipótese. – David baixou-se e beijou-me. Quando o beijo terminou não me deu tempo de o impedir. Começou a correr em direcção à entrada da cave e parou pouco antes chamando assim a atenção do Zomba-Corvos.
-SSSSeu iniccciado estúpido. Não me vaisss escapar. – o Zomba-Corvos atirou-se a David com as suas enormes garras. David baixou-se a tempo mas a criatura arrancou-lhe a mochila das costas. Comecei a correr em direcção à porta da cave e bati no tampo berrando por ajuda em inglâs.
-Help!!! – continuei a pedir ajuda e que me abrissem a porta mas nada. Ouvi David soltar um grito agudo que me exaltou de imediato. A criatura estava a prende-lo com as suas enormes garras. Não consegui controlar-me. Senti uma enorme raiva dentro de mim, senti que todo o meu corpo estava a arder. Corri na direcção da criatura.
-Pára, afasta-te não te aproximes dele! – David gritava-me. Senti um pequeno tornado formar-se à minha volta. Estava tão irritada que estava capaz de matar alguém. Senti as palmas das mãos a arder, parecia electricidade. Era como ter um raio de cor-de-rosa nas mãos. Ao ver-me o Zomba-Corvos afastou-se de David e voo na minha direcção. Fiz um gesto para a frente com as mãos e o raio atingiu a criatura que se estendeu ao comprido. Ele tremia no chão e os seu olhos raiados de sangue fecharam-se. Corri para junto de David que estava deitado a agarrar o braço. Ajoelhei-me e examinei os ferimentos.
-Oh não! Tens três furos no ombro. Estas a deitar muito sangue. - tirei-lhe o casaco e senti um aroma fantástico vindo dele que me fez crescer água na boca. Franzi o nariz e tentei levanta-lo pelo ombro são, mas estava sem forças e não consegui levanta-lo. Sentei-me no chão encostando a cabeça ao ombro dele e comecei a chorar. Estava completamente desesperada. Se não nos tirasse dali depressa David iria esvaíra-se em sangue. Seria este o nosso fim? Só consegui distinguir duas sombras a aproximarem-se de mim antes de perder os sentidos.
A simpática freira contou-nos que desde que Kalona subira à terra que Oklahoma já não era o que era antes. A casa da Noite de Tulsa estava completamente cercada por Zomba-Corvos. Ninguém sabe o que se passa lá dentro. Não nos soube dar pormenores mas pelos vistos tudo começou com iniciados que eram ressuscitados pela Sacerdotisa de Tulsa. Depois de mortos ficavam com os olhos vermelhos e só se alimentavam de sangue, pela descrição eram asquerosos. Mas a neta Zoey Redbird da senhora que estava já há dias inconsciente, conseguiu salvar a sua melhor amiga que também se tornara uma vampira vermelha. As freiras aconselharam-me a ir procurar a Zoey, ela também é especial para a nossa Deusa e juntos poderemos lutar contra Kalona. Não conseguia estar calma, só conseguia pensar nos meus amigos. O que será que fizeram à Joka? Será que ela…? Não! É a minha melhor amiga, não a posso perder… temos que salva-los!
-Onde podemos encontrar a Zoey?
-Não te sei dizer ao certo. Ela só nos ligou para saber se a avó dela estava bem e se estavam debaixo de terra. Mas pelo que percebi ela e os outros iniciados também estão nos esgotos. Talvez devam procurar nos esgotos perto da casa da Noite. A Zoey é esperta e sabe que Nefert e Kalona nunca a iriam procurar tão perto da Casa da Noite. Eles acham que ela está com medo e se esconde do outro lado da cidade.
-Não nos sabe dar mais pormenores acerca de Kalona e como lutar com ele?-o meu namorado estava a pensar nos detalhes, coisa que devia ser eu a fazer, mas estou demasiado nervosa para isso. Ele estava calmo, como sempre parecia ter todas as suas emoções sob controlo.
-Não, desculpa mas não sabemos muito. A única coisa que sabemos é que ele não gosta da terra. A única pessoa que te podia dar mais pormenores era a avó da Zoey mas como podes ver ela está inconsciente desde que foi atacada. Mas não se preocupem muito com isso agora. Agora o mais importante é encontrarem a Zoey. – despedimo-nos das simpáticas freiras que nos desejaram boa sorte e nos traçaram uma mapa dos locais da cidade que devíamos evitar. Estavam traçados com um traço vermelho principalmente os que se encontravam perto da Casa da Noite, também estava traçado o local onde Zoey e os outros iniciados poderiam estar escondidos. Pegámos nas coisas e despedimo-nos das freiras que nos sorriram e acho que desejaram boa sorte em inglês.
Subimos a escada da “cave” e David abriu a porta com precaução verificando se podíamos sair em segurança. Já era tarde, não havia vestígios de estrelas no céu, apenas nuvens negras.
-Talvez é melhor voltarmos para a pousada ou encontrar um abrigo, está muito escuro e pode ser perigoso… - consegui sentir que David estava com receio e tentei acalma-lo com o meu dom. Não precisei de lhe dizer nada para que ele percebesse que não concordava com o que ele acabara de dizer. Sorri-lhe e abanei a cabeça de modo a faze-lo perceber que não valia a pena discutir o assunto.
-Não vale mesmo a pena, casmurra como sempre… -deu-me a mão e percorremos as ruas tentando seguir o mapa o melhor possível.
-Olha, é ali a entrada para os esgotos! – Corremos em direcção aos esgotos mas senti que algo estava errado.
-Pára!
-O que se passa Mariana?
-Está ali um Zomba-Corvos naquela árvore. – Apontei para a árvore escura onde se encontrava uma horrível criatura de olhos vermelhos. Tentei ver se alcançava as emoções dele para ver o estado de espírito dele. Ele parecia estar irritado. E definitivamente estava a odiar o que estava a fazer, mesmo que quisesse não havia nada que eu pudesse fazer.
-O que fazemos agora?
-Temos de tentar entrar sem que ele nos apanhe! David fez um ar pensativo e levantou-se.
-David nem penses nisso! Tu não vais por a tua vida em risco desta maneira!
-Mas é a única hipótese que temos de conseguires entrar.
-Eu não vou sem ti! Mais vale ficarmos à espera que ele se vá embora.
-Mariana tenho a certeza de que ele não se vai embora. Kalona e a tal Nefert devem desconfiar que a Zoey e os outros iniciados estão ali e estão de vigia. Não temos outra hipótese. – David baixou-se e beijou-me. Quando o beijo terminou não me deu tempo de o impedir. Começou a correr em direcção à entrada da cave e parou pouco antes chamando assim a atenção do Zomba-Corvos.
-SSSSeu iniccciado estúpido. Não me vaisss escapar. – o Zomba-Corvos atirou-se a David com as suas enormes garras. David baixou-se a tempo mas a criatura arrancou-lhe a mochila das costas. Comecei a correr em direcção à porta da cave e bati no tampo berrando por ajuda em inglâs.
-Help!!! – continuei a pedir ajuda e que me abrissem a porta mas nada. Ouvi David soltar um grito agudo que me exaltou de imediato. A criatura estava a prende-lo com as suas enormes garras. Não consegui controlar-me. Senti uma enorme raiva dentro de mim, senti que todo o meu corpo estava a arder. Corri na direcção da criatura.
-Pára, afasta-te não te aproximes dele! – David gritava-me. Senti um pequeno tornado formar-se à minha volta. Estava tão irritada que estava capaz de matar alguém. Senti as palmas das mãos a arder, parecia electricidade. Era como ter um raio de cor-de-rosa nas mãos. Ao ver-me o Zomba-Corvos afastou-se de David e voo na minha direcção. Fiz um gesto para a frente com as mãos e o raio atingiu a criatura que se estendeu ao comprido. Ele tremia no chão e os seu olhos raiados de sangue fecharam-se. Corri para junto de David que estava deitado a agarrar o braço. Ajoelhei-me e examinei os ferimentos.
-Oh não! Tens três furos no ombro. Estas a deitar muito sangue. - tirei-lhe o casaco e senti um aroma fantástico vindo dele que me fez crescer água na boca. Franzi o nariz e tentei levanta-lo pelo ombro são, mas estava sem forças e não consegui levanta-lo. Sentei-me no chão encostando a cabeça ao ombro dele e comecei a chorar. Estava completamente desesperada. Se não nos tirasse dali depressa David iria esvaíra-se em sangue. Seria este o nosso fim? Só consegui distinguir duas sombras a aproximarem-se de mim antes de perder os sentidos.
Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 13
Capitulo 13
Os dias iam passando, mas Nyx não dava sinais de tentar ajudar-nos. David bem tentava entreter-me, mas com o meu dom de controlar e sentir as emoções, ele não me conseguia ocultar o quão desesperado estava. Tinham passado quatro dias quando o consegui finalmente convencer a sair. Concordou, com a condição de sairmos durante o dia e voltarmos antes de anoitecer. Depois de tomar um banho rápido, na casa de banho dos funcionários que por sorte se encontrava na cave, tapei a minha marca com base. Fui ter com David que já estava à minha espera.
-Então, já estás pronta?
-Sim podemos ir. – avancei para a porta.
-Espera, esqueces-te te de tapar a tua marca…
-A minha marca? Mas eu tapei-a ainda agora. – esfreguei a testa com as costas da mão, olhei mas nada. Não havia vestígios de base. Virei-me de novo para David. Mas o que raio se estava a passar? Será que não meti? Eu tenho a certeza que…
-Oh minha Deusa! – David ficou especado a olhar para mim.
-O que foi? – mas ele não me respondeu, virou costas e foi para a casa de banho e voltou pouco depois com um pequeno espelho na mão. Estendeu-me o espelho sem dizer uma única palavra. Peguei no espelho num movimento quase brusco. Olhei para o espelho e fixei a minha testa. Mas algo mudara, a meia-lua rosa estava agora preenchida.
-Eu passei pela mudança? Mas como é que eu não senti nada? Não é possível…
-És especial, só pode ser um sinal de Nyx. Foste marcada há tão pouco tempo. É impossível já teres passado pela mudança.
-Pronto esquece, vamos mas é sair, vou só tentar pôr base. – depois de meter a base não voltou a desaparecer. Saímos da cave da pousada e fomos para a rua. Eram cinco da tarde e o movimento nas ruas de Oklahoma não estavam nada movimentadas, para ser franca não se via ninguém na rua. O céu estava negro e o vento soprava com tanta força que as arvores já nem folhas tinham, o que é estranho visto estarmos em pleno Agosto. O que raio se passava? Senti que David estava com medo, e tentei acalma-lo com o meu dom.
-Obrigada. – deu-me a mão e percorremos as ruas. Não era assim que eu imaginava Oklahoma. Enquanto caminhávamos olhávamos sempre para as montras das lojas que estavam todas fechadas, para as paragens de autocarro, para o metro, sempre na expectativa de ver alguém. Estava um deserto autêntico.
-David estou a ficar com medo, o que se passou com as pessoas? Quando chegámos estava tudo normal. Será que os Zomba-Corvos os levaram?
-Não, o mais provável é os humanos terem-se apercebido que algo estava errado e fecharam-se em casa. Não te esqueças que a pousada estava cheia.
-continuamos a nossa caminhada, sempre atentos. Passámos por um parque que tinha um pequeno lago.
-Vamos voltar para a pousada está quase a escurecer… David começou a encaminhar-nos, mas eu parei.
-Espera, temos que ir ali… Aquela ponte… Temos que lá ir!
-O quê? Nem penses, vamos embora está quase a escurecer temos de nos ir esconder.
-David, confias em mim?
-Claro que confio, mas é muito perigoso e… - suspirou e beijou-me.
-Está bem, mas eu vou à frente. – Chegámo-nos até à ponte, era pequena mas parecia-me familiar. Talvez a memória de um sonho? Olhei á volta mas nada. Estávamos prestes a ir embora quando olhei para o chão e vi a tampa de esgoto. Baixei-me e tentei tirá-la.
- O que estás a fazer Mariana? Não está cá nada.
-Ajuda-me a tirar isto. Eu tenho a certeza que está aqui alguma coisa. – David rodou a tampa de esgoto e conseguiu levanta-la.
-Hmmmm…. Uma escada com corrimão, ora aqui está uma coisa que não se vê todos os dias. – Descemos pelo esgoto, aquilo estava a ser habitado por alguém. Estava tudo limpo e não havia água. Percorremos os túneis. Chegámos a uma esquina onde começámos a ouvir vozes. David fez sinal para me encostar à parede. Eram freiras! E estavam à volta de uma senhora de idade que estava deitada numa cama de hospital.
-David, acho que não nos devíamos esconder são freiras…Não nos vão fazer mal. Sussurrei-lhe ao ouvido.
-Não sei, nós somos o que elas podem considerar ser o demónio…
-Mas pensa um bocado, elas estão aqui no esgoto. Devem saber dos Zomba-Corvos.
-Talvez tenhas razão. Mas mesmo assim… - não lhe dei tempo para impedir.
-Desculpem… Podem ajudar-me? – tentei falar com uma voz fina para não as assustar.
-What do you want? – Fantástico! Estava-se mesmo a ver… Mas porque raio faltei às aulas de Inglês? Que bonito.
-I no falar Inglês. Português? – fiz disfarçadamente sinal para que David não se mostra-se. Uma das freiras aproximou-se de mim.
-És uma iniciada vampyra? – não lhe respondi. Levei a mão à testa e limpei a base exibindo a minha marca cor-de-rosa que agora estava completamente preenchida
-Look at her forehead. She is special...She mus go and seach Zoey! – as freiras falavam entre si com caras de pânico.
- Como te chamas minha querida? A freira tradutora aproximou-se de mim e estendeu-me as mãos.
-Chamo-me Mariana.
-Então Mariana, vamos sentar-nos ali e vou contar-te tudo o que precisas de saber. E o teu amigo também pode sair dali. Homens, enfim só sabem fazer barulho…-a freira começou a rir-se enquanto David saia do seu canto todo corado.
-Como sabia que eu ali estava?
-Oh meu filho, eu sou velha mas tenho ouvidos de morcego. Mas agora deixemo-nos disto e venham para aqui.
Os dias iam passando, mas Nyx não dava sinais de tentar ajudar-nos. David bem tentava entreter-me, mas com o meu dom de controlar e sentir as emoções, ele não me conseguia ocultar o quão desesperado estava. Tinham passado quatro dias quando o consegui finalmente convencer a sair. Concordou, com a condição de sairmos durante o dia e voltarmos antes de anoitecer. Depois de tomar um banho rápido, na casa de banho dos funcionários que por sorte se encontrava na cave, tapei a minha marca com base. Fui ter com David que já estava à minha espera.
-Então, já estás pronta?
-Sim podemos ir. – avancei para a porta.
-Espera, esqueces-te te de tapar a tua marca…
-A minha marca? Mas eu tapei-a ainda agora. – esfreguei a testa com as costas da mão, olhei mas nada. Não havia vestígios de base. Virei-me de novo para David. Mas o que raio se estava a passar? Será que não meti? Eu tenho a certeza que…
-Oh minha Deusa! – David ficou especado a olhar para mim.
-O que foi? – mas ele não me respondeu, virou costas e foi para a casa de banho e voltou pouco depois com um pequeno espelho na mão. Estendeu-me o espelho sem dizer uma única palavra. Peguei no espelho num movimento quase brusco. Olhei para o espelho e fixei a minha testa. Mas algo mudara, a meia-lua rosa estava agora preenchida.
-Eu passei pela mudança? Mas como é que eu não senti nada? Não é possível…
-És especial, só pode ser um sinal de Nyx. Foste marcada há tão pouco tempo. É impossível já teres passado pela mudança.
-Pronto esquece, vamos mas é sair, vou só tentar pôr base. – depois de meter a base não voltou a desaparecer. Saímos da cave da pousada e fomos para a rua. Eram cinco da tarde e o movimento nas ruas de Oklahoma não estavam nada movimentadas, para ser franca não se via ninguém na rua. O céu estava negro e o vento soprava com tanta força que as arvores já nem folhas tinham, o que é estranho visto estarmos em pleno Agosto. O que raio se passava? Senti que David estava com medo, e tentei acalma-lo com o meu dom.
-Obrigada. – deu-me a mão e percorremos as ruas. Não era assim que eu imaginava Oklahoma. Enquanto caminhávamos olhávamos sempre para as montras das lojas que estavam todas fechadas, para as paragens de autocarro, para o metro, sempre na expectativa de ver alguém. Estava um deserto autêntico.
-David estou a ficar com medo, o que se passou com as pessoas? Quando chegámos estava tudo normal. Será que os Zomba-Corvos os levaram?
-Não, o mais provável é os humanos terem-se apercebido que algo estava errado e fecharam-se em casa. Não te esqueças que a pousada estava cheia.
-continuamos a nossa caminhada, sempre atentos. Passámos por um parque que tinha um pequeno lago.
-Vamos voltar para a pousada está quase a escurecer… David começou a encaminhar-nos, mas eu parei.
-Espera, temos que ir ali… Aquela ponte… Temos que lá ir!
-O quê? Nem penses, vamos embora está quase a escurecer temos de nos ir esconder.
-David, confias em mim?
-Claro que confio, mas é muito perigoso e… - suspirou e beijou-me.
-Está bem, mas eu vou à frente. – Chegámo-nos até à ponte, era pequena mas parecia-me familiar. Talvez a memória de um sonho? Olhei á volta mas nada. Estávamos prestes a ir embora quando olhei para o chão e vi a tampa de esgoto. Baixei-me e tentei tirá-la.
- O que estás a fazer Mariana? Não está cá nada.
-Ajuda-me a tirar isto. Eu tenho a certeza que está aqui alguma coisa. – David rodou a tampa de esgoto e conseguiu levanta-la.
-Hmmmm…. Uma escada com corrimão, ora aqui está uma coisa que não se vê todos os dias. – Descemos pelo esgoto, aquilo estava a ser habitado por alguém. Estava tudo limpo e não havia água. Percorremos os túneis. Chegámos a uma esquina onde começámos a ouvir vozes. David fez sinal para me encostar à parede. Eram freiras! E estavam à volta de uma senhora de idade que estava deitada numa cama de hospital.
-David, acho que não nos devíamos esconder são freiras…Não nos vão fazer mal. Sussurrei-lhe ao ouvido.
-Não sei, nós somos o que elas podem considerar ser o demónio…
-Mas pensa um bocado, elas estão aqui no esgoto. Devem saber dos Zomba-Corvos.
-Talvez tenhas razão. Mas mesmo assim… - não lhe dei tempo para impedir.
-Desculpem… Podem ajudar-me? – tentei falar com uma voz fina para não as assustar.
-What do you want? – Fantástico! Estava-se mesmo a ver… Mas porque raio faltei às aulas de Inglês? Que bonito.
-I no falar Inglês. Português? – fiz disfarçadamente sinal para que David não se mostra-se. Uma das freiras aproximou-se de mim.
-És uma iniciada vampyra? – não lhe respondi. Levei a mão à testa e limpei a base exibindo a minha marca cor-de-rosa que agora estava completamente preenchida
-Look at her forehead. She is special...She mus go and seach Zoey! – as freiras falavam entre si com caras de pânico.
- Como te chamas minha querida? A freira tradutora aproximou-se de mim e estendeu-me as mãos.
-Chamo-me Mariana.
-Então Mariana, vamos sentar-nos ali e vou contar-te tudo o que precisas de saber. E o teu amigo também pode sair dali. Homens, enfim só sabem fazer barulho…-a freira começou a rir-se enquanto David saia do seu canto todo corado.
-Como sabia que eu ali estava?
-Oh meu filho, eu sou velha mas tenho ouvidos de morcego. Mas agora deixemo-nos disto e venham para aqui.
Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 12
Capitulo 12
-Vá meninos mantenham-se em fila, e por amor da nossa deusa não se separem.
-Sim professora Beatriz. – Já era a milésima vez que a nossa Sacerdotisa nos dizia o mesmo. Também não era caso para menos, estávamos a fazer uma visita de estudo em plena luz do dia e apesar de termos as nossas marcas tapadas os professores tinham as deles bem visíveis ao qual os humanos não devem achar lá muita piada. Para um vampyro adulto é uma honra ter a marca visível. E seria uma afronta perante Nyx tapá-la. Mas como nós ainda não tínhamos passado pela mudança fomos obrigados a ocultar as nossas, para o caso de algum tarado do povo da fé nos atacasse ou nos atirasse com água benta (como se isso fizesse algum sentido). Tínhamos como destino a fonte de Nyx nos Estados Unidos, mais precisamente numa floresta perto de Oklahoma, onde Nyx supostamente marcar o primeiro vampyro à luz da lua.
A viagem de avião foi fácil visto que ia com o meu David. Tekas veio sentada à nossa frente com uma rapariga que não conhecia. Joka veio com Angel. Acho que o facto de ter descoberto o meu dom para sentir as emoções dos outros ajudou Joka e Angel a aproximarem-se. Só ainda não percebi se namoram ou não. Mas o facto de andarem todos sorridentes e a comerem-se com os olhos deve significar que sim.
Quando chegámos a Oklahoma fomos logo para uma pousada. Era suposto irmos para a casa da Noite de Tulsa mas a professora Beatriz disse que preferia que fossemos para uma pousada. Fomos de autocarro para o bosque, e parámos numa subida onde nos foi dito que teríamos de continuar a pé. Tivemos que formar grupos de dois para não nos perdermos. Obviamente que eu e David ficou comigo.
-Estamos a chegar perto da fonte de Nyx, não falem e comportem-se, vamos entrar num local sagrado. – a nossa Sacerdotisa estava muito séria, nunca a vira assim antes. Quanto comecei a avistar a fonte senti-me como se tivesse a levar um murro no estômago. “Pára! Não te aproximes” . Ouvi uma voz dentro de mim que me pareceu tão familiar que tive de obedecer. Quando parei David também parou e ficou a olhara para mim com um ar muito sério enquanto íamos ficando para trás.
-Não vens Mi?
-Não, não…não podemos. – eu gaguejava
-Que disparate claro, que podemos.
-Não é isso David, Nyx disse-me agora que não devíamos ir. – acabara eu de falar quando começámos a ouvir os gritos dos nossos amigos. Não tive tempo de ver o que se passava, David começou logo a correr em direcção à floresta arrastando-me pelo braço.
-David pára, temos de voltar para trás e ajudá-los!
-Não podemos… Eram Zomba-Corvos.
-Zomba quê?
-Quando me falaste da Margarida e do tal anjo negro, decidi investigar. Falei com a professora Beatriz e contei-lhe tudo. Desculpa não te ter dito nada mas a professora disse que já sabia e que tinha tido sonhos a esse respeito. A professora falou-me de Kalona e dos seus filhos Zombacórvos, também disse que coisas estranhas estavam a acontecer no nosso mundo e que quando chegasse o momento tu o saberias. A professora fez-me prometer proteger-te e fugir contigo para o mais longe possível.
-Estás a querer dizer que sabias disto tudo e não me disseste nada?
-Sim, desculpa a professora fez-me jurar em nome de Nyx. Não podia quebrar o juramento. – o meu namorado baixou a cabeça.
-E agora? O que vamos fazer? Temos de salva-los!
-Não. Temos de nos esconder e esperar.
-Como podes estar tão calmo? Os nossos amigos e professores estão em perigo!
-Eu sei amor, mas não podemos fazer nada. Nyx vai ajudar-nos mas temos de ficar à espera. – David e eu continuamos a correr até chegarmos à pousada. Fomos buscar as nossas coisas e sacos de cama aos quartos e corremos para a cave da pousada. David dissera que tanto os Zomba-Corvos como o próprio Kalona não gostavam da terra. E que Beatriz dissera para nos esconder-nos o mais findo possível.
Eu estava com medo, muito, muito medo.
-Vá meninos mantenham-se em fila, e por amor da nossa deusa não se separem.
-Sim professora Beatriz. – Já era a milésima vez que a nossa Sacerdotisa nos dizia o mesmo. Também não era caso para menos, estávamos a fazer uma visita de estudo em plena luz do dia e apesar de termos as nossas marcas tapadas os professores tinham as deles bem visíveis ao qual os humanos não devem achar lá muita piada. Para um vampyro adulto é uma honra ter a marca visível. E seria uma afronta perante Nyx tapá-la. Mas como nós ainda não tínhamos passado pela mudança fomos obrigados a ocultar as nossas, para o caso de algum tarado do povo da fé nos atacasse ou nos atirasse com água benta (como se isso fizesse algum sentido). Tínhamos como destino a fonte de Nyx nos Estados Unidos, mais precisamente numa floresta perto de Oklahoma, onde Nyx supostamente marcar o primeiro vampyro à luz da lua.
A viagem de avião foi fácil visto que ia com o meu David. Tekas veio sentada à nossa frente com uma rapariga que não conhecia. Joka veio com Angel. Acho que o facto de ter descoberto o meu dom para sentir as emoções dos outros ajudou Joka e Angel a aproximarem-se. Só ainda não percebi se namoram ou não. Mas o facto de andarem todos sorridentes e a comerem-se com os olhos deve significar que sim.
Quando chegámos a Oklahoma fomos logo para uma pousada. Era suposto irmos para a casa da Noite de Tulsa mas a professora Beatriz disse que preferia que fossemos para uma pousada. Fomos de autocarro para o bosque, e parámos numa subida onde nos foi dito que teríamos de continuar a pé. Tivemos que formar grupos de dois para não nos perdermos. Obviamente que eu e David ficou comigo.
-Estamos a chegar perto da fonte de Nyx, não falem e comportem-se, vamos entrar num local sagrado. – a nossa Sacerdotisa estava muito séria, nunca a vira assim antes. Quanto comecei a avistar a fonte senti-me como se tivesse a levar um murro no estômago. “Pára! Não te aproximes” . Ouvi uma voz dentro de mim que me pareceu tão familiar que tive de obedecer. Quando parei David também parou e ficou a olhara para mim com um ar muito sério enquanto íamos ficando para trás.
-Não vens Mi?
-Não, não…não podemos. – eu gaguejava
-Que disparate claro, que podemos.
-Não é isso David, Nyx disse-me agora que não devíamos ir. – acabara eu de falar quando começámos a ouvir os gritos dos nossos amigos. Não tive tempo de ver o que se passava, David começou logo a correr em direcção à floresta arrastando-me pelo braço.
-David pára, temos de voltar para trás e ajudá-los!
-Não podemos… Eram Zomba-Corvos.
-Zomba quê?
-Quando me falaste da Margarida e do tal anjo negro, decidi investigar. Falei com a professora Beatriz e contei-lhe tudo. Desculpa não te ter dito nada mas a professora disse que já sabia e que tinha tido sonhos a esse respeito. A professora falou-me de Kalona e dos seus filhos Zombacórvos, também disse que coisas estranhas estavam a acontecer no nosso mundo e que quando chegasse o momento tu o saberias. A professora fez-me prometer proteger-te e fugir contigo para o mais longe possível.
-Estás a querer dizer que sabias disto tudo e não me disseste nada?
-Sim, desculpa a professora fez-me jurar em nome de Nyx. Não podia quebrar o juramento. – o meu namorado baixou a cabeça.
-E agora? O que vamos fazer? Temos de salva-los!
-Não. Temos de nos esconder e esperar.
-Como podes estar tão calmo? Os nossos amigos e professores estão em perigo!
-Eu sei amor, mas não podemos fazer nada. Nyx vai ajudar-nos mas temos de ficar à espera. – David e eu continuamos a correr até chegarmos à pousada. Fomos buscar as nossas coisas e sacos de cama aos quartos e corremos para a cave da pousada. David dissera que tanto os Zomba-Corvos como o próprio Kalona não gostavam da terra. E que Beatriz dissera para nos esconder-nos o mais findo possível.
Eu estava com medo, muito, muito medo.
Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 11
Capitulo 11
(uma semana depois)
Estava a divertir-me imenso com o meu novo dom, não só pelo facto de conseguir usá-lo para meu divertimento como também me fazia esquecer um pouco o facto de conseguir ver iniciados mortos.
As aulas começaram a ficar mais animadas com o meu novo dom. Mas depois da minha Sumo-Sacerdotisa, ter descoberto através dos pensamentos dos meus amigos que conseguia controlar as emoções das pessoas, proibiu-me expressamente que eu a usa-se em professores. Estive cerca de três horas a ouvir um sermão pelo facto de não lhe ter contado do meu dom. Mas apesar disso, algo me dizia para não lhe contar do meu dom de comunicar com os iniciados mortos.
-Mariana promete que não irás usar o dom para fazeres disparates. Se Nyx te concedeu tal poder terás de ser responsável.
-Prometo.
Apesar da minha promessa às vezes fazia batota. Acho que Nyx não irá ficar chateada se o usar algumas vezes para me distrair até porque o facto de ver iniciados mortos conseguia irritar-me.
Estava na aula de teatro quando o professor Pedro nos mandou formar pares. Como Joka estava a faltar eu não tinha par e olhei em redor da sala para ver se mais alguém não tinha par. Vi no canto da sala uma rapariga que estava sozinha. Cheguei-me perto dela e observei-a por breves momentos. Era baixa de cabelo encaracolado e uma franja que quase lhe tapava os olhos.
Fiquei imóvel ao lado dela à espera.
-Mariana já tem par? – o professor aproximou-se de mim e olhou ligeiramente para baixo. Ele era mesmo lindo…
-Sim professor. – fiz sinal para a rapariga que se encontrava ao meu lado. O professor franziu ligeiramente, o sobrolho e ficou a olhar para mim com um ar muito sério. Os meus colegas começaram-se todos a rir de mim. O que teria eu feito de errado?
- Menina Mariana está a brincar comigo?
-De modo algum professor. – todos se riam de mim.
- Deixe-a fazer o exercício com a vassoura professora, sempre é melhor que nada. – um rapaz com o cabelo ruivo encaracolado ria e gozava comigo. Fantástico! Estava-se mesmo a ver. Todos pensavam que eu era uma doida varrida. Mas porque raios, estava ali aquela iniciada morta? Eu sabia que este dom de ver os mortos me iria prejudicar.
O professor deve ter reparado que eu estava meia atordoada e dispensou-me da aula. Dirigi-me até à porta para sair, enquanto passava o corredor os outros iniciados iam cochichando e rindo, provavelmente seria da figura triste que eu acabara de fazer. Tentei ao máximo conter as lágrimas, eles não iriam levar a melhor. Ergui a cabeça e virei-me uma última vez antes de sair. Mas já nenhum deles se estava a rir, estavam com caras muito sérias e angustiadas. Fi-los sentir tudo que me fizeram sentir. Fi-los sentir a minha angústia, tristeza até mesmo raiva. Levei a mão á testa onde permanecia a minha marca tão diferente das outras.
Porque raio me estava Nyx a fazer passar por isto? Sempre que pensava nisto, algo me dizia que isto seria só o começo…
Precisava de falar urgentemente com alguém, precisava de desabafar com alguém. Fui até ao pátio e sentei-me por baixo da árvore onde encontrei Margarida pela primeira vez. Encostei a cabeça ao tronco e fechei os olhos, talves se os fechasse com a força suficiente tudo voltaria a ser como era, tentei afastar todas as energias negativas que estavam dentro de mim mas em vão. Infelizmente o meu dom, de controlar as emoções das pessoas não resultava com as minhas próprias. Chorei tanto que acabei por adormecer.
(uma semana depois)
Estava a divertir-me imenso com o meu novo dom, não só pelo facto de conseguir usá-lo para meu divertimento como também me fazia esquecer um pouco o facto de conseguir ver iniciados mortos.
As aulas começaram a ficar mais animadas com o meu novo dom. Mas depois da minha Sumo-Sacerdotisa, ter descoberto através dos pensamentos dos meus amigos que conseguia controlar as emoções das pessoas, proibiu-me expressamente que eu a usa-se em professores. Estive cerca de três horas a ouvir um sermão pelo facto de não lhe ter contado do meu dom. Mas apesar disso, algo me dizia para não lhe contar do meu dom de comunicar com os iniciados mortos.
-Mariana promete que não irás usar o dom para fazeres disparates. Se Nyx te concedeu tal poder terás de ser responsável.
-Prometo.
Apesar da minha promessa às vezes fazia batota. Acho que Nyx não irá ficar chateada se o usar algumas vezes para me distrair até porque o facto de ver iniciados mortos conseguia irritar-me.
Estava na aula de teatro quando o professor Pedro nos mandou formar pares. Como Joka estava a faltar eu não tinha par e olhei em redor da sala para ver se mais alguém não tinha par. Vi no canto da sala uma rapariga que estava sozinha. Cheguei-me perto dela e observei-a por breves momentos. Era baixa de cabelo encaracolado e uma franja que quase lhe tapava os olhos.
Fiquei imóvel ao lado dela à espera.
-Mariana já tem par? – o professor aproximou-se de mim e olhou ligeiramente para baixo. Ele era mesmo lindo…
-Sim professor. – fiz sinal para a rapariga que se encontrava ao meu lado. O professor franziu ligeiramente, o sobrolho e ficou a olhar para mim com um ar muito sério. Os meus colegas começaram-se todos a rir de mim. O que teria eu feito de errado?
- Menina Mariana está a brincar comigo?
-De modo algum professor. – todos se riam de mim.
- Deixe-a fazer o exercício com a vassoura professora, sempre é melhor que nada. – um rapaz com o cabelo ruivo encaracolado ria e gozava comigo. Fantástico! Estava-se mesmo a ver. Todos pensavam que eu era uma doida varrida. Mas porque raios, estava ali aquela iniciada morta? Eu sabia que este dom de ver os mortos me iria prejudicar.
O professor deve ter reparado que eu estava meia atordoada e dispensou-me da aula. Dirigi-me até à porta para sair, enquanto passava o corredor os outros iniciados iam cochichando e rindo, provavelmente seria da figura triste que eu acabara de fazer. Tentei ao máximo conter as lágrimas, eles não iriam levar a melhor. Ergui a cabeça e virei-me uma última vez antes de sair. Mas já nenhum deles se estava a rir, estavam com caras muito sérias e angustiadas. Fi-los sentir tudo que me fizeram sentir. Fi-los sentir a minha angústia, tristeza até mesmo raiva. Levei a mão á testa onde permanecia a minha marca tão diferente das outras.
Porque raio me estava Nyx a fazer passar por isto? Sempre que pensava nisto, algo me dizia que isto seria só o começo…
Precisava de falar urgentemente com alguém, precisava de desabafar com alguém. Fui até ao pátio e sentei-me por baixo da árvore onde encontrei Margarida pela primeira vez. Encostei a cabeça ao tronco e fechei os olhos, talves se os fechasse com a força suficiente tudo voltaria a ser como era, tentei afastar todas as energias negativas que estavam dentro de mim mas em vão. Infelizmente o meu dom, de controlar as emoções das pessoas não resultava com as minhas próprias. Chorei tanto que acabei por adormecer.
Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 10
Capitulo 10
Depois do que aconteceu com Margarida não aguentei e fui deitar-me. Não conseguia pensar no que iria ou deveria fazer. O que será certo e o que será errado? Fui deitar-me e tentei dormir. Rezei a Nyx pedindo-lhe ajuda.
Não estava a conseguir assimilar tudo o que se estava a passar comigo. Teria de perceber para que serviam os meus poderes. Como podia ser útil o facto de falar com mortos e sentir as emoções das outras pessoas?
Estava com uma dor de cabeça horrível quando finalmente consegui entrar no mundo dos sonhos.
Não me lembro do que sonhei só sei que quando voltei a acordar olhei para o relógio e vi que conseguira descansar 2 horas o que já não fora nada mau, dadas as circunstancias. Decidi ir lá para baixo ver o que os meus amigos estavam a fazer, pois não estava com vontade nenhuma de passar o fim-de-semana todo fechada no quarto. Desci as escadas até ao salão onde estavam Joka e Tekas sentadas a ver um filme. Quando me aproximei vi que estava um rapaz que não conhecia sentado ao lado de Joka.
-Então Mariana? Já dormiste tudo o que tinhas a dormir?
-Acho que sim, pelo menos já estou mais descansada. Não vais apresentar-me o teu amigo Joka?
-Ah, sim este é o Angel, é o companheiro de quarto do David. –Joka vez um gesto na direcção do rapaz.
-Olá.
-Olá. Sou a Mariana.
-Falando em David, não tens nada para nos contar Mariana? – Joka e Tekas riram-se. Comecei a corar, e sem lhes dizer mais nada sentei-me no sofá ao lado do delas.
-Não há nada para dizer.
-Namoram? - perguntaram-me enquanto se riam de uma maneira quase histérica uma para a outra.
-Não sei, tive que me ir embora porque a Margarida não estava bem. – não disse mais nada no que dizia respeito à Margarida e ao meu dom pois Angel estava presente. Permanecemos todos sentados a ver o filme, muito sinceramente não estava a prestar atenção nenhuma ao filme, nem sabia do que se tratava. Estava a pensar no meu suposto dom de sentir as emoções dos outros. Olhei para Joka, e concentrei-me nela. Já que não tinha mais nada que fazer podia pelo menos tentar explorar o meu dom. Concentrei-me na minha amiga. Não precisei de me esforçar muito, passado alguns segundo senti novamente uma corrente eléctrica, parecia que estabelecia uma ligação com ela. Consegui sentir nervosismo e …
-Há há há – não consegui conter-me e comecei a rir-me. Agora o facto de ter um Dom até me agradava. Nem acredito nisto. A minha amiga Joka estava apaixonada por Angel.
-Mariana do que te estas a rir? – deviam achar-me uma completa tolinha por me estar a rir sozinha.
-Descobri o meu dom.
-Pareces animada, é assim tão bom?
-Bom? É fantástico, vai divertir-me durante muito tempo. – continuei a minha sessão de riso histérico,
-Qual é? – Tekas parecia entusiasmada. Angel até se inclinou para também conseguir ouvir o que eu iria dizer.
-Eu sinto as vossas emoções.
-Como assim? Tu sentes as nossas emoções?
-Yap. Consigo sentir tudo o que vocês estão a sentir. – olharam para mim com um ar interrogativo.
-Achas que isso faz sentido? Quer dizer, sentes as nossas emoções mas para que serve isso?
-Pois, sentido não faz a não ser que também consiga controla-las. – reflecti no assunto, quer dizer até tinha uma certa lógica, só sentir as emoções não faria qualquer sentido se também não conseguisse modifica-las.
-Já tentaste? Vá lá Mariana, concentra-te e tenta controlar as minhas emoções. – Joka fez um ar confiante. Assenti com a cabeça e concentrei-me nas emoções da minha amiga. Tentei mudar o estado de espírito dela. Não demorou muito e ela começou a chorar, quando lhe perguntar porque estava ela a chorar ela respondeu que estava triste mas que não sabia porquê.
-Conseguiste! É incrível, ela consegue mesmo mexer nas nossas emoções.
Depois do que aconteceu com Margarida não aguentei e fui deitar-me. Não conseguia pensar no que iria ou deveria fazer. O que será certo e o que será errado? Fui deitar-me e tentei dormir. Rezei a Nyx pedindo-lhe ajuda.
Não estava a conseguir assimilar tudo o que se estava a passar comigo. Teria de perceber para que serviam os meus poderes. Como podia ser útil o facto de falar com mortos e sentir as emoções das outras pessoas?
Estava com uma dor de cabeça horrível quando finalmente consegui entrar no mundo dos sonhos.
Não me lembro do que sonhei só sei que quando voltei a acordar olhei para o relógio e vi que conseguira descansar 2 horas o que já não fora nada mau, dadas as circunstancias. Decidi ir lá para baixo ver o que os meus amigos estavam a fazer, pois não estava com vontade nenhuma de passar o fim-de-semana todo fechada no quarto. Desci as escadas até ao salão onde estavam Joka e Tekas sentadas a ver um filme. Quando me aproximei vi que estava um rapaz que não conhecia sentado ao lado de Joka.
-Então Mariana? Já dormiste tudo o que tinhas a dormir?
-Acho que sim, pelo menos já estou mais descansada. Não vais apresentar-me o teu amigo Joka?
-Ah, sim este é o Angel, é o companheiro de quarto do David. –Joka vez um gesto na direcção do rapaz.
-Olá.
-Olá. Sou a Mariana.
-Falando em David, não tens nada para nos contar Mariana? – Joka e Tekas riram-se. Comecei a corar, e sem lhes dizer mais nada sentei-me no sofá ao lado do delas.
-Não há nada para dizer.
-Namoram? - perguntaram-me enquanto se riam de uma maneira quase histérica uma para a outra.
-Não sei, tive que me ir embora porque a Margarida não estava bem. – não disse mais nada no que dizia respeito à Margarida e ao meu dom pois Angel estava presente. Permanecemos todos sentados a ver o filme, muito sinceramente não estava a prestar atenção nenhuma ao filme, nem sabia do que se tratava. Estava a pensar no meu suposto dom de sentir as emoções dos outros. Olhei para Joka, e concentrei-me nela. Já que não tinha mais nada que fazer podia pelo menos tentar explorar o meu dom. Concentrei-me na minha amiga. Não precisei de me esforçar muito, passado alguns segundo senti novamente uma corrente eléctrica, parecia que estabelecia uma ligação com ela. Consegui sentir nervosismo e …
-Há há há – não consegui conter-me e comecei a rir-me. Agora o facto de ter um Dom até me agradava. Nem acredito nisto. A minha amiga Joka estava apaixonada por Angel.
-Mariana do que te estas a rir? – deviam achar-me uma completa tolinha por me estar a rir sozinha.
-Descobri o meu dom.
-Pareces animada, é assim tão bom?
-Bom? É fantástico, vai divertir-me durante muito tempo. – continuei a minha sessão de riso histérico,
-Qual é? – Tekas parecia entusiasmada. Angel até se inclinou para também conseguir ouvir o que eu iria dizer.
-Eu sinto as vossas emoções.
-Como assim? Tu sentes as nossas emoções?
-Yap. Consigo sentir tudo o que vocês estão a sentir. – olharam para mim com um ar interrogativo.
-Achas que isso faz sentido? Quer dizer, sentes as nossas emoções mas para que serve isso?
-Pois, sentido não faz a não ser que também consiga controla-las. – reflecti no assunto, quer dizer até tinha uma certa lógica, só sentir as emoções não faria qualquer sentido se também não conseguisse modifica-las.
-Já tentaste? Vá lá Mariana, concentra-te e tenta controlar as minhas emoções. – Joka fez um ar confiante. Assenti com a cabeça e concentrei-me nas emoções da minha amiga. Tentei mudar o estado de espírito dela. Não demorou muito e ela começou a chorar, quando lhe perguntar porque estava ela a chorar ela respondeu que estava triste mas que não sabia porquê.
-Conseguiste! É incrível, ela consegue mesmo mexer nas nossas emoções.
Fanfic: The Girl With The Red Rose - Capitulo 9
Capitulo 9
David e eu íamos a caminhar pelo pátio fora, estava uma noite cerrada. Se eu ainda fosse humana diria mesmo que estava frio, mas desde que fui marcada que o frio não me incomodava como dantes.
-Está mesmo uma noite linda não achas? – David sorria enquanto olhava para o céu estrelado.
-Tens razão, está uma noite mesmo linda.
-Sabes, quando era pequeno gostava de me deitar no telhado de minha casa e olhar para as estrelas. Sempre gostei muito da noite. As estrelas fascinavam-me, e ainda me fascinam. Sempre pensei que a vida das pessoas estava escrita nas estrelas. – fiquei fascinada com as palavras dele, nunca pensei que ele fosse tão “sensível” estava admirada com a maneira de ser dele.
-Achas que eu também tenho uma estrela? – ele sorriu e olhou para mim com os olhos brilhantes segurando na minha mão.
-Se assim for, a tua deve ser a mais linda que brilha no céu. – ele segurou-me pela cintura e puxou-me para junto de si. Senti os joelhos fraquejarem enquanto ele se aproximava de mim. Olhava-me tão intensamente que era impossível desviar o olhar daqueles olhos lindos. Como era mais alto que eu, curvou ligeiramente a cabeça aproximando os seus lábios dos meus e beijou-me. Beijou-me como nunca ninguém antes me beijara. Os meus lábios ferviam em contacto com os dele enquanto se moviam ao mesmo ritmo. Senti paixão, não só minha mas também dele. O corpo dele transmitiu-me uma corrente de emoções. Foi algo que nunca tinha sentido antes. Já estava a ficar sem fôlego quando ele desviou a cara e aproximou a boca do meu ouvido.
-Felizmente que a mais bela das estrelas não está no céu. – acariciou-me o cabelo com a sua mão direita e puxou-me para junto de si com a outra mão voltando a beijar-me.
-Bah! Que nojo, podias não fazer isso em publico? – afastei-me bruscamente de David e olhei para Margarida que estava ao lado dele a resmungar. Olhei para ela com a cara mais zangada que eu tinha.
-O que raio estás tu aqui a fazer? Será possível que não sabes o que se chama privacidade?! – ela cruzou os braços.
-Oh! Desculpa lá ter vindo aqui ver se Kalona estava a tentar matar-te! – cuspiu-me as palavras com um ódio que nunca vira na cara dela.
-Fazes ideia o que para mim significou ver-te aqui assim agarrada? Pensava que era Kalona que te estava a sugar a alma. – Margarida começou a chorar e começou a correr em direcção aos dormitórios atravessando a parede.
-O que se passa Mariana? – David estava imóvel a olhar para mim.
-Era a Margarida, ela viu-nos agarrados e pensou que era Kalona que me estava a sugar a alma. Como viste eu passei-me e ela foi-se embora a chorar. Acho que ficou mesmo zangada comigo. Tenho que ir ter com ela. – virei-me para o edifício dos dormitórios e comecei a correr. Sem nunca olhar para traz. O que raio se estava a passar comigo? Eu estava a correr atrás de um fantasma e deixei o rapaz dos meus sonhos para traz sem lhe dizer mais nada. Corri para o dormitório e entrei no meu quarto. Olhei para todos os lados à procura de Margarida mas não havia sinais dela.
-Margarida desculpa, eu não queria ofender-te mas compreende que isto também não está a ser nada fácil para mim. Por favor aparece. Eu estou mesmo arrependida. – ela apareceu por traz de mim atravessando a porta.
-O que queres? Não te querias ver livre de mim? Eu só queria que me ajudasses, mas pelos vistos só queres que eu desapareça de vez. – ela virou-me a cara que estavam cobertas de lágrimas e sacudiu o cabelo.
-Não é nada disso, eu não quero que desapareças. Eu gosto de ti, e quero ajudar-te mas tens que me dar tempo para me habituar à ideia.
-Tens razão, desculpa ter interrompido o teu momento, mas quando te vi ali fiquei com medo de te perder. – Margarida começou a chorar. Queria agarra-la e abraça-la mas provavelmente só iria agarrar no vazio, mas mesmo assim tentei alcança-la. Estiquei a minha mão tentando tocar na dela. Senti a palma da minha mão arder. Margarida paralisou e olhou-me nos olhos. Foi aí que me aconteceu o mesmo que acontecera com David. Consegui sentir tudo o que ela sentiu e tudo o que ela estava a sentir naquele momento. Sentia medo, terror, desespero um turbilhão de emoções. Tentei largá-la mas parecia que estava presa por uma corrente eléctrica.
-Mariana? O que se está a passar? - Margarida olhou para mim com um ar aflito.
-Não sei, eu acho que consegui sentir… Senti o que tu sentes.
-Não me estava a referir a isso, tu tocaste-me o que é por assim dizer impossível pois não passo de um fantasma.
David e eu íamos a caminhar pelo pátio fora, estava uma noite cerrada. Se eu ainda fosse humana diria mesmo que estava frio, mas desde que fui marcada que o frio não me incomodava como dantes.
-Está mesmo uma noite linda não achas? – David sorria enquanto olhava para o céu estrelado.
-Tens razão, está uma noite mesmo linda.
-Sabes, quando era pequeno gostava de me deitar no telhado de minha casa e olhar para as estrelas. Sempre gostei muito da noite. As estrelas fascinavam-me, e ainda me fascinam. Sempre pensei que a vida das pessoas estava escrita nas estrelas. – fiquei fascinada com as palavras dele, nunca pensei que ele fosse tão “sensível” estava admirada com a maneira de ser dele.
-Achas que eu também tenho uma estrela? – ele sorriu e olhou para mim com os olhos brilhantes segurando na minha mão.
-Se assim for, a tua deve ser a mais linda que brilha no céu. – ele segurou-me pela cintura e puxou-me para junto de si. Senti os joelhos fraquejarem enquanto ele se aproximava de mim. Olhava-me tão intensamente que era impossível desviar o olhar daqueles olhos lindos. Como era mais alto que eu, curvou ligeiramente a cabeça aproximando os seus lábios dos meus e beijou-me. Beijou-me como nunca ninguém antes me beijara. Os meus lábios ferviam em contacto com os dele enquanto se moviam ao mesmo ritmo. Senti paixão, não só minha mas também dele. O corpo dele transmitiu-me uma corrente de emoções. Foi algo que nunca tinha sentido antes. Já estava a ficar sem fôlego quando ele desviou a cara e aproximou a boca do meu ouvido.
-Felizmente que a mais bela das estrelas não está no céu. – acariciou-me o cabelo com a sua mão direita e puxou-me para junto de si com a outra mão voltando a beijar-me.
-Bah! Que nojo, podias não fazer isso em publico? – afastei-me bruscamente de David e olhei para Margarida que estava ao lado dele a resmungar. Olhei para ela com a cara mais zangada que eu tinha.
-O que raio estás tu aqui a fazer? Será possível que não sabes o que se chama privacidade?! – ela cruzou os braços.
-Oh! Desculpa lá ter vindo aqui ver se Kalona estava a tentar matar-te! – cuspiu-me as palavras com um ódio que nunca vira na cara dela.
-Fazes ideia o que para mim significou ver-te aqui assim agarrada? Pensava que era Kalona que te estava a sugar a alma. – Margarida começou a chorar e começou a correr em direcção aos dormitórios atravessando a parede.
-O que se passa Mariana? – David estava imóvel a olhar para mim.
-Era a Margarida, ela viu-nos agarrados e pensou que era Kalona que me estava a sugar a alma. Como viste eu passei-me e ela foi-se embora a chorar. Acho que ficou mesmo zangada comigo. Tenho que ir ter com ela. – virei-me para o edifício dos dormitórios e comecei a correr. Sem nunca olhar para traz. O que raio se estava a passar comigo? Eu estava a correr atrás de um fantasma e deixei o rapaz dos meus sonhos para traz sem lhe dizer mais nada. Corri para o dormitório e entrei no meu quarto. Olhei para todos os lados à procura de Margarida mas não havia sinais dela.
-Margarida desculpa, eu não queria ofender-te mas compreende que isto também não está a ser nada fácil para mim. Por favor aparece. Eu estou mesmo arrependida. – ela apareceu por traz de mim atravessando a porta.
-O que queres? Não te querias ver livre de mim? Eu só queria que me ajudasses, mas pelos vistos só queres que eu desapareça de vez. – ela virou-me a cara que estavam cobertas de lágrimas e sacudiu o cabelo.
-Não é nada disso, eu não quero que desapareças. Eu gosto de ti, e quero ajudar-te mas tens que me dar tempo para me habituar à ideia.
-Tens razão, desculpa ter interrompido o teu momento, mas quando te vi ali fiquei com medo de te perder. – Margarida começou a chorar. Queria agarra-la e abraça-la mas provavelmente só iria agarrar no vazio, mas mesmo assim tentei alcança-la. Estiquei a minha mão tentando tocar na dela. Senti a palma da minha mão arder. Margarida paralisou e olhou-me nos olhos. Foi aí que me aconteceu o mesmo que acontecera com David. Consegui sentir tudo o que ela sentiu e tudo o que ela estava a sentir naquele momento. Sentia medo, terror, desespero um turbilhão de emoções. Tentei largá-la mas parecia que estava presa por uma corrente eléctrica.
-Mariana? O que se está a passar? - Margarida olhou para mim com um ar aflito.
-Não sei, eu acho que consegui sentir… Senti o que tu sentes.
-Não me estava a referir a isso, tu tocaste-me o que é por assim dizer impossível pois não passo de um fantasma.
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